{"id":18887,"date":"2013-09-25T08:44:44","date_gmt":"2013-09-25T11:44:44","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=18887"},"modified":"2013-09-25T08:46:18","modified_gmt":"2013-09-25T11:46:18","slug":"enem-tem-adesao-das-59-universidades-federais-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/enem-tem-adesao-das-59-universidades-federais-do-pais\/","title":{"rendered":"Enem tem ades\u00e3o das 59 universidades federais do Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 a primeira vez que isso acontece desde 1998, quando o exame foi criado para avaliar a qualidade do ensino m\u00e9dio no Pa\u00eds. Nesta edi\u00e7\u00e3o, prova ter\u00e1 7,1 milh\u00f5es de candidatos<\/p>\n<div>Paulo Salda\u00f1a, Victor Vieira e Guilherme Soares Dias<\/div>\n<div id=\"ecxbb-md-noticia-tabs\">\n<div id=\"ecxbb-md-noticia-tabs-1\">\n<p>Quinze anos ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem) e cinco anos depois de sua transforma\u00e7\u00e3o em vestibular, pela primeira vez todas as 59 universidades federais do Pa\u00eds v\u00e3o adotar a prova como processo seletivo &#8211; ou parte dele &#8211; de novos alunos. Mesmo com hist\u00f3rico de graves falhas, o Enem se consolidou e atingiu o recorde de 7,1 milh\u00f5es de inscritos neste ano.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-18888\" alt=\"ImageProxy\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ImageProxy16.jpg\" width=\"288\" height=\"212\" \/><\/p>\n<p>De 2010 para o primeiro semestre de 2013, o n\u00famero de vagas no ensino superior dispon\u00edveis para quem prestou o Enem cresceu quase tr\u00eas vezes, chegando a 129.319 cadeiras, todas em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. E a ades\u00e3o ao exame deve avan\u00e7ar mais. Onze federais que utilizam o Enem como parte do processo seletivo j\u00e1 manifestaram interesse oficial em aderir em 2015 ao Sistema de Sele\u00e7\u00e3o Unificada (Sisu), plataforma digital que re\u00fane as vagas.<\/p>\n<p>\u201cA aceita\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao exame aumentou. Mas o desafio log\u00edstico ainda \u00e9 grande, tanto que ainda n\u00e3o se consegue fazer duas edi\u00e7\u00f5es por ano\u201d, afirma Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), \u00f3rg\u00e3o ligado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) e respons\u00e1vel pela prova.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico conturbado.<\/strong>\u00a0O Enem foi criado em 1998 para avaliar o ensino m\u00e9dio, sem grande divulga\u00e7\u00e3o ou quantidade de inscritos. Em 2009, o exame passou pela maior transforma\u00e7\u00e3o, quando o MEC mudou a avalia\u00e7\u00e3o &#8211; do n\u00famero de quest\u00f5es ao m\u00e9todo de corre\u00e7\u00e3o &#8211; e o exame ganhou status de vestibular para universidades p\u00fablicas. Por causa dos problemas nos tr\u00eas primeiros anos, como o vazamento de quest\u00f5es revelado pelo Estado em 2009, a ado\u00e7\u00e3o do Enem como processo seletivo pelas institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o foi t\u00e3o r\u00e1pida quanto o MEC esperava.<\/p>\n<p>No primeiro ano do Sisu, em 2010, s\u00f3 51 institui\u00e7\u00f5es de ensino superior eliminaram seus vestibulares e usaram a nota do Enem &#8211; entre essas, apenas 23 universidades. O total de institui\u00e7\u00f5es chegou a 83 em 2011, 95, em 2012, e, no ano seguinte, 101. Quanto mais vagas e institui\u00e7\u00f5es de peso no sistema, maior interesse dos alunos. \u201cA procura mostra a demanda de acesso ao ensino superior\u201d, diz o presidente do Inep, Luiz Cl\u00e1udio Costa.<\/p>\n<p><strong>Par\u00e2metro universal.