{"id":211400,"date":"2017-08-19T07:29:45","date_gmt":"2017-08-19T10:29:45","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=211400"},"modified":"2017-08-19T07:29:45","modified_gmt":"2017-08-19T10:29:45","slug":"china-importa-milhoes-de-burros-para-usar-na-medicina-tradicional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/china-importa-milhoes-de-burros-para-usar-na-medicina-tradicional\/","title":{"rendered":"China importa milh\u00f5es de burros para usar na medicina tradicional"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Pa\u00edses africanos cancelam exporta\u00e7\u00f5es por causa do furor no pa\u00eds asi\u00e1tico pela gordura da pele do asno<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \">\n<div class=\"firma firma--vertical\">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Macarena Vidal Liy\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/macarena_vidal_liy\/a\/\">MACARENA VIDAL LIY<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo-introduccion\" class=\"articulo-introduccion\">\n<p>Bom para a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, para a menstrua\u00e7\u00e3o irregular, para a anemia, ins\u00f4nia ou vertigens. Para muitas doen\u00e7as, a medicina tradicional chinesa recomenda o\u00a0<em>ejiao<\/em>, um alimento considerado t\u00e3o virtuoso quanto o ginseng. Mas h\u00e1 um problema: o apreciado\u00a0<em>ejiao<\/em>\u00a0\u00e9 feito com gelatina da pele do burro, e a demanda chinesa por esses animais est\u00e1 se tornando insustent\u00e1vel. V\u00e1rios pa\u00edses africanos proibiram a exporta\u00e7\u00e3o de seus asnos, por causa do aumento das vendas para a \u00c1sia que amea\u00e7ava dizimar seus rebanhos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"videonoticia\" class=\"centro\">\n<figure class=\"foto  centro\">\n<div id=\"multimediaPlayer_623607324\" class=\"video_MPEP\">\n<div id=\"divimg_b00a4fdb10b6a5573c9f7a4847da6030-1\" class=\"img_MPEP\"><a id=\"posicionador_b00a4fdb10b6a5573c9f7a4847da6030-1\" class=\"posicionador\" title=\"China importa milh\u00f5es de burros para usar na medicina tradicional\"><\/a><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"caratula_b00a4fdb10b6a5573c9f7a4847da6030-1\" src=\"https:\/\/ep02.epimg.net\/economia\/imagenes\/2016\/10\/06\/actualidad\/1475775231_389146_1475829815_noticia_fotograma.jpg\" width=\"640\" height=\"358\" border=\"0\" \/><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Um grupo de burros.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">SANTI BURGOS \/ V\u00cdDEO: EL PA\u00cdS<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p>No m\u00eas passado foi o N\u00edger, depois que suas exporta\u00e7\u00f5es de burros se multiplicaram por tr\u00eas em um ano; Burkina Faso decidiu o mesmo em agosto. Como explicou o diretor de Sa\u00fade P\u00fablica \u00e0 ag\u00eancia AFP, sua popula\u00e7\u00e3o de 1,4 milh\u00e3o de burros estava sendo \u201csuperexplorada\u201d pela demanda de peles na \u00c1sia.<\/p>\n<p>O apetite n\u00e3o est\u00e1 direcionado somente para a \u00c1frica. Os n\u00fameros da ag\u00eancia de Alf\u00e2ndega do porto de Qingdao, um dos maiores da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/china\/a\">China<\/a>, indicam que a entrada de peles de burro cresceu quase 150% entre 2013 e 2015, de 9,32 toneladas para 22,44 toneladas. M\u00e9xico, Peru e Egito est\u00e3o entre os principais pa\u00edses de origem. Na Espanha, onde existem poucos exemplares de burro, \u201cn\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia de que est\u00e3o sendo vendidos\u201d, de acordo com Dilfenio Romero, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Amigos do Burro.