{"id":206204,"date":"2017-07-23T07:06:04","date_gmt":"2017-07-23T10:06:04","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=206204"},"modified":"2017-07-23T07:06:04","modified_gmt":"2017-07-23T10:06:04","slug":"cientistas-brasileiros-conseguem-esclarecer-origem-dos-grandes-felinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cientistas-brasileiros-conseguem-esclarecer-origem-dos-grandes-felinos\/","title":{"rendered":"Cientistas brasileiros conseguem esclarecer a origem dos grandes felinos"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Cientistas brasileiros sequenciam pela primeira vez o genoma da on\u00e7a e reconstroem a \u00e1rvore evolutiva de le\u00f5es, leopardos, tigres e leopardos das neves<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Nu\u00f1o Dom\u00ednguez\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/nuno_dominguez_angulo\/a\/\">NU\u00d1O DOM\u00cdNGUEZ<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/07\/20\/ciencia\/1500546647_419581_1500546927_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/07\/20\/ciencia\/1500546647_419581_1500546927_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/07\/20\/ciencia\/1500546647_419581_1500546927_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/07\/20\/ciencia\/1500546647_419581_1500546927_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"O estudo sequenciou o genoma da on\u00e7a pela primeira vez.\" width=\"980\" height=\"660\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">O estudo sequenciou o genoma da on\u00e7a pela primeira vez.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">D. KANTEK<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p>N\u00f3s, humanos, somos como somos gra\u00e7as, em parte, ao fato de nossos ancestrais transado com outras esp\u00e9cies.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/09\/10\/ciencia\/1441905346_685486.html\">Desde que o\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>\u00a0saiu da \u00c1frica<\/a>, n\u00e3o perdeu a oportunidade de fazer sexo e filhos com os neandertais, os denisovanos e outros homin\u00eddeos que ainda est\u00e3o para ser identificados. Alguns desses cruzamentos deixaram tesouros evolutivos que nos ajudaram a sobreviver,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2013\/12\/04\/sociedad\/1386176650_035887.html\">como os genes<\/a>\u00a0que tornam mais forte nosso sistema imune transmitido a n\u00f3s pelos neandertais ou a capacidade de viver no Himalaia gra\u00e7as aos genes de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 altura que os denisovanos transmitiram a alguns humanos modernos.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora esse processo de mesti\u00e7agem era considerado uma raridade, mas na verdade os humanos tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o especiais nisso. Um estudo gen\u00e9tico dos grandes felinos acaba de revelar que tamb\u00e9m esses mam\u00edferos cruzaram entre si e transmitiram genes que os ajudaram a tornar-se os melhores ca\u00e7adores de seus respectivos habitats.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria evolutiva\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/03\/03\/cultura\/1488546220_151416.html\">do grupo panthera<\/a>\u00a0\u2014tigres, le\u00f5es, leopardos, on\u00e7as e leopardos das neves\u2014 \u00e9 pouco conhecida. Os estudos feitos at\u00e9 agora n\u00e3o conseguiam esclarecer a \u00e1rvore geneal\u00f3gica desta fam\u00edlia e como foi poss\u00edvel surgir esp\u00e9cies t\u00e3o diferentes em per\u00edodos de tempo t\u00e3o curtos em termos evolutivos, assim como explica uma equipe de cientistas de v\u00e1rios pa\u00edses em um estudo rec\u00e9m-publicado\u00a0<a href=\"http:\/\/advances.sciencemag.org\/\">na revista\u00a0<em>Sciences Advances<\/em>.<\/a>\u00a0O trabalho assume a import\u00e2ncia de outro publicado em 2013, que analisou o genoma de tigres, le\u00f5es e leopardos das neves. Agora, uma equipe liderada por Eduardo Eizirik, pesquisador da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pucrs.br\/\">Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)<\/a>sequenciou pela primeira vez o genoma da on\u00e7a e analisou o de um leopardo para comparar as cinco esp\u00e9cies e completar a foto de fam\u00edlia.