{"id":191751,"date":"2017-05-07T00:26:19","date_gmt":"2017-05-07T03:26:19","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=191751"},"modified":"2017-05-07T07:27:48","modified_gmt":"2017-05-07T10:27:48","slug":"os-fuzilados-sem-perdao-da-primeira-grande-guerra-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/os-fuzilados-sem-perdao-da-primeira-grande-guerra-mundial\/","title":{"rendered":"Os fuzilados sem perd\u00e3o da Primeira Grande Guerra Mundial"},"content":{"rendered":"<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Cem anos depois da ofensiva de Nivelle, que provocou motins na frente ocidental, as fam\u00edlias de soldados executados n\u00e3o conseguiram o perd\u00e3o coletivo na Fran\u00e7a<\/em><\/h2>\n<p>Por:\u00a0<a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Guillermo Altares\" href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/guillermo_altares\/a\/\">GUILLERMO ALTARES<\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_191752\" aria-describedby=\"caption-attachment-191752\" style=\"width: 1960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/os-fuzilados-sem-perdao-da-primeira-grande-guerra-mundial\/paredao-3\/\" rel=\"attachment wp-att-191752\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-191752 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/paredao.jpg\" alt=\"\" width=\"1960\" height=\"1109\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/paredao.jpg 1960w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/paredao-300x170.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/paredao-768x435.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/paredao-620x351.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/paredao-160x91.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/paredao-640x362.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 1960px) 100vw, 1960px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-191752\" class=\"wp-caption-text\">Soldados franceses, na ofensiva comandada pelo general Georges Nivelle durante a primavera de 1917 no hemisf\u00e9rio norte, na frente ocidental.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na primavera de 1917 no hemisf\u00e9rio norte, o general franc\u00eas Robert Georges Nivelle comandou uma ofensiva na frente ocidental, conhecida como a <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/primera_guerra_mundial\/a\">Batalha do Caminho das Damas<\/a>. Em apenas algumas horas, ficou claro que os soldados foram enviados para uma morte certa e in\u00fatil: dois meses depois j\u00e1 se contabilizavam 110.000 baixas e nenhum avan\u00e7o. Em quest\u00e3o de dias, come\u00e7aram a surgir motins de <em>poilus<\/em> \u2014 ou peludos, o nome dado aos recrutas \u2014, que os comandantes tentaram frear \u00e0 for\u00e7a com senten\u00e7as de morte. <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/stanley_kubrick\/a\/\">Stanley Kubrick<\/a> se inspirou no epis\u00f3dio para dirigir o filme mais famoso sobre a <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/primera_guerra_mundial\/a\">Primeira Guerra Mundial<\/a>, <em>Gl\u00f3ria Feita de Sangue<\/em>. Cem anos depois, os soldados que foram fuzilados para servir de exemplo s\u00e3o um caso aberto.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/reino_unido\/a\">Reino Unido<\/a>, na <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/francia\/a\">Fran\u00e7a<\/a> n\u00e3o se decretou um perd\u00e3o coletivo aos executados, embora o Governo tenha ordenado uma investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica em 2013 para marcar o centen\u00e1rio do conflito, que durou entre 1914 e 1918. S\u00e3o lembrados no Museu do Ex\u00e9rcito, em Paris, e o Minist\u00e9rio da Defesa criou um banco de dados de todos os casos. No entanto, seus nomes n\u00e3o aparecem nos memoriais de guerra. Continua sendo um assunto doloroso. A raz\u00e3o \u00e9 que o perd\u00e3o deve ser concedido individualmente, n\u00e3o pode ser coletivo.