{"id":207513,"date":"2017-07-29T16:21:12","date_gmt":"2017-07-29T19:21:12","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=207513"},"modified":"2017-07-29T16:21:12","modified_gmt":"2017-07-29T19:21:12","slug":"revista-fala-de-propina-de-r-22-milhoes-temer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/revista-fala-de-propina-de-r-22-milhoes-temer\/","title":{"rendered":"Revista fala de propina de R$ 22 milh\u00f5es a Temer"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"blog-post-title\"><\/h2>\n<p><strong>Centenas de pol\u00edticos s\u00e3o acusados<\/strong><\/p>\n<p><strong>Do Congresso em Foco<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/static.congressoemfoco.uol.com.br\/2017\/07\/capa1.jpg\" alt=\"\" \/>Reportagem de capa da revista\u00a0<em>\u00c9poca\u00a0<\/em>deste fim de semana diz ter tido acesso a provas sobre uma s\u00e9rie de repasses do Grupo JBS (propina, caixa dois etc), por anos, a \u201ccentenas de pol\u00edticos brasileiros\u201d. Segundo a publica\u00e7\u00e3o, com men\u00e7\u00e3o \u201ca documentos que exp\u00f5em a compra sistem\u00e1tica\u201d de nomes como o presidente Michel Temer (PMDB) e os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, al\u00e9m de senadores como A\u00e9cio Neves (PSDB-MG) e Jos\u00e9 Serr\u00e1 (PSDB-SP) e ex-ministros como Guido Mantega e Antonio Palocci; apenas Temer recebeu R$ 22 milh\u00f5es de maneira il\u00edcita.<\/p>\n<p>Intitulada \u201cAs provas da JBS\u201d, a reportagem de capa remete a outra, como este\u00a0<em>site\u00a0<\/em>mostrou em 17 de junho, em que a mesma revista estampa como carro-chefe da edi\u00e7\u00e3o uma entrevista exclusiva com Joesley Batista, dono da JBS. Um dos delatores da\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/congressoemfoco.uol.com.br\/category\/operacao-lava-jato-2\/\">Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato<\/a><\/strong>\u00a0e outros esquemas de corrup\u00e7\u00e3o, o empres\u00e1rio fala sobre sua rela\u00e7\u00e3o com o poder nos \u00faltimos anos e diz que o peemedebista chefia \u201cmaior e mais perigosa\u201d organiza\u00e7\u00e3o criminosa do Brasil. A dela\u00e7\u00e3o premiada de Joesley, seu irm\u00e3o Wesley e executivos da empresa resultou na\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/congressoemfoco.uol.com.br\/noticias\/janot-denuncia-temer-por-corrupcao-passiva-no-caso-jbs-veja-a-integra-da-denuncia\/\">den\u00fancia de corrup\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong>\u00a0passiva contra Temer, cuja continuidade no Supremo Tribunal Federal (STF) est\u00e1 para ser votada por deputados a partir da pr\u00f3xima quarta-feira (2).<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o deste fim de semana,\u00a0<em>\u00c9poca\u00a0<\/em>incia sua reportagem principal com o relato de epis\u00f3dio em que um dos operadores dos pagamentos de dinheiro il\u00edcito para pol\u00edticos hesita, mas efetua o repasse de R$ 1 milh\u00e3o para Temer. O titubeio do funcion\u00e1rio da JBS, \u00e0s voltas com a miss\u00e3o de entregar a encomenda il\u00edcita, decorreu da desconfian\u00e7a despertada na \u201cfigura inclemente de Jo\u00e3o Batista Lima Filho, o coronel faz-tudo de Temer\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDemilton de Castro e Florisvaldo de Oliveira estavam suando. No estacionamento da JBS em S\u00e3o Paulo, eles tentavam, sem sucesso, enfiar uma volumosa caixa de papel\u00e3o num limitado porta-malas de Corolla. Plena segunda-feira e aquele sufoco logo cedo. Manobra para c\u00e1, manobra para l\u00e1, e nada de a caixa encaixar. At\u00e9 que, num movimento feliz, ela deslizou. Eles conseguiram. Estavam prontos para desempenhar a tarefa a que Florisvaldo fora designado. E que ele tanto temia. Dez dias antes, Florisvaldo despencava at\u00e9 uma rua na Vila Madalena, tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo, para fazer uma esp\u00e9cie de \u2018reconhecimento do local\u2019 onde