{"id":21701,"date":"2013-10-08T11:00:14","date_gmt":"2013-10-08T14:00:14","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=21701"},"modified":"2013-10-08T16:11:43","modified_gmt":"2013-10-08T19:11:43","slug":"pms-pernambucanos-sao-feitos-refens-em-assentamento-na-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/pms-pernambucanos-sao-feitos-refens-em-assentamento-na-paraiba\/","title":{"rendered":"PMs pernambucanos s\u00e3o feitos ref\u00e9ns em na Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-21702\" alt=\"ImageProxy (6)\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ImageProxy-64-300x146.jpg\" width=\"300\" height=\"146\" \/><\/p>\n<div id=\"ecxdivMateria\">\n<p>Tr\u00eas policiais militares pernambucanos foram feitos ref\u00e9ns, na madrugada do \u00faltimo domingo (6), em um assentamento do Movimento Sem Terra (MST) no munic\u00edpio de Caapor\u00e3, Litoral Sul da Para\u00edba. De acordo com a Pol\u00edcia Civil do estado, eles j\u00e1 prestaram depoimento na sede do Grupo de Opera\u00e7\u00f5es Especiais (GOE) de Jo\u00e3o Pessoa e foram liberados.<\/p>\n<p>A confus\u00e3o come\u00e7ou na noite do s\u00e1bado (5). Segundo integrantes do MST, os policiais invadiram o assentamento \u00e0 paisana, por\u00e9m armados. Por esse motivo, os moradores do assentamento decidiram rend\u00ea-los at\u00e9 que a Pol\u00edcia chegasse.<\/p>\n<p>Depois que a PM chegou ao local, os integrantes do Movimento n\u00e3o liberaram de imediato os ref\u00e9ns. Exigiram a presen\u00e7a da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal e, mesmo depois que os policiais da institui\u00e7\u00e3o chegaram, houve resist\u00eancia na liberta\u00e7\u00e3o dos militares.<\/p>\n<p>De acordo com o delegado Thiago Sandes, titular do GOE, os PMs pernambucanos contaram que foram ao local no s\u00e1bado para conversar com l\u00edderes do movimento, mas assim que desceram do ve\u00edculo foram imobilizados, amarrados e feitos ref\u00e9ns.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o houve disparos, e tr\u00eas armas e mais de 40 muni\u00e7\u00f5es foram pegas pelos integrantes do movimento. Com a chegada da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, duas delas &#8211; uma particular e uma do Estado de Pernambuco &#8211; foram devolvidas, juntamente com 11 muni\u00e7\u00f5es\u201d, explicou o delegado. Ele disse ainda que, pelo que ouviu nos depoimentos, fica caracterizado o c\u00e1rcere privado, j\u00e1 que os militares passaram mais de seis horas ref\u00e9ns.<\/p>\n<p>Dois integrantes do Movimento Sem Terra e policiais militares paraibanos que participaram da tentativa de negocia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram ouvidos. Os integrantes do movimento afirmaram que n\u00e3o houve amea\u00e7a por parte dos militares e que, at\u00e9 ent\u00e3o, nenhum deles havia sido visto no assentamento. \u201cPor isso, n\u00e3o h\u00e1 caracteriza\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a, que \u00e9 crime militar, nem de mil\u00edcia\u201d, frisou o delegado.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia, por\u00e9m, vai investigar a raz\u00e3o dos militares estarem \u00e0 paisana na \u00e1rea do assentamento e, para isso, deve ser instaurado um procedimento interno. A principal suspeita \u00e9 que os PMs trabalhem como seguran\u00e7as para os donos de uma usina que fica pr\u00f3xima ao assentamento Sem Terra, e com os quais o grupo tem tido constantes desentendimentos.<\/p>\n<p>Todo o procedimento foi acompanhado pela Corregedoria da Pol\u00edcia Militar da Para\u00edba e de Pernambuco, al\u00e9m de advogados de ambas as partes. \u201cAgora tudo ser\u00e1 encaminhado ao delegado geral de Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba, Carlos Alberto Ferreira, que ir\u00e1 designar qual autoridade policial dar\u00e1 prosseguimento \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es\u201d, concluiu Sandes.<\/p>\n<p>Fonte: NE10<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas policiais militares pernambucanos foram feitos ref\u00e9ns, na madrugada do \u00faltimo domingo (6), em um assentamento do Movimento Sem Terra (MST) no munic\u00edpio de Caapor\u00e3, Litoral Sul da Para\u00edba. 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