{"id":192530,"date":"2017-05-10T07:17:11","date_gmt":"2017-05-10T10:17:11","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=192530"},"modified":"2017-05-10T07:17:11","modified_gmt":"2017-05-10T10:17:11","slug":"biografia-nao-autorizada-de-caetano-veloso-sera-lancada-hoje-em-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/biografia-nao-autorizada-de-caetano-veloso-sera-lancada-hoje-em-salvador\/","title":{"rendered":"Biografia n\u00e3o autorizada de Caetano Veloso ser\u00e1 lan\u00e7ada hoje em Salvador"},"content":{"rendered":"<header class=\"single-header\">\n<h1 class=\"single-title\"><\/h1>\n<p class=\"single-subtitle\"><em><strong>Livro escrito por Carlos Eduardo Drummond e Marcio Nolasco est\u00e1 pronto desde 2003; sess\u00e3o de aut\u00f3grafos ser\u00e1 \u00e0s 19h, na Saraiva do Salvador Shopping<\/strong><\/em><\/p>\n<\/header>\n<div class=\"single-meta\">\n<div class=\"meta-author\">\n<div class=\"meta-author-name\">Ana Cristina Pereira<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"single-text\">\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Ningu\u00e9m disse que seria f\u00e1cil. S\u00f3 que, l\u00e1 no long\u00ednquo 1997, quando come\u00e7aram a fazer a biografia de Caetano Veloso, os escritores cariocas Carlos Eduardo Drummond e Marcio Nolasco n\u00e3o imaginaram que teriam tantas dificuldades para transformar o sonho da dupla de amigos em realidade.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cFoi uma verdadeira odisseia tropical, n\u00e3o s\u00f3 pela longevidade, mas tamb\u00e9m pelos obst\u00e1culos\u201d, resume Carlos Eduardo, 46 anos, que estar\u00e1 nesta quarta (dia 10) em Salvador, juntamente com Marcio, autografando Caetano Uma Biografia \u2013 A Vida de Caetano Veloso, o Mais Doce B\u00e1rbaro dos Tr\u00f3picos (Editora Seoman), \u00e0s 19h, na livraria Saraiva do Salvador Shopping.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m das dificuldades naturais de contar a hist\u00f3ria de um \u00a0personagem t\u00e3o importante e pol\u00eamica da cultura brasileira, os autores se depararam com a quest\u00e3o legal, j\u00e1 que, efetivamente, n\u00e3o tinham a autoriza\u00e7\u00e3o formal de Caetano para a empreitada. Tinham apenas um \u201ctudo bem\u201d, conseguido por interm\u00e9dio de Rodrigo Velloso, irm\u00e3o de Caetano, l\u00e1 atr\u00e1s, no come\u00e7o do projeto. Foi Rodrigo, a quem o livro \u00e9 dedicado, que aproximou os autores de Santo Amaro, da fam\u00edlia Velloso e de muitos amigos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\n<table class=\"middle\" summary=\"\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cdn3.c24h.cworks.cloud\/uploads\/RTEmagicC_caetano_veloso_biografia_reduzido.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"582\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">Biografia de Caetano Veloso estava pronta desde 2003, mas o cantor e compositor n\u00e3o liberou publica\u00e7\u00e3o (foto\/Thereza Eugenia\/divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">\u00a0Carlos e Marcio foram \u00e0 luta, levantaram uma grande bibliografia e \u00a0entrevistaram 103 pessoas, incluindo o pr\u00f3prio Caetano e alguns que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o mais entre n\u00f3s, como a matriarca D. Can\u00f4 (1917- 2017), \u00a0o cantor e compositor \u00a0Dorival Caymmi (1914-2008), o agitador cultural \u00c1lvaro \u00a0Guimar\u00e3es (1943-2008), \u00a0respons\u00e1vel por levar Caetano e Beth\u00e2nia para o mundo art\u00edstico, a fot\u00f3grafa Maria Sampaio (1948-2010), guardi\u00e3 de um rico acervo fotogr\u00e1fico sobre os Velloso, e o empres\u00e1rio Guilherme Ara\u00fajo (1936-2007), que trabalhou por d\u00e9cadas com Caetano.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Pronta desde 2003, a biografia ficou este tempo todo na gaveta. Primeiro. porque a editora da \u00e9poca, a Objetiva, recuou, diante da n\u00e3o autoriza\u00e7\u00e3o do m\u00fasico. \u201cNunca sabemos realmente o que aconteceu, mas talvez ele n\u00e3o tenha gostado\u201d, diz Carlos, acrescentando que Caetano teria lido a primeira vers\u00e3o. Depois, veio o debate sobre a publica\u00e7\u00e3o de biografias n\u00e3o autorizadas no Brasil, que s\u00f3 terminou em 2015, quando o Superior Tribunal Federal (STF) decidiu pela n\u00e3o necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do biografado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">MUITOS DETALHES &#8211; Foi a\u00ed que a dupla retomou o projeto. \u201cFizemos uma revis\u00e3o, reescrevemos muita coisa e escrevemos o posf\u00e1cio\u201d, explica Carlos Eduardo. \u00a0 \u00a0O resultado est\u00e1 nas 544 p\u00e1ginas, um trabalho que exigiu f\u00f4lego dos autores, mas tamb\u00e9m exigir\u00e1 de quem se dedicar \u00e0 leitura at\u00e9 o fim. Com um n\u00edvel de \u201cdetalhamento profundo\u201d, a biografia, em muitos momentos, se torna cansativa e excessivamente descritiva.