{"id":214096,"date":"2017-09-02T16:03:15","date_gmt":"2017-09-02T19:03:15","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=214096"},"modified":"2017-09-02T16:03:15","modified_gmt":"2017-09-02T19:03:15","slug":"venda-de-maconha-nas-farmacias-do-uruguai-esbarra-na-resistencia-dos-bancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/venda-de-maconha-nas-farmacias-do-uruguai-esbarra-na-resistencia-dos-bancos\/","title":{"rendered":"Venda de maconha nas farm\u00e1cias do Uruguai esbarra na resist\u00eancia dos bancos"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Santander, Ita\u00fa, Bank of America e Citibank s\u00e3o alguns dos que amea\u00e7am encerrar contas de empresas que trabalham com a cannabis<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\"><\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \"><\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><a class=\"enlace\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: none; font-style: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; font-stretch: inherit; font-size: inherit; line-height: inherit; font-family: inherit; vertical-align: baseline; box-sizing: border-box; background-color: transparent; text-decoration: none; color: #016ca2; position: relative; display: block;\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/30\/internacional\/1504051816_753316.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/internacional\/imagenes\/2017\/08\/30\/america\/1504051816_753316_1504052082_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/internacional\/imagenes\/2017\/08\/30\/america\/1504051816_753316_1504052082_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/internacional\/imagenes\/2017\/08\/30\/america\/1504051816_753316_1504052082_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/internacional\/imagenes\/2017\/08\/30\/america\/1504051816_753316_1504052082_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Compradores de maconha fazem fila em uma farm\u00e1cia do bairro Malv\u00edn, em Montevid\u00e9u.\" width=\"980\" height=\"668\" \/><span class=\"boton_ampliar\">Ampliar foto<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Compradores de maconha fazem fila em uma farm\u00e1cia do bairro Malv\u00edn, em Montevid\u00e9u.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">REUTERS<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p>Menos de dois meses ap\u00f3s o esperado in\u00edcio da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/07\/19\/internacional\/1500452188_658040.html\">venda de maconha nas farm\u00e1cias uruguaias<\/a>, o processo de legaliza\u00e7\u00e3o mais ambicioso do mundo est\u00e1 cercado por uma absoluta incerteza, por conta da interven\u00e7\u00e3o dos bancos internacionais, especialmente norte-americanos.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CMSgx42Yh9YCFcEMkQodivMEow\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/internacional\/intext_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/internacional\/intext_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/internacional\/intext_0\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-integralas-id-20f3f2ac-27e7-236c-ff74-53446246e242=\"\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p>A demanda das duas variedades de cannabis distribu\u00eddas pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/uruguay\/a\">Estado uruguaio<\/a>\u00a0estava em crescimento, assim como o registro de compradores, que superou as 13.000 pessoas. Um sucesso. E ent\u00e3o chegou a not\u00edcia de que uma das farm\u00e1cias de Montevid\u00e9u deixou de vender maconha ap\u00f3s seu banco, o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/banco_de_santander\/a\">Santander<\/a>, amea\u00e7ar encerrar sua conta. Pouco depois veio a p\u00fablico que outras entidades, como o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/itau_unibanco_holding\/a\">Ita\u00fa<\/a>\u00a0cancelaram as contas das empresas privadas que t\u00eam a concess\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o da maconha e de alguns clubes can\u00e1bicos.