{"id":212543,"date":"2017-08-25T07:59:29","date_gmt":"2017-08-25T10:59:29","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=212543"},"modified":"2017-08-25T17:53:18","modified_gmt":"2017-08-25T20:53:18","slug":"maquina-que-move-o-desmatamento-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/maquina-que-move-o-desmatamento-da-amazonia\/","title":{"rendered":"A m\u00e1quina que move o desmatamento da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<h1><\/h1>\n<p class=\"intro\"><strong><em>Pecu\u00e1ria avan\u00e7a por \u00e1reas protegidas e est\u00e1 por tr\u00e1s de 65% do desflorestamento. No Amazonas, moradores de unidades de uso sustent\u00e1vel tentam conter destrui\u00e7\u00e3o da mata.<\/em><\/strong><\/p>\n<div class=\"picBox full\">\n<p><a class=\"overlayLink init\" href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/a-m%C3%A1quina-que-move-o-desmatamento-da-amaz%C3%B4nia\/a-40224333#\" rel=\"nofollow\"><img decoding=\"async\" title=\"Cria\u00e7\u00e3o ilegal de gado na Floresta do Jamanxim, Par\u00e1: tramita no Congresso projeto para reduzir prote\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/39705795_303.jpg\" alt=\"Cria\u00e7\u00e3o ilegal de gado na Floresta do Jamanxim, Par\u00e1: tramita no Congresso projeto para reduzir prote\u00e7\u00e3o\" \/><\/a>Cria\u00e7\u00e3o ilegal de gado na Floresta do Jamanxim, Par\u00e1: tramita no Congresso projeto para reduzir prote\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>Na l\u00f3gica que move a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/retrocesso-ambiental-deve-p%C3%B4r-brasil-em-saia-justa-na-europa\/a-40094991\">destrui\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica<\/a>, ainda \u00e9 raro encontrar hist\u00f3rias de transforma\u00e7\u00e3o como a de Roberto Brito de Mendon\u00e7a, de 43 anos. Foram necess\u00e1rios 100 anos para que se rompesse \u2013 por suas m\u00e3os \u2013 uma voca\u00e7\u00e3o que parecia natural na fam\u00edlia: o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/a-floresta-como-moeda-de-troca\/a-40084506\">desmatamento ilegal<\/a>.<\/p>\n<p>Aos 12 anos, iniciado pelo pai e o av\u00f4, derrubou sua primeira \u00e1rvore, \u00e0s margens do rio Negro, no Amazonas. Trinta anos depois, abandonou a motosserra \u2013 e a ilegalidade. &#8220;Eu era revoltado com o governo que nos pedia para preservar. Na minha ignor\u00e2ncia, eu falava: \u2018N\u00e3o estou nem a\u00ed, quero aproveitar a floresta da forma que eu conhe\u00e7o'&#8221;, conta Roberto, que dependia da madeira para sustentar a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>A comunidade onde ele vive est\u00e1 dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Rio Negro, no Amazonas, criada em 2008 para preservar a mata e o modo de vida das popula\u00e7\u00f5es tradicionais. Com 103 mil hectares e 693 fam\u00edlias espalhadas por 19 vilarejos, a unidade de conserva\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o est\u00e1 livre do risco.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje j\u00e1 temos a press\u00e3o de grandes fazendeiros migrando dos estados do Par\u00e1 e Rond\u00f4nia para o Amazonas, com grandes empres\u00e1rios fazendo investimentos&#8221;, afirma Ren\u00ea Luis de Oliveira, coordenador-geral de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental do Ibama.<\/p>\n<p>Em toda a Amaz\u00f4nia Legal, a sistem\u00e1tica do desmatamento segue um roteiro conhecido pelos fiscais: o invasor derruba a floresta em terra p\u00fablica, vende madeira para se capitalizar, planta capim e coloca o gado. Mais tarde, as terras de interesse da agricultura d\u00e3o lugar ao cultivo de soja, arroz e milho.<\/p>\n<p><strong>O m\u00e9todo &#8220;boivigia&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Em sobrevoos de fiscaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel avistar \u00e1reas desmatadas sem qualquer constru\u00e7\u00e3o \u2013apenas os bois vigiam o terreno. &#8220;Os grileiros invadem esperando, um dia, a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de uma terra que \u00e9 p\u00fablica&#8221;, afirma Oliveira.