{"id":19548,"date":"2013-09-27T12:00:45","date_gmt":"2013-09-27T15:00:45","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=19548"},"modified":"2013-09-27T14:26:41","modified_gmt":"2013-09-27T17:26:41","slug":"the-economist-questiona-capacidade-de-reacao-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/the-economist-questiona-capacidade-de-reacao-do-brasil\/","title":{"rendered":"&#8216;The Economist&#8217; questiona capacidade de rea\u00e7\u00e3o do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-19547\" alt=\"economist-brasil\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/economist-brasil-300x198.jpg\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/economist-brasil-300x198.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/economist-brasil-464x307.jpg 464w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/economist-brasil-160x106.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/economist-brasil.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>De um foguete que apontava para o alto para uma aeronave desgovernada nos c\u00e9us. Essa \u00e9 a compara\u00e7\u00e3o feita pela capa da revista brit\u00e2nica The Economist ao tratar da evolu\u00e7\u00e3o do Brasil nos \u00faltimos quatro anos. A edi\u00e7\u00e3o distribu\u00edda na Am\u00e9rica Latina, que chega \u00e0s bancas neste fim de semana, tem na capa uma imagem do Cristo Redentor fazendo piruetas no c\u00e9u do Rio de Janeiro com a pergunta: &#8220;Has Brazil blown it?&#8221;. A quest\u00e3o pode ser traduzida como &#8220;O Brasil estragou?&#8221; ou &#8220;O Brasil se perdeu?&#8221;.<\/p>\n<p>A reportagem especial de 14 p\u00e1ginas sobre o Brasil \u00e9 assinado pela jornalista Helen Joyce, correspondente da revista no Pa\u00eds. &#8220;Na d\u00e9cada de 2000, o Brasil decolou e, mesmo com a crise econ\u00f4mica mundial, o Pa\u00eds cresceu 7,5% em 2010. No entanto, tem parado recentemente. Desde 2011, o Brasil conseguiu apenas um crescimento anual de 2%. Seus cidad\u00e3os est\u00e3o descontentes &#8211; em julho, eles foram \u00e0s ruas para protestar contra o alto custo de vida, servi\u00e7os p\u00fablicos deficientes e a corrup\u00e7\u00e3o dos pol\u00edticos&#8221;, diz a revista.<\/p>\n<p>&#8220;Pode Dilma Rousseff, a presidente do Brasil, reiniciar os motores?&#8221;, pergunta a publica\u00e7\u00e3o. &#8220;Ser\u00e1 que a Copa do Mundo e os Jogos Ol\u00edmpicos oferecer\u00e3o ajuda para a recupera\u00e7\u00e3o do Brasil ou simplesmente trar\u00e3o mais d\u00edvida&#8221;, questiona a revista. O conte\u00fado da revista ainda n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel na \u00edntegra na internet.<\/p>\n<p>Na capa, a Economist fez uma auto refer\u00eancia a uma capa da pr\u00f3pria publica\u00e7\u00e3o que ficou conhecida no Brasil ao mostrar o mesmo Cristo Redentor decolando como se fosse um foguete. &#8220;O Brasil decola&#8221; foi capa da edi\u00e7\u00e3o de 12 de novembro de 2009, quando a revista rasgava elogios ao Pa\u00eds que, naquele momento, crescia rapidamente a despeito da crise financeira global.<\/p>\n<p>Interfer\u00eancia<\/p>\n<p>A reportagem afirma ainda que Dilma Rousseff tem sido relutante ou incapaz de enfrentar problemas estruturais do Brasil e interfere mais que o antecessor na economia, o que tem assustado investidores estrangeiros para longe de projetos de infraestrutura e mina a reputa\u00e7\u00e3o conquistada a duras penas pela retid\u00e3o macroecon\u00f4mica&#8221;.<\/p>\n<p>Para a revista, a falta de a\u00e7\u00e3o do governo Dilma \u00e9 a principal raz\u00e3o para o chamado &#8220;voo de galinha&#8221; do Pa\u00eds, em refer\u00eancia ao baixo crescimento econ\u00f4mico. &#8220;A economia estagnada, um Estado inchado e protestos em massa significam que Dilma Rousseff deve mudar de rumo&#8221;, resume o editorial da publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O texto reconhece que outros emergentes tamb\u00e9m desaceleraram ap\u00f3s o boom que teve o auge em 2010 para o Brasil. &#8220;Mas o Brasil fez muito pouco para reformar seu governo durante os anos de boom&#8221;, diz a revista. Um dos problemas apontados pela reportagem \u00e9 o setor p\u00fablico, que &#8220;imp\u00f5e um fardo particularmente pesado para o setor privado&#8221;. Um dos exemplos \u00e9 a carga tribut\u00e1ria que chega a adicionar 58% em tributos e impostos sobre os sal\u00e1rios. Esses impostos s\u00e3o destinados a prioridades questionadas pela The Economist. &#8220;Apesar de ser um pa\u00eds jovem, o Brasil gasta tanto com pens\u00f5es como pa\u00edses do sul da Europa, onde a propor\u00e7\u00e3o de idosos \u00e9 tr\u00eas vezes maior&#8221;, diz o texto que tamb\u00e9m lembra que o Brasil investe menos da metade da m\u00e9dia mundial em infraestrutura.<\/p>\n<p>Problemas antigos<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o reconhece que muitos desses problemas s\u00e3o antigos, mas Dilma Rousseff tem sido &#8220;relutante ou incapaz&#8221; de resolv\u00ea-los e criou novos &#8220;interferindo muito mais que o pragm\u00e1tico Lula&#8221;. &#8220;Ela tem afastado investidores estrangeiros para longe dos projetos de infraestrutura e minou a reputa\u00e7\u00e3o conquistada a duras penas pela retid\u00e3o macroecon\u00f4mica incomodando publicamente o presidente do Banco Central a cortar a taxa de juro. Como resultado, as taxas est\u00e3o subindo atualmente mais para conter a infla\u00e7\u00e3o persistente&#8221;, diz o texto. &#8220;A d\u00edvida bruta subiu para 60% ou 70% do PIB &#8211; dependendo da defini\u00e7\u00e3o &#8211; e os mercados n\u00e3o confiam na senhora Rousseff&#8221;, completa o texto.<\/p>\n<p>Apesar das cr\u00edticas, a revista demonstra otimismo com o futuro a longo prazo do Brasil. &#8220;Felizmente, o Brasil tem grandes vantagens. Gra\u00e7as aos seus agricultores e empres\u00e1rios eficientes, o Pa\u00eds \u00e9 o terceiro maior exportador de alimentos do mundo&#8221;, diz o texto, lembrando que o Pa\u00eds ser\u00e1 um grande exportador de petr\u00f3leo at\u00e9 2020. The Economist elogia, ainda, a pesquisa em biotecnologia, ci\u00eancia gen\u00e9tica e tecnologia de g\u00e1s e petr\u00f3leo em \u00e1guas profundas. Al\u00e9m disso, a revista lembra que, apesar dos protestos populares, o Brasil &#8220;n\u00e3o tem divis\u00f5es sociais ou \u00e9tnicas que mancham outras economias emergentes, como a \u00cdndia e a Turquia&#8221;. (Fernando Nakagawa, Ag\u00eancia Estado)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De um foguete que apontava para o alto para uma aeronave desgovernada nos c\u00e9us. Essa \u00e9 a compara\u00e7\u00e3o feita pela capa da revista brit\u00e2nica The Economist ao tratar da evolu\u00e7\u00e3o do Brasil nos \u00faltimos quatro anos. 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