<\/p>\n<p>O estatal Banco Rep\u00fablica (BROU), parecia ter resolvido a situa\u00e7\u00e3o, fornecendo seus servi\u00e7os \u00e0s 15 escassas farm\u00e1cias envolvidas no processo, aos produtores e aos clubes. Mas pouco tempo depois veio a informa\u00e7\u00e3o de que o\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/tag\/bank_of_america\/a\">Bank of America<\/a>e o\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/tag\/citibank\/a\">Citibank<\/a>\u00a0alertaram que deixariam de operar com o BROU se ele continuasse com esses servi\u00e7os. De acordo com a legisla\u00e7\u00e3o norte-americana, trabalhar com dinheiro proveniente da maconha \u00e9 ilegal e atenta contra as medidas para controlar a lavagem de dinheiro e a\u00e7\u00f5es terroristas.<\/p>\n<p>A diretoria do BROU anunciou ent\u00e3o que fecharia as contas das farm\u00e1cias que vendem maconha para n\u00e3o comprometer as opera\u00e7\u00f5es em d\u00f3lares. Os uruguaios gerenciam suas economias e as compras de bens importantes (eletrodom\u00e9sticos, carros, apartamentos) em d\u00f3lares, uma moeda t\u00e3o utilizada que at\u00e9 podem sac\u00e1-la diretamente nos caixas autom\u00e1ticos. Assim, o BROU, um banco estatal, decidiu colocar a legisla\u00e7\u00e3o norte-americana (adotada ap\u00f3s os atentados de 11 de setembro) \u00e0 frente de uma lei adotada pelo parlamento uruguaio autorizando a venda e produ\u00e7\u00e3o de maconha.<\/p>\n<p>Rapidamente, o problema legal se transformou em crise pol\u00edtica. O\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/jose_mujica\/a\">ex-presidente Jos\u00e9 Mujica<\/a>, art\u00edfice da legaliza\u00e7\u00e3o, se enfureceu e durante uma sess\u00e3o do Senado acusou os bancos de atentarem contra a democracia. Mujica tamb\u00e9m criticou o presidente Tabar\u00e9 V\u00e1zquez e seu gabinete, amea\u00e7ando bloquear os trabalhos do parlamento se uma solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o for encontrada. O partido do ex-guerrilheiro, o MPP, \u00e9 o grupo mais numeroso no parlamento dentro de uma coaliz\u00e3o governista no Uruguai, a Frente Ampla.<\/p>\n<p>V\u00e1zquez, que nunca viu com bons olhos a legaliza\u00e7\u00e3o, tentou acalmar as \u00e1guas dentro de seu partido e anunciou que uma miss\u00e3o de alto escal\u00e3o viajaria aos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/estados_unidos\/a\">Estados Unidos<\/a>\u00a0para resolver a situa\u00e7\u00e3o. Mas a iniciativa foi recebida com ceticismo, j\u00e1 que dentro dos Estados Unidos a quest\u00e3o da legaliza\u00e7\u00e3o da maconha est\u00e1 longe de ser resolvida. Os Estados que autorizam a venda de cannabis tamb\u00e9m esbarraram nas leis federais e precisaram recorrer ao pagamento unicamente em esp\u00e9cie ou conseguiram ajuda de pequenas entidades banc\u00e1rias. A possibilidade de que uma delega\u00e7\u00e3o uruguaia consiga se reunir com a administra\u00e7\u00e3o Trump para mudar as leis, algo que os pol\u00edticos do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/04\/26\/ciencia\/1493161879_752455.html\">Colorado e do Oregon<\/a>\u00a0n\u00e3o conseguem fazer, parece remota.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o: estamos diante do fim da venda da maconha nas farm\u00e1cias?<\/p>\n<p>Como sempre, a realidade \u00e0s vezes transcorre por seus pr\u00f3prios caminhos. Em meio \u00e0 tempestade, cinco das seis farm\u00e1cias de Montevid\u00e9u que vendem maconha continuam a faz\u00ea-lo, ainda que em alguns casos os propriet\u00e1rios anunciaram que podem acabar com as vendas. Como em um conto de Onetti, nas regi\u00f5es do Interior a crise parece n\u00e3o existir e v\u00e1rias farm\u00e1cias afirmaram ao EL PA\u00cdS que trabalham normalmente.<\/p>\n<p>De qualquer forma, o Governo estuda solu\u00e7\u00f5es que deveriam ter sido pensadas h\u00e1 tr\u00eas anos, quando a maconha foi legalizada. A equa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil porque mesmo que se decida que as vendas sejam feitas em dinheiro (ou com\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/bitcoin\/a\">criptomoedas<\/a>) os bancos podem fechar as contas das farm\u00e1cias por considerarem que as transa\u00e7\u00f5es s\u00e3o ilegais.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m sabe como ir\u00e1 terminar esse cap\u00edtulo da legaliza\u00e7\u00e3o que colocou o Uruguai frente \u00e0 realidade da legisla\u00e7\u00e3o internacional antidrogas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como sempre, a realidade \u00e0s vezes transcorre por seus pr\u00f3prios caminhos. 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