<\/strong>\u00a0Para especialistas, o Enem avan\u00e7a na proposta pedag\u00f3gica, ao exigir aplica\u00e7\u00e3o de conhecimentos em situa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, capacidades cr\u00edtica e interpretativa, al\u00e9m da conex\u00e3o entre conte\u00fados. \u201cOs vestibulares cobravam memoriza\u00e7\u00e3o, truques e ac\u00famulo de conhecimentos. \u00c9 preciso desenvolver o racioc\u00ednio\u201d, diz o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Avalia\u00e7\u00e3o Educacional, Ruben Klein.<\/p>\n<p>Outra vantagem \u00e9 a mobilidade propiciada pelo Sisu, que permite aos candidatos tentar cadeiras em outras cidades, sem gastos com deslocamento ou taxas de inscri\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 o formato adotado na Europa e nos Estados Unidos\u201d, afirma o professor da Universidade Federal da Bahia Cipriano Luckesi, especialista em avalia\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, as notas de corte de cada curso s\u00e3o fechadas diariamente, mesmo enquanto o processo seletivo est\u00e1 aberto. Assim, \u00e9 poss\u00edvel testar em quais carreiras e institui\u00e7\u00f5es \u00e9 poss\u00edvel ser aprovado.<\/p>\n<p>Segundo o diretor do Cursinho da Poli, Gilberto Alvarez, o Giba, mesmo que em S\u00e3o Paulo as tr\u00eas universidades estaduais &#8211; Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) &#8211; n\u00e3o usem o Enem, a prova j\u00e1 tem a mesma import\u00e2ncia que os demais vestibulares na prepara\u00e7\u00e3o dos alunos.<\/p>\n<p>\u201cVirou prioridade do mesmo tamanho que a Fuvest (que seleciona para a USP). A ades\u00e3o das federais de S\u00e3o Carlos e S\u00e3o Paulo e de institutos federais fez com que o aluno come\u00e7asse a entender o universo do Enem\u201d, afirma Giba.<\/p>\n<p><b>Prepara\u00e7\u00e3o.<\/b>\u00a0Apesar das possibilidades de escolha, muitos perseguem o sonho da vaga perfeita. Victor Henrique Alves, de 19 anos, preferiu fazer mais um ano de cursinho para tentar Economia em uma institui\u00e7\u00e3o de ponta. Ele fez o Enem em 2012, n\u00e3o teve nota nas institui\u00e7\u00f5es preferidas e voltou ao preparo. \u201cO ano passado foi de experi\u00eancia. O Enem n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil, exige do aluno, mas pega mais pelo cansa\u00e7o. Por isso, quem j\u00e1 fez tem chance de se sair melhor.\u201d<\/p>\n<p>Alves n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 no grupo dos que repetem a experi\u00eancia. Dos 7,1 milh\u00f5es de inscritos no pr\u00f3ximo Enem, 54% &#8211; 3,8 milh\u00f5es &#8211; j\u00e1 participaram de uma ou mais edi\u00e7\u00f5es, segundo o Inep. O dado confirma o Enem muito mais como vestibular do que avalia\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio. Na Fuvest, por exemplo, 61% dos aprovados em 2012 j\u00e1 haviam feito a prova. Nos cursos mais concorridos, o porcentual \u00e9 ainda maior: em Medicina, 84,4% dos aprovados j\u00e1 haviam feito a prova.<\/p>\n<p>Com isso, o Enem tem atra\u00eddo cada vez mais alunos que ainda nem se formaram no ensino m\u00e9dio &#8211; tend\u00eancia tamb\u00e9m em vestibulares. Em 2009, os inscritos com 16 anos ou menos eram 5,66% do total. Neste ano, j\u00e1 s\u00e3o 11% dos inscritos &#8211; ou 759 mil estudantes. Embora n\u00e3o seja o maior grupo, esse porcentual subiu, proporcionalmente, 87%.<\/p>\n<p>Aluna do 3.\u00ba ano do ensino m\u00e9dio na Escola T\u00e9cnica Zona Sul, Francielle Santos, de 17 anos, j\u00e1 tem experi\u00eancia com vestibulares. Em 2012, prestou Enem, Fuvest e Unesp como treino. \u201cFui melhor no Enem, acho que a prova \u00e9 menos \u2018conteudista\u2019\u201d, diz ela, que busca vaga em Engenharia Qu\u00edmica. Boa aluna da rede p\u00fablica, sabe que deve se esfor\u00e7ar para competir com egressos das privadas. Se tiver sucesso, ser\u00e1 a primeira da fam\u00edlia a chegar \u00e0 universidade.<\/p>\n<div>Fonte: Estado de S. Paulo<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 a primeira vez que isso acontece desde 1998, quando o exame foi criado para avaliar a qualidade do ensino m\u00e9dio no Pa\u00eds. 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