{"id":216662,"date":"2017-09-17T16:05:57","date_gmt":"2017-09-17T19:05:57","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=216662"},"modified":"2017-09-17T16:05:57","modified_gmt":"2017-09-17T19:05:57","slug":"ter-assistente-sexual-serviu-para-me-reconciliar-com-meu-corpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/ter-assistente-sexual-serviu-para-me-reconciliar-com-meu-corpo\/","title":{"rendered":"Ter assistente sexual serviu para me reconciliar com meu corpo"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>As cadeiras de rodas n\u00e3o s\u00e3o necessariamente um obst\u00e1culo: tamb\u00e9m podem ser um divertido brinquedo er\u00f3tico<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Sole Arnau\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/verne\/a\/\">SOLE ARNAU<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w630\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/verne\/imagenes\/2017\/07\/21\/articulo\/1500628710_843923_1500904312_noticia_normal.jpg\" alt=\"Sole Arnau, em sua casa\" width=\"630\" height=\"449\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Sole Arnau, em sua casa<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">SANTI BURGOS<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p>Jamais caminhei com minhas pernas e por isso me locomovo em uma cadeira de rodas. Tamb\u00e9m n\u00e3o posso levar uma colher \u00e0 boca nem levantar um copo d\u2019\u00e1gua. Por isso conto com a ajuda de uma pessoa \u2212 meu assistente pessoal \u2212 que me permite chegar aonde n\u00e3o alcan\u00e7o.<\/p>\n<p>Muitos veem minha situa\u00e7\u00e3o como algo lastim\u00e1vel e, consequentemente, as pessoas como eu s\u00e3o condenadas a uma exist\u00eancia de servi\u00e7os m\u00ednimos: ser alimentadas, ser entretidas e ser deitadas na cama. Mas tamb\u00e9m tenho\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sexualidad\/a\">desejo sexual<\/a>, e as cadeiras de rodas n\u00e3o s\u00e3o necessariamente um obst\u00e1culo: tamb\u00e9m podem se transformar em um divertido brinquedo er\u00f3tico.<\/p>\n<p>Antes, quando pensava no sexo, fazia isso de uma perspectiva negativa: o fato de que, por exemplo, o risco de que as pessoas na minha situa\u00e7\u00e3o sofram viol\u00eancia sexual seja quatro vezes maior, para n\u00e3o falar de sermos submetidas a esteriliza\u00e7\u00f5es for\u00e7adas e a abortos coercitivos.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que eu j\u00e1 tinha tido rela\u00e7\u00f5es sexuais com parceiros que n\u00e3o eram diversos \u2212 preferimos esse termo a \u201cincapacitados\u201d ou \u201cdeficientes&#8221;. No entanto, o que acontece se quero ter rela\u00e7\u00f5es com outra pessoa diversa? E se quero ter cibersexo? E se quero usar brinquedos er\u00f3ticos? E se simplesmente quero explorar meu corpo?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/03\/20\/sociedad\/1395342801_000440.html\">Todas as respostas a essas perguntas passam pela figura do assistente sexual.<\/a>Eu me vali de um e minha experi\u00eancia n\u00e3o poderia ter sido mais favor\u00e1vel. Principalmente se levarmos em conta que os horizontes para uma pessoa diversa s\u00e3o particularmente estreitos.<\/p>\n<h3><strong>A vida dos \u2018diversos\u2019<\/strong><\/h3>\n<p>A subestima\u00e7\u00e3o constante que sofremos nos leva a interiorizar um itiner\u00e1rio de vida muito limitado. Voc\u00ea aprende isso quando tem acesso \u00e0 escola pela porta traseira, quando te levam a um centro educativo especial porque o sistema comum n\u00e3o sabe o que fazer com voc\u00ea, quando tem se segurar a vontade de urinar porque n\u00e3o h\u00e1 banheiros acess\u00edveis, quando fica em casa em vez de ir a uma festa de anivers\u00e1rio porque nesse dia seus familiares n\u00e3o podem levar voc\u00ea, quando ningu\u00e9m respeita sua sa\u00fade ginecol\u00f3gica e n\u00e3o encaminham voc\u00ea para fazer exames m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Com sorte, voc\u00ea conseguir\u00e1 ficar independente de sua fam\u00edlia (e ela de voc\u00ea), mas acabar\u00e1 em algum dos programas sociais destinados aos grupos humanos que ficamos \u00e0 margem, como os chamados \u201cincapacitados\u201d, \u201cidosos\u201d, \u201cmenores\u201d, \u201cmulheres maltratadas\u201d etc. Se as pessoas \u201cnormais\u201d n\u00e3o querem ser internadas em institui\u00e7\u00f5es, por que n\u00f3s ir\u00edamos querer?