{"id":185706,"date":"2017-04-05T07:56:28","date_gmt":"2017-04-05T10:56:28","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=185706"},"modified":"2017-04-05T07:56:56","modified_gmt":"2017-04-05T10:56:56","slug":"estudo-aponta-avanco-lento-e-131-mil-alunos-fora-da-escola-em-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/estudo-aponta-avanco-lento-e-131-mil-alunos-fora-da-escola-em-pernambuco\/","title":{"rendered":"Estudo aponta avan\u00e7o lento e 131 mil alunos fora da escola em Pernambuco"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"titulo-materia\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p class=\"mg_sutia\" style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Dados do Movimento Todos pela Educa\u00e7\u00e3o mostram que a universaliza\u00e7\u00e3o do ensino ainda \u00e9 uma realidade distante. No Brasil, quase 2,5 milh\u00f5es de pessoas de 4 a 17 anos n\u00e3o est\u00e3o estudando<\/strong><\/em><\/p>\n<div id=\"noticia_dataautor\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"bordaimg imgnoticia\" title=\"Aos 16 anos, Roselane est\u00e1 fora da escola e gr\u00e1vida do segundo filho \/ Jedson Nobre\/JC Imagem\" src=\"http:\/\/jconlineimagem.ne10.uol.com.br\/imagem\/noticia\/2017\/04\/05\/normal\/9ce2bf7f219ea054dc5c1d7a76e32e5a.jpg\" alt=\"Aos 16 anos, Roselane est\u00e1 fora da escola e gr\u00e1vida do segundo filho \/ Jedson Nobre\/JC Imagem\" width=\"470\" height=\"230\" \/><\/p>\n<div class=\"legenda-foto\" style=\"text-align: justify;\">Aos 16 anos, Roselane est\u00e1 fora da escola e gr\u00e1vida do segundo filho<\/div>\n<div class=\"credito-foto\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div id=\"noticia_corpodanoticia\" class=\"t13 manipularFonte\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 16 anos, Roselane e Marciellen expressam realidades extremas da educa\u00e7\u00e3o brasileira. Numa ponta, o fracasso da garantia constitucional do acesso \u00e0 escola. Na outra, a aposta no ensino p\u00fablico de qualidade. Gr\u00e1vida do segundo filho, Roselane Santana est\u00e1 longe da sala de aula h\u00e1 mais de quatro anos. N\u00e3o sabe ler e mal escreve o pr\u00f3prio nome. Parou no 3\u00ba ano do ensino fundamental. Ela faz parte de um contingente que, em Pernambuco, representa 131 mil crian\u00e7as e jovens de 4 a 17 anos que est\u00e3o fora da escola. Marciellen Souza est\u00e1 no \u00faltimo ano do ensino m\u00e9dio. Quer ser arquiteta. Estuda num col\u00e9gio integral de refer\u00eancia. Faz parte de uma gera\u00e7\u00e3o que vem conseguindo melhorar as taxas de aprova\u00e7\u00e3o e de desempenho escolar. Com trajet\u00f3rias t\u00e3o distintas, as adolescentes retratam os desafios de uma educa\u00e7\u00e3o que fracassou na meta da universaliza\u00e7\u00e3o do ensino, mas que, aos poucos e muito aqu\u00e9m das necessidades, apresenta avan\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/mais.uol.com.br\/static\/uolplayer\/?mediaId=16182862\" width=\"470\" height=\"283\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, o universo de crian\u00e7as e jovens longe da escola chega a 2,5 milh\u00f5es de pessoas. O levantamento foi feito pelo Movimento Todos pela Educa\u00e7\u00e3o, a partir do monitoramento de metas estabelecidas pela institui\u00e7\u00e3o para melhorar a qualidade da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica no Pa\u00eds. Com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (Pnad), a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental tra\u00e7ou um comparativo de indicadores educacionais, entre os anos de 2005 e 2015. Os n\u00fameros mostram que a situa\u00e7\u00e3o mais cr\u00edtica de jovens fora da sala de aula \u00e9 na faixa et\u00e1ria de 15 a 17 anos. No Pa\u00eds, esse universo chega a