<\/p>\n<p>O rebanho bovino na Amaz\u00f4nia Legal saltou de 37 milh\u00f5es de cabe\u00e7as em 1995, o que era equivalente a 23% do total nacional, para 85 milh\u00f5es em 2016 \u2013 cerca de 40%. &#8220;A pecu\u00e1ria para a cria\u00e7\u00e3o de gado \u00e9 a atividade que mais contribui para o desmatamento na Amaz\u00f4nia, ocupando 65% da \u00e1rea desmatada&#8221;, afirma o estudo recente do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia).<\/p>\n<div class=\"picBox medium \">\n<p><a class=\"overlayLink init\" href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/a-m%C3%A1quina-que-move-o-desmatamento-da-amaz%C3%B4nia\/a-40224333#\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"A Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Rio Negro, no Amazonas, criada em 2008 para preservar a mata \" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/40213160_404.jpg\" alt=\"A Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Rio Negro, no Amazonas, criada em 2008 para preservar a mata\" width=\"340\" height=\"191\" \/><\/a>A Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Rio Negro, no Amazonas, criada em 2008 para preservar a mata<\/p>\n<\/div>\n<p>Marlene Alves da Costa, uma das lideran\u00e7as comunit\u00e1rias na RDS Rio Negro, j\u00e1 precisou barrar invasores que queriam trazer gado para as terras. &#8220;Gado aqui \u00e9 proibido. O que ainda acontece \u00e9 o roubo de madeira. Cortam de dia, escondido, e levam embora \u00e0 noite. Mas n\u00f3s denunciamos&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Os moradores tradicionais de Reserva Extrativista Jaci-Paran\u00e1, em Rond\u00f4nia, n\u00e3o conseguiram o mesmo. Segundo o Ibama, trata-se de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o mais desmatada do estado. &#8220;Fazendeiros tomaram conta. S\u00e3o mais de 50 mil cabe\u00e7as de gado na reserva&#8221;, relata Oliveira.<\/p>\n<p>As \u00e1reas ocupadas por popula\u00e7\u00f5es tradicionais, extrativistas, n\u00e3o barram os invasores. &#8220;\u00c9 comum a gente verificar aliciamento desses povos dentro das reservas extrativistas e de uso sustent\u00e1vel. Eles acabam vendendo sua terra e, muitas vezes, s\u00e3o at\u00e9 afugentados pelos grandes propriet\u00e1rios&#8221;, relata Oliveira. &#8220;\u00c9 muito complexo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Alvo f\u00e1cil para grileiros<\/strong><\/p>\n<p>As florestas p\u00fablicas sem destina\u00e7\u00e3o s\u00e3o o alvo mais f\u00e1cil para os grileiros e seus bois. &#8220;S\u00e3o 60 milh\u00f5es de hectares de florestas n\u00e3o destinadas na Amaz\u00f4nia. S\u00e3o terras p\u00fablicas que est\u00e3o \u00e0 merc\u00ea da grilagem&#8221;, afirma Cristiane Mazzetti, especialista em Desmatamento Zero do Greenpeace. O tamanho da \u00e1rea em quest\u00e3o equivale a quase o dobro do territ\u00f3rio da Alemanha.<\/p>\n<p>&#8220;Os povos da floresta s\u00e3o fundamentais para a conserva\u00e7\u00e3o. Qualquer planejamento tem que levar em considera\u00e7\u00e3o as popula\u00e7\u00f5es tradicionais, os ind\u00edgenas, garantir o direito \u00e0 terra e atividades econ\u00f4micas que mantenham a floresta em p\u00e9&#8221;, diz Mazzetti a favor do aumento das unidades de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pecu\u00e1ria n\u00e3o entraria nesta lista. O controle dessa atividade, inclusive, virou prioridade para coibir a destrui\u00e7\u00e3o do ecossistema. Em mais de um ano de investiga\u00e7\u00e3o, o Ibama multou 14 frigor\u00edficos que compraram produtos vindos de \u00e1reas desmatadas ilegalmente ou embargadas.<\/p>\n<p>Mazzetti destaca ainda o peso da pol\u00edtica: &#8220;\u00c9 fundamental que o governo n\u00e3o aprove medidas que sigam na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria. E o que a gente v\u00ea \u00e9 o contr\u00e1rio: propostas discutidas no Congresso que d\u00e3o a expectativa de redu\u00e7\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, ou desafeta\u00e7\u00e3o, o que acaba contribuindo com a invas\u00e3o dessas \u00e1reas.