<\/p>\n<p>Quando as comemora\u00e7\u00f5es foram iniciadas, Joseph Zimet, o diretor da Miss\u00e3o do Centen\u00e1rio, descreveu os fuzilamentos como o \u00faltimo \u201ccisto na mem\u00f3ria\u201d da <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/01\/18\/cultura\/1390067897_619444.html\">Primeira Guerra Mundial<\/a>. Ap\u00f3s tr\u00eas anos de comemora\u00e7\u00f5es, a quest\u00e3o \u00e9 novamente debatida. \u201cDurante anos, organiza\u00e7\u00f5es militantes pedem a reabilita\u00e7\u00e3o coletiva dos fuzilados para servir de exemplo, o que inclui os fuzilados devido a motins. Mas n\u00e3o chegamos a um acordo nacional&#8221;, afirma por e-mail o general da reserva Andr\u00e9 Bach, autor de v\u00e1rios livros sobre o assunto e que, com outros historiadores, fundou a <a href=\"http:\/\/prisme1418.blogspot.com.br\/\">associa\u00e7\u00e3o Prisme1418<\/a>, dedicada a investigar todos os casos em coordena\u00e7\u00e3o com as fam\u00edlias. O historiador Antoine Prost, que conduziu o relat\u00f3rio oficial, argumenta, por sua vez, que a Fran\u00e7a \u201cessencialmente fez as pazes com o tema dos executados&#8221;.<\/p>\n<h3><strong>825 fuzilados<\/strong><\/h3>\n<p>No total, <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/francia\/a\">na Fran\u00e7a existem 825 casos documentados<\/a> de fuzilados, dos quais 563 foram por desobedi\u00eancia militar, 136 por infra\u00e7\u00f5es de direito comum e 126 por espionagem. O per\u00edodo com maior n\u00famero de fuzilamentos ocorreu no in\u00edcio da guerra, mas o rastro de motins na frente, agora completados cem anos, desencadeou uma avalanche de senten\u00e7as de morte.<\/p>\n<p>Durante algumas semanas, a crise dos motins atingiu tal dimens\u00e3o que as concess\u00f5es foram suspensas. A associa\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/prisme1418.blogspot.com.br\/\">Prisme1418<\/a> afirma que \u201co mal-estar soterrado, que come\u00e7ou com as batalhas de Verdun e do Somme, aumentava desde 1916. A ofensiva de Nivelle, que foi promovida como uma batalha decisiva, foi rapidamente revelada como um fracasso que custou vidas.&#8221; Durante esse per\u00edodo, houve um aumento consider\u00e1vel de senten\u00e7as de morte, cerca de 338 em abril e em maio nesta \u00e1rea, embora apenas 34 execu\u00e7\u00f5es tenham sido concretizadas, 24 por motins. O general Bach afirma que deve haver uma distin\u00e7\u00e3o entre amotinados de outros fuzilados para servir de exemplo. No total, entre 40.000 e 80.000 soldados participaram dos motins.<\/p>\n<p>Recentemente, a imprensa francesa tem publicado relatos de parentes de fuzilados que visitaram os cen\u00e1rios da batalha no norte da Fran\u00e7a, perto da cidade de Reims. Marcel Lebouc, que participou do motim de Berzy-le-Sec, foi fuzilado em 28 de junho, aos 24 anos. Seu neto, Michel, de 61 anos, afirma que sua fam\u00edlia nunca soube onde ele foi enterrado. Joseph Bonniot foi morto por um pelot\u00e3o de fuzilamento em 20 de junho, aos 33 anos. \u201cEm nossa fam\u00edlia, sempre foi considerado uma mancha\u201d, confessou um dos seus descendentes.<\/p>\n<h3><strong>\u2018Viagem ao Fim da Noite\u2019<\/strong><\/h3>\n<figure id=\"attachment_191753\" aria-describedby=\"caption-attachment-191753\" style=\"width: 1960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/os-fuzilados-sem-perdao-da-primeira-grande-guerra-mundial\/fuzilados\/\" rel=\"attachment wp-att-191753\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-191753 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/fuzilados.jpg\" alt=\"\" width=\"1960\" height=\"1193\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/fuzilados.jpg 1960w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/fuzilados-300x183.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/fuzilados-768x467.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/fuzilados-620x377.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/fuzilados-160x97.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/fuzilados-640x390.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 1960px) 100vw, 1960px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-191753\" class=\"wp-caption-text\">Fotograma de \u2018Gl\u00f3ria Feita de Sangue\u2019.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jacques Tardi aborda o tema em seus quadrinhos devastadores sobre o conflito, como <a href=\"http:\/\/cultura.elpais.com\/cultura\/2014\/05\/22\/babelia\/1400759407_579791.html\"><em>Puta Guerra<\/em><\/a> ou <em>A Guerra das Trincheiras<\/em>, que t\u00eam contribu\u00eddo como poucas obras para revelar os horrores da Primeira Guerra Mundial. Nas primeiras p\u00e1ginas de <em>Viagem ao Fim da Noite<\/em>, uma das obras mais perturbadoras do s\u00e9culo XX, Louis-Ferdinand C\u00e9line escreve: \u201cFoi a partir desses meses quando come\u00e7aram a fuzilar soldados para restabelecer a moral&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto o primeiro-ministro socialista <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/04\/15\/internacional\/1492278517_986863.html\">Lionel Jospin<\/a> quanto o ex-presidente conservador <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nicolas_sarkozy\/a\">Nicolas Sarzkozy<\/a> reconheceram o horror dos fuzilamentos. Mas, como explica Bach, as organiza\u00e7\u00f5es e fam\u00edlias querem mais. &#8220;Exigimos uma reabilita\u00e7\u00e3o coletiva. Temos utilizado este per\u00edodo de comemora\u00e7\u00e3o dos motins para lembrar: o problema n\u00e3o est\u00e1 em sua reintegra\u00e7\u00e3o na mem\u00f3ria coletiva, porque sempre fizeram parte dela, e sim lembrar a responsabilidade do Ex\u00e9rcito. Nosso objetivo final \u00e9 denunciar os horrores das guerras.&#8221;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>V\u00edtimas, n\u00e3o covardes<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os soldados executados por seus aliados apenas porque questionaram ordens absurdas tornaram-se um dos <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/primera_guerra_mundial\/a\">s\u00edmbolos da Primeira Guerra Mundial<\/a>. O que ent\u00e3o era considerado covardia, hoje seria estresse de combate ou, em alguns casos, sensatez diante de uma morte certa. O problema \u00e9 que apenas o terror poderia manter a maquinaria de uma guerra apoiada na bucha de canh\u00e3o, com ofensivas nas quais os soldados abandonavam o ref\u00fagio de suas trincheiras para se lan\u00e7ar contra um inimigo entrincheirado sem qualquer chance de sucesso. Como um dos generais do <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/stanley_kubrick\/a\/\">filme de Kubrick<\/a> disse: &#8220;Se n\u00e3o enfrentarem as balas alem\u00e3s, v\u00e3o ter enfrentar as nossas&#8221;. &#8220;A ideia de que os soldados podem ser executados por suas pr\u00f3prias tropas nos choca muito hoje, mas n\u00e3o naquela \u00e9poca&#8221;, diz a fot\u00f3grafa Chloe Dewe Mathews, autora de <em>Shot at Dawn<\/em> (Ivory Press), que percorre lugares onde ocorreram fuzilamentos. E acrescenta: &#8220;Os que ent\u00e3o eram covardes ou desertores hoje seriam considerados v\u00edtimas da guerra&#8221;.<\/p>\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">V\u00cdTIMAS, N\u00c3O COVARDES<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span lang=\"PT-BR\">Os soldados executados por seus aliados apenas porque questionaram ordens absurdas tornaram-se um dos s\u00edmbolos da<a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/primera_guerra_mundial\/a\">Primeira Guerra Mundial<\/a>. O que ent\u00e3o era considerado covardia, hoje seria estresse de combate ou, em alguns casos, sensatez diante de uma morte certa. O problema \u00e9 que apenas o terror poderia manter a maquinaria de uma guerra apoiada na bucha de canh\u00e3o, com ofensivas nas quais os soldados abandonavam o ref\u00fagio de suas trincheiras para se lan\u00e7ar contra um inimigo entrincheirado sem qualquer chance de sucesso. Como um dos generais do <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/stanley_kubrick\/a\/\">filme de Kubrick<\/a>disse: &#8220;Se n\u00e3o enfrentarem as balas <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/alemania\/a\">alem\u00e3s<\/a>, v\u00e3o ter enfrentar as nossas&#8221;. &#8220;A ideia de que os soldados podem ser executados por suas pr\u00f3prias tropas nos choca muito hoje, mas n\u00e3o naquela \u00e9poca&#8221;, diz a fot\u00f3grafa Chloe Dewe Mathews, autora de <i>Shot at Dawn<\/i> (Ivory Press), que percorre lugares onde ocorreram fuzilamentos. E acrescenta: &#8220;Os que ent\u00e3o eram covardes ou desertores hoje seriam considerados v\u00edtimas da guerra&#8221;.<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cem anos depois da ofensiva de Nivelle, que provocou motins na frente ocidental, as fam\u00edlias de soldados executados n\u00e3o conseguiram o perd\u00e3o coletivo na Fran\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":191932,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-191751","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/paredao-1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191751","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=191751"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191751\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/191932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=191751"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=191751"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=191751"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}