{"id":194190,"date":"2017-05-18T06:19:18","date_gmt":"2017-05-18T09:19:18","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=194190"},"modified":"2017-05-18T06:19:18","modified_gmt":"2017-05-18T09:19:18","slug":"fiquei-seis-anos-sem-ver-meu-pai-e-o-reencontrei-na-cracolandia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/fiquei-seis-anos-sem-ver-meu-pai-e-o-reencontrei-na-cracolandia\/","title":{"rendered":"&#8216;Fiquei seis anos sem ver meu pai e o reencontrei&#8230; na cracol\u00e2ndia&#8217;"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">Carla Schtruk<\/span><\/div>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\"><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/17491\/production\/_96077359_vitorino20000101011.jpg\" alt=\"Mylena Garbin e o pai\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">A produtora Mylena Garbin e o pai na regi\u00e3o da cracol\u00e2ndia paulistana: reencontro ap\u00f3s anos de separa\u00e7\u00e3o<\/span><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">A produtora cultural Mylena Garbin, de 24 anos, peregrinou de bar em bar por muito tempo no centro de S\u00e3o Paulo. E n\u00e3o foi para beber nem encontrar amigos.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o era procurar o pai, usu\u00e1rio cr\u00f4nico de coca\u00edna e crack que abandonara a fam\u00edlia durante a adolesc\u00eancia da jovem. &#8220;Ningu\u00e9m sabia dele&#8221;, conta a produtora.<\/p>\n<p>Mylena tinha uma pista: sabia, desde os 18 anos, que o pai costumava frequentar a cracol\u00e2ndia, na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo. Mas n\u00e3o o via desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Talvez o tenha cobrado muito, para que parasse de usar drogas, e ele se cansou&#8221;, comenta.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/B33A\/production\/_95928854_jan2013spiniciainternaoinvoluntriadeusuriosdedrogas-marcelocamargo-abr.jpg\" alt=\"Regi\u00e3o da cracol\u00e2ndia em S\u00e3o Paulo\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Regi\u00e3o da cracol\u00e2ndia em S\u00e3o Paulo, em imagem de janeiro de 2013, quando governo estadual come\u00e7ou a promover interna\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria de usu\u00e1rios<\/span><\/figure>\n<p>No final de 2016, Mylena resolveu participar, como volunt\u00e1ria, de um evento que oferecia tratamentos de beleza a mulheres e transexuais da cracol\u00e2ndia. E pensou que, uma vez em meio ao vaiv\u00e9m de traficantes e dependentes, poderia tentar novamente.<\/p>\n<p>Ela decidiu perguntar a assistentes sociais do programa Bra\u00e7os Abertos &#8211; iniciativa da gest\u00e3o Fernando Haddad (PT) na cracol\u00e2ndia e hoje em reformula\u00e7\u00e3o pela administra\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Doria (PSDB) &#8211; se algu\u00e9m conhecia seu pai.<\/p>\n<p>E elas, de fato, sabiam do paradeiro do pai de Mylena &#8211; o auxiliar de servi\u00e7os Alcides Silva*, de 52 anos, era um dos benefici\u00e1rios do extinto programa, que oferecia aos usu\u00e1rios de crack remunera\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de R$ 15 por dia de trabalho, refei\u00e7\u00f5es e vagas em hot\u00e9is da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Mylena deixou um bilhete com as assistentes sociais. &#8220;Pai, me liga! Te amo e estou com saudades&#8221;, dizia a mensagem com os n\u00fameros de telefone.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/651A\/production\/_95928852_bilhete2.jpg\" alt=\"Bilhete deixado por Mylena para o pai\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/>A<\/span><span class=\"media-caption__text\">p\u00f3s confirmar que pai vivia na cracol\u00e2ndia, produtora deixou bilhete que acabou viabilizando reencontro<\/span><\/figure>\n<p>O reencontro n\u00e3o demorou. E desde ent\u00e3o, pai e filha n\u00e3o perderam mais o contato, e poder\u00e3o conhecer, juntos, o novo membro da fam\u00edlia &#8211; Mylena est\u00e1 gr\u00e1vida de oito meses. &#8220;O importante agora \u00e9 que vou ver e acompanhar esse netinho&#8221;, diz o pai.<\/p>\n<p>No ano passado, pai e filha passaram o Natal juntos pela primeira vez em 20 anos. O encontro foi na casa da m\u00e3e de Mylena, a comerciante Irene Cavalcanti.<\/p>\n<p>&#8220;Finalmente tivemos um encontro familiar. Minha m\u00e3e recebeu meu pai muito bem, foi bem tranquilo, ele ficou muito feliz&#8221;, conta a produtora cultural.<\/p>\n<p>Alcides n\u00e3o largou o crack &#8211; mas diz estar consumindo menos. E Mylena o visita a cada 15 dias no hotel em que ele vive na cracol\u00e2ndia.