{"id":209250,"date":"2017-08-08T05:43:46","date_gmt":"2017-08-08T08:43:46","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=209250"},"modified":"2017-08-08T05:43:46","modified_gmt":"2017-08-08T08:43:46","slug":"judith-jones-editora-que-resgatou-o-diario-de-anne-frank","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/judith-jones-editora-que-resgatou-o-diario-de-anne-frank\/","title":{"rendered":"Judith Jones, a editora que resgatou o \u2018Di\u00e1rio de Anne Frank\u2019"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Tamb\u00e9m escritora, ela conseguiu que o manuscrito da menina holandesa se popularizasse nos Estados Unidos<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Isabel Ferrer\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/isabel_ferrer\/a\/\">ISABEL FERRER<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/08\/06\/cultura\/1502017805_041709_1502133959_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/08\/06\/cultura\/1502017805_041709_1502133959_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/08\/06\/cultura\/1502017805_041709_1502133959_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/08\/06\/cultura\/1502017805_041709_1502133959_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"A editora Judith Jones, em 2009\" width=\"980\" height=\"551\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">A editora Judith Jones, em 2009<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">THE WASHINGTON POST<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Judith Jones, editora e escritora norte-americana nascida em 1924 na cidade de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nueva_york\/a\">Nova York<\/a>, conclu\u00eda as receitas de seu livro de mem\u00f3rias,\u00a0<em>The Tenth Muse: My Life in Food<\/em>\u00a0(2007), se perguntando:\u00a0<em>What else?<\/em>\u00a0(O que mais?). V\u00edtima de Alzheimer, Jones faleceu no \u00faltimo dia 2 de agosto, aos 93 anos. Era uma mulher vers\u00e1til e curiosa que, em 1952, foi \u00e0s l\u00e1grimas lendo o\u00a0<em><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/ana_frank\/a\">Di\u00e1rio de Anne Frank<\/a><\/em>, autora da autobiografia mais famosa do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/holocausto\/a\">Holocausto<\/a>. Ficou t\u00e3o comovida que resgatou o manuscrito da pilha de outros rejeitados por sua empresa, a editora Doubleday, a maior dos Estados Unidos nos anos cinquenta. Gra\u00e7as a Jones, a obra, at\u00e9 ent\u00e3o traduzida apenas para o alem\u00e3o e o franc\u00eas, foi apresentada ao grande p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando perguntada sobre como soube que o\u00a0<em>Di\u00e1rio de Anne Frank<\/em>\u00a0era um livro importante, lembrou da rea\u00e7\u00e3o de seu chefe. Ele disse o seguinte: \u201cVoc\u00ea est\u00e1 falando desse livro, o da menina?\u201d. Jones havia lido o livro em uma s\u00f3 tacada e defendeu ardentemente a prosa da adolescente holandesa, que descreve o medo e a raiva por sua pris\u00e3o pelos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nazismo\/a\">nazistas<\/a>, mas tamb\u00e9m seu primeiro amor e o sonho de liberdade \u00e0 medida que seu tempo de esgotava. \u201c\u00c9 uma dessas obras inesquec\u00edveis\u201d, costumava dizer, para depois afirmar que sua profiss\u00e3o consistia nessa dif\u00edcil tarefa de \u201cestar no lugar certo na hora certa\u201d. Traduzida em 70 idiomas, a obra de Anne Frank foi publicada em cerca de 60 pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dez anos depois desse sucesso, Jones j\u00e1 estava trabalhando como chefe de edi\u00e7\u00f5es para a editora Alfred A. Knopf, tamb\u00e9m em Nova York, e teve outro feliz palpite. Desta vez, o livro era totalmente o oposto da obra de Anne Frank. Estava assinado por uma tal de Julia Child, que se tornaria uma renomada chef, escritora e apresentadora de TV nos EUA, introdutora da cozinha francesa em seu pa\u00eds. Em vez de um di\u00e1rio \u00edntimo, o livro de Child, assinado com outras duas amigas, era um grande volume de cerca de mil p\u00e1ginas. O t\u00edtulo original,\u00a0<em>Receitas Francesas para Cozinheiros Norte-Americanos<\/em>, era descritivo, mas sem nenhum gancho. A j\u00e1 falecida editora j\u00e1 havia morado em Paris e era uma grande conhecedora da mesa francesa, ent\u00e3o testou v\u00e1rios pratos propostos. Quando viu que at\u00e9 o\u00a0<em>boeuf bourgignon<\/em>, um ensopado de carne com vinho tinto da Borgonha, ficou bom, decidiu que era hora de perder o medo. Com seu novo t\u00edtulo<em>, Mastering the Art of French Cooking (<\/em>Dominando a Arte da Culin\u00e1ria Francesa), o livro estava pronto para o sucesso.<\/p>\n<div class=\"sumario__interior\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Child \u201cdescrevia as receitas com senso comum, indicava os utens\u00edlios adequados e alertava que erros seriam cometidos, mas acrescentava solu\u00e7\u00f5es\u201d, disse Jones ao\u00a0<em>The New York Times<\/em>\u00a0em 2004, ano em que Child faleceu. \u201cUma boa receita deve criar seu pr\u00f3prio vocabul\u00e1rio. Precisamos de palavras que nos fa\u00e7am sentir a textura da massa do p\u00e3o em nossas m\u00e3os antes que soe o\u00a0<em>plop<\/em>\u00a0na tigela onde a colocamos\u201d, acrescentou. Embora o livro de receitas tenha obtido vendas regulares durante anos, seu enorme salto \u00e0 fama ocorreu em 2009, com a ajuda do filme\u00a0<em>Julie &amp; Julia<\/em>, dirigido por Nora Ephron e protagonizado por\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/meryl_streep\/a\">Meryl Streep<\/a>(como Child) e Amy Adams (no papel da blogueira Julie Powell, que testa os ensopados). Jones, tamb\u00e9m editora para o ingl\u00eas dos escritores franceses Camus e Sartre e do norte-americano John Updike, se animou com o livro de Child para publicar receitas de outras\u00a0<em>chefs<\/em>.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" style=\"text-align: justify;\" data-google-query-id=\"CKypnvGex9UCFYcehwodYdYM3A\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filha do advogado nova-iorquino Charles Bailey e de Phyllis Hedley, Jones tinha uma irm\u00e3, Susan, e cresceu em Manhattan. Licenciada em 1945 em Filologia Inglesa, morou em Paris com seu marido, Evan Jones, um cr\u00edtico gastron\u00f4mico que conhecera na capital francesa em 1948. Ele j\u00e1 tinha duas filhas, e adotaram um menino e uma menina. Escreveram tr\u00eas livros de receitas juntos e, anos ap\u00f3s ficar vi\u00fava, publicou\u00a0<em>Pleasures of Cooking for One<\/em>\u00a0(2009). Uma esp\u00e9cie de livro de autoajuda para a velhice sem perder o amor pela boa comida<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamb\u00e9m escritora, ela conseguiu que o manuscrito da menina holandesa se popularizasse nos Estados Unidos<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":209251,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-209250","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/judith.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=209250"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209250\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/209251"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=209250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=209250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=209250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}