teria de entregar R$ 1 milh\u00e3o em esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Seu chefe, o lobista Ricardo Saud, havia encarregado Florisvaldo do delivery de propina para o ent\u00e3o vice-presidente da Rep\u00fablica,\u00a0Michel Temer. O funcion\u00e1rio, leal prestador de servi\u00e7o e carregador de mala, n\u00e3o queria dar bola fora. Foi dar uma olhada em quem receberia a bufunfa. Ao subir as escadas do prediozinho de fachada espelhada, deu de frente com a figura inclemente de Jo\u00e3o Batista Lima Filho, o coronel faz-tudo de Temer. \u2018Como \u00e9 que voc\u00ea me aparece aqui sem o dinheiro?\u2019, intimou o coronel. \u2018Veio fazer reconhecimento de que, rapaz?\u2019\u00a0Florisvaldo tremeu\u201d, descreve a introdu\u00e7\u00e3o do texto assinado pelo editor-chefe da revista, Diego Escosteguy.<\/p>\n<p>A capa da revista j\u00e1 d\u00e1 uma boa ideia do que o conte\u00fado da reportagem especial reserva. Cita, al\u00e9m dos R$ 22 milh\u00f5es para Temer,\u00a0\u201cas notas frias da campanha presidencial de Jos\u00e9 Serra\u201d;\u00a0\u201cos dep\u00f3sitos de US$ 1 milh\u00e3o numa conta secreta indicada por Palocci\u201d;\u00a0\u201cos extratos nos EUA da propina de Lula e Dilma no BNDES\u201d;\u00a0\u201cos pagamentos de dinheiro vivo para ministros, parlamentares e o presidente do Senado\u201d. Ainda segundo a mat\u00e9ria, um dos repasses clandestinos a Temer foi efetuado em dinheiro vivo em 1\u00ba de setembro de 2014, m\u00eas anterior \u00e0 vota\u00e7\u00e3o que o reelegeria, na chapa com Dilma, vice-presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>\u201cA JBS dos irm\u00e3os\u00a0Joesley e Wesley Batista, maior empresa do pa\u00eds, viria a gastar, ou investir, quase R$ 600 milh\u00f5es naquela campanha. R$ 433 milh\u00f5es em doa\u00e7\u00f5es oficiais, R$ 145 milh\u00f5es entre pagamentos a empresas indicadas por pol\u00edticos e dinheiro vivo \u2013 tudo isso j\u00e1 com a Lava Jato na rua. [&#8230;] Ou seja, havia uma rela\u00e7\u00e3o de troca entre o dinheiro que\u00a0 sa\u00eda da empresa e o que o pol\u00edtico fazia por ela \u2013 mesmo que essa troca, em alguns momentos, n\u00e3o fosse verbalizada, por t\u00e3o corriqueira e natural num quadro de corrup\u00e7\u00e3o sist\u00eamica. Havia, em muitos casos, uma rela\u00e7\u00e3o de troca criminosa, que se tipifica como corrup\u00e7\u00e3o\u201d, continua a reportagem, acrescentando que o Grupo JBS reuniu e se prepara para entregar \u00e0s autoridades da Java Jato \u201cformid\u00e1vel conjunto\u201d de provas.<\/p>\n<p>\u201cAssim que a dela\u00e7\u00e3o da JBS veio a p\u00fablico, em maio, a for\u00e7a irrefre\u00e1vel das provas contra o presidente Michel Temer e o senador\u00a0A\u00e9cio Neves, provas de crimes em andamento, assim como a crise pol\u00edtica que se instalou imediatamente, escamoteou o poder igualmente destrutivo dos crimes pret\u00e9ritos cometidos por executivos da JBS \u2013 e por centenas, talvez milhares, de pol\u00edticos. As provas apresentadas foram largamente ignoradas. Como os delatores haviam fechado o acordo poucas semanas antes, a empresa ainda n\u00e3o tinha levantado tudo o que poderia e deveria, em termos de evid\u00eancias para corroborar os crimes descritos nos anexos da colabora\u00e7\u00e3o. Agora, a um m\u00eas do prazo estipulado para entregar \u00e0 Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica todas as evid\u00eancias necess\u00e1rias, os delatores e a JBS j\u00e1 disp\u00f5em de um novo e formid\u00e1vel conjunto de documentos\u201d, informa a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Centenas de pol\u00edticos s\u00e3o acusados Do Congresso em Foco Reportagem de capa da revista\u00a0\u00c9poca\u00a0deste fim de semana diz ter tido acesso a provas sobre uma s\u00e9rie de repasses do Grupo JBS (propina, caixa dois etc), por anos, a \u201ccentenas de pol\u00edticos brasileiros\u201d. 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