{"id":206756,"date":"2017-07-26T05:24:51","date_gmt":"2017-07-26T08:24:51","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=206756"},"modified":"2017-07-26T05:24:51","modified_gmt":"2017-07-26T08:24:51","slug":"200-judeus-foram-assassinados-pelos-convidados-da-minha-tia-jornalista-revela-passado-nazista-de-sua-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/200-judeus-foram-assassinados-pelos-convidados-da-minha-tia-jornalista-revela-passado-nazista-de-sua-familia\/","title":{"rendered":"&#8216;200 judeus foram assassinados pelos convidados da minha tia&#8217;: jornalista revela passado nazista de sua fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">Marina Wentzel<\/span><span class=\"byline__title\">De Basil\u00e9ia\u00a0<\/span><\/div>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\"><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/061B\/production\/_97036510_margit2.jpg\" alt=\"Margit\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Margit Batthy\u00e1ny-Thyssen era tia-av\u00f3 de Sacha e foi ela quem o motivou a recorrer ao passado da fam\u00edlia para entender a liga\u00e7\u00e3o dela com o nazismo<\/span><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">O jornalista su\u00ed\u00e7o Sacha Batthyany ainda lembra bem o choque que teve ao ficar sabendo da liga\u00e7\u00e3o da sua fam\u00edlia com o nazismo.<\/p>\n<p>A descoberta fez com que ele questionasse a pr\u00f3pria identidade, roubou-lhe o sono por dez anos e, por fim, rendeu um livro e a esperan\u00e7a de fazer as pazes com seu passado.<\/p>\n<p>Descendente de uma fam\u00edlia aristocr\u00e1tica da Hungria, Sacha viveu a inf\u00e2ncia na Su\u00ed\u00e7a, retornando muitas vezes ao leste da Europa para passar f\u00e9rias com parentes.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa fam\u00edlia tem origem nobre, mas na Su\u00ed\u00e7a ningu\u00e9m sabia quem eu era. Cresci cercado por obras de arte, m\u00f3veis antigos e objetos decorados com as iniciais e o bras\u00e3o da fam\u00edlia&#8221;, conta.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o fal\u00e1vamos em dinheiro, mas sim de status. E \u00e9 isso que foi perdido depois da Segunda Guerra Mundial: castelos, terras, posi\u00e7\u00e3o social. N\u00e3o que eu me importasse com isso, mas compreendia que a fam\u00edlia pensava no passado como se tivesse sido um tempo melhor&#8221;, disse \u00e0 BBC Brasil.<\/p>\n<p>Quando trabalhava como rep\u00f3rter no principal jornal de Zurique, Sacha teve um encontro inesperado com uma vers\u00e3o n\u00e3o t\u00e3o idealizada do passado da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>&#8220;Um dia em 2007 uma colega mais velha, que me desprezava e nunca falava comigo, jogou sobre a mesa uma p\u00e1gina de jornal e disse: \u00b4Mas que tipo de fam\u00edlia voc\u00ea tem, hein?`. A primeira rea\u00e7\u00e3o foi imaginar que minha nobreza havia sido descoberta. Esperava ler um texto elogioso sobre alguma a\u00e7\u00e3o heroica ou benfeitoria de um antepassado. Mas n\u00e3o foi nada disso. Tomei um choque. Fiquei sabendo pela primeira vez &#8211; e justamente pela imprensa &#8211; que est\u00e1vamos associados ao nazismo.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;A nossa fam\u00edlia \u00e9 enorme. Tenho centenas de primos e tias, de modo que certamente n\u00e3o conhe\u00e7o todos. H\u00e1 parentes espalhados pelo mundo, at\u00e9 mesmo no Uruguai. Mas, justamente, dentre tantos familiares, essa pessoa na foto eu conhecia muito bem. Para meu espanto, era a tia Margit.&#8221;<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria denunciava a tia-av\u00f3 de Sacha como c\u00famplice em um massacre que ceifou a vida de mais de 180 judeus pr\u00f3ximo do fim da Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>O texto do respeitado jornal alem\u00e3o\u00a0<i>Frankfurter Allgemeine<\/i>\u00a0era assinado pelo jornalista brit\u00e2nico David Litchfield e tamb\u00e9m havia sido publicado em ingl\u00eas pelo\u00a0<i>The Independent<\/i>, de Londres.