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Estes mam\u00edferos cruzaram uns com os outros e passaram genes que lhes ajudaram a se converter nos melhores ca\u00e7adores de seus respectivos habitats<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>O trabalho mostra que o ancestral comum de todos os grandes felinos viveu h\u00e1 4,5 milh\u00f5es de anos e que os \u00faltimos a se separarem, le\u00f5es e leopardos, o fizeram h\u00e1 cerca de 2,5 milh\u00f5es de anos. O estudo estabelece v\u00e1rios genes respons\u00e1veis pelas caracter\u00edsticas mais vis\u00edveis de cada felino, como a capacidade de viver em grandes alturas do leopardo das neves, o grande desenvolvimento do cr\u00e2nio e as mand\u00edbulas que fazem com que a on\u00e7a seja o membro com a mordida mais forte de todo o grupo e os genes que possivelmente s\u00e3o respons\u00e1veis pelo fato do tigre ter listras em sua pelagem.<\/p>\n<p>O trabalho tamb\u00e9m revela uma intrincada hist\u00f3ria de cruzamentos entre as cinco esp\u00e9cies. Os ancestrais dos le\u00f5es se cruzaram com os dos leopardos das neves, os dos tigres com os le\u00f5es e os destes com a on\u00e7a. O tipo de an\u00e1lise gen\u00e9tica realizado n\u00e3o permite saber quando ocorreram esses cruzamentos, mas, segundo Eirizik, \u201cs\u00e3o mais recentes do que as datas em que as esp\u00e9cies se separaram\u201d.<\/p>\n<p>O pesquisador destaca que \u00e9 um dos primeiros exemplos de \u201chibrida\u00e7\u00e3o\u201d em grandes mam\u00edferos e afirma que uma pequena parte da riqueza gen\u00e9tica que os grandes felinos t\u00eam, essencial para evitar a extin\u00e7\u00e3o, se deve a esses cruzamentos entre esp\u00e9cies. Assim como no caso dos humanos, esse tipo de cruzamento entre esp\u00e9cies aparentemente diferentes tamb\u00e9m ocorreu entre bonobos e chimpanz\u00e9s.<\/p>\n<p>Entre os 19.000 genes da on\u00e7a, os pesquisadores apontam dois, DOCK3 e COL4A5, que provavelmente passaram de uma esp\u00e9cie para outra como um importante presente em termos evolutivos para a on\u00e7a, pois parecem estar relacionados com o desenvolvimento do nervo \u00f3ptico, o que teria garantido melhor vis\u00e3o para o maior dos felinos da Am\u00e9rica herdado gra\u00e7as ao cruzamento com outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|html\" class=\"sumario_html centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">O trabalho aponta que o antepassado comum de todos os grandes felinos viveu h\u00e1 4,5 milh\u00f5es de anos<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>\u201cS\u00e3o resultados surpreendentes\u201d, ressalta Toni Gabald\u00f3n, pesquisador do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.crg.eu\/es\">Centro de Regulaci\u00f3n Gen\u00f3mica, de Barcelona,<\/a>\u00a0e coautor do estudo. \u201cO mesmo que vemos em humanos vemos nos felinos, o que demonstra que esses casos n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o raros\u201d, ressalta Gabald\u00f3n.<\/p>\n<p>Quatro das cinco esp\u00e9cies analisadas est\u00e3o em perigo de extin\u00e7\u00e3o e algumas come\u00e7am a notar os efeitos da pouca diversidade gen\u00e9tica, como o tigre asi\u00e1tico. \u201cEste estudo obriga a refletir sobre a perda da biodiversidade j\u00e1 que mostra que a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies tem impacto maior do que pens\u00e1vamos, porque n\u00e3o s\u00f3 desaparece a esp\u00e9cie, mas tamb\u00e9m a possibilidade de que suas adapta\u00e7\u00f5es evolutivas passem para outra esp\u00e9cie e a ajudem a sobreviver\u201d, ressalta Gabald\u00f3n.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um trabalho muito interessante e as hibrida\u00e7\u00f5es se assemelham ao encontrado j\u00e1 em homininos, ursos e probosc\u00eddeos\u201d, reconhece o geneticista Carles Lalueza-Fox, que n\u00e3o participou da pesquisa. \u201cFica evidente que as esp\u00e9cies s\u00e3o defini\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias; convenientes para paleont\u00f3logos, taxonomistas e conservacionistas, mas em boa medida arbitr\u00e1rias\u201d, acrescenta.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas brasileiros sequenciam pela primeira vez o genoma da on\u00e7a e reconstroem a \u00e1rvore evolutiva de le\u00f5es, leopardos, tigres e leopardos das neves<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":206205,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-206204","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/onca.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=206204"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206204\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/206205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=206204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=206204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=206204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}