{"id":20838,"date":"2013-10-03T14:00:47","date_gmt":"2013-10-03T17:00:47","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=20838"},"modified":"2013-10-03T09:40:01","modified_gmt":"2013-10-03T12:40:01","slug":"congresso-livra-planos-de-saude-de-cobranca-bilionaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/congresso-livra-planos-de-saude-de-cobranca-bilionaria\/","title":{"rendered":"Congresso livra planos de sa\u00fade de cobran\u00e7a bilion\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<div id=\"ecxbb-md-noticia-tabs\">\n<div id=\"ecxbb-md-noticia-tabs-1\">\n<div>\n<div>Com apoio do governo, o Congresso Nacional livrou as administradoras de\u00a0planos de sa\u00fade\u00a0de uma cobran\u00e7a bilion\u00e1ria do PIS\/Cofins, gra\u00e7as a um dispositivo inclu\u00eddo na Medida Provis\u00f3ria (MP) 619, aprovada na noite de ter\u00e7a-feira.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-20840\" alt=\"16_36_01_136_file\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/16_36_01_136_file-300x225.jpeg\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/16_36_01_136_file-300x225.jpeg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/16_36_01_136_file-409x307.jpeg 409w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/16_36_01_136_file-1024x768.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/div>\n<div>\n<p>Al\u00e9m de ser liberado de pagamentos sobre o passado, o setor ganhou outro benef\u00edcio, que ter\u00e1 impacto daqui em diante: a base sobre a qual os tributos incidem foi reduzida em 80%.<\/p>\n<p>Desde 2003, a Receita Federal e os planos de sa\u00fade travavam uma batalha na esfera administrativa sobre a cobran\u00e7a de PIS\/Cofins do setor. A MP decidiu a disputa a favor das empresas.<\/p>\n<p>Uma fonte graduada da equipe econ\u00f4mica comentou ao Estado que, dessa forma, ser\u00e1 permitido &#8220;limpar o passivo tribut\u00e1rio que era questionado pela Receita, sendo discutido em tribunal administrativo&#8221;.<\/p>\n<p>Como as altera\u00e7\u00f5es foram negociadas pelo governo, a presidente Dilma Rousseff n\u00e3o dever\u00e1 vetar esses dispositivos. Com a san\u00e7\u00e3o da MP, o passivo administrativo entre planos e Receita deixa de existir.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 c\u00e1lculos precisos sobre quanto esse &#8220;perd\u00e3o&#8221; pode representar. Uma fonte da \u00e1rea econ\u00f4mica estima que a Receita deixar\u00e1 de cobrar perto de R$ 4 bilh\u00f5es dos planos de sa\u00fade. Mas h\u00e1 quem diga que \u00e9 &#8220;muito mais&#8221; e quem diga que \u00e9 menos.<\/p>\n<p>A MP tamb\u00e9m cortou em cerca de 80% a base de incid\u00eancia do PIS\/Cofins, cobrado sobre o faturamento das empresas. Ela exclui da base de c\u00e1lculo do tributo todos os &#8220;custos assistenciais&#8221; das operadoras com seus clientes e, tamb\u00e9m, com os clientes de outras operadoras. Nessa lista, est\u00e3o despesas com hospitais e com funcion\u00e1rios dos planos, por exemplo.<\/p>\n<p>Diverg\u00eancia.\u00a0O entendimento do Fisco, que originou a disputa tribut\u00e1ria, era de que na base de c\u00e1lculo do imposto deveriam ser inclu\u00eddos esses atendimentos. As empresas sempre entenderam o contr\u00e1rio, e essa parte do tributo nunca foi recolhida.<\/p>\n<p>Por outro lado, a MP 619 tamb\u00e9m eleva, em 1 ponto porcentual, a al\u00edquota da Cofins que incide sobre o faturamento das empresas. Com a san\u00e7\u00e3o da medida provis\u00f3ria, a Cofins passar\u00e1 a ser de 4%.<\/p>\n<p>No entanto, por causa do enxugamento da base de incid\u00eancia do tributo, as companhias pagar\u00e3o mais sobre uma parte menor do faturamento.<\/p>\n<p>A vantagem da redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo foi t\u00e3o grande que as pr\u00f3prias operadoras aceitaram essa eleva\u00e7\u00e3o da al\u00edquota da Cofins nas negocia\u00e7\u00f5es com a equipe econ\u00f4mica do governo.<\/p>\n<p>A &#8220;anistia&#8221; para os planos de sa\u00fade causou indigna\u00e7\u00e3o na \u00e1rea t\u00e9cnica da Receita Federal. A inclus\u00e3o da emenda na MP 619 foi costurada pelo pr\u00f3prio governo. A presidente Dilma chegou a se encontrar com dirigentes das maiores operadoras de planos de sa\u00fade para tratar deste assunto, no primeiro semestre.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um esc\u00e2ndalo&#8221;, disse L\u00edgia Bahia, pesquisadora do Instituto de Sa\u00fade Coletiva da UFRJ, e um das maiores especialistas em sa\u00fade do Pa\u00eds. De acordo com L\u00edgia, as empresas &#8220;j\u00e1 recolhiam uma al\u00edquota baixa, e agora foram beneficiadas ainda mais&#8221;. A pesquisadora lan\u00e7ou d\u00favidas quanto \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s da medida de est\u00edmulo fiscal \u00e0s empresas.<\/p>\n<p>O\u00a0Estado\u00a0apurou que as companhias do ramo de sa\u00fade suplementar vinham, h\u00e1 pelo menos dois anos, pressionando fortemente o governo para obter a vantagem tribut\u00e1ria. Mas somente agora conseguiram. A Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade Suplementar (FenaSa\u00fade) foi procurada, mas n\u00e3o quis comentar.<\/p>\n<p>Fonte: Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com apoio do governo, o Congresso Nacional livrou as administradoras de\u00a0planos de sa\u00fade\u00a0de uma cobran\u00e7a bilion\u00e1ria do PIS\/Cofins, gra\u00e7as a um dispositivo inclu\u00eddo na Medida Provis\u00f3ria (MP) 619, aprovada na noite de ter\u00e7a-feira. 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