{"id":201534,"date":"2017-06-28T15:18:57","date_gmt":"2017-06-28T18:18:57","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=201534"},"modified":"2017-06-28T15:18:57","modified_gmt":"2017-06-28T18:18:57","slug":"dormir-mais-de-10-horas-por-noite-eleva-risco-de-infarto-e-avc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/dormir-mais-de-10-horas-por-noite-eleva-risco-de-infarto-e-avc\/","title":{"rendered":"Dormir mais de 10 horas por noite eleva risco de infarto e AVC"},"content":{"rendered":"<header class=\"article-header\">\n<h1 class=\"article-title\"><\/h1>\n<h2 class=\"article-subtitle\">Segundo pesquisa recente, dormir muito pode ser mais perigoso \u00e0 sa\u00fade do que ter noites de sono curtas. Preju\u00edzos podem estar ligados \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o do sono<\/h2>\n<div class=\"article-author\">Por <strong>Da reda\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<div class=\"article-date\"><\/div>\n<\/header>\n<section class=\"article-content\">\n<div class=\"featured-image\">\n<div class=\"image\"><img decoding=\"async\" class=\"attachment-featured-image size-featured-image wp-post-image lazyloaded\" title=\"Mulher com sono desligando o despertador\" src=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" srcset=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1 680w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=1360&amp;h=906&amp;crop=1 1360w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=150&amp;h=100&amp;crop=1 150w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=300&amp;h=200&amp;crop=1 300w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=768&amp;h=512&amp;crop=1 768w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=650&amp;h=433&amp;crop=1 650w\" alt=\"Mulher com sono desligando o despertador\" data-src=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1\" data-srcset=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=680&amp;h=453&amp;crop=1 680w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=1360&amp;h=906&amp;crop=1 1360w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=150&amp;h=100&amp;crop=1 150w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=300&amp;h=200&amp;crop=1 300w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=768&amp;h=512&amp;crop=1 768w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/03\/mulher-dormindo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=650&amp;h=433&amp;crop=1 650w\" data-sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/div>\n<p class=\"caption\">Estudos sobre o tema foram apresentados durante o World Congress on Brain, Behavior and Emotions, realizado em Porto Alegre, neste m\u00eas. (Antonio Guillem\/iStock)<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Dormir<\/strong> mais horas do que o necess\u00e1rio traz mais riscos de <strong>problemas cardiovasculares<\/strong> do que dormir pouco. O alerta foi feito por pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) e do Instituto do Sono na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do World Congress on Brain, Behavior and Emotions, congresso sobre o <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/cerebro\/\"><strong>c\u00e9rebro<\/strong><\/a> realizado em Porto Alegre entre os dias 14 e 17 deste m\u00eas.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\">\u00a0Em um dos pain\u00e9is do evento,\u00a0os cientistas apresentaram evid\u00eancias de uma s\u00e9rie de estudos nacionais e internacionais que identificaram os riscos \u00e0 sa\u00fade associados \u00e0 pr\u00e1tica de ter muitas ou poucas horas de <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/sono\/\">sono<\/a> por noite.<\/div>\n<p>Em pesquisa da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, e publicada no peri\u00f3dico <em>Sleep Medicine<\/em> neste ano, os autores conclu\u00edram que dormir de duas a quatro horas por noite aumenta em duas vezes o risco de sofrer <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/infarto\/\">infarto<\/a> ou <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/avc\/\">Acidente Vascular Cerebral (AVC)<\/a>. J\u00e1 entre os que dormem mais de dez horas, esse risco \u00e9 sete vezes maior.