{"id":21035,"date":"2013-10-04T08:00:05","date_gmt":"2013-10-04T11:00:05","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=21035"},"modified":"2013-10-04T19:26:15","modified_gmt":"2013-10-04T22:26:15","slug":"policia-prende-envolvidos-em-extorsao-na-vigilancia-sanitaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/policia-prende-envolvidos-em-extorsao-na-vigilancia-sanitaria\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia civil prende envolvidos em extors\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Vinte e cinco agentes da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria Municipal do Rio de Janeiro foram presos durante a opera\u00e7\u00e3o Parasitas, da Pol\u00edcia Civil, deflagrada nesta quinta-feira (3) para desarticular um esquema de extors\u00e3o a comerciantes. Cerca de 200 policiais foram \u00e0s ruas para cumprir 30 mandados de pris\u00e3o e 52 mandados de busca e apreens\u00e3o, expedidos pela Justi\u00e7a do Rio. Os fiscais s\u00e3o acusados de cobrar propina de comerciantes para n\u00e3o aplicar multas ou identificar irregularidades. Segundo a pol\u00edcia, a quadrilha movimentava cerca de R$ 50 milh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>Os agentes da Pol\u00edcia Civil apreenderam tr\u00eas espingardas, duas calibre 12 e uma calibre 28, e muni\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de R$ 1,1 milh\u00e3o, documentos e computadores. O material e o dinheiro estavam na casa do m\u00e9dico veterin\u00e1rio fiscal da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria, Adolfo Jos\u00e9 Wiechmann.<\/p>\n<p>O delegado titular da Delegacia de Repress\u00e3o \u00e0s A\u00e7\u00f5es Criminosas (Draco-IE), Alexandre Capote, disse que os presos que t\u00eam ensino superior ser\u00e3o encaminhados para o Complexo Penitenci\u00e1rio de Bangu, na Zona Oeste.<\/p>\n<p>Segundo o delegado, um veterin\u00e1rio, suspeito de ser o chefe da quadrilha, viajou para o exterior h\u00e1 algum tempo e ainda n\u00e3o foi encontrado. \u201cO esquema criminoso n\u00e3o era muito elaborado porque eles tinham a certeza da impunidade. S\u00f3 que eles se enganaram. Esse esquema \u00e9 identificar os com\u00e9rcios, apontar irregularidades e n\u00e3o permitir que os comerciantes consigam sanar essas irregularidades de uma forma prevista na lei. E, quando n\u00e3o encontravam irregularidades, eles inventavam. Eles criavam uma dificuldade para vender uma facilidade\u201d.<\/p>\n<p>Alexandre Capote disse ainda que o valor da multa aplicada pelos fiscais variava de R$ 150 a R$ 500. \u201cA concuss\u00e3o, que \u00e9 uma forma de exigir vantagens em fun\u00e7\u00e3o do seu cargo, variava de acordo com a irregularidade. Eles aplicavam um conjunto de fatores que apontavam para um valor que eles definiam. O valor [cobrado] de um estabelecimento, que gastou uma fortuna para tentar solucionar um problema no ar-condicionado, era R$ 400 mensais\u201d.<\/p>\n<p>Os 30 acusados do esquema de extors\u00e3o j\u00e1 foram denunciados \u00e0 Justi\u00e7a pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual. Vinte e sete s\u00e3o fiscais da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria do Rio, um \u00e9 gari da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) e um \u00e9 o propriet\u00e1rio de uma empresa. Entre os denunciados, h\u00e1 tamb\u00e9m um s\u00f3cio administrador de uma empresa de arquitetura.<br \/>\nA Pol\u00edcia Civil informou que as investiga\u00e7\u00f5es foram iniciadas h\u00e1 dois anos, ap\u00f3s uma den\u00fancia feita pela Secretaria Municipal de Sa\u00fade. A quadrilha institu\u00eda um valor que, independentemente de irregularidade, tinha de ser pago pelos comerciantes. Caso contr\u00e1rio, eram aplicadas multas. (Jornal do Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinte e cinco agentes da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria Municipal do Rio de Janeiro foram presos durante a opera\u00e7\u00e3o Parasitas, da Pol\u00edcia Civil, deflagrada nesta quinta-feira (3) para desarticular um esquema de extors\u00e3o a comerciantes. 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