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1015A\/production\/_95928856_vitorino20000101017.jpg\" alt=\"Fachada de hotel na cracol\u00e2ndia\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Fachada do hotel na cracol\u00e2ndia em que Alcides (nome fict\u00edcio), pai de Mylena, passou a viver com benef\u00edcio da prefeitura<\/span><\/figure>\n<p>&#8220;O espa\u00e7o \u00e9 muito limpo, me sinto bem l\u00e1. As pessoas acham que a cracol\u00e2ndia \u00e9 o inferno na Terra, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim. Claro que ningu\u00e9m ir\u00e1 andar sozinho no &#8216;fluxo&#8217;, onde se compra e vende droga, mas em geral n\u00e3o \u00e9 um lugar muito mais perigoso do que outras regi\u00f5es da cidade&#8221;, opina a filha.<\/p>\n<p>A conversa da filha e do pai com a BBC Brasil ocorre em frente \u00e0 esta\u00e7\u00e3o J\u00falio Prestes, marco arquitet\u00f4nico da cidade esquecido em meio ao abandono da regi\u00e3o central.<\/p>\n<p>A poucos metros dali, na cracol\u00e2ndia, s\u00e3o comercializados cerca de dez quilos de crack por dia, segundo a Pol\u00edcia Civil do Estado. Na semana passada, um assalto terminou em confronto e confus\u00e3o generalizada envolvendo dependentes qu\u00edmicos, traficantes e for\u00e7as de seguran\u00e7a. Houve saques a lojas e um \u00f4nibus chegou a ser sequestrado por viciados.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Bra\u00e7os Abertos ou Recome\u00e7o?<\/h2>\n<p>Assim como o futuro do pai de Mylena, o destino do programa anticrack da gest\u00e3o do PT \u00e9 incerto. Implantado em janeiro de 2014, a a\u00e7\u00e3o petista partia do princ\u00edpio da redu\u00e7\u00e3o de danos: fazer com que o usu\u00e1rio amplie sua inser\u00e7\u00e3o social e diminua o consumo aos poucos, por meio de oferta de emprego e moradia, sem necessidade de interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dependentes qu\u00edmicos que trabalhassem ao menos quatro horas por dia (em atividades como varri\u00e7\u00e3o de rua e jardinagem) ou participassem de oficinas de arte e pintura, como \u00e9 o caso de Alcides, ganhavam R$ 15 por dia. Cerca de 400 pessoas eram atendidas at\u00e9 o final do ano passado.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/14F7A\/production\/_95928858_2015_01_19_umanobracosabertos_7.jpg\" alt=\"Integrantes do programa Bra\u00e7os Abertos\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Dependentes qu\u00edmicos em atividade de varri\u00e7\u00e3o em 2015 dentro do Bra\u00e7os Abertos; prefeitura n\u00e3o confirma se manter\u00e1 pagamento em dinheiro a usu\u00e1rios<\/span><\/figure>\n<p>Na campanha eleitoral, o atual prefeito Jo\u00e3o Doria (PSDB) disse que o programa &#8220;n\u00e3o era bom para a cidade&#8221; e prometeu extingui-lo. Ap\u00f3s confronto na semana passada, Doria disse que a &#8220;cracol\u00e2ndia tem prazo final para acabar&#8221; e que isso ocorreria &#8220;em breve&#8221;.<\/p>\n<p>Relatos na imprensa ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o sugeriram que a gest\u00e3o tucana manteria parte das a\u00e7\u00f5es da iniciativa, mas a prefeitura ainda n\u00e3o divulgou detalhes do plano &#8211; diz apenas que tudo ser\u00e1 incorporado ao programa Recome\u00e7o, do governo do Estado (tamb\u00e9m do PSDB) e focado no tratamento dos dependentes.<\/p>\n<p>&#8220;O projeto tem como eixo fundamental o acolhimento e tratamento de dependentes qu\u00edmicos. O conceito b\u00e1sico \u00e9 primeiramente dar abrigo aos dependentes fora da \u00e1rea (cracol\u00e2ndia). O programa inclui tamb\u00e9m a\u00e7\u00f5es em assist\u00eancia social, zeladoria e seguran\u00e7a, com apoio \u00e0 pol\u00edcia no combate ao tr\u00e1fico. As iniciativas ser\u00e3o feitas em conjunto com o governo do Estado, governo federal e sociedade civil&#8221;, informou a prefeitura em nota \u00e0 BBC Brasil.<\/p>\n<aside class=\"quote\">\n<div class=\"quote-inner\">\n<blockquote class=\"quote\"><p>O projeto tem como eixo fundamental o acolhimento e tratamento de dependentes qu\u00edmicos<\/p>\n<footer>Prefeitura de S\u00e3o Paulo, sobre nova pol\u00edtica anticrack<\/footer>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<\/aside>\n<p>A administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o respondeu pedidos espec\u00edficos de informa\u00e7\u00e3o, como n\u00famero atual de benefici\u00e1rios, a\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o ou n\u00e3o mantidas e qual ser\u00e1 a estrutura de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>O soci\u00f3logo Benedito Mariano, coordenador do Bra\u00e7os Abertos na gest\u00e3o Haddad, defende a iniciativa que gerenciava. &#8220;A l\u00f3gica do acolhimento e do resgate social de pessoas que se viam \u00e0 margem da sociedade pode provocar grandes mudan\u00e7as&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Uma pesquisa da Plataforma Brasileira de Pol\u00edtica de Drogas, rede que promove pol\u00edticas de redu\u00e7\u00e3o de danos, apontou que 67% de 80 benefici\u00e1rios ouvidos haviam relatado redu\u00e7\u00e3o no consumo.