<\/p>\n<p>Litchfield chamava a tia de &#8220;anfitri\u00e3 do inferno&#8221;, pois Margit teria dado uma festa em que a divers\u00e3o ap\u00f3s o jantar fora executar brutalmente judeus.<\/p>\n<p>A tia-av\u00f3 de Sacha era a condessa Margit Batthy\u00e1ny-Thyssen, filha e herdeira do multimilion\u00e1rio industrial alem\u00e3o Heinrich Thyssen. Ela se casara com o irm\u00e3o do av\u00f4 paterno de Sacha, Ivan Batthyany, um aristocrata em decad\u00eancia.<\/p>\n<p>Famosa por seu apetite sexual, Margit teve diversos amantes, mas o casal nunca se divorciou, porque a toler\u00e2ncia do marido \u00e0 infidelidade era sempre recompensada com carros, cavalos e barcos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/543B\/production\/_97036512_margit_autor.jpg\" alt=\"Sacha Batthyany\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">&#8220;Eu comecei a escrever muito inocentemente, imaginando que seria uma mat\u00e9ria normal e eu levaria algo como dois meses para resolver. Mas foi ficando cada vez maior e maior&#8221;, disse Sacha<\/span><\/figure>\n<p>Na inf\u00e2ncia, os pais de Sacha tinham o h\u00e1bito de encontrar tia Margit duas ou tr\u00eas vezes ao ano. &#8220;Sempre \u00edamos almo\u00e7ar nos restaurantes finos de Zurique. Ela tamb\u00e9m tinha um apartamento em Monte Carlo e n\u00f3s a visit\u00e1vamos no ver\u00e3o. Eu me lembro de que precisava me comportar bem quando ela estava por perto&#8221;.<\/p>\n<p>Foi Margit quem ajudou os av\u00f3s de Sacha a se mudar para a Su\u00ed\u00e7a no p\u00f3s-guerra e pagou pelos estudos do pai dele.<\/p>\n<p>Sacha se recorda que ela detestava crian\u00e7as, mantinha uma postura reservada e cultivava a mania de gesticular colocando a l\u00edngua pra fora, &#8220;assim como fazem os lagartos&#8221;, enquanto fumava cigarros e contava hist\u00f3rias. Ela poderia parecer fria e r\u00edspida, mas seria mesmo uma assassina antissemita?<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Massacre<\/h2>\n<p>H\u00e1 ao menos duas vers\u00f5es contradit\u00f3rias para o massacre que ocorreu na noite de 24 para 25 de mar\u00e7o de 1945, quase no fim da Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>O jornalista brit\u00e2nico David Litchfield afirma que a condessa Margit havia dado uma festa para oficiais nazistas no castelo da fam\u00edlia, em Rechnitz, vilarejo localizado na fronteira entre a \u00c1ustria e a Hungria.<\/p>\n<p>A ent\u00e3o jovem Margit teria se excedido na companhia de seus amantes, Franz Podezin e Joachim Oldenburg, ambos oficiais do ex\u00e9rcito nazista e, com satisfa\u00e7\u00e3o perversa, presenciado juntamente com outros convidados os assassinatos cometidos por divers\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A festa teve in\u00edcio \u00e0s 21h e durou at\u00e9 o amanhecer, com muita bebedeira e dan\u00e7as. Mas o entretenimento tradicional das festas n\u00e3o foi suficiente e, por volta da meia noite, cerca de 200 judeus quase definhando, considerados in\u00fateis para o trabalho, foram trazidos de caminh\u00e3o at\u00e9 Kreutzstadel, um celeiro pr\u00f3ximo do castelo. Podezin ent\u00e3o conduziu Margit e outros 15 ou mais convidados de honra a um almoxarifado, deu armas e muni\u00e7\u00e3o e convidou-os a &#8216;matar alguns judeus&#8221;, descreveu Litchfield, que tamb\u00e9m \u00e9 autor e publicou o livro\u00a0<i>The Thyssen Art Macabre<\/i>.<\/p>\n<p>&#8220;Foi uma coisa horrorosa&#8221;, disse o jornalista brit\u00e2nico \u00e0 BBC Brasil.<\/p>\n<p>Os judeus teriam sido obrigados a cavar a pr\u00f3pria cova e se despir para que seus corpos se decompusessem mais rapidamente. Cerca de 20 prisioneiros teriam sobrevivido \u00e0 noite de 25 de mar\u00e7o, para ajudar a enterrar as v\u00edtimas. Uma vez cumprida a tarefa, eles tamb\u00e9m foram assassinados, no dia seguinte.