&#8221;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da chamada MP da Grilagem (MP 759\/16), tramita no Congresso o projeto que reduz a prote\u00e7\u00e3o na Floresta Nacional do Jamanxim, Par\u00e1. Na \u00faltima quarta-feira, o governo federal<a href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/governo-libera-reserva-na-amaz%C3%B4nia-para-explora%C3%A7%C3%A3o\/a-40211550\">publicou um decreto<\/a>\u00a0que extingue a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na Amaz\u00f4nia. A reserva, criada em 1984, possui cerca de 47 mil quil\u00f4metros quadrados.<\/p>\n<p><strong>Desmatamento e voca\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Embora o balan\u00e7o divulgado pelo Imazon tenha apontado queda de 21% do desmatamento entre agosto de 2016 e julho de 2017, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de al\u00edvio. &#8220;A gente ainda est\u00e1 em 2017 muito aqu\u00e9m de onde dever\u00edamos estar para dizer: \u2018Estamos no rumo da elimina\u00e7\u00e3o do desmatamento e de cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris'&#8221;, comenta Carlos Rittl, secret\u00e1rio-executivo do Observat\u00f3rio do Clima.<\/p>\n<p>Para ele, Bras\u00edlia erra ao mandar o seguinte recado: &#8220;Com a anistia do C\u00f3digo Florestal, da grilagem, de invas\u00e3o de \u00e1reas protegidas, retirada de direitos de povos ind\u00edgenas, flexibiliza\u00e7\u00e3o de leis ambientais, eles mostram que o crime florestal compensa.&#8221;<\/p>\n<p>Rittl dirige a cr\u00edtica ao governo Temer e \u00e0s concess\u00f5es \u00e0 bancada ruralista. &#8220;O chefe da bancada, inclusive, se esquece que a agricultura, que ele em tese defende, depende de \u00e1gua, que depende de floresta. Ent\u00e3o preservar floresta nada mais \u00e9 que assegurar um servi\u00e7o ambiental para a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional&#8221;, comenta, sobre a entrevista concedida pelo deputado e chefe da bancada ruralista Nilson Leit\u00e3o \u00e0 DW Brasil. &#8220;Ele demonstrou ter uma vis\u00e3o muito m\u00edope sobre o papel das florestas.&#8221;<\/p>\n<p>Das margens do rio Negro, Roberto acompanha preocupado esses embates. O ex-desmatador, agora empreendedor, espera que nada atrapalhe sua nova voca\u00e7\u00e3o. Para ele, \u00e9 a falta de conhecimento que ati\u00e7a o instinto de destrui\u00e7\u00e3o. &#8220;Passamos 100 anos para descobrir que a floresta tem valor&#8221;, menciona, lembrando a hist\u00f3ria de sua fam\u00edlia. &#8220;O meu sonho \u00e9 que as pessoas locais tenham a mesma oportunidade. Porque \u00e9 atrav\u00e9s das pessoas locais que a preserva\u00e7\u00e3o vai come\u00e7ar.&#8221;<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/40213160_303.jpg\" alt=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h4>\u00c0S MARGENS DO RIO NEGRO<\/h4>\n<h2>\u00c1guas misteriosas<\/h2>\n<p>O Rio Negro \u00e9 um dos principais do mundo. Afluente da margem esquerda do Amazonas, tem 1,5 km de extens\u00e3o em territ\u00f3rio brasileiro e drena \u00e1rea equivalente a 10% da bacia Amaz\u00f4nica. Suas \u00e1guas negras s\u00e3o alvo de especula\u00e7\u00e3o cient\u00edfica h\u00e1 200 anos. Na d\u00e9cada de 1980, estudos conclu\u00edram que o tom se deve \u00e0 quantidade de \u00e1cidos org\u00e2nicos vindos da decomposi\u00e7\u00e3o de restos vegetais no seu solo arenoso.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/40213178_303.jpg\" alt=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>Diversidade<\/h2>\n<p>Florestas de terra firme, vegeta\u00e7\u00e3o de igap\u00f3 e campina fazem parte da paisagem natural da bacia do rio Negro. A regi\u00e3o \u00e9 feita por um mosaico de diferentes tipos de solos e de vegeta\u00e7\u00f5es correlacionadas. Florestas altas e densas de terra firme sobre solos argilosos, caatingas t\u00edpicas da Amaz\u00f4nia e forma\u00e7\u00f5es mais abertas, chamadas de campinas, ocorrem sobre areia branca.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/40213188_303.jpg\" alt=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>Reserva natural<\/h2>\n<p>Comunidades ribeirinhas tamb\u00e9m ocupam tradicionalmente as margens do rio. A Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Rio Negro foi criada em 2008 e faz parte do Corredor Central da Amaz\u00f4nia e do Mosaico de \u00c1reas Protegidas do Baixo Rio Negro, estabelecido em 2010. Na foto, v\u00ea-se a comunidade de Nossa Senhora do Perp\u00e9tuo Socorro, uma das 19 na unidade de conserva\u00e7\u00e3o, com 103 mil hectares.