{"id":205814,"date":"2017-07-21T06:48:13","date_gmt":"2017-07-21T09:48:13","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=205814"},"modified":"2017-07-21T06:48:13","modified_gmt":"2017-07-21T09:48:13","slug":"oms-alerta-para-o-aumento-da-resistencia-aos-medicamentos-contra-virus-hiv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/oms-alerta-para-o-aumento-da-resistencia-aos-medicamentos-contra-virus-hiv\/","title":{"rendered":"OMS alerta para o aumento da resist\u00eancia aos medicamentos contra v\u00edrus HIV"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1 class=\"titulo-interna\"><\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"editor clearfix\">\n<div><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imagem.bocaonews.com.br\/fotos\/noticias\/181122\/mg\/001.jpg?time=1500588080\" \/><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) emitiu hoje (20) um alerta aos pa\u00edses para o aumento da resist\u00eancia do v\u00edrus HIV aos medicamentos contra a doen\u00e7a, baseado em pesquisas realizadas em diversos pa\u00edses. A organiza\u00e7\u00e3o adverte que essa crescente amea\u00e7a poderia prejudicar o progresso global no tratamento e preven\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o pelo HIV, caso n\u00e3o sejam tomadas medidas precoces e efetivas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O relat\u00f3rio aponta que em seis dos 11 pa\u00edses pesquisados na \u00c1frica, na \u00c1sia e na Am\u00e9rica Latina, mais de 10% das pessoas que iniciaram a terapia antirretroviral apresentaram um tipo de HIV resistente aos medicamentos mais utilizados contra o v\u00edrus. Ao atingir o limite de 10%, a OMS recomenda que esses pa\u00edses revisem urgentemente seus programas de tratamento do v\u00edrus HIV. Os pa\u00edses identificados s\u00e3o a Guatemala, Nicar\u00e1gua, Nam\u00edbia, Uganda, o Zimb\u00e1bue e a Argentina.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cA resist\u00eancia aos medicamentos contra o HIV se desenvolve quando as pessoas n\u00e3o aderem ao plano de tratamento prescrito, muitas vezes porque n\u00e3o t\u00eam acesso a tratamento e cuidados de qualidade. Os indiv\u00edduos com resist\u00eancia ao medicamento do HIV come\u00e7ar\u00e3o a falhar na terapia e tamb\u00e9m podem transmitir v\u00edrus resistentes \u00e0s drogas para outros. O n\u00edvel de HIV em seu sangue aumentar\u00e1, a menos que eles mudem para um regime de tratamento diferente, o que poderia ser mais caro, e, em muitos pa\u00edses, ainda mais dif\u00edcil de obter\u201d, explica o comunicado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Dos 36,7 milh\u00f5es de pessoas que vivem com o HIV em todo o mundo, 19,5 milh\u00f5es de pessoas acessaram a terapia antirretroviral em 2016. Segundo a OMS, a maioria dessas pessoas t\u00eam se mantido bem, com o tratamento se mostrando altamente eficaz na supress\u00e3o do v\u00edrus HIV. No entanto, um n\u00famero crescente de pessoas est\u00e1 enfrentando as consequ\u00eancias da resist\u00eancia aos medicamentos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo a OMS, o aumento da resist\u00eancia aos medicamentos contra o HIV pode levar a mais infec\u00e7\u00f5es e mortes. An\u00e1lises sugerem que 135 mil mortes e 105 mil novas infec\u00e7\u00f5es podem acontecer nos pr\u00f3ximos cinco anos se nenhuma a\u00e7\u00e3o for tomada. Os custos de tratamento do HIV poderiam aumentar em 650 milh\u00f5es de d\u00f3lares durante esse per\u00edodo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Unaids<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em outro comunicado tamb\u00e9m divulgado nesta quinta-feira pelo Programa Conjunto das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre HIV\/AIDS (Unaids) mostra, pela primeira vez, que mais da metade de todas as pessoas que vivem com HIV no mundo (53%) agora t\u00eam acesso ao tratamento do HIV. Al\u00e9m disso, as mortes relacionadas \u00e0 Aids ca\u00edram quase pela metade desde 2005.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em 2016, 19,5 milh\u00f5es dos 36,7 milh\u00f5es de pessoas vivendo com HIV tiveram acesso ao tratamento e mortes relacionadas \u00e0 Aids ca\u00edram de 1,9 milh\u00e3o em 2005 para 1 milh\u00e3o em 2016. Considerando a continuidade desses avan\u00e7os, os dados colocam o mundo no caminho certo para atingir o objetivo global de 30 milh\u00f5es de pessoas em tratamento por 2020.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo a Unaids, o Brasil est\u00e1 na contram\u00e3o desse movimento. O relat\u00f3rio aponta que o n\u00famero de pessoas com HIV \u00e9 crescente no pa\u00eds. Em 2010 para 2016, o n\u00famero de novos casos subiu de 47 mil para 48 mil. Por meio de nota, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade disse que o relat\u00f3rio usa n\u00fameros absolutos para comparar a situa\u00e7\u00e3o da aids nos pa\u00edses, quando o mais adequado seria utilizar taxas de detec\u00e7\u00e3o \u2013 obtida por meio da divis\u00e3o do n\u00famero de casos pelo n\u00famero da popula\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Dados epidemiol\u00f3gicos da pasta mostram dados contr\u00e1rios aos divulgados pela Unaids. Segundo o minist\u00e9rio, o pa\u00eds registra uma estabiliza\u00e7\u00e3o com tend\u00eancia de queda dos casos de Aids. &#8220;Em 2013, foram notificados 42.266 casos de Aids no pa\u00eds; em 2014, foram registradas 41.007 ocorr\u00eancias; em 2015, outros 39.113 casos. As taxas de detec\u00e7\u00e3o nesses anos foram de 21,0 para cada grupo de 100 mil habitantes (2013), 20,2 (2014) e 19,1 (2015), o que demonstra essa estabiliza\u00e7\u00e3o. O n\u00famero de morte por Aids no Brasil foi de 12.564 \u00f3bitos em 2013; 12.575 no ano de 2014, e 12.298 em 2015. As taxas de mortalidade foram 5,7 para cada 100 mil pessoas em 2013 e tamb\u00e9m em 2014; e de 5,6 em 2015. Dessa forma, o n\u00famero de mortes tamb\u00e9m se mant\u00e9m est\u00e1vel&#8221;, descreve a nota.<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0<br \/>\nO relat\u00f3rio aponta que em seis dos 11 pa\u00edses pesquisados na \u00c1frica, na \u00c1sia e na Am\u00e9rica Latina, mais de 10% das pessoas que iniciaram a terapia antirretroviral apresentaram um tipo de HIV resistente aos medicamentos mais utilizados contra o v\u00edrus. 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