{"id":214099,"date":"2017-09-02T16:06:28","date_gmt":"2017-09-02T19:06:28","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=214099"},"modified":"2017-09-02T16:06:28","modified_gmt":"2017-09-02T19:06:28","slug":"essa-guerra-nao-e-nossa-mas-nos-morremos-por-conta-dela-os-jovens-de-favelas-que-querem-ter-voz-na-politica-de-drogas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/essa-guerra-nao-e-nossa-mas-nos-morremos-por-conta-dela-os-jovens-de-favelas-que-querem-ter-voz-na-politica-de-drogas\/","title":{"rendered":"&#8216;Essa guerra n\u00e3o \u00e9 nossa, mas n\u00f3s morremos por conta dela&#8217;: os jovens de favelas que querem ter voz na pol\u00edtica de drogas"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">J\u00falia Dias Carneiro<\/span><\/div>\n<div class=\"with-extracted-share-icons\"><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/6A6C\/production\/_97644272_b0955fb8-88c4-4475-8355-07d3c7d80109.jpg\" alt=\"Opera\u00e7\u00e3o no complexo do alem\u00e3o\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Fam\u00edlias frequentemente se veem em meio ao fogo cruzado entre pol\u00edcia e tr\u00e1fico. Foto: Bento F\u00e1bio<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Jovens negros de favelas s\u00e3o as v\u00edtimas mais frequentes da guerra \u00e0s drogas no Rio de Janeiro, segundo estat\u00edsticas. Um grupo quer, agora, inverter essa narrativa e assumir protagonismo no debate para buscar um fim a uma pol\u00edtica que, na vis\u00e3o deles, mata, prende e viola direitos &#8211; sobretudo dos pr\u00f3prios moradores de favelas.<\/p>\n<p>Com o Complexo do Alem\u00e3o, na Zona Norte do Rio, espraiando-se ao fundo, Sabrina Martina, de 19 anos, a MC Martina, olha para a c\u00e2mera para transmitir o recado do Movimentos, no\u00a0<a class=\"story-body__link-external\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Movimentos2017\/videos\/1620040711400669\/\">v\u00eddeo<\/a>\u00a0que apresenta o coletivo.<\/p>\n<p>&#8220;A guerra contra as drogas significa escolas fechadas, mudan\u00e7a de rotina, preocupa\u00e7\u00e3o com a nossa fam\u00edlia. Em nome dessa guerra, o Estado justifica uma s\u00e9rie de viola\u00e7\u00f5es de direitos contra n\u00f3s, jovens moradores de favelas. Essa guerra n\u00e3o \u00e9 nossa&#8221;, diz a moradora do Alem\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Mas somos n\u00f3s que morremos por conta dela.&#8221;<\/p>\n<p>O Movimentos \u00e9 um grupo de 15 jovens que come\u00e7ou a se reunir h\u00e1 mais de um ano e lan\u00e7ou neste s\u00e1bado o primeiro resultado desses encontros &#8211; uma cartilha sobre pol\u00edtica de drogas que come\u00e7a com a quest\u00e3o: &#8220;Por que jovens de favelas precisam falar sobre drogas?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s nunca fomos inseridos nesse debate, mas n\u00f3s vivemos a pol\u00edtica de drogas&#8221;, diz J\u00e9ssica Souto, de 24 anos, compositora e videomaker, tamb\u00e9m do Alem\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Quando entrei no projeto, eu n\u00e3o me dava conta de que tudo que a gente vivia &#8211; um vizinho morrendo a cada semana, a escola fechada, o medo de sair de casa &#8211; \u00e9 por causa das drogas. Por causa dessas subst\u00e2ncias e de seus efeitos, morre essa cambada de gente. S\u00e3o anos e anos de a\u00e7\u00f5es truculentas, tirando vidas, acabando com milhares de fam\u00edlias&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>&#8220;A gente n\u00e3o conseguia assimilar o quanto a pol\u00edtica de drogas afetava as nossas vidas&#8221;, complementa Andr\u00e9 Galdino, de 30 anos, do Complexo da Mar\u00e9. &#8220;Nossos encontros e a formula\u00e7\u00e3o da cartilha permitiram desenvolver essa consci\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/B9C2\/production\/_97645574_fce4366c-1bea-45a5-8a92-df01e854f3cc.jpg\" alt=\"Opera\u00e7\u00e3o policial perto de escola\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Joven relatam experi\u00eancias negativas no contato com a pol\u00edcia. Foto: Bento F\u00e1bio<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">T\u00e3o longe, t\u00e3o perto<\/h2>\n<p>A cartilha vai ser apresentada no Complexo da Mar\u00e9 em um evento que inclui debate, rap e poesia. Haver\u00e1 vans saindo de diferentes pontos do Rio para incentivar interessados a irem ao evento &#8211; simbolizando a dificuldade de fazer a voz das favelas chegar ao asfalto e de transpor a dist\u00e2ncia entre dois mundos t\u00e3o pr\u00f3ximos e t\u00e3o d\u00edspares na mesma cidade.