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/40213198_303.jpg\" alt=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>De desmatador a protetor<\/h2>\n<p>Sebasti\u00e3o Brito de Mendon\u00e7a, hoje presidente da associa\u00e7\u00e3o das comunidades, j\u00e1 foi preso em flagrante durante transporte ilegal de madeira, acusado de forma\u00e7\u00e3o de quadrilha. \u201cServiu para me fortalecer, ensinar a li\u00e7\u00e3o para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es\u201d, avalia. A madeira ainda traz renda para os moradores, mas com manejo legalizado e sustent\u00e1vel, e garante cerca de R$ 800 por fam\u00edlia.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/40213208_303.jpg\" alt=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>Bolsa Floresta<\/h2>\n<p>Uma iniciativa importante para mudar a trajet\u00f3ria desses moradores foi o Programa Bolsa Floresta. Estabelecido pelo governo estadual, ele \u00e9 gerido pela Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (FAS) desde 2008, com refor\u00e7o de recursos do Fundo Amaz\u00f4nia a partir de 2010. Rosana Lima Silva, m\u00e3e de sete filhos e casada com pescador, \u00e9 uma das beneficiadas, que paga R$ 50 por fam\u00edlia.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/40213218_303.jpg\" alt=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>Arte na floresta<\/h2>\n<p>Projetos de gera\u00e7\u00e3o de renda e empoderamento das comunidades fazem parte do Bolsa Floresta. Com o apoio, o artesanato \u00e9 feito com materiais que a floresta fornece, como fibra de bacaba, uma palmeira que, at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, n\u00e3o tinha serventia para os moradores. As mulheres da comunidade Tumbira exp\u00f5em no local e vendem os produtos, principalmente para Manaus.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/40213228_303.jpg\" alt=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>Tucum\u00e3<\/h2>\n<p>Tucum\u00e3 \u00e9 o fruto de uma palmeira t\u00edpica da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, e quase toda a sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 proveniente de \u00e1reas extrativistas \u2013 a esp\u00e9cie \u00e9 de dif\u00edcil cultivo. De cor alaranjada e sabor pouco doce, na comunidade do Sarac\u00e1, na RDS Rio Negro, o tucum\u00e3 vira suco e recheio de pequenas tapiocas. Tudo \u00e9 servido no restaurante comunit\u00e1rio, administrado pelas mulheres do povoado.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/40213238_303.jpg\" alt=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>Energia para as vilas<\/h2>\n<p>At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, as comunidades da RDS Rio Negro s\u00f3 tinham eletricidade poucas horas por dia, a partir de um gerador movido a diesel. Atualmente, o fornecimento \u00e9 ininterrupto em todas as casas, mediante pagamento da conta de energia el\u00e9trica. A comunica\u00e7\u00e3o via telefone, no entanto, ainda \u00e9 prec\u00e1ria. Na vila de Sarac\u00e1, um orelh\u00e3o \u00e9 compartilhado como um telefone fixo.<\/p>\n<div class=\"teaserImg\"><img decoding=\"async\" title=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/40213248_303.jpg\" alt=\"Brasilien Am Negro Fluss (DW\/N. Pontes)\" \/><\/div>\n<div class=\"teaserContentWrap\">\n<div class=\"tools\"><\/div>\n<h2>A gigante suma\u00fama<\/h2>\n<p>Na foto, uma suma\u00fama se destaca \u00e0s margens do rio Amazonas, o maior do mundo em extens\u00e3o e em volume de \u00e1gua. A \u00e1rvore ocorre em toda a bacia Amaz\u00f4nica, tem grande porte e pode atingir at\u00e9 50 metros de altura e 2 metros de di\u00e2metro. A suma\u00fama foi bastante explorada ao longo dos anos pela qualidade da madeira, por isso \u00e9 dif\u00edcil avistar um exemplar de porte t\u00e3o grande pr\u00f3ximo a \u00e1reas habitadas.<\/p>\n<p class=\"author\">Autoria: N\u00e1dia Pontes (de Manaus)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pecu\u00e1ria avan\u00e7a por \u00e1reas protegidas e est\u00e1 por tr\u00e1s de 65% do desflorestamento. 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