{"id":194301,"date":"2017-05-19T00:36:01","date_gmt":"2017-05-19T03:36:01","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=194301"},"modified":"2017-05-18T15:41:54","modified_gmt":"2017-05-18T18:41:54","slug":"parque-do-piaui-um-gigante-para-ciencia-invisivel-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/parque-do-piaui-um-gigante-para-ciencia-invisivel-para-o-brasil\/","title":{"rendered":"Parque do Piau\u00ed: um gigante para a ci\u00eancia, invis\u00edvel para o Brasil"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\" style=\"text-align: justify;\">O parque arqueol\u00f3gico de um dos Estados mais pobres do pa\u00eds fortalece a tese de que homem chegou ao continente h\u00e1 100.000 anos. O local, por\u00e9m, est\u00e1 abandonado<\/h2>\n<figure id=\"attachment_194302\" aria-describedby=\"caption-attachment-194302\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?attachment_id=194302\" rel=\"attachment wp-att-194302\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-194302 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/pintura-rupestre.jpg\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/pintura-rupestre.jpg 560w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/pintura-rupestre-300x182.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/pintura-rupestre-160x97.jpg 160w\" sizes=\"auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-194302\" class=\"wp-caption-text\">Pintura rupestre que \u00e9 s\u00edmbolo do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piau\u00ed, nordeste do pa\u00eds.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Talita Bedinelli\" href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/talita_bedinelli\/a\/\">TALITA BEDINELLI<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"autor-texto\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora franco-brasileira, Ni\u00e9de Guidon, de 81 anos, participava de uma exposi\u00e7\u00e3o sobre pinturas rupestres no Museu do Ipiranga (em S\u00e3o Paulo) no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970, quando um homem se aproximou e disse:<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CPuhi5OL-tMCFRaGkQoduSEIUQ\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; L\u00e1 na minha cidade tem um monte desses desenhos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guidon, na \u00e9poca professora da <a href=\"http:\/\/www.ehess.fr\/fr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00c9cole des Hautes \u00c9tudes en Sciences Sociales<\/a>, de Paris, montou ent\u00e3o uma miss\u00e3o de pesquisadores rumo a S\u00e3o Raimundo Nonato, um munic\u00edpio do\u00a0no Pol\u00edgono das Secas no Piau\u00ed, um dos Estados mais pobres do Brasil. Chegando l\u00e1, foi levada por moradores locais a um abrigo de pedra (similar a uma caverna, mas menos profundo) em cujas paredes estavam gravadas em vermelho imagens de animais e cenas de dan\u00e7a, sexo e ca\u00e7a. Ela decidiu, ent\u00e3o, se dedicar \u00e0 pesquisa no local e nunca mais foi embora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1979, a pesquisadora conseguiu que a \u00e1rea de 129.000 hectares fosse demarcada para preserva\u00e7\u00e3o, tornando-se o <a href=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/o-que-fazemos\/visitacao\/ucs-abertas-a-visitacao\/199-parque-nacional-da-serra-da-capivara.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Parque Nacional da Serra da Capivara<\/a>. L\u00e1, descobriu com a sua equipe 1.350 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos com cerca de 750 pinturas rupestres, a maior concentra\u00e7\u00e3o do continente americano, e come\u00e7ou uma disputa cient\u00edfica que procura demonstrar que a presen\u00e7a do homem na regi\u00e3o \u00e9 muito mais antiga do que se imaginava anteriormente. Os \u00faltimos achados na Capivara d\u00e3o conta de que a chegada \u00e0 Am\u00e9rica foi dez mil anos antes do que supunha a teoria predominante, o paradigma de <em>Clovis First<\/em>. E pode ter come\u00e7ado pela Am\u00e9rica do Sul e n\u00e3o pela do Norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma publica\u00e7\u00e3o no peri\u00f3dico cient\u00edfico <a href=\"http:\/\/www.journals.elsevier.com\/journal-of-archaeological-science\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cJournal of Archaeological Science<strong>\u201d<\/strong>,<\/a> Christelle Lahaye e Eric Bo\u00ebda, que comandaram a escava\u00e7\u00e3o na Toca da Tira Peia, dentro do Parque Nacional, descobriram 113 artefatos de pedras lascadas ou polidas, feitos com uma mat\u00e9ria-prima que n\u00e3o foi achada perto do s\u00edtio escavado, o que indicaria a manipula\u00e7\u00e3o desses objetos pelos homens. A an\u00e1lise deles mostrou que os mais antigos haviam sido usados h\u00e1 pelo menos 22.000 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os achados s\u00e3o elementos que fortalecem os ind\u00edcios contr\u00e1rios \u00e0 teoria de Cl\u00f3vis e d\u00e3o for\u00e7a para a