{"id":199024,"date":"2017-06-13T06:55:18","date_gmt":"2017-06-13T09:55:18","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=199024"},"modified":"2017-06-13T06:55:18","modified_gmt":"2017-06-13T09:55:18","slug":"indigente-consegue-uma-moradia-gracas-ao-sucesso-comercial-de-seu-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/indigente-consegue-uma-moradia-gracas-ao-sucesso-comercial-de-seu-livro\/","title":{"rendered":"Indigente consegue uma moradia gra\u00e7as ao sucesso comercial de seu livro"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Jean-Marie Roughol vendeu mais de 40 mil exemplares de sua obra<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de \u00c1lvaro S\u00e1nchez\" href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/alvaro_sanchez_lopez\/a\/\">\u00c1LVARO S\u00c1NCHEZ<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2017\/06\/11\/actualidad\/1497194846_180768_1497195347_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2017\/06\/11\/actualidad\/1497194846_180768_1497195347_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2017\/06\/11\/actualidad\/1497194846_180768_1497195347_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2017\/06\/11\/actualidad\/1497194846_180768_1497195347_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Jean-Marie Roughol pede esmola em Paris\" width=\"980\" height=\"552\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Jean-Marie Roughol pede esmola em Paris<\/span> <span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">\u00c1LVARO DE LA R\u00daA<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p>A salva\u00e7\u00e3o de Jean-Marie Roughol foi uma frase de desprezo que acabou chegando aos ouvidos certos. Esse indigente parisiense pedia esmola nos <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/05\/14\/internacional\/1494715966_290646.html\">Campos El\u00edseos<\/a> quando viu Jean-Louis Debr\u00e9, ex-ministro do Interior e um dos pol\u00edticos de melhor reputa\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a, trancar o cadeado de sua bicicleta. Roughol o reconheceu e se prop\u00f4s a tomar conta dela enquanto o pol\u00edtico visitava um shopping center. A r\u00e1pida conversa chamou a aten\u00e7\u00e3o de um casal. \u201cVoc\u00ea viu? Debr\u00e9 est\u00e1 falando com um vagabundo!\u201d, disse o homem \u00e0 mulher, em tom jocoso. Depois de ouvir isso, num impulso de raiva, Debr\u00e9 soltou a frase que mudaria a vida de Roughol. \u201cEscute, Jean-Marie, eu acho que voc\u00ea tem muito mais coisas para contar do que essas pessoas. Escreva a sua hist\u00f3ria para mim. Escreva a sua vida. Escreva um livro para mim. Eu o corrigirei e acharei um editor\u201d.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"COHLwprGutQCFYcSkQodP4UEAA\"><\/div>\n<p>Desse encontro casual com um ex-ministro, em 2013, saiu, dois anos depois, uma obra: <em>Pe\u00e7o esmola: uma vida na rua<\/em>, que j\u00e1 alcan\u00e7ou mais de 40.000 exemplares vendidos. Seu sucesso fez com que entrasse na lista dos livros mais vendidos pela <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/amazon\/a\">Amazon<\/a> Fran\u00e7a, sendo traduzido para o chin\u00eas, coreano e tcheco.Foi o come\u00e7o de uma mudan\u00e7a de vida. Desde que recebeu os direitos autorais, no ano passado, Roughol passou a ter um teto para morar. Uma mudan\u00e7a radical para um homem de 49 anos que passou as \u00faltimas duas d\u00e9cadas no ambiente impiedoso e destrutivo das ruas e conseguiu sair com vida.Em sua casa parisiense, um pequeno est\u00fadio pelo qual paga 530 euros (1.965 reais) por m\u00eas de aluguel, ouve-se o ru\u00eddo da cafeteira. Roughol se gaba de fumar menos e acende um cigarro a cada vinte minutos. O debate pol\u00edtico ressoa na televis\u00e3o pela proximidade das elei\u00e7\u00f5es. O esquerdista <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/04\/12\/internacional\/1492002505_180167.html\">Jean-Luc M\u00e9lenchon<\/a> \u00e9 seu preferido. \u201cUm homem que pensa nos desfavorecidos\u201d, elogia. Na parede, sobre um mapa de Paris, aparecem assinaladas mais de uma dezena de localiza\u00e7\u00f5es. S\u00e3o os locais onde exerceu a mendic\u00e2ncia.