{"id":210121,"date":"2017-08-12T15:02:26","date_gmt":"2017-08-12T18:02:26","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=210121"},"modified":"2017-08-12T15:02:26","modified_gmt":"2017-08-12T18:02:26","slug":"o-perigo-latente-das-armas-militares-da-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-perigo-latente-das-armas-militares-da-venezuela\/","title":{"rendered":"O perigo latente das armas militares da Venezuela"},"content":{"rendered":"<h1><\/h1>\n<p class=\"intro\">Embora fracassado, recente ataque contra um quartel no norte do pa\u00eds deixa especialistas apreensivos. Em termos armamentistas Venezuela tem status especial na Am\u00e9rica Latina, e sua situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 altamente inst\u00e1vel.<\/p>\n<div class=\"picBox full\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/o-perigo-latente-das-armas-militares-da-venezuela\/a-40068718#\" rel=\"nofollow\"><img decoding=\"async\" title=\"Governo Maduro justifica crescimento armamentista com medo de ataque militar pelos EUA\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/38733031_303.jpg\" alt=\"Governo Maduro justifica crescimento armamentista com medo de ataque militar pelos EUA\" \/><\/a>Governo Maduro justifica crescimento armamentista com medo de ataque militar pelos EUA<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>Ap\u00f3s o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/governo-reprime-levante-militar-na-venezuela\/a-39985268\">levante na base militar de Forte Paramacay<\/a>, na Venezuela, no \u00faltimo domingo (06\/08), muitos se questionam at\u00e9 que ponto os arsenais do pa\u00eds politicamente inst\u00e1vel est\u00e3o em seguran\u00e7a, e se poderiam ser utilizados no caso de uma guerra civil.<\/p>\n<p>Os Ex\u00e9rcitos das na\u00e7\u00f5es latino-americanas n\u00e3o contam necessariamente entre os mais bem armados do mundo. No \u00edndice\u00a0<em>Global Firepower<\/em>\u00a0(GFP), compilado pelos Estados Unidos, a Venezuela aparece num modesto 45\u00ba lugar. Na Am\u00e9rica Latina, o pa\u00eds abalado por crises est\u00e1 em sexto lugar, atr\u00e1s da Col\u00f4mbia (40\u00ba), Peru (39\u00ba), Argentina (35\u00ba), M\u00e9xico (34\u00ba) e o Brasil, de longe o de mais forte militarmente, ocupando a 17\u00aa posi\u00e7\u00e3o do GFP.<\/p>\n<p><strong>For\u00e7a e perigo s\u00e3o relativos<\/strong><\/p>\n<p>For\u00e7a \u00e9 em conceito relativo, neste contexto, e dependente de diversos fatores, como o tipo das armas, sua idade ou constru\u00e7\u00e3o. Contudo o consenso entre os analistas \u00e9 que a regi\u00e3o praticamente n\u00e3o disp\u00f5e de armamento pesado.<\/p>\n<p>&#8220;Nesses pa\u00edses n\u00e3o h\u00e1 grandes quantidades de tanques blindados, navios de guerra ou similares, que em outros lugares se consideram representativos de uma grande pot\u00eancia militar&#8221;, comenta Matt Schroeder, do projeto internacional de pesquisa Small Arms Survey.<\/p>\n<p>Num contexto pol\u00edtico inst\u00e1vel, como no caso da Venezuela, por\u00e9m, cada arma tem potencial de perigo, independente de seu tamanho. &#8220;Estamos apreensivos com armas de m\u00e3o, granadas e m\u00edsseis de curto alcance que possam cair em m\u00e3os criminosas&#8221;, alerta Schroeder.<\/p>\n<p>Nesse contexto, mesmo tendo fracassado, o recente ataque contra um quartel no norte venezuelano suscita preocupa\u00e7\u00e3o. &#8220;Terroristas, narcotraficantes e traficantes de armas n\u00e3o querem armamentos high-tech, mas sim pequenos e simples. Caso a situa\u00e7\u00e3o na Venezuela siga piorando e incidentes assim se repitam, a\u00ed temos um problema.