{"id":202269,"date":"2017-07-03T06:44:34","date_gmt":"2017-07-03T09:44:34","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=202269"},"modified":"2017-07-03T06:44:34","modified_gmt":"2017-07-03T09:44:34","slug":"datafolha-cresce-apoio-ideias-proximo-esquerda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/datafolha-cresce-apoio-ideias-proximo-esquerda\/","title":{"rendered":"Datafolha: cresce apoio a ideias proximo \u00e0 esquerda"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"blog-post-title\"><\/h2>\n<div id=\"container_clear\"><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogviramundos.files.wordpress.com\/2017\/03\/esquerda.jpg?w=562\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>Da Folha de S. Paulo \u2013 Marco Rodrigo Almeida<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cresceu o apoio da popula\u00e7\u00e3o a ideias identificadas com a esquerda do espectro pol\u00edtico. Esse fato sobrepujou o avan\u00e7o de algumas posi\u00e7\u00f5es conservadoras, t\u00edpicas da direita. O resultado l\u00edquido foi uma leve movimenta\u00e7\u00e3o do perfil ideol\u00f3gico do brasileiro para a esquerda, retomando a situa\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio entre os dois polos.<\/p>\n<p>O quadro \u00e9 apontado por pesquisa do Datafolha que mede a inclina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica no pa\u00eds. As perguntas elaboradas buscam demarcar as diferen\u00e7as entre convic\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 direita e \u00e0 esquerda, em temas econ\u00f4micos e comportamentais.<\/p>\n<p>Com base nas respostas, os eleitores s\u00e3o agrupados em uma das cinco posi\u00e7\u00f5es da escala ideol\u00f3gica (esquerda, centro-esquerda, centro, centro-direita e direita).<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com o levantamento anterior, feito em setembro de 2014, nota-se uma maior sensibiliza\u00e7\u00e3o do brasileiro a quest\u00f5es que envolvem a igualdade, poss\u00edvel reflexo da crise econ\u00f4mica e do alto desemprego que atingem o Brasil nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Subiu, por exemplo, de 58% para 77% a parcela que acredita que a pobreza est\u00e1 relacionada \u00e0 falta de oportunidades iguais para todos. J\u00e1 a que cr\u00ea que a pobreza \u00e9 fruto da pregui\u00e7a para trabalhar caiu de 37% para 21%.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/arte.folha.uol.com.br\/graficos\/lrJmQ\/?w=620&amp;h=620\">Tend\u00eancias &#8211; Em % da popula\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p>No mesmo campo de ideias, cresceram a toler\u00e2ncia \u00e0 homossexualidade (64% para 74%), a aceita\u00e7\u00e3o de migrantes pobres (63% para 70%) e a rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 pena de morte (52% para 55%).<\/p>\n<p>&#8220;Esses valores foram se tornando mais abrangentes, n\u00e3o apenas bandeiras exclusivas da esquerda. A direita tamb\u00e9m foi se apropriando dessas causas. Ao mesmo tempo, o discurso radical foi se deslegitimando na sociedade&#8221;, afirma Cl\u00e1udio Couto, cientista pol\u00edtico e professor do curso de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica da FGV (Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas).<\/p>\n<p>&#8220;Mas estabelecer essas classifica\u00e7\u00f5es \u00e9 sempre muito complexo. A no\u00e7\u00e3o de igualdade \u00e9 ampla. Pode ser materializada no Bolsa Fam\u00edlia, nas cotas, no aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo. E a\u00ed o cidad\u00e3o pode apoiar ou refutar cada uma dessas aplica\u00e7\u00f5es concretas&#8221;, continua Couto.<\/p>\n<p>No campo comportamental tamb\u00e9m s\u00e3o n\u00edtidos, ainda que insuficientes para compensar o avan\u00e7o das ideias mais relacionadas \u00e0 esquerda, alguns movimentos de conota\u00e7\u00e3o conservadora.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso do direito do cidad\u00e3o de possuir uma arma legalizada, defendido agora por 43% da popula\u00e7\u00e3o (em 2014, era por 35%). A opini\u00e3o contr\u00e1ria ainda predomina, mas registrou decl\u00ednio (de 62% para 55%).<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s drogas, a opini\u00e3o m\u00e9dia nacional se manteve est\u00e1vel \u2013dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Prevalece a ampla defesa da proibi\u00e7\u00e3o (82% para atuais 80%).<br \/>\nJ\u00e1 na seara econ\u00f4mica percebe-se uma relativa estabilidade entre os grupos ideol\u00f3gicos, mas com movimentos contradit\u00f3rios.<\/p>\n<p>A maioria quer pagar menos impostos (51%) e depender menos do governo (54%), posi\u00e7\u00f5es comumente associadas \u00e0 direita. Contudo considera que o Estado deve ser o principal respons\u00e1vel por fazer a economia crescer (76%).<\/p>\n<p><strong>DIREITA CAI, ESQUERDA SOBE<\/strong><\/p>\n<p>A alta nas opini\u00f5es de vi\u00e9s mais progressista reverteu a vantagem, constatada em 2014, da direita sobre a esquerda. Os dois grupos voltam agora ao empate t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>No somat\u00f3rio, direita e centro-direita representam 40% da popula\u00e7\u00e3o. Na pesquisa anterior eram 45%. J\u00e1 a soma de esquerda e centro-esquerda aumentou de 35% para os atuais 41%. O centro manteve-se com 20%.<\/p>\n<p>Um ano ap\u00f3s o impeachment de Dilma Rousseff, a pesquisa p\u00f5e em d\u00favida a hip\u00f3tese de que a direita teria se beneficiado do decl\u00ednio petista e do desgaste sofrido por algumas das principais lideran\u00e7as do partido.<\/p>\n<p>&#8220;As medidas de ajuste propostas ap\u00f3s a queda de Dilma s\u00e3o muito duras e ainda n\u00e3o demonstraram efeitos n\u00edtidos para a popula\u00e7\u00e3o. Isso abalou a imagem da direita. E ficou comprovado que o PT n\u00e3o detinha o monop\u00f3lio da corrup\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Couto.<\/p>\n<p>O instituto fez 2.771 entrevistas de 21 a 23 de junho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O quadro \u00e9 apontado por pesquisa do Datafolha que mede a inclina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica no pa\u00eds. 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