{"id":191740,"date":"2017-05-06T00:44:36","date_gmt":"2017-05-06T03:44:36","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=191740"},"modified":"2017-05-05T20:48:47","modified_gmt":"2017-05-05T23:48:47","slug":"palmeira-que-desponta-como-novo-ouro-verde-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/palmeira-que-desponta-como-novo-ouro-verde-brasil\/","title":{"rendered":"A palmeira que desponta como novo &#8216;ouro verde&#8217; do Brasil"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">M\u00f4nica Manir<\/span><\/div>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\"><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/C7C3\/production\/_95893115_67c78c41-9b38-43f6-84ee-579eb6054bf8.jpg\" alt=\"Maca\u00faba\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Palmeira, fruto e viveiro de mudas de maca\u00faba: potencial de esp\u00e9cie nativa anima pesquisadores pelo pa\u00eds<\/span><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Uma planta de uso m\u00faltiplo, no ponto para explodir comercialmente. Cotada no in\u00edcio dos anos 2000 como fonte promissora de biocombust\u00edvel, a maca\u00faba ultrapassou expectativas dos pesquisadores, que agora apostam no seu potencial al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p>&#8220;O \u00f3leo de maca\u00faba, por exemplo, \u00e9 nobre demais&#8221;, diz Sergio Motoike, bi\u00f3logo e professor da Universidade Federal de Vi\u00e7osa. &#8220;Ele tem voca\u00e7\u00e3o para uso na alimenta\u00e7\u00e3o humana, na oleoqu\u00edmica e na cosm\u00e9tica, que pagam bem mais que o mercado de biocombust\u00edveis.&#8221;<\/p>\n<p>Dessa forma, diz Motoike, n\u00e3o haveria a frustra\u00e7\u00e3o ocorrida, por exemplo, com a mamona. A cultura, encampada pelo governo Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (2003-2010) para produ\u00e7\u00e3o de biodiesel, naufragou por falta de capital e investimentos em tecnologias de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso da maca\u00faba, o leque de op\u00e7\u00f5es de uso garantiria a sustentabilidade econ\u00f4mica. E o amadurecimento, sem atropelos, das diferentes etapas do processamento parece mostrar que sua hora \u00e9 agora.<\/p>\n<p>A maca\u00faba (<i>Acronomia aculeata<\/i>) \u00e9 um palmeira r\u00fastica nativa do Brasil. Atinge de 5 a 15 metros de altura e possui espinhos no tronco e nas folhas &#8211; da\u00ed tamb\u00e9m ser chamada de coco-espinho. Costuma ser descrita como a palmeira de maior presen\u00e7a no pa\u00eds, praticamente ausente apenas na regi\u00e3o Sul, e aguenta bem quando a chuva \u00e9 pouca.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Aplica\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>O fruto tem quatro partes: casca, polpa, endocarpo (parte dura em volta da semente) e am\u00eandoa. As mais nobres s\u00e3o a polpa e a am\u00eandoa. A polpa produz um \u00f3leo recomendado para biodiesel e bioquerosene, e com as mesmas propriedades do \u00f3leo de dend\u00ea &#8211; ou seja, j\u00e1 h\u00e1 um mercado de consumo. E quase n\u00e3o deixa res\u00edduos sem aproveitamento.<\/p>\n<p>O \u00f3leo da am\u00eandoa tem caracter\u00edsticas ideais para fabrica\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos, por facilitar a penetra\u00e7\u00e3o do produto na pele. Do resultado do processamento dos frutos e da casca, os produtores obt\u00eam uma torta rica em prote\u00ednas, boa para alimentar o gado. O endocarpo pode virar carv\u00e3o ativado, usado para purificar gases e l\u00edquidos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/EED3\/production\/_95893116_b6350a6b-e26d-43b5-90e1-97b345258be9.jpg\" alt=\"Fruto da maca\u00faba\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Coco da maca\u00faba \u00e9 comest\u00edvel, folhas podem ser usadas como forragem e fibra t\u00eaxtil e parte dura do fruto serve para carv\u00e3o ativado de filtros<\/span><\/figure>\n<p>&#8220;As tecnologias agr\u00edcola e industrial est\u00e3o consolidadas, o mercado possui demanda para os produtos e os resultados econ\u00f4micos s\u00e3o impressionantes&#8221;, afirma Felipe Morbi, diretor da Acrotech, empresa que implantou at\u00e9 o momento 520 hectares da palmeira em Jo\u00e3o Pinheiro (MG).