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o de Sacha, no entanto, levou a uma vers\u00e3o diferente dos fatos.<\/p>\n<p>O assassinato dos judeus teria se originado em uma liga\u00e7\u00e3o recebida por Franz Podezin durante a festa. Cerca de 200 prisioneiros estavam com febre tifoide, aguardando em vag\u00f5es na esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria. Haveria uma ordem para execut\u00e1-los.<\/p>\n<p>Podezin teria ent\u00e3o reunido seus oficiais de confian\u00e7a e seguido at\u00e9 o local para cometer o massacre e depois retornado \u00e0 festa. Margit teria permanecido no castelo. &#8220;N\u00e3o foi motivado por divers\u00e3o, como disseram por a\u00ed&#8221;, afirmou Sacha \u00e0 BBC Brasil.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/A25B\/production\/_97036514_margitbatthyany-thyssen.jpg\" alt=\"Tia Margit confraternizando com oficiais nazistas\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">&#8220;Ela era uma simpatizante dos nazistas, com certeza. Teve v\u00e1rios casos com oficiais e os ajudou a escapar&#8221;, afirmou Sacha<\/span><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Motiva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Inicialmente, o jornalista su\u00ed\u00e7o n\u00e3o conseguia crer no que estava lendo a respeito da tia e precisou pesquisar por si mesmo para entender a rela\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia com o nazismo.<\/p>\n<p>&#8220;Comecei a escrever muito inocentemente, imaginando que seria uma mat\u00e9ria normal e que levaria algo como dois meses para resolver. Mas foi ficando cada vez maior e maior.&#8221;<\/p>\n<p>O escritor reconhece, por\u00e9m, que mesmo que a motiva\u00e7\u00e3o do massacre n\u00e3o tenha sido apenas divers\u00e3o, como afirma Litchfield, h\u00e1 um ineg\u00e1vel v\u00ednculo dos convidados da festa com o crime. &#8220;Sim, eu entrevistei pessoas que me disseram que eles depois voltaram e dan\u00e7aram o resto da noite com o rosto manchado de sangue&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Sacha publicou um artigo sobre o assunto em 2010, mas continuou obcecado pelo tema at\u00e9 finalmente concluir um livro, em 2016.<\/p>\n<p>Publicado na Alemanha sob o t\u00edtulo\u00a0<i>Und Was Hat Das Mit Mir zu Tun<\/i>\u00a0(E o que eu tenho a ver com isso?) e em ingl\u00eas\u00a0<i>A Crime in the Family<\/i>\u00a0(Um Crime na Fam\u00edlia), o livro foi lan\u00e7ado no in\u00edcio do ano e \u00e9 resultado da busca do autor pelas suas origens e narra o epis\u00f3dio do massacre de Rechnitz sob a perspectiva de quem conheceu pessoalmente a condessa Margit Batthy\u00e1ny-Thyssen, al\u00e9m de esmiu\u00e7ar outros epis\u00f3dios de antissemitismo que ocorreram entre seus parentes.<\/p>\n<p>&#8220;A minha fam\u00edlia n\u00e3o gostou nem um pouco que eu tenha escrito esse livro&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Embora Sacha e Litchfield discordem sobre a motiva\u00e7\u00e3o inicial, na perspectiva de ambos n\u00e3o h\u00e1 controv\u00e9rsia quanto \u00e0 coniv\u00eancia de Margit com os perpetradores do crime. A condessa e seu marido nunca foram incomodados por processos relacionados ao massacre e viveram uma vida de conforto na Su\u00ed\u00e7a ap\u00f3s a guerra.<\/p>\n<p>&#8220;Mas ela sabia. Ela era uma simpatizante dos nazistas com certeza. Ela teve v\u00e1rios casos com oficiais e os ajudou a escapar&#8221;, afirma Sacha.<\/p>\n<p>Margit auxiliou Podezin e Oldenburg a fugir para a \u00c1frica do Sul e a Argentina, oferecendo passagens e dinheiro. &#8220;Ela foi chantageada por Podezin, mas teria o apoiado de qualquer maneira&#8221;, diz.