briga que Guidon iniciou ainda na d\u00e9cada de 1970, com as primeiras escava\u00e7\u00f5es na Serra da Capivara. Para ela, o local foi povoado na verdade h\u00e1 mais de 100.000 anos, uma data considerada \u201cabsurda\u201d pelos disc\u00edpulos de Cl\u00f3vis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A teoria de <em>Cl\u00f3vis First<\/em> foi proposta por arque\u00f3logos norte-americanos na d\u00e9cada de 1930, ap\u00f3s a descoberta de pontas de lan\u00e7a feitas com ossos de mamute na cidade de Cl\u00f3vis, Novo M\u00e9xico (EUA). Assim, os pesquisadores norte-americanos afirmam que o homem chegou h\u00e1 11.500 anos pela \u00c1sia, a p\u00e9, durante o Pleistoceno (a Era do Gelo). S\u00f3 depois de se espalharem pela Am\u00e9rica do Norte povoaram a do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas as escava\u00e7\u00f5es da equipe de Guidon no Piau\u00ed come\u00e7aram a contestar esse modelo j\u00e1 em 1983. Na ocasi\u00e3o, peda\u00e7os de carv\u00e3o encontrados no s\u00edtio Paraguaio, o primeiro investigado pela pesquisadora, traziam ind\u00edcios de que a ocupa\u00e7\u00e3o ali era de, ao menos, 31.500 anos atr\u00e1s. Em 1984, uma nova data\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m em peda\u00e7os de carv\u00e3o, marcava 32.160 anos. Os achados foram publicados na revista <em>Nature,<\/em> em 1986. Com o passar dos anos, no entanto, descobriram-se ind\u00edcios de 58.000 anos atr\u00e1s e, em 1991, chegou-se \u00e0 data que deixava, e muito, Cl\u00f3vis para tr\u00e1s: os 100.000 anos. \u201cComo o Carbono 14 n\u00e3o funciona para data\u00e7\u00f5es t\u00e3o antigas, aplicamos a termoluminesc\u00eancia, que faz com que o material emita uma luz que permite saber quando o fogo foi aceso\u201d, conta ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As an\u00e1lises, consideradas \u201cirrefut\u00e1veis\u201d pela pesquisadora foram contestadas por pesquisadores que diziam que o carv\u00e3o descoberto seria consequ\u00eancia de fogueiras naturais. Guidon e sua equipe afirmavam que as fogueiras n\u00e3o eram naturais, pois as marcas estavam apenas em paredes dentro do abrigo. Pr\u00f3ximo a esses locais, foram encontradas evid\u00eancias de pedras lascadas pelo homem e de pinturas rupestres. A teoria da pesquisadora \u00e9 de que o homem teria chegado diretamente \u00e0 Am\u00e9rica do Sul, vindo da \u00c1frica, na \u00e9poca de uma grande seca no continente africano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A querela cient\u00edfica, no entanto, perdurou devido ao que alguns pesquisadores chamam de \u201cimperialismo acad\u00eamico\u201d norte-americano. S\u00f3 que evid\u00eancias achadas justamente em solo norte-americano passaram a demonstrar nos \u00faltimos anos que a teoria de Clovis n\u00e3o se sustentava mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2008, em Oregon, pesquisadores descobriram por meio de an\u00e1lises de DNA em ossadas humanas que a ocupa\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia acontecido h\u00e1 14.000 anos. No Texas, em 2011, descobriram 15.528 artefatos no chamado complexo Buttermilk Creek, datados de um per\u00edodo entre 13.200 a 15.500 anos. E um pesquisador norte-americano chamado <a href=\"http:\/\/www.usp.br\/revistausp\/34\/02-dillehay.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tom Dillehay, na d\u00e9cada anterior, j\u00e1 havia conseguido reconhecimento acad\u00eamico para suas descobertas no s\u00edtio arqueol\u00f3gico Monte Verde<\/a>, no Chile, onde objetos encontrados remontavam a 12.500 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano passado, com a publica\u00e7\u00e3o dos novos achados na Serra da Capivara, a comunidade cient\u00edfica voltou os olhos novamente para o Piau\u00ed. Os ind\u00edcios de pedras lascadas ou polidas de 22.000 anos s\u00e3o menos pol\u00eamicos que os peda\u00e7os de carv\u00e3o das fogueiras e, por isso, a tese de Guidon come\u00e7a a n\u00e3o parecer t\u00e3o \u201cabsurda\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDizer que a chegada do homem na Am\u00e9rica h\u00e1 100.000 anos \u00e9 algo absurdo n\u00e3o \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o muito cient\u00edfica. Em ci\u00eancia, n\u00e3o se pode dizer, a priori, que algo n\u00e3o aconteceu. Mas \u00e9 preciso de mais dados [para a tese de Guidon]\u201d, diz Astolfo Ara\u00fajo, professor do <a href=\"http:\/\/www.mae.