<\/p>\n<p>Pesquisadora da Unifesp e palestrante do congresso, Lenise Jihe Kim explica que o fen\u00f4meno pode estar associado \u00e0s caracter\u00edsticas do sono de quem dorme demais. \u201cBasicamente, os grandes dormidores teriam maiores despertares durante a noite, ou seja, um sono mais fragmentado. E a cada despertar a gente eleva a press\u00e3o arterial e a frequ\u00eancia card\u00edaca. Isso, cronicamente, leva \u00e0 hipertens\u00e3o e \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o, altera\u00e7\u00f5es cardiometab\u00f3licas que favorecem um AVC ou um infarto\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>A especialista explica que, at\u00e9 h\u00e1 poucos anos, os estudos dessa tem\u00e1tica ficavam mais restritos aos riscos da priva\u00e7\u00e3o do sono e n\u00e3o do excesso dele. \u201cO assunto dos grandes dormidores \u00e9 muito recente. Temos registros de alguns estudos um pouco mais antigos, mas pesquisas epidemiol\u00f3gicas com evid\u00eancias populacionais s\u00e3o de 2016 para 2017\u201d, diz.<\/p>\n<h3>Muitas horas de sono<\/h3>\n<p>Um dos primeiros estudos que j\u00e1 apontavam os riscos de passar muitas horas na cama \u2014 conduzido por pesquisadores de Baltimore, nos Estados Unidos, e publicado em 2009 no peri\u00f3dico <em>Journal of Sleep Research<\/em>\u00a0\u2014 mostrou que o risco de morrer por uma doen\u00e7a cardiovascular era 38% maior entre os que dormem muito em compara\u00e7\u00e3o com quem dorme oito horas por noite. O \u00edndice \u00e9 bem maior do que o encontrado entre os que dormem pouco. Nesse grupo, o risco de mortalidade era 6% maior.<\/p>\n<p>Lenise explica que uma das hip\u00f3teses para o dado \u00e9 que a pessoa que dorme demais, ao contr\u00e1rio daquele que sofre com ins\u00f4nia, n\u00e3o enxerga em si um problema de sa\u00fade. \u201cEla n\u00e3o reconhece bem os sintomas, acha que, por ter a oportunidade de dormir mais, n\u00e3o tem problemas e n\u00e3o procura servi\u00e7os m\u00e9dicos. Mas a verdade \u00e9 que os que dormem mais horas costumam sofrer mais com problemas como ronco e apneia do sono\u201d, relata.<\/p>\n<p>A especialista ressalta que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o n\u00famero de horas que define um \u201cgrande dormidor\u201d. \u201cS\u00e3o aquelas pessoas que dormem mais do que a m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o, que \u00e9 de sete a oito horas por noite, mas que fazem isso porque precisam dessa quantidade de horas. N\u00e3o \u00e9 simplesmente porque t\u00eam uma oportunidade de dormir mais em um fim de semana, por exemplo, \u00e9 porque t\u00eam a necessidade de dormir muito para se sentirem bem no dia seguinte\u201d, afirma.<\/p>\n<h3>Outros riscos<\/h3>\n<p>No outro extremo, o dos que passam poucas horas na cama, os pesquisadores apontaram como riscos problemas cardiovasculares, obesidade e outras doen\u00e7as associadas ao excesso de peso.<\/p>\n<p>\u201cDormir de duas a quatro horas por noite eleva o risco de ganhar peso em 200%. O motivo \u00e9 que a restri\u00e7\u00e3o de sono provoca altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas que alteram horm\u00f4nios. Isso aumenta a nossa fome e diminui a sensa\u00e7\u00e3o de saciedade. Ou seja, sem dormir direito, voc\u00ea vai comer mais do que comeria em um dia normal e vai preferir comidas cal\u00f3ricas, ricas em gordura e a\u00e7\u00facares\u201d, explica Monica L. Andersen, diretora do Instituto do Sono, professora da Unifesp e tamb\u00e9m palestrante do congresso.<\/p>\n<h3>Tumor<\/h3>\n<p>O sistema de defesa do organismo tamb\u00e9m fica mais fr\u00e1gil com a priva\u00e7\u00e3o de sono, segundo Sergio Tufik, presidente do instituto e tamb\u00e9m professor da Unifesp. \u201cDormir pouco prejudica o sistema imunol\u00f3gico e deixa nosso corpo mais suscet\u00edvel at\u00e9 mesmo ao crescimento de c\u00e9lulas tumorais. Essas c\u00e9lulas est\u00e3o presentes em todas as pessoas, mas, com o sistema de defesa funcionando bem, a chance de as combatermos \u00e9 maior\u201d, explica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos sobre o tema foram apresentados durante o World Congress on Brain, Behavior and Emotions, realizado em Porto Alegre, neste m\u00eas. 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