<\/p>\n<p>J\u00e1 passei por institui\u00e7\u00f5es e j\u00e1 tive ajuda domiciliar. E a falta de liberdade que esses programas significam pode ser simbolizada com uma pe\u00e7a de vestir: o moletom. Por ser uma roupa c\u00f4moda, f\u00e1cil de p\u00f4r e tirar, \u00e9 a mais comum. O moletom em si mesmo n\u00e3o \u00e9 nem bom nem mau, mas demonstra a exist\u00eancia de normas externas que restringem sua pr\u00f3pria vontade. E o que acontece se alguma vez tenho vontade de me ver com um vestido e com os l\u00e1bios pintados? Nada. Porque mais uma vez \u00e9 preciso usar moletom.<\/p>\n<p>Todos os programas que institucionalizam as pessoas se baseiam em uma cultura assistencialista, caritativa e de submiss\u00e3o. Se acreditarmos que as pessoas com diversidade funcional somos diferentes no sentido negativo, n\u00e3o promoveremos nossos direitos a uma cidadania plena. Um exemplo \u00e9 a maldenominada \u201clei de depend\u00eancia\u201d (n\u00f3s, ativistas do Movimento de Vida Independente, esper\u00e1vamos uma \u201clei de independ\u00eancia\u201d!), que aposta nos programas tradicionais frente \u00e0 \u00fanica modalidade assistencial inovadora, a assist\u00eancia pessoal.<\/p>\n<h3><strong>\u2018Vossas Excel\u00eancias, como troco o absorvente?\u2019<\/strong><\/h3>\n<p>Em 2001, um grupo de pessoas com vontade de viver com igualdade e plena liberdade nos organizamos como uma comunidade virtual: o\u00a0<a href=\"http:\/\/forovidaindependiente.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Foro de Vida Independente e Diversidade.<\/a><\/p>\n<p>A partir desse grupo, difundimos a filosofia de vida independente, ou seja, a de que n\u00e3o nos conformamos com as migalhas, exigimos os mesmos direitos de qualquer um para nosso desenvolvimento pessoal, social, profissional, trabalhista, sentimental, afetivo&#8230;<\/p>\n<p>O Foro significou uma revolu\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica. Pode ser que as pessoas alheias ao grupo n\u00e3o o conhe\u00e7am, mas n\u00e3o exagero se disser que nossa revolu\u00e7\u00e3o foi uma esp\u00e9cie de 15-M [o movimento civil que surgiu em 2011 na Espanha em busca de uma democracia mais representativa]. Pela primeira vez, as patologias em si mesmas deixaram de ser o mais relevante, e colocamos o foco nas viol\u00eancias que sofremos as pessoas com corporalidades, sentidos ou cogni\u00e7\u00f5es plurais. Se o mundo da incapacidade esteve tradicionalmente fragmentado por doen\u00e7as ou patologias, unimos esfor\u00e7os e lutas, como demonstra a cria\u00e7\u00e3o da express\u00e3o \u201cdiversidade funcional\u201d.<\/p>\n<p>N\u00f3s gostamos que nos chamem de \u201cdiversos\/as\/xs\u201d em vez de \u201cincapacitados\u201d ou \u201cdeficientes\u201d. Foi isso que levei ao conhecimento dos l\u00edderes pol\u00edticos espanh\u00f3is em um discurso que fiz no Congresso dos Deputados em 2005. Naquela ocasi\u00e3o, tamb\u00e9m lhes falei sobre a menstrua\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cEu, como qualquer mulher, menstruo todos os meses. Para trocar o absorvente, uma coisa t\u00e3o \u00f3bvia, t\u00e3o simples, t\u00e3o cotidiana para n\u00f3s, preciso da ajuda de uma pessoa; e eu quero que essa pessoa que esteja tocando em mim nesse momento seja uma pessoa do meu gosto, uma pessoa com quem eu me sinta bem, o que n\u00e3o pode ser \u00e9 que me imponham uma auxiliar de ajuda domiciliar, que talvez s\u00f3 venha uma vez ao dia para trocar o meu absorvente e volte apenas no dia seguinte, e s\u00f3 venha de segunda a sexta \u2212 se minha menstrua\u00e7\u00e3o chegar no fim de semana, m\u00e1 sorte. Se eu estou numa institui\u00e7\u00e3o, os cuidadores fazem isso muitas vezes com pouco profissionalismo, essa \u00e9 a verdade, e certamente com muito pouca humanidade e com muito pouco tempo, porque ali h\u00e1 tantas pessoas a quem cuidar que n\u00e3o se pode fazer muito mais\u201d.