{"id":20223,"date":"2013-10-01T08:13:21","date_gmt":"2013-10-01T11:13:21","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=20223"},"modified":"2013-10-01T08:13:21","modified_gmt":"2013-10-01T11:13:21","slug":"propaganda-de-cigarro-influencia-criancas-de-5-e-6-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/propaganda-de-cigarro-influencia-criancas-de-5-e-6-anos\/","title":{"rendered":"Propaganda de cigarro influencia crian\u00e7as de 5 e 6 anos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-20224\" alt=\"ImageProxy (2)\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ImageProxy-2-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/p>\n<p>Crian\u00e7as de cinco e seis anos que habitam pa\u00edses de renda m\u00e9dia ou baixa, como o Brasil, s\u00e3o influenciadas pelas propagandas de cigarro. Assim, correm um risco maior de se tornarem fumantes. Apenas no Brasil, 59% das crian\u00e7as nessa faixa et\u00e1ria conhecem alguma marca de cigarro. Essa foi a conclus\u00e3o de um estudo realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e publicado nesta segunda-feira no peri\u00f3dico\u00a0<em>Pediatrics<\/em>.<\/p>\n<div><b>CONHE\u00c7A A PESQUISA<\/b><\/p>\n<p><b>T\u00edtulo original:\u00a0<\/b><a href=\"http:\/\/pediatrics.aappublications.org\/content\/early\/2013\/09\/24\/peds.2013-1150.full.pdf\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #cc9900;\">International Reach of Tobacco Marketing Among Young Children<\/span><\/a><\/p>\n<p><b>Onde foi divulgada:<\/b>\u00a0peri\u00f3dico\u00a0<i>Pediatrics<\/i><\/p>\n<p><b>Quem fez:<\/b>\u00a0Dina L.G. Borzekowski e Joanna E. Cohen<\/p>\n<p><b>Institui\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>Universidade Johns Hopkins, EUA<\/p>\n<p><b>Dados de amostragem:<\/b>\u00a02.243 crian\u00e7as de cinco e seis anos de idade, moradoras dos seis pa\u00edses com o maior n\u00famero de adultos fumantes do globo (Brasil, China, \u00cdndia, Nig\u00e9ria, Paquist\u00e3o e R\u00fassia)<\/p>\n<p><b>Resultado:<\/b>\u00a0As crian\u00e7as desses pa\u00edses s\u00e3o influenciadas pelas propagandas de cigarro. Por isso, existe a necessidade de medidas mais eficazes para barrar esse tipo de publicidade<\/div>\n<p>A pesquisa foi realizada nos seis pa\u00edses com o maior n\u00famero de adultos fumantes do globo, segundo dados de 2011 da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade: Brasil, China, \u00cdndia, Nig\u00e9ria, Paquist\u00e3o e R\u00fassia. Os pesquisadores mediram o n\u00edvel de influ\u00eancia das propagandas de cigarro nas crian\u00e7as analisando se elas eram capazes de reconhecer logotipos de diversas marcas de cigarros. Os resultados foram considerados alarmantes: das 2.243 crian\u00e7as que participaram do estudo, 68% reconheceram ao menos uma marca do produto.<\/p>\n<p>O menor percentual foi encontrado na R\u00fassia, onde 50% dos meninos e meninas identificaram pelo menos um logotipo. A maior porcentagem do estudo foi apresentada pela China, onde 86% das crian\u00e7as que participaram do estudo mostraram-se familiarizadas com as marcas de cigarro.<\/p>\n<p>Apesar das restri\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 propaganda de cigarros no Brasil, das 398 crian\u00e7as que participaram do estudo, 236 (59%) afirmaram reconhecer alguma das marcas presentes no teste. \u201cIsso mostra que a ind\u00fastria de cigarros consegue driblar a proibi\u00e7\u00e3o de comerciais e continua fazendo com que seus produtos sejam conhecidos pela popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Jaqueline Issa, cardiologista e coordenadora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor.<\/p>\n<p>Segundo a cardiologista, a principal forma de driblar as restri\u00e7\u00f5es \u00e9 a elabora\u00e7\u00e3o de embalagens com cores e logotipos marcantes, que acabam sendo facilmente associados ao produto. \u201cPor isso, em pa\u00edses como a Austr\u00e1lia as embalagens de cigarros s\u00e3o neutras, sem cores nem logotipos. Esse tipo de iniciativa, por\u00e9m, ainda n\u00e3o existe no Brasil\u201d, conta.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, a conclus\u00e3o do trabalho sugere a necessidade de medidas mais eficazes para limitar o impacto da publicidade dos fabricantes de cigarro nas crian\u00e7as. Isso porque a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s campanhas pode estar associada a um aumento da probabilidade de come\u00e7ar a fumar.<\/p>\n<p><strong>Outro estudo \u2014<\/strong>\u00a0No artigo, os pesquisadores fazem men\u00e7\u00e3o a um estudo realizado h\u00e1 22 anos nos Estados Unidos, que revelou que crian\u00e7as de seis anos eram igualmente capazes de reconhecer na televis\u00e3o o logotipo da Disney e o dos cigarros \u2018Old Joe Camel\u2019. \u00c0 \u00e9poca, o estudo levou \u00e0 regula\u00e7\u00e3o das propagandas de cigarro no pa\u00eds, com o objetivo de proteger os mais jovens.<\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis pela nova pesquisa destacam que diante dessas r\u00edgidas regula\u00e7\u00f5es da publicidade de cigarros e das campanhas antitabaco nos pa\u00edses industrializados, as empresas do ramo t\u00eam concentrado seus esfor\u00e7os promocionais nos pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda.<\/p>\n<p>Fonte: Veja<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crian\u00e7as de cinco e seis anos que habitam pa\u00edses de renda m\u00e9dia ou baixa, como o Brasil, s\u00e3o influenciadas pelas propagandas de cigarro. 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