{"id":217726,"date":"2017-09-23T12:02:19","date_gmt":"2017-09-23T15:02:19","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=217726"},"modified":"2017-09-23T12:02:19","modified_gmt":"2017-09-23T15:02:19","slug":"epidemia-que-matara-mais-gente-do-que-o-cancer-se-nao-for-evitada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/epidemia-que-matara-mais-gente-do-que-o-cancer-se-nao-for-evitada\/","title":{"rendered":"A \u201cepidemia\u201d que matar\u00e1 mais gente do que o c\u00e2ncer (se n\u00e3o for evitada)"},"content":{"rendered":"<article class=\"articulo articulo--nointro \">\n<div id=\"articulo_interior\" class=\"articulo__interior\">\n<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">ONU debate a resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos, que poder\u00e1 matar de mais de 10 milh\u00f5es de pessoas em 2050<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\"><\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/09\/21\/planeta_futuro\/1506004048_715947_1506075053_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/09\/21\/planeta_futuro\/1506004048_715947_1506075053_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/09\/21\/planeta_futuro\/1506004048_715947_1506075053_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/09\/21\/planeta_futuro\/1506004048_715947_1506075053_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos\" width=\"980\" height=\"574\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Abdoul Gadiri Diallo, m\u00e9dico do centro de sa\u00fade CMC Flamboyants em Conacri, Guin\u00e9.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">DOMINIC CHAVEZ<\/span>\u00a0<span class=\"foto-agencia\">BANCO MUNDIAL<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Pablo Linde\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/pablo_linde\/a\/\">PABLO LINDE<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 muitos perigos que amea\u00e7am a humanidade em seu caminho rumo a um mundo melhor em 2030, quando ter\u00e1 que prestar contas para comprovar se os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/odm_objetivos_desarrollo_milenio\/a\">Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/a>\u00a0(ODS) foram alcan\u00e7ados. Certamente, o mais conhecido \u00e9 a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, que h\u00e1 anos est\u00e1 na agenda internacional. Outro perigo, mais desconhecido da opini\u00e3o p\u00fablica, pode se tornar a primeira causa de morte em 2050 se n\u00e3o forem tomadas medidas contundentes para det\u00ea-lo: a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/06\/20\/ciencia\/1466435236_337939.html\">resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTrata-se de uma amea\u00e7a terr\u00edvel, com grandes implica\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade humana. Se n\u00e3o abordarmos isso, o avan\u00e7o em dire\u00e7\u00e3o aos ODS ser\u00e1 freado e nos levar\u00e1 ao passado, quando as pessoas arriscavam suas vidas devido a uma infec\u00e7\u00e3o em uma pequena cirurgia. \u00c9 um problema urgente\u201d, disse na quinta-feira Tedros Adhanom, diretor-geral da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/oms_organizacion_mundial_salud\/a\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade<\/a>\u00a0(OMS), em uma reuni\u00e3o no \u00e2mbito da 72\u00aa\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/09\/18\/internacional\/1505742763_410885.html\">Assembleia das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU)<\/a>, em Nova York. York.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos \u00e9 uma resposta dos microrganismos ao uso desses medicamentos. Seu uso \u2014 e especialmente seu abuso \u2014 faz com que, por meio de diferentes mecanismos biol\u00f3gicos, percam sua efic\u00e1cia. As bact\u00e9rias deixam de ser sens\u00edveis aos seus efeitos e s\u00e3o necess\u00e1rios princ\u00edpios ativos cada vez mais agressivos \u2014 e t\u00f3xicos para o organismo humano \u2014 para elimin\u00e1-las. Com sorte. Porque j\u00e1 existem\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/05\/27\/ciencia\/1464347964_757327.html\"><em>superbact\u00e9rias<\/em><\/a>\u00a0que resistem at\u00e9 mesmo aos antibi\u00f3ticos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. \u201cAs resist\u00eancias est\u00e3o aqui para ficar e v\u00e3o piorar\u201d, alertava Sally Davies, diretora m\u00e9dica do Reino Unido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por causa dessa resist\u00eancia, cerca de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/01\/13\/internacional\/1484341886_002271.html\">700.000 pessoas morrem todos os anos<\/a>no mundo. O cen\u00e1rio com o qual os especialistas trabalham em seus estudos \u00e9 que, se a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudar, esse n\u00famero chegue a 10 milh\u00f5es em 2050. Para se ter uma ideia da magnitude da trag\u00e9dia, hoje morrem pouco mais de oito milh\u00f5es de pessoas por ano devido ao c\u00e2ncer. A grande maioria dos casos fatais estaria na \u00c1sia (4,7 milh\u00f5es) e na \u00c1frica (4,1 milh\u00f5es), seguidas pela\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/latinoamerica\/a\">Am\u00e9rica Latina<\/a>\u00a0(392.000), Europa (390.000), Am\u00e9rica do Norte (317.000) e Oceania (22.000).