<\/p>\n<div id=\"sc-4kgc3o\" data-smartplay-instance-id=\"0\">\n<div id=\"sc-4kgc3o-backdrop\"><\/div>\n<\/div>\n<section id=\"sumario_3|apoyos\" class=\"sumario_apoyos izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\"><\/div>\n<\/section>\n<p>O relato de Roughol, tanto nas p\u00e1ginas de seu livro como de viva voz, \u00e9 a hist\u00f3ria de um sobrevivente. Dias e noites ao relento. As avenidas e bulevares de <a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwis27OhpLnUAhWETZAKHbMKC8YQFggiMAA&amp;url=http%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Ftag%2Fparis%2Fa&amp;usg=AFQjCNE92tVvFFGo6Ua0aTDPoha_e1REcw\">Paris<\/a>, t\u00e3o agradecidos com o viajante de passagem, transformados em armas mort\u00edfera para seus inquilinos. De suas in\u00f3spitas ruas se refugia em esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 habitadas por ratos do tamanho de gatos e viciados com o olhar perdido que algumas noites gritam entre del\u00edrios. Tamb\u00e9m nos v\u00e3os das escadas de qualquer edif\u00edcio, de onde \u00e9 retirado com maus modos; em casas ocupadas sobre as quais paira a amea\u00e7a da chegada da pol\u00edcia; em pens\u00f5es cheias de baratas; sob as placas em qualquer esquina, em albergues nauseabundos em que mal consegue dormir v\u00edtima de roubos e da sinfonia de gases e roncos alheios. \u00c0s vezes entra no \u00faltimo metr\u00f4, se esconde sob os bancos quando todos os passageiros descem, e quando o ve\u00edculo chega \u00e0 garagem onde passa a noite, sai de seu esconderijo e dorme no vag\u00e3o vazio, protegido do clima inclemente.<\/p>\n<p>Ele passa sua primeira noite na rua, desorientado, sujo, rec\u00e9m-sa\u00eddo do servi\u00e7o militar, 20 anos incompletos, sem fam\u00edlia e trabalho, entre os arbustos do parque parisiense de <a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=2&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwi3-ZiqpLnUAhWKfZAKHbigA98QFggqMAE&amp;url=http%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Fbrasil%2F2015%2F01%2F12%2Finternacional%2F1421098157_881617.html&amp;usg=AFQjCNGXJbIyYyYC-rIRzq0b_pCQXYVFvw\">Buttes-Chaumont<\/a>, escondido dos olhares dos guardas. No dia seguinte descobre os chuveiros p\u00fablicos e truques para procurar comida. \u201cRevirava as lixeiras. As pr\u00f3ximas \u00e0s padarias e lojas de alimenta\u00e7\u00e3o eram as melhor abastecidas. Encontrava p\u00e3o, doces ainda embrulhados e frutas\u201d.<\/p>\n<p>Como lembra entre uma tragada e outra, cada dia era para ele uma nova aprendizagem na arte de sobreviver. N\u00e3o s\u00e3o raros seus encontros violentos pela cidade. Especialmente com quadrilhas do Leste. Toma consci\u00eancia dos perigos e come\u00e7a a levar consigo uma navalha ou um porrete para se proteger. \u201cSe voc\u00eas querem me tirar daqui ter\u00e3o que me matar\u201d, diz aos que tentam expuls\u00e1-lo da regi\u00e3o onde pede esmola. L\u00e1 \u00e9 acompanhado pelos amigos com os quais forma um grupo digno de <em><a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=2&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwjix4y6pLnUAhXHgpAKHRHbBvIQFggpMAE&amp;url=http%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Fbrasil%2F2016%2F07%2F27%2Fopinion%2F1469621664_494827.html&amp;usg=AFQjCNGR1bCYw2qA93DYAEScGfCHmH7zAw\">Os Miser\u00e1veis<\/a><\/em> de Victor Hugo. Patrick, o homem calado que s\u00f3 d\u00e1 bom dia. Gilles, o inventor de hist\u00f3rias inveross\u00edmeis. Os ver\u00f5es s\u00e3o a pior \u00e9poca. Desidratado sob a tirania do sol e com os contribuintes costumeiros de f\u00e9rias, descobre que os turistas s\u00e3o um mau neg\u00f3cio para o sem-teto. Sem compara\u00e7\u00e3o com o man\u00e1 de Natal.