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es nunca conseguiram determinar com clareza a extens\u00e3o da viol\u00eancia, porque a totalidade dos corpos nunca foi encontrada.<\/p>\n<p>Diversas testemunhas morreram em situa\u00e7\u00f5es suspeitas em meio \u00e0s in\u00fameras tentativas de se estabelecer e punir os culpados ao longo dos \u00faltimos 70 anos.<\/p>\n<p>Alguns envolvidos como Podezin e Oldenburg conseguiram escapar, alguns cumpriram senten\u00e7as breves, outros nunca foram implicados.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/F07B\/production\/_97036516_castelo.jpg\" alt=\"castelo em Rechnitz\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Margit havia dado uma festa para oficiais nazistas no castelo da fam\u00edlia em Rechnitz<\/span><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Fam\u00edlia de toupeiras<\/h2>\n<p>&#8220;Minha av\u00f3 costumava dizer que somos como uma fam\u00edlia de toupeiras, levando nossas vidinhas dentro da terra&#8221; conta Sacha.<\/p>\n<p>&#8220;Eu precisava sair disso para compreender o passado, algo que virou uma obsess\u00e3o&#8221;. &#8220;Por sete anos eu pesquisei e refleti at\u00e9 conseguir entender o que isso tinha a ver comigo. Foi necess\u00e1rio consultar um psicanalista para fazer sentido de tudo. Levei muito tempo pensando, at\u00e9 que finalmente sentei e escrevi a minha hist\u00f3ria em cinco meses&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Sacha conclui que havia motivos pelos quais ningu\u00e9m falava com a tia Margit sobre o massacre: opress\u00e3o, pregui\u00e7a, dinheiro e indiferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m reconhece que essa \u00e9 uma hist\u00f3ria com muitas vers\u00f5es, mas avalia que fez o trabalho &#8220;mais honesto que pode&#8221;.<\/p>\n<p>Durante a redescoberta de seu passado, ele aprendeu tamb\u00e9m como a guerra afetou seus av\u00f3s e viajou \u00e0 procura de respostas desde a Hungria at\u00e9 a Sib\u00e9ria e a Argentina.<\/p>\n<p>&#8220;Demorei um tempo at\u00e9 achar o tom. Tentei ser o mais preciso e o mais \u00edntimo poss\u00edvel. A minha fam\u00edlia n\u00e3o estava muito contente, mas acho que tinha que contar a verdade sem ser for\u00e7oso, sem embaralhar as declara\u00e7\u00f5es. Escrevia na madrugada, numa mesinha no por\u00e3o. Acordava \u00e0s 4h e trabalhava&#8221;.<\/p>\n<p>Atualmente, com o livro j\u00e1 publicado e os fantasmas exorcizados, o jornalista vive em Washington com os tr\u00eas filhos pequenos e a mulher. De l\u00e1 trabalha como correspondente para a revista do di\u00e1rio alem\u00e3o\u00a0<i>S\u00fcddeutsche Zeitung<\/i>.<\/p>\n<p>&#8220;Enquanto escrevia n\u00e3o cheguei a pensar no impacto que isso teria sobre os meus filhos, mas agora espero que essa experi\u00eancia ajude-os a olhar para o mundo de forma mais aberta, para que n\u00e3o se tornem toupeiras.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor reconhece, por\u00e9m, que mesmo que a motiva\u00e7\u00e3o do massacre n\u00e3o tenha sido apenas divers\u00e3o, como afirma Litchfield, h\u00e1 um ineg\u00e1vel v\u00ednculo dos convidados da festa com o crime. &#8220;Sim, eu entrevistei pessoas que me disseram que eles depois voltaram e dan\u00e7aram o rest<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":206757,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-206756","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/nazismo-1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206756","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=206756"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206756\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/206757"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=206756"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=206756"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=206756"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}