<\/p>\n<p>Alguma vez voc\u00ea j\u00e1 tinha pensado que as mulheres com diversidade funcional tiv\u00e9ssemos de lidar com um problema assim?<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, em 2005, nossa batalha tamb\u00e9m se concentrava, como expliquei aos deputados, em obter ajuda para que tiv\u00e9ssemos assistentes pessoais.<\/p>\n<h3><strong>Como os assistentes pessoais mudaram minha vida<\/strong><\/h3>\n<p>Ainda n\u00e3o detalhei minha experi\u00eancia com a assist\u00eancia sexual, mas, para entend\u00ea-la bem, primeiro tenho de contar coisas sobre a assist\u00eancia pessoal.<\/p>\n<p>A assist\u00eancia pessoal \u00e9 a ferramenta humana que, apoiada na filosofia de vida independente, permite que n\u00f3s, pessoas com diversidade funcional, tenhamos apoio humano constante e possamos desenvolver uma vida ativa e com igualdade de oportunidades. Em termos pr\u00e1ticos, os assistentes pessoais s\u00e3o trabalhadores da minha confian\u00e7a que contrato para que me acompanhem de segunda-feira a domingo e para que atuem como um prolongamento de mim mesma. Ou seja, n\u00e3o s\u00f3 para que me levantem da cama, vistam-me e me deem banho, como tamb\u00e9m para que minha vida tenha uma utilidade e uma produtividade durante a maior parte poss\u00edvel do tempo. Mas, principalmente, para que minha vida seja digna no pleno sentido da palavra.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a eles e a elas, por exemplo, posso me deslocar para dar palestras pela Espanha como graduada em Filosofia, presidenta do Instituto de Paz, Direitos Humanos e Vida Independente, integrante do Comit\u00ea de \u00c9tica Assistencial do Hospital Nacional de Parapl\u00e9gicos em Toledo, ou especialista em feminismo, bio\u00e9tica, sexologia, g\u00eanero etc.. Acredito ser uma grande privilegiada por viver na Comunidade de Madri, que permite que eu me desenvolva profissional e pessoalmente. Minha assist\u00eancia pessoal \u00e9 financiada pela presta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de assist\u00eancia pessoal e pelo complemento do Programa de Apoio \u00e0 Vida Independente da Comunidade de Madri\/ASPAYM Madri.<\/p>\n<p>H\u00e1 13 anos iniciei minha experi\u00eancia com a assist\u00eancia pessoal. Sou das poucas pessoas que decidem sair de uma institui\u00e7\u00e3o assistencial e entrar neste novo enfoque de vida independente. O processo foi bonito, mas custei a me acostumar por causa da inexist\u00eancia de uma verdadeira cultura de vida independente. Havia ficado tantos anos sem satisfazer imediatamente minhas necessidades que passava algumas horas com sede antes de me lembrar de que podia pedir \u00e1gua a meu assistente.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea vive em uma institui\u00e7\u00e3o, voc\u00ea tem de seguir normas externas. Viver de maneira independente significa estabelecer minhas pr\u00f3prias normas, fazer isso \u201cde dentro\u201d, em fun\u00e7\u00e3o de meus interesses, gostos, costumes, caprichos&#8230; Dei uma guinada existencial fascinante. Aprendi a trocar de roupa se ela ficava com alguma mancha, j\u00e1 podia ficar o tempo que quisesse na cama, j\u00e1 podia seguir o impulso transgressor de passar um dia todo de pijama&#8230; E, principalmente, como ato de rebeldia, passei uma boa temporada sem vestir outra vez um moletom.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das quest\u00f5es pr\u00e1ticas, pude dedicar mais tempo \u00e0s minhas inquieta\u00e7\u00f5es, comecei a me desenvolver pessoalmente e a me questionar pela primeira vez sobre minha sexualidade.