{"id":191125,"date":"2017-05-03T07:34:40","date_gmt":"2017-05-03T10:34:40","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=191125"},"modified":"2017-05-03T07:34:40","modified_gmt":"2017-05-03T10:34:40","slug":"morre-o-ex-deputado-maurilio-ferreira-lima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/morre-o-ex-deputado-maurilio-ferreira-lima\/","title":{"rendered":"Morre o ex-deputado Maur\u00edlio Ferreira Lima"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"blog-post-title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div id=\"container_clear\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.blogdomagno.com.br\/admin\/ckeditor\/ckfinder\/images\/99521931e8.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morreu, hoje de madrugada, por volta das tr\u00eas horas, o ex-deputado federal Maur\u00edlio Ferreira Lima, 76 anos, que estava internado em um hospital do Recife h\u00e1 mais de 60 dias com problemas coron\u00e1rios.Segundo familiares, o vel\u00f3rio ser\u00e1 no cemit\u00e9rio Morada da Paz, onde o corpo ser\u00e1 cremado \u00e0s 16 horas.\u00a0Maur\u00edlio Figueira de Ferreira Lima nasceu em Limoeiro, no Agreste, no dia 20 de setembro de 1940.\u00a0Iniciou seus estudos superiores na Faculdade de Direito de Recife, transferindo-se depois para o Rio de Janeiro, onde se tornou bacharel em ci\u00eancias jur\u00eddicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estreou na vida p\u00fablica com 18 anos, sendo oficial-de-gabinete do ent\u00e3o prefeito do Recife, Miguel Arraes,\u00a0permanecendo neste cargo at\u00e9 1962. Neste ano, tornou-se assessor do ministro da Agricultura, Osvaldo de Lima Filho. No pleito de novembro de 1966, candidatou-se a deputado federal por Pernambuco, na legenda do Movimento Democr\u00e1tico Brasileiro (MDB) \u2014 partido de oposi\u00e7\u00e3o ao regime militar instaurado no pa\u00eds em abril de 1964. Elegeu-se suplente de deputado federal, assumindo o mandato em abril de 1968.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No m\u00eas de outubro desse ano denunciou, na tribuna da C\u00e2mara, um plano que veio a ser conhecido como \u201ccaso P\u00e1ra-Sar\u201d. Tramado por oficiais da Aeron\u00e1utica, consistia na utiliza\u00e7\u00e3o do pessoal de um corpo de salvamento (o P\u00e1ra-Sar) para realizar a\u00e7\u00f5es terroristas que seriam imputadas a grupos armados de esquerda, abrindo maior espa\u00e7o \u00e0 repress\u00e3o a esses grupos. Al\u00e9m disso, segundo sua den\u00fancia, o P\u00e1ra-Sar teria se preparado para, em situa\u00e7\u00f5es de crise, invadir resid\u00eancias de l\u00edderes radicais, rapt\u00e1-los e jog\u00e1-los ao mar, a uma dist\u00e2ncia de 40 km da costa. O plano n\u00e3o teria sido executado devido \u00e0 negativa de alguns oficiais em cumpri-lo e \u00e0 ampla repercuss\u00e3o do caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maur\u00edlio Ferreira Lima deixou a C\u00e2mara ainda em outubro de 1968. Com a decreta\u00e7\u00e3o do Ato Institucional n\u00ba 5 (AI-5) pelo presidente da Rep\u00fablica, general Artur da Costa e Silva, em dezembro de 1968 e o consequente fechamento do Congresso Nacional, teve os seus direitos pol\u00edticos cassados. Refugiou-se inicialmente no Uruguai, contando com o aux\u00edlio do presidente deposto Jo\u00e3o Goulart; em seguida, exilou-se no Chile e, por fim, na Arg\u00e9lia, juntamente com Miguel Arrais, que tamb\u00e9m tivera seus direitos pol\u00edticos cassados. Na Arg\u00e9lia, Ferreira Lima fixou resid\u00eancia e passou a trabalhar como assessor econ\u00f4mico do Minist\u00e9rio da Planifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Beneficiado com a anistia geral decretada pelo presidente da Rep\u00fablica, general Jo\u00e3o Batista de Oliveira