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|foto\" class=\"sumario_foto centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2017\/06\/11\/actualidad\/1497194846_180768_1497196225_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2017\/06\/11\/actualidad\/1497194846_180768_1497196225_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2017\/06\/11\/actualidad\/1497194846_180768_1497196225_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2017\/06\/11\/actualidad\/1497194846_180768_1497196225_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Jean-Marie Roughol em seu apartamento de Paris.\" width=\"980\" height=\"552\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Jean-Marie Roughol em seu apartamento de Paris.<\/span> <span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">\u00c1LVARO DE LA R\u00daA<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Antes de publicar o <a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwjgu4bapLnUAhWSl5AKHUNrC0sQFggiMAA&amp;url=http%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Ftag%2Flibros%2Fa&amp;usg=AFQjCNHpi7IzyxRiQU-2Arxml6Sc_k3GDQ\">livro<\/a>, nos dias mais produtivos arrecada 60 euros (220 reais). Em seu caminho cruza com o pior da condi\u00e7\u00e3o humana. \u201cN\u00e3o queremos vagabundos na Fran\u00e7a\u201d, lhe gritam entre insultos. Ao mesmo tempo constata a exist\u00eancia de pequenos milagres: o desconhecido que lhe d\u00e1 300 euros (1.110 reais). O bar que lhe permite comer de gra\u00e7a. As m\u00e3os an\u00f4nimas que deixam uma moeda em seu copo.<\/p>\n<p>Quando Debr\u00e9 lhe prop\u00f4s escrever o <a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwjgu4bapLnUAhWSl5AKHUNrC0sQFggiMAA&amp;url=http%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Ftag%2Flibros%2Fa&amp;usg=AFQjCNHpi7IzyxRiQU-2Arxml6Sc_k3GDQ\">livro<\/a>, sua primeira rea\u00e7\u00e3o foi de tontura. \u201cN\u00e3o sei escrever, tenho falhas de ortografia\u201d, o alertou. Mas disse sim. Durante um ano e meio alternou a escrita com o copo estendido ao viajante como uma s\u00faplica. Nesse tempo retoma recorda\u00e7\u00f5es long\u00ednquas e recentes. O vagabundo escrevendo em um parque e em um caf\u00e9. O vagabundo lembrando do abandono de sua m\u00e3e aos cinco anos, das surras brutais de seu pai, um caminhoneiro alco\u00f3latra, e dos maus-tratos dos pais adotivos com os quais conviveu por algum tempo. O vagabundo, ent\u00e3o uma crian\u00e7a, inventando o presente de carrinhos no Natal para n\u00e3o ser o \u00fanico da classe a admitir que o Papai Noel n\u00e3o visitou sua casa. O vagabundo lembrando do dia em que dois homens tentaram roubar sua mochila quando pedia esmola e conseguiu afugent\u00e1-los a socos.<\/p>\n<p>Preenche cadernos e se re\u00fane com Debr\u00e9 em caf\u00e9s de Paris, onde ele lhe paga uma refei\u00e7\u00e3o enquanto discutem sobre o texto. Algumas vezes se encontram em seu elegante gabinete do Conselho Constitucional e Roughol anda impressionado por seus majestosos aposentos dourados. O pol\u00edtico o entrevista durante horas para preencher as lacunas de sua hist\u00f3ria. Nela existem momentos em que parece sair do buraco com trabalhos tempor\u00e1rios, fazendo consertos como eletricista e preparando crepes ao lado dos clubes de strip-tease de Pigalle. Algumas noites dorme com as funcion\u00e1rias. Existem tamb\u00e9m momentos dif\u00edceis: foi detido e multado por roubar uma casa, mas n\u00e3o foi levado \u00e0 pris\u00e3o.