quase um milh\u00e3o de pessoas. Em Pernambuco, ainda representa 91 mil jovens sem estudar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presidente-executiva do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, Priscila Cruz, diz que o levantamento revela uma situa\u00e7\u00e3o grave de exclus\u00e3o escolar. \u201cInfelizmente, o Brasil perdeu o vigor da expans\u00e3o das matr\u00edculas. N\u00e3o estamos conseguindo ampliar o universo de estudantes e colocar na escola a crian\u00e7a e o jovem mais pobre e com alguma defici\u00eancia, justamente o perfil que mais precisa de educa\u00e7\u00e3o\u201d, avalia. Priscila defende que a sociedade precisa se indignar com essa realidade. \u201cA meta constitucional para 2016 era de 100% dessa popula\u00e7\u00e3o (de 4 a 17 anos) na escola. N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o vamos conseguir alcan\u00e7\u00e1-la, como tamb\u00e9m n\u00e3o estamos fazendo os esfor\u00e7os suficientes para mudar esse cen\u00e1rio\u201d, avalia.<\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fatiaimagem.com.br\/img\/19F9D6E6\/imgs_0.jpg\" alt=\"\" height=\"1950\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Moradora da Comunidade do Pilar, no Bairro do Recife, Jaqueline Taimara do Nascimento sabe bem o que a dist\u00e2ncia da escola representa. Aos 19 anos, ela n\u00e3o trabalha nem estuda. Deixou a sala de aula desde os 16 anos. At\u00e9 se matriculava, mas n\u00e3o frequentava. \u201cSei que isso \u00e9 ruim para o meu futuro. Quero trabalhar, mas sem estudo n\u00e3o vou conseguir emprego. Quero voltar, mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. S\u00e3o muitos anos fora da escola\u201d, diz. No Brasil, quase 500 milh\u00f5es de jovens na mesma idade de Jaqueline n\u00e3o conseguiram concluir o ensino m\u00e9dio e tamb\u00e9m est\u00e3o fora do mercado de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TAXA DE APROVA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento traz uma boa not\u00edcia para a educa\u00e7\u00e3o em Pernambuco. Dentro da meta de garantir a conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio para todos os jovens com at\u00e9 19 anos, o Estado apresentou a maior taxa do Pa\u00eds de aprova\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio. Pernambuco atingiu o \u00edndice de 88,8%, seguido por S\u00e3o Paulo (87,5%) e Goi\u00e1s (85,7%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/mais.uol.com.br\/static\/uolplayer\/?mediaId=16182847\" width=\"470\" height=\"283\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o da presidente-executiva do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, o resultado tem rela\u00e7\u00e3o direta com a ado\u00e7\u00e3o das escolas de ensino integral. \u201cO modelo tem se mostrado positivo tanto em rela\u00e7\u00e3o ao aumento do tempo de estudo como da qualifica\u00e7\u00e3o dessa educa\u00e7\u00e3o\u201d, observa Priscila Cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alunas do Gin\u00e1sio Pernambucano, Marciellen e Ariane Tavares, 16, est\u00e3o no \u00faltimo ano do ensino m\u00e9dio. As jovens dizem que a dupla jornada escolar tem feito a diferen\u00e7a no aprendizado. \u201cA gente se sente mais confiante e tranquila por saber que estamos nos dedicando em tempo integral\u201d, diz Marciellen. \u201cAcho que essa prepara\u00e7\u00e3o vai nos ajudar n\u00e3o s\u00f3 no Enem, como tamb\u00e9m em outras avalia\u00e7\u00f5es que teremos que enfrentar ap\u00f3s o ensino m\u00e9dio\u201d, refor\u00e7a Ariane. (JC)<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do Movimento Todos pela Educa\u00e7\u00e3o mostram que a universaliza\u00e7\u00e3o do ensino ainda \u00e9 uma realidade distante. 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