Figueiredo, em agosto de 1979, retornou ao Brasil no m\u00eas seguinte, demonstrando interesse em se filiar ao MDB. Passou, no entanto, a colaborar com a corrente pol\u00edtica do ex-governador ga\u00facho Leonel Brizola, que pretendia reorganizar o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Tornou-se em seguida membro da comiss\u00e3o executiva provis\u00f3ria do PTB em Pernambuco. Extinto o bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e iniciada a reorganiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, j\u00e1 em dezembro de 1979 ingressou no Partido do Movimento Democr\u00e1tico Brasileiro (PMDB), alegando que o PTB dividia a oposi\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o buscava a alian\u00e7a com setores oposicionistas n\u00e3o partid\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em junho de 1980 teve autorizada a revis\u00e3o de seus proventos de aposentadoria pelo Instituto do A\u00e7\u00facar e do \u00c1lcool (IAA). Nas elei\u00e7\u00f5es de novembro de 1982, novamente candidatou-se \u00e0 C\u00e2mara dos Deputados pelo estado de Pernambuco, na legenda do PMDB, obtendo apenas a primeira supl\u00eancia. Em 1985, assumiu a vaga deixada na C\u00e2mara pelo seu ex-correligion\u00e1rio Jarbas Vasconcelos que se elegeu para a prefeitura do Recife, na legenda do Partido Socialista Brasileiro (PSB).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em novembro de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte por Pernambuco, novamente pela legenda do PMDB. Em janeiro de 1987, foi acusado de ter negociado o seu voto \u00e0 presid\u00eancia da C\u00e2mara para o deputado Ulisses Guimar\u00e3es em troca de uma viagem \u00e0 Espanha. Para se defender, Ferreira Lima distribuiu uma nota desqualificando o acusador \u2014 o seu correligion\u00e1rio e deputado federal eleito por Pernambuco, Fernando Lira \u2014, chamando-o de leviano e mau-car\u00e1ter. Em fevereiro de 1987, assumiu a sua cadeira e defendeu com veem\u00eancia a soberania absoluta da ANC nos trabalhos da elabora\u00e7\u00e3o constitucional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em janeiro de 1990, acusou o seu antigo aliado Miguel Arraes,\u00a0ent\u00e3o governador de Pernambuco, de utilizar a administra\u00e7\u00e3o estadual para fazer campanha visando \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de deputado federal. Ainda em 1990, ocupou a vice-lideran\u00e7a do PMDB. No pleito de outubro, reelegeu-se deputado federal por Pernambuco, renovando o seu mandato em fevereiro de 1991.Transferindo-se para o PSDB, nas elei\u00e7\u00f5es de outubro de 1994 candidatou-se ao Senado por Pernambuco, na sua nova legenda, sendo derrotado por Roberto Freire (PPS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em abril do ano seguinte, foi convidado pelo presidente da Rep\u00fablica, Fernando Henrique Cardoso, para presidir a Radiobr\u00e1s. Ocupando este cargo, declarou-se favor\u00e1vel \u00e0 obrigatoriedade de veicula\u00e7\u00e3o do programa Voz do Brasil pelas emissoras de r\u00e1dio brasileiras. Em 1996, empenhou-se na campanha para aprova\u00e7\u00e3o da emenda constitucional referente \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o para cargos executivos, tendo sido um dos primeiros a defender a candidatura do presidente da Rep\u00fablica, Fernando Henrique Cardoso, \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o. (Magno Martins)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beneficiado com a anistia geral decretada pelo presidente da Rep\u00fablica, general Jo\u00e3o Batista de Oliveira Figueiredo, em agosto de 1979, retornou ao Brasil no m\u00eas seguinte, demonstrando interesse em se filiar ao MDB. 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