{"id":206263,"date":"2017-07-23T11:29:08","date_gmt":"2017-07-23T14:29:08","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=206263"},"modified":"2017-07-23T11:29:08","modified_gmt":"2017-07-23T14:29:08","slug":"gasta-se-muito-com-juizes-e-desembargadores-aponta-gilmar-mendes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/gasta-se-muito-com-juizes-e-desembargadores-aponta-gilmar-mendes\/","title":{"rendered":"&#8216;Gasta-se muito com ju\u00edzes e desembargadores&#8217; aponta Gilmar Mendes"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"news-tit margin-top-0 margin-bottom-10\" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<h3 class=\"news-subtit margin-bottom-20\" style=\"text-align: justify;\"><em>Presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal, qualifica Judici\u00e1rio como parte de um &#8216;baguncismo institucional&#8217;<\/em><\/h3>\n<section class=\"docs\">\n<div class=\"row\"><\/div>\n<\/section>\n<div class=\"details margin-bottom-10\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"small margin-bottom-0\"><i class=\"spr __iat margin-right-10\"><\/i>\u00a0<a href=\"mailto:jornalismo@uai.com.br\">Bernardo Bittar<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"HOTWordsTxt\" class=\"js-body-news body-news clearfix margin-bottom-25\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"news__image left\">\n<figure><img decoding=\"async\" title=\"Roberto Jayme\/ASICS\/TSE\" src=\"http:\/\/imgsapp.em.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2017\/07\/23\/885948\/20170723083220110268o.jpg\" alt=\"Roberto Jayme\/ASICS\/TSE\" \/><figcaption class=\"content-desc-gallery\">Gilmar Mendes comenta sobre Justi\u00e7a Brasileira ser uma das mais caras do mundo (foto: Roberto Jayme\/ASICS\/TSE)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A Justi\u00e7a brasileira custou R$ 175 bilh\u00f5es ao contribuinte no ano passado, quase 270% a mais que em 2015. O dinheiro veio de empenhos do Minist\u00e9rio do Planejamento, e, segundo o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), respons\u00e1vel por fiscalizar o Poder Judici\u00e1rio, \u00e9 praticamente todo gasto com o sal\u00e1rio dos servidores. H\u00e1 tr\u00eas anos, estudo feito na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) j\u00e1 apontava o nosso Judici\u00e1rio como um dos mais caros do mundo, ficando atr\u00e1s apenas de El Salvador. As despesas est\u00e3o t\u00e3o exageradas que o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes as qualificou como parte de um \u201cbaguncismo institucional\u201d.<\/p>\n<div id=\"publicidadeinterna\"><\/div>\n<p>\u201cH\u00e1 um quadro de distor\u00e7\u00e3o proporcionado pelo pr\u00f3prio Judici\u00e1rio, que deu aumentos indiscriminadamente e n\u00e3o freou as regalias. Autoridades viajam a trabalho sempre em assentos da classe executiva, assunto que j\u00e1 foi denunciado em representa\u00e7\u00e3o ao CNJ. Outro ponto s\u00e3o os penduricalhos, como o aux\u00edlio-moradia concedido aos ju\u00edzes. N\u00e3o concordo. Isso consome R$ 800 milh\u00f5es por ano, fora os sal\u00e1rios dos magistrados e dos servidores. \u00c9 um festival de absurdos\u201d, diz Mendes.<\/p>\n<p>Para o ministro, os privil\u00e9gios s\u00e3o concedidos a quem tem cargos mais altos e isso aumenta a conta, mas n\u00e3o a qualidade do servi\u00e7o prestado \u00e0 comunidade. \u201cGasta-se muito com ju\u00edzes e desembargadores, todos parecem participar de uma corrida maluca. E n\u00e3o h\u00e1 estrutura b\u00e1sica para os servidores. No interior, voc\u00ea v\u00ea gente recebendo pelos tribunais e trabalhando nas prefeituras.