{"id":210089,"date":"2017-08-12T00:29:56","date_gmt":"2017-08-12T03:29:56","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=210089"},"modified":"2017-08-12T00:31:05","modified_gmt":"2017-08-12T03:31:05","slug":"homem-mais-velho-do-mundo-morre-aos-113-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/homem-mais-velho-do-mundo-morre-aos-113-anos\/","title":{"rendered":"Homem mais velho do mundo morre aos 113 anos"},"content":{"rendered":"<h1><\/h1>\n<p class=\"intro\"><strong><em>Sobrevivente do Holocausto, Yisrael Kristal morreu a um m\u00eas do seu anivers\u00e1rio. Em 2016, o judeu de fam\u00edlia ortodoxa comemorou seu Bar Mitzv\u00e1 com 100 anos de atraso.<\/em><\/strong><\/p>\n<div class=\"picBox full\">\n<p><a class=\"overlayLink init\" href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/homem-mais-velho-do-mundo-morre-aos-113-anos\/a-40062974#\" rel=\"nofollow\"><img decoding=\"async\" title=\"Yisrael Kristal\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/19115086_303.jpg\" alt=\"Yisrael Kristal\" \/><\/a>Yisrael Kristal morreu na cidade israelense de Haifa, onde se instalou depois da Segunda Guerra Mundial<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>Yisrael Kristal, o homem mais velho do mundo e sobrevivente do Holocausto, morreu nesta sexta-feira (11\/08) em Israel aos 113 anos, um m\u00eas antes de fazer anivers\u00e1rio, informou o jornal israelense\u00a0<em>Haaretz<\/em>.<\/p>\n<p>Kristal ganhou o certificado de homem mais velho do mundo pela organiza\u00e7\u00e3o Guinness World Records, depois da morte do japon\u00eas Yasutaro Koide, aos 112 anos e 312 dias.<\/p>\n<p>&#8220;Todos t\u00eam o seu pr\u00f3prio destino, n\u00e3o h\u00e1 segredos&#8221;, disse quando recebeu o t\u00edtulo.\u00a0&#8220;Tudo o que nos resta \u00e9 continuar trabalhando o mais duro que pudermos e reconstruir o que est\u00e1 perdido.&#8221;<\/p>\n<p>De fam\u00edlia judia ortodoxa, Kristal nasceu na Pol\u00f4nia em 15 de setembro de 1903 e foi deportado em 1940 ao campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz, onde perdeu a mulher e os dois filhos. &#8220;Dois livros poderiam ser escritos sobre um s\u00f3 dia ali&#8221;, declarou em uma entrevista ao jornal.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ser resgatado com 37 quilos, ele se mudou em 1950 para Israel e passou a viver com sua segunda mulher na cidade de Haifa, onde abriu uma confeitaria.<\/p>\n<p>Em 2016, Kristal comemorou com 100 anos de atraso seu o Bar Mitzv\u00e1, cerim\u00f4nia judaica que marca a passagem de um garoto para a vida adulta, aos 13 anos. Kristal n\u00e3o tinha passado pelo ritual na adolesc\u00eancia devido \u00e0 Primeira Guerra Mundial.<\/p>\n<p>O idoso considerava que o mundo atual &#8220;era pior que no passado&#8221; e criticava &#8220;a permissividade dos jovens&#8221;. &#8220;Agora tudo \u00e9 de alta tecnologia. As coisas s\u00e3o f\u00e1ceis, sem esfor\u00e7o, sem o trabalho manual do passado&#8221;, disse numa entrevista ao\u00a0<em>Haaretz<\/em>.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o Guinness World Records est\u00e1 avaliando potenciais candidatos para assumir o t\u00edtulo de homem ou mulher mais velho do mundo.<\/p>\n<p>KG\/efe\/ots<\/p>\n<div class=\"longText\">\n<div class=\"gallery col3\">\n<div class=\"imgTeaserL slideshow noDim\" data-id=\"18205937\" data-title=\"A arte e os horrores de Auschwitz\" data-date=\"20150121\">\n<ul class=\"slides\">\n<li class=\"first\">\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/18200546_303.jpg\" alt=\"default\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4>A ARTE E OS HORRORES DE AUSCHWITZ<\/h4>\n<h2>Os artistas esquecidos<\/h2>\n<p>Enquanto a chamada &#8220;arte degenerada&#8221; dos artistas perseguidos pelo nazismo desperta aten\u00e7\u00e3o, quase ningu\u00e9m conhece o trabalho dos artistas que estavam em campos de concentra\u00e7\u00e3o. Pintores como Waldemar Nowakowski (foto) est\u00e3o quase esquecidos. Por isso a import\u00e2ncia do livro e da exposi\u00e7\u00e3o &#8220;A morte n\u00e3o tem a \u00faltima palavra&#8221;, a ser aberta no pr\u00e9dio do Bundestag em Berlim, a partir de 27 de janeiro.<\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/18200539_303.jpg\" alt=\"default\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>Horrores de Theresienstadt em gravura<\/h2>\n<p>Por mais de 15 anos, o autor, curador e historiador de arte J\u00fcrgen Kaumk\u00f6tter se dedicou \u00e0 arte dos perseguidos entre 1933 e 1945. Para isso, n\u00e3o considerou apenas quadros que surgiram nessa \u00e9poca, mas tamb\u00e9m aqueles que tematizaram os acontecimentos em retrospecto. Leo Haas executou esta gravura sobre Theresienstadt em 1947. