{"id":21728,"date":"2013-10-08T17:00:10","date_gmt":"2013-10-08T20:00:10","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=21728"},"modified":"2013-10-08T09:05:06","modified_gmt":"2013-10-08T12:05:06","slug":"cientistas-desenvolvem-protese-robotica-para-a-perna-controlada-pelo-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cientistas-desenvolvem-protese-robotica-para-a-perna-controlada-pelo-cerebro\/","title":{"rendered":"Cientistas desenvolvem pr\u00f3tese rob\u00f3tica para a perna controlada pelo c\u00e9rebro"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"ImageProxy (12)\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ImageProxy-121-300x166.jpg\" width=\"300\" height=\"166\" \/><\/p>\n<p>Pesquisadores americanos est\u00e3o testando uma nova\u00a0pr\u00f3tese rob\u00f3tica para a perna. O dispositivo capta os impulsos cerebrais relacionados ao movimento do membro que foi amputado e os utiliza para movimentar o joelho e o tornozelo mec\u00e2nicos, provocando\u00a0um movimento mais natural. A &#8220;leitura&#8221; dos impulsos \u00e9 feita por sensores que ficam na perna do usu\u00e1rio, recebendo as informa\u00e7\u00f5es enviadas aos nervos respons\u00e1veis pela movimenta\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o.<\/p>\n<div>CONHE\u00c7A A PESQUISA<\/p>\n<p>T\u00edtulo original:\u00a0Robotic Leg Control with EMG Decoding in an Amputee with Nerve Transfers<\/p>\n<p>Onde foi divulgada:\u00a0peri\u00f3dico\u00a0New England Journal of Medicine<\/p>\n<p>Quem fez:\u00a0Levi J. Hargrove, Ann M. Simon, Aaron J. Young, Robert D. Lipschutz, Suzanne B. Finucane, Douglas G. Smith e Todd A. Kuiken<\/p>\n<p>Institui\u00e7\u00e3o:\u00a0Instituto de Reabilita\u00e7\u00e3o de Chicago, nos EUA, e outras<\/p>\n<p>Resultado:\u00a0Os pesquisadores desenvolveram uma pr\u00f3tese rob\u00f3tica da perna que capta est\u00edmulos cerebrais enviados ao membro para controlar os movimentos do joelho e do tornozelo<\/p><\/div>\n<p>O primeiro paciente a testar o dispositivo \u00e9 um homem de 31 anos que teve a perna amputada acima do joelho, ap\u00f3s um acidente de motocicleta em 2009. Com a perna rob\u00f3tica, ele consegue andar e subir e descer escadas e rampas, sem precisar de nenhum tipo de controle.<\/p>\n<p>O que permite que a perna se movimente de acordo com a vontade do usu\u00e1rio s\u00e3o os impulsos que o c\u00e9rebro envia para controlar o membro \u2013 mesmo ap\u00f3s a amputa\u00e7\u00e3o. Os nervos que se ligavam \u00e0 parte inferior da perna, que foi amputada, foram redirecionados para m\u00fasculos saud\u00e1veis da coxa, em um processo denominado reinerva\u00e7\u00e3o muscular dirigida. Assim, os sinais que o c\u00e9rebro enviaria para o tornozelo, por exemplo, n\u00e3o se perdem. Por meio de eletromiografia, uma t\u00e9cnica que capta os impulsos el\u00e9tricos dos m\u00fasculos, a perna rob\u00f3tica recebe os sinais enviados pelo c\u00e9rebro e realiza o movimento pr\u00f3ximo do que a perna real executaria.<\/p>\n<p>O estudo, liderado por Levi Hargrove, do Instituto de Reabilita\u00e7\u00e3o de Chicago, nos Estados Unidos, foi publicado na semana passada, no peri\u00f3dico\u00a0New England Journal of Medicine. Os pesquisadores divulgaram ainda um v\u00eddeo, em que o paciente aparece utilizando a pr\u00f3tese. \u201cAt\u00e9 onde temos conhecimento, esta \u00e9 a primeira vez que sinais neurais foram usados para controlar uma pr\u00f3tese de joelho e tornozelo motorizada\u201d, afirma o pesquisador.<\/p>\n<p>Bra\u00e7os e pernas \u2013\u00a0Um sistema parecido tem sido utilizado em bra\u00e7os rob\u00f3ticos, mas no caso dos membros inferiores, o desafio \u00e9 maior. Segundo Hargrove, a principal diferen\u00e7a \u00e9 que pessoas que usam uma pr\u00f3tese rob\u00f3tica no bra\u00e7o n\u00e3o correm o risco de cair caso os sinais sejam lidos de forma incorreta. \u201cA pr\u00f3tese para a perna precisa ser capaz de sustentar o peso da pessoa e gerar for\u00e7a suficiente para faz\u00ea-la subir escadas\u201d, diz o pesquisador.<\/p>\n<p>A pr\u00f3tese ainda apresenta algumas limita\u00e7\u00f5es. Os pesquisadores pretendem reduzir seu peso \u2013 que atualmente \u00e9 de cerca de quatro quilos e meio \u2013 diminuir o barulho que ela faz e aumentar a dura\u00e7\u00e3o da bateria, al\u00e9m de reduzir a taxa de erros de movimento.<\/p>\n<p>Exoesqueleto \u2013\u00a0Uma iniciativa parecida est\u00e1 sendo desenvolvida pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, que atualmente \u00e9 diretor do laborat\u00f3rio de neuroengenharia da Universidade Duke, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de dois anos, ele anunciou que pretendia fazer um\u00a0paciente tetrapl\u00e9gico dar o pontap\u00e9 inicial do jogo inaugural da Copa do Mundo no Brasil, em 2014. Os\u00a0primeiros testes\u00a0com o dispositivo que tornar\u00e1 isso poss\u00edvel est\u00e3o previstos para come\u00e7ar ainda este ano, com pacientes da AACD, no Brasil.<\/p>\n<p>O prot\u00f3tipo criado por Nicolelis \u00e9 um exoesqueleto, uma veste rob\u00f3tica controlada por pensamento. Por\u00e9m, diferentemente do caso americano, em que a pr\u00f3tese capta os impulsos nervosos que chegam aos membros, os pacientes v\u00e3o usar, na fase de testes, um capacete com sensores que captam a atividade cerebral. Al\u00e9m disso, um dos grandes diferenciais do exoesqueleto \u00e9 o &#8220;feedback t\u00e1til&#8221;: o paciente que usa a veste rob\u00f3tica pode sentir o ch\u00e3o e o peso do corpo ao pisar, o que facilita a locomo\u00e7\u00e3o. (Veja)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores americanos est\u00e3o testando uma nova\u00a0pr\u00f3tese rob\u00f3tica para a perna. O dispositivo capta os impulsos cerebrais relacionados ao movimento do membro que foi amputado e os utiliza para movimentar o joelho e o tornozelo mec\u00e2nicos, provocando\u00a0um movimento mais natural. 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