<\/p>\n<h3><strong>A assist\u00eancia sexual<\/strong><\/h3>\n<p>H\u00e1 coisas que uma pessoa tem de viver por si mesma e, no meu caso, isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com apoios humanos, autogeridos, financiados publicamente e escolhidos por mim. A assist\u00eancia sexual \u00e9 uma grande op\u00e7\u00e3o para viver dignamente, principalmente no plano do autoerotismo.<\/p>\n<p>Eu gostaria de deixar bem claro de que maneira entendo o trabalho dos assistentes sexuais e sob quais condi\u00e7\u00f5es sou usu\u00e1ria, porque muitas vezes se interpreta mal ou se confunde com a prostitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O assistente sexual dever\u00e1 estar sob o paradigma da filosofia da vida independente: ser um apoio que nos permita chegar at\u00e9 onde habitualmente n\u00e3o alcan\u00e7amos. N\u00e3o ter\u00e1 de se despir ou nos dar prazer diretamente, e sim nos proporcionar tudo aquilo que est\u00e1 fisicamente proibido para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Obviamente, ser\u00e1 um trabalho sexual, mas de natureza distinta da prostitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que algumas associa\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos facilitam todo tipo de encontros sexuais para os diversos \u2212 algo mais pr\u00f3ximo da prostitui\u00e7\u00e3o \u2212, mas n\u00e3o \u00e9 o caso ao qual estou me referindo. Eu falo de um assistente pessoal que se ocupe de quest\u00f5es estritamente sexuais e tenha a prepara\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n<p>Assim ocorreu em minha experi\u00eancia pessoal, e o resultado n\u00e3o poderia ser melhor. Embora, obviamente, tenhamos feito isso \u00e0 margem de toda regulamenta\u00e7\u00e3o, porque sua figura n\u00e3o est\u00e1 prevista em nenhum lado, meu assistente sexual pegou minha m\u00e3o e a levou a lugares do meu corpo que eu jamais tinha explorado.<\/p>\n<p>As pessoas que j\u00e1 trabalharam comigo costumam me dizer que minhas m\u00e3os s\u00e3o particularmente suaves. E, com a ajuda de meu assistente, senti pela primeira vez a suavidade de minhas m\u00e3os contra meu corpo: foi uma sensa\u00e7\u00e3o compar\u00e1vel a fogos de artif\u00edcio.<\/p>\n<p>Este debate, na Espanha, ainda \u00e9 muito incipiente. Mas necessitamos que se fale disso, especialmente para que n\u00e3o nos vejam mais como seres assexuados. Porque as pessoas diversas geramos formas diferentes de nos relacionar sexualmente e podemos dar contribui\u00e7\u00f5es no terreno da sexualidade, como uma concep\u00e7\u00e3o n\u00e3o centrada na genitalidade, e sim mais sensual e variada.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a assist\u00eancia sexual que eu receber estar\u00e1 limitada. Por exemplo, ao me ver obrigada a pactuar estes encontros com anteced\u00eancia, meus impulsos sexuais ser\u00e3o sempre programados. Mas assumo isso, e minhas experi\u00eancias me mostram que, mesmo assim, vale a pena. Tomar as r\u00e9deas da minha sexualidade me reconciliou com meu corpo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As cadeiras de rodas n\u00e3o s\u00e3o necessariamente um obst\u00e1culo: tamb\u00e9m podem ser um divertido brinquedo er\u00f3tico<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":216663,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,12],"tags":[],"class_list":["post-216662","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/cadeirante-erotica.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=216662"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/216662\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/216663"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=216662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=216662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=216662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}