<\/p>\n<section id=\"sumario_4|foto\" class=\"sumario_foto centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><\/figure>\n<figure class=\"foto foto_w980\"><a class=\"enlace\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: none; font-style: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; font-stretch: inherit; font-size: inherit; line-height: inherit; font-family: inherit; vertical-align: baseline; box-sizing: border-box; background-color: transparent; text-decoration: none; color: #016ca2; position: relative; display: block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/09\/21\/planeta_futuro\/1506004048_715947_1506075126_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/09\/21\/planeta_futuro\/1506004048_715947_1506075126_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/09\/21\/planeta_futuro\/1506004048_715947_1506075126_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/09\/21\/planeta_futuro\/1506004048_715947_1506075126_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Xoliswa Harmans, conselheira da cl\u00ednica Lizo Nobanda, da Cidade do Cabo, \u00c1frica do Sul. Estas profissionais de sa\u00fade s\u00e3o fundamentais para os doentes quando enfrentam um tratamento que durar\u00e1 pelo menos dois anos. Pacientes de tuberculose extremamente resistente encontram apoio emocional e informa\u00e7\u00f5es durante esse processo.\" width=\"980\" height=\"508\" \/><span class=\"boton_ampliar\">ampliar foto<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Xoliswa Harmans, conselheira da cl\u00ednica Lizo Nobanda, da Cidade do Cabo, \u00c1frica do Sul. Estas profissionais de sa\u00fade s\u00e3o fundamentais para os doentes quando enfrentam um tratamento que durar\u00e1 pelo menos dois anos. Pacientes de tuberculose extremamente resistente encontram apoio emocional e informa\u00e7\u00f5es durante esse processo.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">ALFREDO C\u00c1LIZ<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">A boa not\u00edcia \u00e9 que a preocupa\u00e7\u00e3o passou do plano cient\u00edfico, onde era debatido h\u00e1 d\u00e9cadas, para o pol\u00edtico. Em 2016, na 71\u00aa Assembleia Geral da ONU, o assunto foi discutido no mais alto n\u00edvel pela primeira vez. Exatamente um ano depois, quando mudaram tanto o Secret\u00e1rio-Geral da ONU como o diretor da OMS, a preocupa\u00e7\u00e3o de perder o interesse gerado foi explicitada por alguns oradores do encontro chamado\u00a0<a href=\"http:\/\/www.un.org\/pga\/71\/event-latest\/high-level-meeting-on-antimicrobial-resistance\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Progressos, desafios, oportunidades e novas formas de abordar a resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos<\/em><\/a>, organizado pela UN Foundation.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas novas formas passam por abordar os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/06\/20\/ciencia\/1466435236_337939.html\">dois grandes geradores de resist\u00eancias<\/a>: o uso indevido em seres humanos e o abuso nos animais. No que diz respeito \u00e0s pessoas, s\u00e3o drogas que muitas vezes n\u00e3o exigem receita e \u00e9 frequente que sejam consumidas \u00e0 vontade. Particularmente perigoso \u00e9 tomar de forma incompleta, porque o micro-organismo n\u00e3o chega a ser eliminado, mas\u00a0<em>conhece seu inimigo aprendendo a lutar contra ele<\/em>. \u201cCostuma-se debater que sempre \u00e9 necess\u00e1ria a receita, mas em muitas partes do mundo este \u00e9 um processo complicado que privaria milh\u00f5es de pessoas do tratamento. Precisamos encontrar as solu\u00e7\u00f5es mais adequadas para cada realidade\u201d, observou Julie Gerverding, vice-presidenta da farmac\u00eautica Merck. \u201cO necess\u00e1rio \u00e9 um diagn\u00f3stico no come\u00e7o para que o paciente tenha o tratamento correto o quanto antes\u201d, acrescentou.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"texto_grande\">Por causa das resist\u00eancias j\u00e1 morrem cerca de 700.000 pessoas por ano no mundo<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">As\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/04\/30\/sociedad\/1398861333_720398.html\">campanhas de informa\u00e7\u00e3o<\/a>, tanto para m\u00e9dicos quanto para pacientes, s\u00e3o uma das principais ferramentas para evitar esse mau uso de antibi\u00f3ticos. Jean Halloran, diretora das iniciativas de alimenta\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o de Consumidores, explicou que sua organiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 desenvolvendo em 20 pa\u00edses uma campanha que incentiva o uso de menos rem\u00e9dios. Nos consult\u00f3rios, por exemplo, facilitam uma lista de perguntas que o pr\u00f3prio paciente deveria fazer ao seu m\u00e9dico se ele prescrever um antibi\u00f3tico para ter certeza que \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas talvez a arma mais valiosa para combater a resist\u00eancia sejam as\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/vacunas\/a\">vacinas<\/a>. Com elas, evitamos um grande n\u00famero de doen\u00e7as bacterianas comuns, o que torna os antibi\u00f3ticos desnecess\u00e1rios. \u201cImunizar 100% das crian\u00e7as do mundo seria mais eficaz do que qualquer outra coisa\u201d, afirmou Tim Evans, diretor de Sa\u00fade