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m obras feitas no campo de concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/18200518_303.jpg\" alt=\"default\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>Pinturas no &#8220;museu do campo&#8221;<\/h2>\n<p>\u00c9 sabido que artistas pintaram em Theresienstadt. Mas tamb\u00e9m em Auschwitz 1 houve um &#8220;museu do campo&#8221;. L\u00e1 havia l\u00e1pis, papel, pinc\u00e9is \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos artistas, para que executassem encomendas para a SS. Outros motivos surgiram secretamente. Em contrapartida, praticamente n\u00e3o h\u00e1 obras de arte oriundas de Auschwitz 2. Na foto: &#8220;Autorretrado de Marian Ruzamski&#8221;, de 1943\/44.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/18200531_303.jpg\" alt=\"default\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>Imagem de sonhos em Auschwitz<\/h2>\n<p>O artista Jan Markiel criou esse retrato, em 1944, sem os materiais que tinha oficialmente \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o em Auschwitz 1. A filha do padeiro do vilarejo pr\u00f3ximo de Jawiszowice ajudou o prisioneiro trazendo p\u00e3o e intermediando mensagens para a resist\u00eancia. A t\u00eampera utilizada pelo artista veio de pigmentos raspados da parede. O tecido grosso dos colch\u00f5es de palha serviu como tela.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/18200476_303.jpg\" alt=\"default\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<h2>Testemunha dos cremat\u00f3rios<\/h2>\n<p>Em 1942, aos 13 anos, Yehuda Bacon (na foto, \u00e0 dir.) veio para Theresienstadt e, em dezembro de 1943, para Auschwitz-Birkenau. Ele foi utilizado como mensageiro \u2013 podendo se aquecer nos fornos dos cremat\u00f3rios no inverno. O que testemunhou, ele relatou n\u00e3o somente durante o c\u00e9lebre Julgamento de Auschwitz em Frankfurt, mas tamb\u00e9m expressou nos desenhos que executou ap\u00f3s a guerra.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/18200506_303.jpg\" alt=\"default\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>S\u00edmbolo da morte<\/h2>\n<p>Yehuda Bacon mostrou esse desenho aos ju\u00edzes em Frankfurt, como prova dos crimes cometidos em Auschwitz: chamin\u00e9s retangulares dos cremat\u00f3rios, um chuveiro, pessoas que s\u00e3o apenas esbo\u00e7os. Para o historiador da arte Kaumk\u00f6tter, esse desenho \u00e9 um s\u00edmbolo da morte nas c\u00e2maras de g\u00e1s e da sepultura nos c\u00e9us. Trata-se n\u00e3o somente de um testemunho, mas tamb\u00e9m de uma grande obra de arte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/18200514_303.jpg\" alt=\"default\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>A segunda gera\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Michel Kichka \u00e9 um dos cartunistas mais influentes de Israel. Em 2014, ele publicou a novela gr\u00e1fica &#8220;Segunda gera\u00e7\u00e3o \u2013 o que o meu pai nunca me contou&#8221;, sobre o menino Kichka e o seu pai, sobrevivente de Auschwitz. Os traumas do pai passaram para o filho. Somente quanto ouve o pai contar piadas sobre o campo, Kichka consegue superar seus pesadelos.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/18200516_303.jpg\" alt=\"default\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<h2>Met\u00e1foras do Holocausto<\/h2>\n<p>Tamb\u00e9m os pais da artista israelense Sigalit Landau s\u00e3o sobreviventes do Holocausto, e o professor de desenho dela foi Yehuda Bacon, que trabalha at\u00e9 hoje como artista e professor de arte em Israel. Os trabalhos de Landau s\u00e3o repletos de alus\u00f5es metaf\u00f3ricas ao Holocausto, como estes sapatos, que logo lembram a montanha de cal\u00e7ados que ainda hoje pode ser vista na exposi\u00e7\u00e3o permanente de Auschwitz.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/18200542_303.jpg\" alt=\"default\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<h2>A morte n\u00e3o tem a \u00faltima palavra<\/h2>\n<p>Sigalit Landau coletou cem pares de sapatos em Israel e os afundou no Mar Morto. O mar os envolveu com uma camada de sal curativa \u2013 eles se tornaram s\u00edmbolo da vida, em vez da morte. O desejo da artista era mostr\u00e1-los em Berlim, como sinal de que a esperan\u00e7a derrota o desespero. A mostra &#8220;A morte n\u00e3o tem a \u00faltima palavra&#8221; est\u00e1 em cartaz at\u00e9 o dia 27 de fevereiro no pr\u00e9dio do Bundestag, em Berlim.<\/p>\n<p class=\"author\">Autoria: Sarah Judith Hofmann (ca)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobrevivente do Holocausto, morreu nesta sexta-feira (11\/08) em Israel aos 113 anos, um m\u00eas antes de fazer anivers\u00e1rio, informou o jornal israelense\u00a0Haaretz.<\/p>\n<p>Kristal ganhou o certificado de homem mais velho do m<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":210092,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-210089","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/judeus.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=210089"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210089\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/210092"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=210089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=210089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=210089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}