\u201d<\/p>\n<p>Em 2015, o Planejamento empenhou R$ 39.817.145.021 ao Judici\u00e1rio. Um ano depois, o montante subiu 269,63%, chegando aos R$ 174.177.530.109. O CNJ n\u00e3o tem estimativas sobre o quanto foi gasto em 2016, e os n\u00fameros divulgados pela institui\u00e7\u00e3o sobre o ano anterior divergem dos enviados pelo Minist\u00e9rio do Planejamento. Em documento elaborado pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a, no entanto, h\u00e1 detalhes sobre a folha de pagamento dos tribunais e dos \u00f3rg\u00e3os judici\u00e1rios, que consome 89% do dinheiro que entra nos cofres. Com os servidores v\u00eam tamb\u00e9m os benef\u00edcios, como carros oficiais, passagens a\u00e9reas, di\u00e1rias, indeniza\u00e7\u00f5es e gratifica\u00e7\u00f5es, praticamente nunca detalhados no Portal da Transpar\u00eancia.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do CNJ, j\u00e1 realizado sob a supervis\u00e3o da ministra C\u00e1rmen L\u00facia, calcula a for\u00e7a de trabalho do\u00a0 Judici\u00e1rio. S\u00e3o 451.497\u00a0 pessoas, entre servidores e terceirizados, dos quais 17.338 s\u00e3o ju\u00edzes; 278.515 servidores; e 155.644, auxiliares. O documento mostra ainda que a Justi\u00e7a estadual \u00e9 a que mais consome dinheiro p\u00fablico, seguida do Trabalho e da Federal. Os tribunais superiores ficam com a segunda menor parte da fatia, correspondente a 4,2% do total.<strong><\/p>\n<p>\u2018JUSTI\u00c7A \u00c9 CAR\u00cdSSIMA\u2019<\/strong><\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o elevados, mas a presta\u00e7\u00e3o de tutela jurisdicional no Brasil \u00e9 uma das mais lentas do mundo. Isso reflete no Estado, visto como um ineficiente prestador de servi\u00e7os p\u00fablicos. \u201cA Justi\u00e7a \u00e9 car\u00edssima, e muito lenta. O servi\u00e7o que oferece ao povo brasileiro n\u00e3o vale os gastos. \u00c9 necess\u00e1rio que toda a estrutura seja revista\u201d, disse a ministra aposentada Eliana Calmon, primeira mulher a compor o Superior Tribunal de Justi\u00e7a no pa\u00eds e que tamb\u00e9m foi corregedora do CNJ.<\/p>\n<p>Calmon comparou ainda o custo\/benef\u00edcio entre algumas gamas do Judici\u00e1rio, como o da Justi\u00e7a do Trabalho. \u201cGasta mais dinheiro que a Justi\u00e7a Federal. Foi feito um c\u00e1lculo, acho que nunca nem divulgaram, do quanto essa inst\u00e2ncia devolve para o trabalhador. N\u00e3o valia o gasto. Seria mais barato o Estado indenizar o cidad\u00e3o. Ah, e mais r\u00e1pido tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Segundo revelou o pesquisador Luciano da Ros, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no estudo chamado \u201cO custo da Justi\u00e7a no Brasil\u201d, de 2014, o Brasil gastava, \u00e0 \u00e9poca, 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) bancando o Judici\u00e1rio. Ele comparou as cifras com as de outros pa\u00edses, como os Estados Unidos (0,14%), a It\u00e1lia (0,19%) e a Alemanha (0,32%). Foi a primeira pesquisa do g\u00eanero realizada no Brasil.<\/p><\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 margin-bottom-20\" style=\"text-align: justify;\">Tags:\u00a0<a class=\"margin-left-5 margin-right-5\" title=\"mendes\">mendes<\/a>\u00a0G<a class=\"margin-left-5 margin-right-5\" title=\"gilmar\">ilmar<\/a>\u00a0<a class=\"margin-left-5 margin-right-5\" title=\"corrup\u00e7\u00e3o\">corrup\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0<a class=\"margin-left-5 margin-right-5\" title=\"dinheiro\">dinheiro<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cH\u00e1 um quadro de distor\u00e7\u00e3o proporcionado pelo pr\u00f3prio Judici\u00e1rio, que deu aumentos indiscriminadamente e n\u00e3o freou as regalias. 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