do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/banco_mundial\/a\">Banco Mundial<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua organiza\u00e7\u00e3o calculou os custos da resist\u00eancia. Em mar\u00e7o passado\u00a0<a href=\"http:\/\/www.worldbank.org\/en\/topic\/health\/publication\/drug-resistant-infections-a-threat-to-our-economic-future\">publicou um relat\u00f3rio<\/a>\u00a0mostrando que n\u00e3o apenas s\u00e3o um perigo para a sa\u00fade, mas tamb\u00e9m para a economia. No melhor dos cen\u00e1rios, calculam uma queda do PIB mundial de 1,1% em compara\u00e7\u00e3o com o que aconteceria se n\u00e3o existisse, o que equivale a um trilh\u00e3o de d\u00f3lares por ano at\u00e9 2030. O cen\u00e1rio mais pessimista eleva esse n\u00famero para 3,8% de queda, 3,4 trilh\u00f5es anualmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o s\u00f3 o medicamento em seres humanos tem um papel importante nestes n\u00fameros. Outro dos grandes focos de resist\u00eancia \u00e9 a agricultura e o gado. Os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/11\/20\/ciencia\/1479671893_298798.html\">animais recebem enormes quantidades<\/a>\u00a0de antibi\u00f3ticos para prevenir e curar as doen\u00e7as comuns que ocorrem em ambientes lotados. E em muitos pa\u00edses (n\u00e3o na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/ue_union_europea\/a\">Uni\u00e3o Europeia<\/a>), ainda est\u00e1 permitido administrar pequenas doses para favorecer a engorda. Este \u00e9 o ambiente perfeito para que as bact\u00e9rias se tornem resistentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, ao mesmo tempo, a administra\u00e7\u00e3o de medicamentos aos animais \u00e9 necess\u00e1ria para a seguran\u00e7a deles mesmos e dos seres humanos. E seu uso vai continuar a crescer. De acordo com\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fao.org\/3\/a-i5996e.pdf\">estimativas da ag\u00eancia da ONU para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura<\/a>\u00a0(FAO), vai dobrar nos pr\u00f3ximos 20 anos pela intensifica\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria e da aquicultura. E tamb\u00e9m o tratamento das plantas, atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos nos pesticidas, contribui para a resist\u00eancia.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|html\" class=\"sumario_html derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">O PIB mundial pode sofrer entre 1,1% e 3,8% pela \u201cepidemia\u201d, de acordo com estimativas do Banco Mundial<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fao_organizacion_naciones_unidas_agricultura_alimentacion\/a\">FAO<\/a>\u00a0faz uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es para det\u00ea-la: pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, com boa higiene e medidas de biosseguran\u00e7a para come\u00e7ar a reduzir a necessidade de antibi\u00f3ticos; melhorar a pr\u00e1tica veterin\u00e1ria; conhecimento do uso das drogas entre os agricultores e pecuaristas; acesso a diagn\u00f3sticos r\u00e1pidos&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m nos animais as vacinas t\u00eam um papel crucial. Bard Skjesltad, chefe de Biologia e Nutri\u00e7\u00e3o da empresa aqu\u00edcola Salmar, explicava que com imuniza\u00e7\u00f5es conseguiram reduzir o uso de antibi\u00f3ticos para 1%, enquanto produzem entre tr\u00eas a quatro vezes mais comida. \u201cQuando voc\u00ea para de medicar os animais enfrenta problemas de sa\u00fade, mas o fundamental s\u00e3o as medidas preventivas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos pa\u00edses desenvolvidos, as\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/01\/21\/economia\/1453403379_213071.html\">redes de fast food<\/a>\u00a0s\u00e3o a chave para combater o problema. De acordo com Jean Halloran (Uni\u00e3o de Consumidores), s\u00e3o as respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de 25% das aves nos EUA. Nestes animais, est\u00e3o conseguindo enormes redu\u00e7\u00f5es, come\u00e7ando pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/mcdonalds\/a\">McDonald&#8217;s<\/a>, que anunciou que iria parar de usar antibi\u00f3ticos neles. \u201cCom a carne bovina e su\u00edna os progressos s\u00e3o mais lentos, mas podem ser feitos\u201d, disse Halloran, que argumenta que j\u00e1 foi demonstrada a possibilidade que a produ\u00e7\u00e3o em massa diminua o consumo de medicamentos com um custo muito baixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o rel\u00f3gio est\u00e1 correndo contra a sa\u00fade global quando falamos de resist\u00eancia aos medicamentos. As medidas precisam ser tomadas agora. Porque, como alertava o diretor da OMS, h\u00e1 poucos medicamentos novos que conseguir\u00e3o resolver um problema que pode se tornar a maior\u00a0<em>epidemia<\/em>\u00a0nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p class=\"pie_video\" style=\"text-align: justify;\">A participa\u00e7\u00e3o de Planeta Futuro na Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao apoio da UN Foundation.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos \u00e9 uma resposta dos microrganismos ao uso desses medicamentos. Seu uso \u2014 e especialmente seu abuso \u2014 faz com que, por meio de diferentes mecanismos biol\u00f3gicos, percam sua efic\u00e1cia. 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