<\/p>\n<p>A BBC Brasil conversou com parte dos jovens do Movimentos em outro encontro simb\u00f3lico de mundos: a Escola Parque, na Barra da Tijuca, col\u00e9gio particular construtivista frequentado por uma elite que almeja uma educa\u00e7\u00e3o alternativa.<\/p>\n<p>J\u00e9ssica, Andr\u00e9 e Arist\u00eanio Gomes, de 24 anos, sa\u00edram cedo de suas casas, na Mar\u00e9 e no Alem\u00e3o, para chegar ao campus arborizado na Barra. Segundo Andr\u00e9, o encontro foi &#8220;uma troca saud\u00e1vel&#8221;, interessante para &#8220;confrontar realidades&#8221;, mas com perguntas que expunham a falta de conhecimento sobre a vida nas favelas &#8211; desconhecimento que o grupo est\u00e1 lutando para reduzir.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/107E2\/production\/_97645576_gettyimages-511633598.jpg\" alt=\"Foto de pris\u00e3o\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Lei de Drogas de 2006 provocou aumento na popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria brasileira<\/span><\/figure>\n<p>J\u00e9ssica emocionou os estudantes ao apresentar uma de suas composi\u00e7\u00f5es,\u00a0<i>Aborto Social<\/i>. A m\u00fasica narra a breve vida de um &#8220;famoso pivete&#8221;, abandonado pelo pai ap\u00f3s um aborto malogrado, antes mesmo de nascer. &#8220;Nasce outro feto sem afeto nesse mundo complicado&#8221;, diz a can\u00e7\u00e3o, sobre uma crian\u00e7a que logo virar\u00e1 bandido e n\u00e3o chegar\u00e1 \u00e0 vida adulta.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Drogas sem mitos<\/h2>\n<p>O\u00a0<a class=\"story-body__link-external\" href=\"http:\/\/www.movimentos.org.br\/publicacoes\">guia<\/a>\u00a0apresenta informa\u00e7\u00f5es sobre quando jovens come\u00e7am a ser criminalizados e as consequ\u00eancias da guerra \u00e0s drogas &#8211; citando o aumento de 90% no n\u00famero de pessoas presas no Brasil entre 2005 e 2013, relacionado \u00e0 Lei de Drogas de 2006.<\/p>\n<p>A cartilha ser\u00e1 distribu\u00edda entre ativistas, militantes e lideran\u00e7as de favelas, no Rio e em outras cidades. O objetivo \u00e9 oferecer subs\u00eddios para multiplicar o debate.<\/p>\n<p>&#8220;A cartilha \u00e9 para discutir como a guerra \u00e0s drogas afeta as favelas e a sociedade como um todo&#8221;, opina J\u00e9ssica. &#8220;Um dos pontos centrais \u00e9 olhar para o usu\u00e1rio pela \u00f3tica da sa\u00fade. Assim como temos usu\u00e1rios pesados de \u00e1lcool, e eles n\u00e3o s\u00e3o tratados \u00e0 mira de um fuzil.&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e9ssica diz ter perdido um amigo h\u00e1 dois meses no Alem\u00e3o, baleado durante uma troca de tiros. Arist\u00eanio diz ter perdido a conta de quantas vezes viveu ou presenciou &#8220;achaques&#8221; da pol\u00edcia na Mar\u00e9, ou que teve a casa revistada, inclusive no meio da noite.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/17D12\/production\/_97645579_5a91e97e-1c35-4fdc-b3cc-4bc29cbffdb3.jpg\" alt=\"Jovens reunidos\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Grupo de jovens, que come\u00e7ou a se reunir h\u00e1 mais de um ano, quer protagonismo no debate sobre pol\u00edtica de drogas. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Acordei com os gritos da minha m\u00e3e. Sa\u00ed do quarto correndo e dei de cara com um fuzil no peito&#8221;, lembra. Os tr\u00eas relatam &#8220;quase ter morrido&#8221; algumas vezes, e delatam a trucul\u00eancia policial como corriqueira nas favelas cariocas.<\/p>\n<p>Questionada sobre as cr\u00edticas feitas pelo grupo, a Pol\u00edcia Militar n\u00e3o atendeu ao pedido de resposta da BBC Brasil.