&#8221;<\/p>\n<div class=\"picBox\tfull\n\nrechts\n\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/o-perigo-latente-das-armas-militares-da-venezuela\/a-40068718#\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Sistema de m\u00edsseis port\u00e1til russo Igla-S tem import\u00e3ncia inusitada nos arsenais venezuelanos\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/40062893_401.jpg\" alt=\"Sistema de m\u00edsseis port\u00e1til russo Igla-S tem import\u00e3ncia inusitada nos arsenais venezuelanos\" width=\"700\" height=\"394\" border=\"0\" \/><\/a>Sistema de m\u00edsseis port\u00e1til russo Igla-S tem import\u00e3ncia inusitada nos arsenais venezuelanos<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Meio milh\u00e3o de soldados volunt\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Para Diego Sanjurjo, polit\u00f3logo paraguaio da Universidade Aut\u00f4noma de Madri, tamb\u00e9m em outro aspecto o pa\u00eds em quest\u00e3o \u00e9 \u00edmpar na Am\u00e9rica Latina: &#8220;Enquanto no resto da regi\u00e3o houve desarmamento maci\u00e7o nos \u00faltimos anos, a Venezuela \u00e9 uma grande exce\u00e7\u00e3o&#8221;, tendo aumentado seus arsenais como nunca antes. Como justificativa, evoca &#8220;o perigo latente de invas\u00e3o pelos EUA&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a rep\u00fablica bolivariana n\u00e3o tem excedentes de armas, pois, al\u00e9m do Ex\u00e9rcito regular, mant\u00e9m um de volunt\u00e1rios, com cerca de 500\u00a0mil cidad\u00e3os fi\u00e9is ao governo est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas. O presidente Nicol\u00e1s Maduro anunciou que at\u00e9 o fim do ano cada um deles dever\u00e1 dispor de uma arma.<\/p>\n<p>Segundo o especialista Matt Schroeder, uma determinada arma abriga potencial de amea\u00e7a especialmente elevado: &#8220;Durante o governo de Hugo Ch\u00e1vez, a Venezuela adquiriu um n\u00famero inusualmente alto de m\u00edsseis russos Igla-S&#8221;, dos quais disp\u00f5e atualmente, no m\u00ednimo, de 4\u00a0mil a 5\u00a0mil unidades.<\/p>\n<p>No resto da regi\u00e3o esse sistema port\u00e1til, lan\u00e7ado a partir do ombro, n\u00e3o \u00e9 muito difundido. O Brasil, por exemplo, possui um n\u00famero bem mais modesto de Igla-S. &#8220;O problema, no caso da Venezuela, \u00e9 a quantidade de armas de m\u00e3o e m\u00edsseis, e a situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a prec\u00e1ria no pa\u00eds. \u00c9 grande o risco de um soldado cair na tenta\u00e7\u00e3o de vender armas a qualquer um, para alimentar a pr\u00f3pria fam\u00edlia&#8221;, adverte Schroeder.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Perfeitos para uma guerra civil&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>O pesquisador Pieter Wezeman, do Instituto de Estudos da Paz em Estocolmo (Sipri), partilha essa apreens\u00e3o. &#8220;Todos os pa\u00edses latino-americanos t\u00eam arsenais armamentistas que servem perfeitamente para uma guerra civil. No caso, sua idade n\u00e3o \u00e9 importante: armas de pequeno porte adquiridas 40 anos atr\u00e1s bastam perfeitamente para inflamar um conflito.&#8221;<\/p>\n<p>De uma maneira geral, em caso de guerra civil costumam se empregar as armas que j\u00e1 se encontram no pa\u00eds, pelo menos de in\u00edcio. Exemplos mais recentes s\u00e3o a L\u00edbia, S\u00edria e Iraque, onde os rebeldes assaltaram bases militares a fim de se armar, lembra Wezeman.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora fracassado, recente ataque contra um quartel no norte do pa\u00eds deixa especialistas apreensivos. Em termos armamentistas Venezuela tem status especial na Am\u00e9rica Latina, e sua situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 altamente inst\u00e1vel. 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