<\/p>\n<p>De imediato, a empresa tem usado a maca\u00faba para recuperar \u00e1reas degradadas. A planta \u00e9 perene, tem ra\u00edzes fortes que impedem a forma\u00e7\u00e3o de buracos nos pastos e cria um microclima mais ameno e apropriado \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o da vida no solo.<\/p>\n<p>Enquanto cuida do terreno, a palmeira produz. No sexto para o s\u00e9timo ano de vida, j\u00e1 concebe de tr\u00eas a quatro toneladas de \u00f3leo de polpa por hectare. &#8220;Com o melhoramento, podemos dobrar tranquilamente essa produtividade&#8221;, diz Luiz Henrique Berton, bolsista da Fapesp (funda\u00e7\u00e3o de amparo \u00e0 pesquisa de SP) em melhoramento gen\u00e9tico de maca\u00faba no Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (IAC).<\/p>\n<p>A soja, por exemplo, principal mat\u00e9ria-prima para biocombust\u00edvel no Brasil, produz 600 kg de \u00f3leo por hectare. E o dend\u00ea, mesmo ap\u00f3s 50 anos de melhoramento gen\u00e9tico e, ainda assim, dependente de 60 litros di\u00e1rios de \u00e1gua em todos os meses do ano, n\u00e3o passa das cinco toneladas<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Outra vantagem da <i>Acronomia aculeata<\/i> \u00e9 sua folhagem, bem mais rala do que a do dendezeiro, o que lhe permite ser cultivada com pastagens, por exemplo, em sistemas focados na pecu\u00e1ria e voltados \u00e0 inclus\u00e3o social de agricultores familiares.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um dos objetivos de um projeto em Minas Gerais que venceu uma sele\u00e7\u00e3o global do Banco Mundial e j\u00e1 conseguiu US$ 6 milh\u00f5es em investimentos para alavancar a cadeia produtiva da maca\u00faba no pa\u00eds.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/115E3\/production\/_95893117_3a7b5ac1-3fab-4b83-9e87-37edf01688ae.jpg\" alt=\"Fruto da maca\u00faba\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">\u00d3leo usado na produ\u00e7\u00e3o de biodiesel \u00e9 extra\u00eddo da polpa do coco da maca\u00faba<\/span><\/figure>\n<p>Localizada em Patos de Minas, regi\u00e3o do Alto Parana\u00edba (MG), a iniciativa da empresa alem\u00e3 Inocas prev\u00ea o plantio adicional da palmeira em 2 mil hectares de pastagem. Os investidores tamb\u00e9m est\u00e3o de olho no \u00f3leo da am\u00eandoa, valioso na ind\u00fastria de cosm\u00e9ticos, e na torta advinda da explora\u00e7\u00e3o do fruto e da casca.<\/p>\n<p>Estudos em andamento avaliam que esse co-produto &#8211; a torta da am\u00eandoa -, que cont\u00e9m mais de 30% de prote\u00edna, poderia complementar a nutri\u00e7\u00e3o animal, diminuindo inclusive o tempo final de engorda do gado.<\/p>\n<p>&#8220;Com isso podemos falar em segundo andar produtivo nas pastagens&#8221;, conceitua Johannes Zimpel, diretor executivo da Inocas no Brasil.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Construindo a cadeia<\/h2>\n<p>Pragas e doen\u00e7as tamb\u00e9m n\u00e3o parecem problema para a palmeira. Seu adensamento \u00e9 secular, quase 500 plantas por hectare, o que facilita o controle de enfermidades. &#8220;Ela naturalmente evoluiu como se fosse um plantio comercial, vivendo em maci\u00e7os&#8221;, diz Berton.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo lembra que a seringueira, por exemplo, se desenvolveu solitariamente: &#8220;Na floresta amaz\u00f4nica, h\u00e1 uma seringueira aqui, outra a 500 metros. Quando se deu in\u00edcio ao plantio comercial, uma do lado da outra, n\u00e3o havia barreira; foi um prato cheio para as pragas.&#8221;<\/p>\n<p>O que estaria faltando, ent\u00e3o, para a maca\u00faba deslanchar de vez? Um aspecto \u00e9 o consumo. &#8220;Mesmo existindo em grandes maci\u00e7os, a maca\u00faba \u00e9 pouco coletada por n\u00e3o existir um mercado comprador&#8221;, avalia Haroldo C\u00e9sar de Oliveira, consultor do Pnud (Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento) na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agr\u00e1rio.