<\/p>\n<p>A assessoria de imprensa da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica ressaltou que o secret\u00e1rio Roberto S\u00e1 formou, como uma de suas a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas, um grupo de trabalho para debater pol\u00edtica de drogas. Com a participa\u00e7\u00e3o de dez institui\u00e7\u00f5es &#8211; que re\u00fane das pol\u00edcias Militar e Civil \u00e0 Uerj e ao Instituto Igarap\u00e9 -, o grupo se reuniu tr\u00eas vezes desde sua cria\u00e7\u00e3o neste ano para &#8220;estabelecer um diagn\u00f3stico sobre a pol\u00edtica de drogas e fomentar parcerias para elaborar a\u00e7\u00f5es preventivas&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8220;Criminalizados, estigmatizados&#8221;<\/h2>\n<p>A crise econ\u00f4mica no Rio e o aumento da criminalidade no Estado levaram o governo federal a enviar, em julho, o Ex\u00e9rcito para refor\u00e7ar a seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas os confrontos entre fac\u00e7\u00f5es criminosas ou entre tr\u00e1fico e pol\u00edcia t\u00eam sido constantes em favelas cariocas. Na quinta-feira, mais de 5 mil alunos ficaram novamente sem aulas, com 17 escolas fechadas devido a confrontos em favelas cariocas. A rede municipal de ensino s\u00f3 teria funcionado de maneira plena durante oito dias neste ano.<\/p>\n<p>Um v\u00eddeo lan\u00e7ado pelo governo federal para promover a atua\u00e7\u00e3o de militares causou pol\u00eamica ao contrapor imagens id\u00edlicas de paisagens do Rio \u00e0 presen\u00e7a de tanques em favelas, dizendo que o Rio est\u00e1 &#8220;ferido&#8221;, mas segue em frente cheio de &#8220;vida, alegria e beleza&#8221;, e resiste, sabendo que a luta &#8220;\u00e9 de todos n\u00f3s&#8221; &#8211; exibindo o aparato militar nas comunidades.<\/p>\n<p>&#8220;A guerra \u00e0s drogas criminaliza e cria estigmas sobre quem vive nas periferias&#8221;, diz Andr\u00e9. &#8220;Esse recorte racial ocasiona o genoc\u00eddio da juventude negra e pobre das favelas.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/10D0\/production\/_97640340_img_8851.jpg\" alt=\"policiais fazem mira com armas de alto calibre apesar da presen\u00e7a de crian\u00e7as ao redor\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Policiais fazem mira com armas de alto calibre, apesar da presen\u00e7a de crian\u00e7as ao redor<\/span><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Sem apologia<\/h2>\n<p>O Movimentos nasceu em maio do ano passado, quando uma oficina promovida pelo Centro de Estudos e Cidadania da Universidade C\u00e2ndido Mendes (Cesec) juntou jovens do Rio, de S\u00e3o Paulo e da Bahia para discutir pol\u00edtica de drogas.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, os encontros se tornaram regulares, passando a ocorrer cerca de duas vezes por m\u00eas em favelas ou no Cesec, n o Centro do Rio, com um interc\u00e2mbio constante entre a pesquisa acad\u00eamica e a viv\u00eancia nas comunidades &#8211; palavra que o grupo se nega a usar, preferindo falar sempre em favelas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/15602\/production\/_97645578_6597e656-e6cf-4f0f-93e4-064d1571804f.jpg\" alt=\"J\u00e9ssica, Arist\u00eanio, Andr\u00e9 e Ana Clara Teles\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Da esquerda para a direita: J\u00e9ssica, Arist\u00eanio, Andr\u00e9 e Ana Clara Teles, pesquisadora do Cesec. Foto: J\u00falia Dias Carneiro<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m est\u00e1 fazendo apologia do uso ou da venda de drogas. O que esses jovens querem \u00e9 desafiar o senso comum, desafiar ideias preconcebidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica de drogas e contribuir para mostrar que a atual pol\u00edtica de drogas acaba por legitimar a viol\u00eancia da pol\u00edcia dentro das favelas&#8221;, diz a soci\u00f3loga Julita Lemgruber, uma das coordenadoras do Cesec.<\/p>\n<p>Ana Clara Teles, pesquisadora do Cesec, considera que o grupo tem um duplo papel: trazer o debate sobre pol\u00edtica de drogas para dentro das favelas, aumentando a conscientiza\u00e7\u00e3o o impacto da guerra \u00e0s drogas sobre seu dia a dia; e levar a favela para o centro do debate na cidade, que v\u00ea a favela como &#8220;coadjuvante&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A academia tende a construir um olhar enviesado sobre pol\u00edtica de drogas. Quando se adota a perspectiva da favela, surgem problemas e quest\u00f5es que precisam estar no centro da discuss\u00e3o. A partir da\u00ed, podemos chegar a solu\u00e7\u00f5es mais pertinentes e justas para a popula\u00e7\u00e3o como um todo&#8221;, avalia Teles.<\/p>\n<p>Depois de lan\u00e7ar a cartilha, o grupo vai come\u00e7ar a trabalhar em um documento propositivo para pol\u00edtica de drogas e planeja para o fim do ano um encontro nacional reunindo jovens de favelas e periferias para ampliar o debate.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A academia tende a construir um olhar enviesado sobre pol\u00edtica de drogas. 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