{"id":211989,"date":"2017-08-22T11:10:31","date_gmt":"2017-08-22T14:10:31","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=211989"},"modified":"2017-08-22T11:10:31","modified_gmt":"2017-08-22T14:10:31","slug":"trafico-alavanca-numero-de-assassinatos-em-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/trafico-alavanca-numero-de-assassinatos-em-pernambuco\/","title":{"rendered":"Tr\u00e1fico alavanca n\u00famero de assassinatos em Pernambuco"},"content":{"rendered":"<div class=\"col s12\">\n<section class=\"box-featured full-size header\">\n<h1><\/h1>\n<p>Consumo e venda de drogas est\u00e3o por tr\u00e1s da maioria das mortes violentas. Crimes avan\u00e7am para Interior em n\u00edveis recordes<\/p>\n<div class=\"header-information\">\n<p>Por:\u00a0<strong class=\"responsible\">Folha de Pernambuco<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"share-mattler\"><\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<div class=\"content\">\n<div class=\"col m6 l6 s12 medium-matler\">\n<figure><img decoding=\"async\" title=\"O n\u00famero de assassinatos contabilizado de janeiro a julho de 2017 \u00e9 o recorde da d\u00e9cada para o per\u00edodo - 3.322\" src=\"http:\/\/www.folhape.com.br\/obj\/83\/225478,475,80,0,0,475,365,0,0,0,0.jpg\" alt=\"O n\u00famero de assassinatos contabilizado de janeiro a julho de 2017 \u00e9 o recorde da d\u00e9cada para o per\u00edodo - 3.322\" \/><\/p>\n<div class=\"caption\">O n\u00famero de assassinatos contabilizado de janeiro a julho de 2017 \u00e9 o recorde da d\u00e9cada para o per\u00edodo &#8211; 3.322<em>Foto: Rafael Furtado\/Folha de Pernambuco<\/em><\/div>\n<\/figure>\n<\/div>\n<p>Por meio do crime organizado, o tr\u00e1fico de drogas assumiu contornos sofisticados nas grandes cidades e tamb\u00e9m se interiorizou. E a falta de controle sobre essa modalidade tem impactado outros indicadores negativos, como o de homic\u00eddios. Em Pernambuco, o consumo e a venda de entorpecentes est\u00e1 por tr\u00e1s, direta ou indiretamente, de 70% das mortes violentas, segundo o Governo do Estado.<\/p>\n<p>O n\u00famero de assassinatos contabilizado de janeiro a julho de 2017 \u00e9 o recorde da d\u00e9cada para o per\u00edodo &#8211; 3.322. O dado local \u00e9 t\u00e3o negativo que foi respons\u00e1vel por um ter\u00e7o do aumento nacional da quantidade de homic\u00eddios neste ano &#8211; quase 28 mil no Brasil, ante 26,4 mil, no primeiro semestre de 2016.<\/p>\n<p>Em Pernambuco, a Secretaria de Defesa Social (SDS) come\u00e7ou a divulgar as motiva\u00e7\u00f5es dos chamados crimes violentos letais intencionais (CVLI) no primeiro semestre. Os dados de julho, por exemplo, indicam que 32% dos delitos tiveram rela\u00e7\u00e3o com o tr\u00e1fico de drogas. Outras categorias, como acerto de contas (19%) e conflitos nas comunidades (18,5%), tamb\u00e9m podem ter o uso e a venda de subst\u00e2ncias il\u00edcitas como pano de fundo. No Interior do Estado, os resultados assustam. Em 2004, por exemplo, essa regi\u00e3o foi cen\u00e1rio de 1,6 mil homic\u00eddios.<\/p>\n<p>O quantitativo chegou ao patamar de dois mil, em 2008, voltou a 1,6 mil, nos melhores anos do Pacto pela Vida (2012 e 2013), e, de 2014 para c\u00e1, subiu de novo, at\u00e9 bater o recorde no ano passado, com 2,6 mil casos. Em outras palavras, mil pessoas a mais foram mortas na Zona da Mata, no Agreste e no Sert\u00e3o em 2016 no comparativo com 12 anos antes.<\/p>\n<p>O consultor na \u00e1rea e integrante do Conselho Distrital de Seguran\u00e7a P\u00fablica de Bras\u00edlia, George Felipe Dantas, cita o fen\u00f4meno da translocaliza\u00e7\u00e3o do crime para explicar a escalada da viol\u00eancia. \u201cNuma por\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel dos munic\u00edpios brasileiros, em pelo menos dois mil, voc\u00ea j\u00e1 pode mapear cracol\u00e2ndias. \u00c9 for\u00e7oso observar que existe uma criminalidade que orbita ao redor do uso e tr\u00e1fico de drogas. Os CVLIs correspondem a uma massa de criminalidade que orbita muito perto desse planeta viol\u00eancia\u201d, avalia.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas semanas, a Folha publi\u00ad\u00adcou reportagem em que mostrou a falta de controle sobre o uso e o tr\u00e1fico de drogas na \u00e1rea central do Recife. Ruas, pra\u00e7as e outros espa\u00e7os p\u00fablicos se tornaram reduto de usu\u00e1rios de dia ou de noite, com a popula\u00e7\u00e3o perto ou longe. Na ocasi\u00e3o, a Pol\u00edcia Militar afirmou que recolhe armas brancas e drogas, mas que uma a\u00e7\u00e3o mais efetiva depende tamb\u00e9m da \u00e1rea de assist\u00eancia social do Estado e das prefeituras. Esse setor, por sua vez, destacou que as interna\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o compuls\u00f3rias.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio visto no Centro \u00e9 apenas uma esp\u00e9cie de microcosmo do que se v\u00ea em outras regi\u00f5es do Estado. \u201cNo Toler\u00e2ncia Zero, de Nova York, a quest\u00e3o dos CVLIs era combatida no seu in\u00edcio, em cima de pequenos delitos. Aqui, aquele Brasil modorrento e pac\u00edfico do Interior parece que deixou de existir. Temos a universaliza\u00e7\u00e3o e interioriza\u00e7\u00e3o do crime e temos uma droga relativamente nova, o crack. O crime n\u00e3o respeita mais fronteiras. Pode ser planejado em certo local, consumado em outro e ter desdobramentos at\u00e9 num terceiro. Um exemplo \u00e9 o narcotr\u00e1fico, que come\u00e7a fora do Brasil. O crack n\u00e3o \u00e9 produzido no Recife, Rio ou Porto Alegre\u201d, diz Dantas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O quantitativo chegou ao patamar de dois mil, em 2008, voltou a 1,6 mil, nos melhores anos do Pacto pela Vida (2012 e 2013), e, de 2014 para c\u00e1, subiu de novo, at\u00e9 bater o recorde no ano passado, com 2,6 mil casos. 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