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A narrativa come\u00e7a bem antes de Caetano nascer, em Santo Amaro, e segue por sua meninice, tempos de Salvador, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, ex\u00edlio&#8230; &#8211; resgatando familiares, ex-professores, ex-colegas, amigos, amores \u00a0e \u00a0m\u00fasicos que tiveram mais ou menos import\u00e2ncia na vida do \u00a0artista. \u00a0\u201cQuer\u00edamos mostrar e dar import\u00e2ncia a todas as fases da vida dele. Dar voz e tornar conhecidas pessoas que foram fundamentais para Caetano ser quem ele \u00e9\u201d, diz Carlos Eduardo. Eles n\u00e3o queriam, por exemplo, dar mais peso ao Tropicalismo \u00a0ou fazer uma an\u00e1lise cr\u00edtica da obra de Caetano. \u201cQuer\u00edamos narrar os fatos em seus contextos, onde, quando e como as coisas aconteceram\u201d, Justifica Carlos Eduardo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Da inf\u00e2ncia, por exemplo, ficamos sabendo que o precoce Caetano gravou um disco rudimentar de presente para uma prima, cantou antes de uma apresenta\u00e7\u00e3o de Silvio Caldas e deu boas-vindas a Juscelino Kubitschek em passagem do pol\u00edtico por Santo Amaro. E que tamb\u00e9m pensou seriamente em seguir pelo caminho das artes pl\u00e1sticas, como o ex-colega \u00a0conterr\u00e2neo Emmanuel Ara\u00fajo. Depois, a aventura segue com os bastidores da efervesc\u00eancia cultural da Salvador dos anos 60, onde os irm\u00e3os santo-amarense conheceram Gilberto Gil e Gal Costa. E mais um monte de gente fundamental como Tom Z\u00e9, Waly Salom\u00e3o (1943-2003), Torquato Neto (1944-1972), Jos\u00e9 Carlos Capinan e Tuz\u00e9 de Abreu&#8230;<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ano a ano, a biografia elenca a produ\u00e7\u00e3o, as conquistas nacionais e internacionais e, claro, as muitas pol\u00eamicas em que Caetano se meteu, como o bate-boca p\u00fablico com Paulo Francis (1930-1997) e Fagner. E abre espa\u00e7o para um Caetano namorador, que engatou romances com Regina Cas\u00e9, Vera Zimmerman, Sonia Braga e Paula Lavigne, tudo em paralelo com seu casamento longo e aberto com Ded\u00e9 Gadelha. \u201cNosso crit\u00e9rio para colocar ou n\u00e3o uma hist\u00f3ria no livro era saber se teve algum impacto na vida dele\u201d, diz Carlos. Ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o de Ded\u00e9, em 86, Caetano e Paula se casaram e ela passou a assumir todos os passos da carreira dele.<\/p>\n<table class=\"middle\" summary=\"\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cdn1.c24h.cworks.cloud\/uploads\/RTEmagicC_doces_barbaros.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"413\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">Em 1976, Caetano, Gil, Gal e Beth\u00e2nia se reuniram no Vila Velha para o show dos Doces B\u00e1rbaros (foto\/divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">\u00a0ESTILO &#8211; Outra escolha dos autores foi por adotar um estilo narrativo que n\u00e3o \u00a0identifica a fonte de determinada informa\u00e7\u00e3o. As hist\u00f3rias est\u00e3o l\u00e1, mas n\u00e3o sabemos necessariamente quem contou. Um entre muitos exemplos: o primeiro encontro de Caetano com o \u00eddolo Jo\u00e3o Gilberto. Foi em Salvador, em 1965, na casa do produtor Carlos Coqueijo. Foi ele que, sabendo da paix\u00e3o do jovem pelo cantor, fez o convite para o jantar. Acompanhado de Ded\u00e9, na \u00e9poca sua namorada, Caetano mofou horas at\u00e9 que Jo\u00e3o aparecesse. O que s\u00f3 aconteceu depois dele ter jantado, sozinho, no quarto. E ainda exigiu que o encontro fosse no escuro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">\u201cSomos ligados \u00e0 literatura, e para n\u00f3s, uma obra liter\u00e1ria \u00e9 como um sonho, n\u00e3o quer\u00edamos quebrar a magia. Quer\u00edamos que fosse como um romance\u201d, justifica Carlos. Se Caetano vai gostar ou n\u00e3o da vers\u00e3o final da biografia agora n\u00e3o importa muito. O livro est\u00e1 na rua e os autores comemoram o fato dele ter sido publicado, coincidentemente, nos 50 anos da Tropic\u00e1lia e nos 75 de Caetano \u2013 que \u00a0completa em 7 de agosto. Comemoram ainda o fato da publica\u00e7\u00e3o ser a primeira ap\u00f3s a decis\u00e3o hist\u00f3rica do STF, \u201cinaugurando uma nova fase do mercado editorial brasileiro\u201d.<\/p>\n<table class=\"middle\" summary=\"\">\n<thead>\n<tr>\n<th scope=\"col\">\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cdn2.c24h.cworks.cloud\/uploads\/RTEmagicC_caetano_capa.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"310\" height=\"447\" \/><\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\">Capa de Caetano &#8211; Uma Biografia (foto\/divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSomos ligados \u00e0 literatura, e para n\u00f3s, uma obra liter\u00e1ria \u00e9 como um sonho, n\u00e3o quer\u00edamos quebrar a magia. Quer\u00edamos que fosse como um romance\u201d, justifica Carlos. 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