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/0C78\/production\/_95929130_vitorino20000101016.jpg\" alt=\"Alcides Silva\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Alcides Silva diz ter reduzido consumo de crack, mas ainda n\u00e3o conseguiu largar v\u00edcio e a vida na cracol\u00e2ndia<\/span><\/figure>\n<p>H\u00e1 quem considere, por outro lado, que tratamentos que visem a abstin\u00eancia, como a proposta das gest\u00f5es do PSDB, sejam mais adequados. Para Ana Cec\u00edlia Marques, coordenadora da Comiss\u00e3o de Depend\u00eancia Qu\u00edmica da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria e professora da PUC-SP, viciados devem passar primeiramente por tratamentos de desintoxica\u00e7\u00e3o e de doen\u00e7as relacionadas ao consumo de drogas.<\/p>\n<p>&#8220;A maioria dos usu\u00e1rios adquire as chamadas comorbidades, como enfisema e inflama\u00e7\u00e3o dos nervos, que precisam ser tratadas&#8221;, diz Marques, citando programas de universidades como USP e Unifesp que alcan\u00e7ariam taxas de abstin\u00eancia de 60%.<\/p>\n<aside class=\"quote\">\n<div class=\"quote-inner\">\n<blockquote class=\"quote\"><p>O uso compulsivo da droga muitas vezes est\u00e1 relacionado \u00e0 aus\u00eancia ou ruptura de v\u00ednculos sociais<\/p>\n<footer>Jos\u00e9 Luiz Ratton, Soci\u00f3logo<\/footer>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<\/aside>\n<p>A descontinuidade das iniciativas anticrack do setor p\u00fablico n\u00e3o se restringem a S\u00e3o Paulo. No plano federal, a principal aposta do governo Dilma Rousseff (PT) &#8211; micro\u00f4nibus superequipados para monitorar as cracol\u00e2ndias &#8211; resultou em ve\u00edculos parados, subutilizados ou funcionando de forma prec\u00e1ria, como <a class=\"story-body__link\" href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/noticias\/2015\/09\/150907_crack_onibus_tg\">mostrou<\/a> a BBC Brasil em 2015. e at\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de que essa pol\u00edtica seja prioridade da gest\u00e3o Michel Temer (PMDB).<\/p>\n<p><strong>Futuro<\/strong><\/p>\n<p>Ainda longe da abstin\u00eancia, Alcides fica \u00e0 espera da nova proposta da Prefeitura de S\u00e3o Paulo para resolver o problema da cracol\u00e2ndia e seus viciados. &#8220;Espero que n\u00e3o mude muita coisa porque a a\u00e7\u00e3o tem me ajudado&#8221;, diz.<\/p>\n<p>De acordo com estimativa feita em 2015 pelo governo federal, 340 mil pessoas usavam crack regularmente no pa\u00eds naquele ano.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/5A98\/production\/_95929132_mylenaepaimontagem.jpg\" alt=\"Mylena e o pai hoje e no passado\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Mylena e Alcides em dois momentos: hoje, enquanto buscam se reaproximar, e no passado<\/span><\/figure>\n<p>&#8220;O uso compulsivo da droga muitas vezes n\u00e3o est\u00e1 diretamente relacionado \u00e0 subst\u00e2ncia em si, mas \u00e0 aus\u00eancia ou ruptura de v\u00ednculos sociais&#8221;, lembra Jos\u00e9 Luis Ratton, professor do departamento de Sociologia da UFPE e integrante do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p>Sem dar detalhes de sua vida, o homem de fala agitada e gestos largos reconhece que as drogas o &#8220;empurraram para outro mundo&#8221;. Pouco depois, passa a m\u00e3o na barriga da filha gr\u00e1vida e abre um sorriso. &#8220;Quero abrir uma barraca de sucos no centro&#8221;, conta. &#8220;Voltei a sonhar, antes estava jogado, n\u00e3o queria saber de nada.&#8221;<\/p>\n<p><i>* Nome fict\u00edcio. O pai de Mylena falou com a reportagem com a condi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ter o nome divulgado, apenas imagens e declara\u00e7\u00f5es.<\/i><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carla Schtruk A produtora Mylena Garbin e o pai na regi\u00e3o da cracol\u00e2ndia paulistana: reencontro ap\u00f3s anos de separa\u00e7\u00e3o A produtora cultural Mylena Garbin, de 24 anos, peregrinou de bar em bar por muito tempo no centro de S\u00e3o Paulo. E n\u00e3o foi para beber nem encontrar amigos. 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