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|apoyos\" class=\"sumario_apoyos derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\"><\/div>\n<\/section>\n<p>A cada ano, a China produz cerca de 5.000 toneladas de\u00a0<em>ejiao<\/em>, o que exige, segundo c\u00e1lculos da principal fabricante desta gelatina, Shandong Donge Ejiao, cerca de 4 milh\u00f5es de peles. De cada pele \u00e9 poss\u00edvel obter entre 1,5 e 2,5 quilos de gelatina. Mas a produ\u00e7\u00e3o chinesa local s\u00f3 chega a 1,8 milh\u00e3o de peles.<\/p>\n<h3>D\u00e9ficit de burros no pa\u00eds<\/h3>\n<p>A pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o chinesa de burros caiu 3,5% ao ano desde o in\u00edcio dos anos 90. Hoje, a segunda maior economia do mundo, habitada por 1,37 bilh\u00e3o de pessoas, s\u00f3 tem uma popula\u00e7\u00e3o de 4 a 5 milh\u00f5es de burros, em compara\u00e7\u00e3o com os 11 milh\u00f5es que chegou a ter a um quarto de s\u00e9culo, de acordo com o Anu\u00e1rio Estat\u00edstico da Pecu\u00e1ria chinesa. A grande maioria deles, 97% \u00e9 criada em algumas \u00e1reas do norte da China.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 dif\u00edcil criar o burro, seu per\u00edodo de crescimento \u00e9 longo e n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil cri\u00e1-los em larga escala\u201d, afirmou para a m\u00eddia oficial chinesa Bu Xun, diretor do Centro de Biotecnologia da Academia de Ci\u00eancias Agr\u00edcolas de Shandong, uma prov\u00edncia no nordeste na China, onde est\u00e1 concentrada a maior parte destes animais no pa\u00eds e, n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia, a maior produ\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>ejiao<\/em>.<\/p>\n<p>Sun Yujiang, professor da Universidade de Agricultura de Qingdao e secret\u00e1rio geral da Uni\u00e3o de Estrat\u00e9gia e Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica da Ind\u00fastria do Burro, tamb\u00e9m aponta entre as raz\u00f5es para o decl\u00ednio a mecaniza\u00e7\u00e3o da agricultura e a falta de subs\u00eddios oficiais para a cria\u00e7\u00e3o destes animais, que existem para outras esp\u00e9cies, como o porco ou a vaca.<\/p>\n<p>Essa falta de incentivos pode mudar, no entanto. O desequil\u00edbrio entre a oferta e a demanda faz com que o pre\u00e7o tenha disparado e crescido cerca de 23% ao ano, diz Bu. Um aumento que repercutiu no pre\u00e7o do \u201cejiao\u201d. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o de Produtores de Ejiao em Shandong, em 2010 uma pele de burro custava menos de 500 yuans (240 reais), enquanto que hoje ultrapassa os 2.600 yuans (1.250 reais).<\/p>\n<h3>Tamb\u00e9m um alimento habitual<\/h3>\n<p>\u201cTanto os pre\u00e7os do\u00a0<em>ejiao<\/em>\u00a0como da pr\u00f3pria carne do burro\u00a0\u2014 um alimento comum, especialmente nas regi\u00f5es do norte da China, onde alguns bolinhos feitos com essa carne s\u00e3o considerados uma especialidade\u00a0\u2014 est\u00e3o subindo. A ind\u00fastria est\u00e1 estudando novos produtos como o leite de burra ou o sangue de burro. Est\u00e1 se tornando um setor promissor, e por isso o Governo come\u00e7ou a prestar mais aten\u00e7\u00e3o nele, com subs\u00eddios para as grandes fazendas que criem mais de mil burros, ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que vejamos um aumento neste setor e na popula\u00e7\u00e3o de burros at\u00e9 2020\u201d, acredita o professor Sun.<\/p>\n<p>Enquanto isso, os altos pre\u00e7os dispararam as falsifica\u00e7\u00f5es. No in\u00edcio deste ano, a ag\u00eancia de not\u00edcias oficial Xinhua informou que \u201cpessoas come\u00e7aram a usar as peles de mulas, cavalos, porcos ou bois para a produ\u00e7\u00e3o de medicamentos falsos\u201d. Todo um an\u00e1tema para os fabricantes, de acordo com Sun: \u201c\u00c9 imposs\u00edvel substituir a gelatina de burro pela de qualquer outro animal: alguns dos nutrientes contidos s\u00f3 existem na pele do burro\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o chinesa de burros caiu 3,5% ao ano desde o in\u00edcio dos anos 90. 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