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de S\u00e3o Paulo<\/a> (USP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 l\u00f3gico que falar em 100.000 anos deixa a gente assustado. Mas, por outro lado, a presen\u00e7a do homem na \u00c1frica \u00e9 de 200.000 anos atr\u00e1s. N\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel que algu\u00e9m tenha vindo de barco para a Am\u00e9rica do Sul\u201d, continua ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele ressalta ainda que uma das possibilidades para o intervalo entre os ind\u00edcios de 100.000 anos atr\u00e1s e os de 22.000 anos poderia ser o desaparecimento do primeiro grupo populacional, mais antigo, na Am\u00e9rica do Sul. \u201cMapeamentos do genoma descobriram que n\u00f3s temos muito pouca variabilidade gen\u00e9tica. Isso poderia significar que a nossa popula\u00e7\u00e3o quase se extinguiu\u201d, explica ele. Um estudo publicado em 2008 no American Journal Of Human Genetics apontou que h\u00e1 70.000 anos a popula\u00e7\u00e3o humana pode ter encolhido para apenas 2.000 pessoas por conta do clima extremo. Essa \u201cquase extin\u00e7\u00e3o\u201d teria ocorrido justamente na \u00e9poca do intervalo dos achados na Am\u00e9rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com isso, defende ele, existe a possibilidade de que tenha havido duas entradas de homens na Am\u00e9rica. Hip\u00f3tese defendida tamb\u00e9m pelo professor do Instituto de Bioci\u00eancias da USP Walter Neves, descobridor de um cr\u00e2nio de 11.000 anos na regi\u00e3o de Lagoa Santa (Minas Gerais), apelidado de Luiza. Para Neves, no entanto, houve duas ondas migrat\u00f3rias, ambas vindas da \u00c1sia. A primeira, h\u00e1 14.000 anos, foi de indiv\u00edduos parecidos com Luiza, de morfologia semelhante \u00e0 dos australianos e africanos atuais. Essa esp\u00e9cie n\u00e3o teria deixado descendentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda leva, de acordo com ele, chegou h\u00e1 12.000 anos. Eram indiv\u00edduos de tipo f\u00edsico asi\u00e1tico, <a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2012\/05\/11\/walter-neves-o-pai-de-luzia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">semelhante aos \u00edndios americanos atuais, explicou, em entrevista \u00e0 revista da Fapesp<\/a>. Neves, que foi \u201cinimigo cient\u00edfico\u201d de Guidon por anos, diz que finalmente visitou o parque da Capivara para avaliar a cole\u00e7\u00e3o l\u00edtica dos s\u00edtios e saiu de l\u00e1 \u201c99,9% convencido de que houve no local uma ocupa\u00e7\u00e3o anterior a 30.000 anos\u201d. Mas a d\u00favida que restou ainda \u00e9 significativa, disse ele na mesma entrevista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a disputa entre as teses cient\u00edficas continua. Nesta semana, pesquisadores <a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/content\/344\/6185\/750\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">publicaram um artigo na revista Science<\/a> descobriram no M\u00e9xico um esqueleto de 12.000 anos que, segundo eles, sustenta tese de que as popula\u00e7\u00f5es que chegaram \u00e0 Am\u00e9rica vieram da \u00c1sia pela regi\u00e3o do estreito de Bering, posteriormente se espalhando para o sul. Com a descoberta, eles descartam a possibilidade de que tenha havido diversas ondas de povoadores. O cr\u00e2nio da menina de aproximadamente 15 anos, apelidada de Naia, tem a morfologia dos australianos e africanos, mas a an\u00e1lise do DNA mitocondrial extra\u00eddo dos dentes do esqueleto \u00e9 semelhante a dos \u00edndios atuais. Assim, a Luiza descoberta por Neves teria os mesmos ancestrais de Naia, de acordo com a pesquisa publicada na Nature. A descoberta foi vista com ceticismo por Neves, em <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ciencia\/2014\/05\/1454937-cranio-de-12-mil-anos-achado-no-mexico-e-similar-a-brasileiros-da-epoca.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato \u00e9 que a falta de esqueletos antigos que poderiam trazer afirma\u00e7\u00f5es mais precisas sobre a quest\u00e3o \u00e9 um problema na Am\u00e9rica do Sul. Por isso, s\u00edtios como os do Parque Nacional da Serra da Capivara, onde a pesquisa continua, s\u00e3o essenciais para que o enigma chegue perto do fim. No entanto, aos 81 anos, Guidon luta para fazer novos disc\u00edpulos que possam continuar com seu trabalho para manter o local, que recebe pouca verba e <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/05\/17\/album\/1400282088_118759.html#1400282088_118759_1400284485\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">corre o risco de se tornar cada dia mais prec\u00e1rio<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os achados s\u00e3o elementos que fortalecem os ind\u00edcios contr\u00e1rios \u00e0 teoria de Cl\u00f3vis e d\u00e3o for\u00e7a para a briga que Guidon iniciou ainda na d\u00e9cada de 1970, <\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":194302,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-194301","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/pintura-rupestre.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194301","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=194301"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194301\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/194302"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=194301"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=194301"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=194301"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}