<\/p>\n<p>A vida de Roughol agora \u00e9 confort\u00e1vel. Dorme aquecido, come refei\u00e7\u00f5es quentes, toma banhos quentes. E de ser parte invis\u00edvel do mobili\u00e1rio urbano passou a andar pelos est\u00fadios de r\u00e1dios e televis\u00f5es. A fama n\u00e3o acabou com sua inquietude sobre seu futuro econ\u00f4mico depois do livro. Diz que por isso vai todas as manh\u00e3s \u00e0 rua e continua pedindo dinheiro aos viajantes. Mais asseado e melhor afeitado do que tempos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>No caminho ao local habitual onde esmola, um indigente se aproxima intuindo nele uma pessoa importante ao ver que est\u00e1 sendo gravado por uma c\u00e2mera para essa reportagem. Fareja o dinheiro. Implora por algumas moedas para o caf\u00e9 e Roughol, que sabe que est\u00e1 sendo observado, lhe entrega e conta que tamb\u00e9m \u00e9 um homem das ruas mostrando-lhe o livro como prova. O jovem o observa com incr\u00e9dula admira\u00e7\u00e3o e se despede dele com um aperto de m\u00e3os.<\/p>\n<p>Na maneira calorosa de cumprimentar e se relacionar com os que est\u00e3o acostumados a v\u00ea-lo pedir na rua se vislumbra em Roughol motiva\u00e7\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m da quest\u00e3o financeira. Reconhece que sente uma certa saudade. Como o preso que quer voltar \u00e0 pris\u00e3o porque sente falta de seus colegas de cela ou simplesmente porque o ser humano \u00e9 um animal de costumes. Porque como soube por alguns de seus companheiros de jornada (mortos de frio, acidentes e doen\u00e7as) a rua mata, mas \u00e9 o centro de um inesgot\u00e1vel universo de est\u00edmulos que agora n\u00e3o encontra no sil\u00eancio de seu pequeno apartamento.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2017\/06\/11\/actualidad\/1497194846_180768_1497196296_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2017\/06\/11\/actualidad\/1497194846_180768_1497196296_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2017\/06\/11\/actualidad\/1497194846_180768_1497196296_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/cultura\/imagenes\/2017\/06\/11\/actualidad\/1497194846_180768_1497196296_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Roughol se encontra com outro indigente nas ruas de Paris.\" width=\"980\" height=\"552\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Roughol se encontra com outro indigente nas ruas de Paris.<\/span> <span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">\u00c1LVARO DE LA R\u00daA<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Entre suas paredes, dedica as tardes a escrever a adapta\u00e7\u00e3o da obra ao <a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwiK7tbspLnUAhXIUZAKHZ_8BmEQFggiMAA&amp;url=http%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Ftag%2Fteatro%2Fa&amp;usg=AFQjCNELIhTaITutPsvwLe2gmVL21sYA_g\">teatro<\/a>tentando prolongar o sucesso que o tirou das esquinas. Descobriu que as palavras, misturadas de uma determinada forma, tamb\u00e9m podem salvar vidas. \u201cSe n\u00e3o tivesse escrito o livro, certamente eu tamb\u00e9m teria morrido nas ruas\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: El Pa\u00eds<\/p>\n<\/div>\n<section id=\"articulo-tags\" class=\"articulo-tags\">\n<header class=\"articulo-tags-encabezado \"><\/header>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A salva\u00e7\u00e3o de Jean-Marie Roughol foi uma frase de desprezo que acabou chegando aos ouvidos certos. Esse indigente parisiense pedia esmola nos Campos El\u00edseos quando viu Jean-Louis Debr\u00e9, ex-ministro do Interior e um dos pol\u00edticos de melhor reputa\u00e7\u00e3o da Fra<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":199025,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-199024","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/pedinte.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199024","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=199024"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/199024\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/199025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=199024"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=199024"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=199024"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}