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/13CF3\/production\/_95893118_30a0abf6-f6a8-441f-b2d6-82468f54f19d.jpg\" alt=\"Frutos da maca\u00faba\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Palmeira produz de tr\u00eas a quatro toneladas de \u00f3leo de polpa por hectare, e capacidade pode aumentar com melhoramento gen\u00e9tico<\/span><\/figure>\n<p>Os trabalhos estariam mais avan\u00e7ados em Minas Gerais, com a produ\u00e7\u00e3o de sab\u00e3o em Mirabela, no norte do Estado, que tamb\u00e9m possui contrato com a Petrobras Biocombust\u00edveis, a quem fornecem \u00f3leo da polpa para biodiesel.<\/p>\n<aside class=\"pullout\">\n<div class=\"pullout-inner\">\n<p>Como a maca\u00faba \u00e9 conhecida em alguns pa\u00edses de origem:<\/p>\n<p>Brasil = maca\u00faba, maca\u00fava, mucaj\u00e1, mucaia, coco-de-espinho, coco-seboso<\/p>\n<p>M\u00e9xico = cocoyol, coquito baboso, palma de coyol<\/p>\n<p>Dominica e Martinica = dinde, glou glou, glouglou, palmier glouglou<\/p>\n<p>Porto Rico = grugru palm, prickly palm, corozo<\/p>\n<p>Col\u00f4mbia = corozo redondo, chicle monposino, tamaca<\/p>\n<p>Venezuela = amankayo, tucuma, corozo de vino<\/p>\n<p>Cuba = corojo<\/p>\n<p>Bol\u00edvia = tota\u00ed, tota\u00ed barrigudo, mbocay\u00e1, cayar\u00e1<\/p>\n<p>Argentina e Paraguai = cayete, ocori coquito<\/p>\n<\/div>\n<\/aside>\n<p>Em Dores do Indai\u00e1 e Luz, na regi\u00e3o central mineira, a extra\u00e7\u00e3o est\u00e1 voltada para o coco inteiro, vendido para a Cooper-Riach\u00e3o. No Recife, agricultores tamb\u00e9m comercializam o coco inteiro, mas no mercado S\u00e3o Jos\u00e9, para consumo direto, al\u00e9m de preparar xarope de maca\u00faba, rico em vitamina C. Em Corumb\u00e1 (MS), associa\u00e7\u00f5es de mulheres produzem farinha da polpa e a vendem no mercado local como ingrediente de bolos, biscoitos, tortas, sorvetes.<\/p>\n<p>Industrialmente, um entrave \u00e9 a aus\u00eancia de cultivares comerciais, sementes padronizadas para venda. &#8220;Os plantios realizados at\u00e9 o momento s\u00e3o de mudas de sementes de plantas nativas&#8221;, diz Carlos Colombo, engenheiro agr\u00f4nomo e pesquisador da \u00e1rea de gen\u00e9tica do IAC.<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o nacional n\u00e3o permite a comercializa\u00e7\u00e3o de sementes e mudas que n\u00e3o estejam registradas no Minist\u00e9rio da Agricultura. a n\u00e3o ser que sejam usadas para a recomposi\u00e7\u00e3o da flora nativa, como a das matas ciliares. Em Minas Gerais, no entanto, um projeto de lei regulamentado em 2012, permite o cultivo, a extra\u00e7\u00e3o, a comercializa\u00e7\u00e3o, o consumo e a transforma\u00e7\u00e3o da maca\u00faba no Estado. Tanto que Minas Gerais \u00e9 o \u00fanico Estado do pa\u00eds em que mudas da palmeira s\u00e3o negociadas e seu plantio \u00e9 feito em escala comercial.<\/p>\n<p>&#8220;Existe muita gente competente envolvida com a maca\u00faba, mas infelizmente n\u00e3o h\u00e1, at\u00e9 o momento, uma unidade entre pesquisadores, iniciativa privada e \u00f3rg\u00e3os governamentais no intuito de criar uma agenda para a consolida\u00e7\u00e3o da palmeira&#8221;, analisa Morbi. Um workshop, a ser realizado em junho, em Campinas, buscar\u00e1 &#8220;dar liga&#8221; a toda a cadeia de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;As comunidades ind\u00edgenas j\u00e1 a usavam para acender tochas, as lamparinas em Ouro Preto (MG) a tinham como combust\u00edvel, tem os cosm\u00e9ticos, os produtos farmac\u00eauticos, at\u00e9 um fermentado \u00e9 feito do tronco da planta, o vinho de coyol&#8221;, entusiasma-se Berton, cuja foto no WhatsApp mostra o bi\u00f3logo carregando um cacho de maca\u00faba de 40 kg com mais de mil frutos &#8211; a m\u00e9dia \u00e9 de 600 por cacho.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o tem outra palavra: ela \u00e9 espetacular; s\u00f3 falta o mercado descobrir isso.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Existe muita gente competente envolvida com a maca\u00faba, mas infelizmente n\u00e3o h\u00e1, at\u00e9 o momento, uma unidade entre pesquisadores, iniciativa privada e \u00f3rg\u00e3os governamentais no intuito de criar uma agenda para a consolida\u00e7\u00e3o da palmeira&#8221;, analisa Morbi. 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