{"id":21809,"date":"2013-10-08T10:42:00","date_gmt":"2013-10-08T13:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=21809"},"modified":"2013-10-08T16:15:05","modified_gmt":"2013-10-08T19:15:05","slug":"fmi-reduz-a-projecao-de-crescimento-do-brasil-em-2014-para-25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/fmi-reduz-a-projecao-de-crescimento-do-brasil-em-2014-para-25\/","title":{"rendered":"FMI reduz a proje\u00e7\u00e3o de crescimento do Brasil"},"content":{"rendered":"<div>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) manteve a proje\u00e7\u00e3o de crescimento do Brasil em 2013, mas reduziu a de 2014. Os economistas do Fundo seguem apostando que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescer\u00e1 2,5% este ano, de acordo com o relat\u00f3rio Perspectiva Econ\u00f4mica Global, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (8) pelo Fundo no in\u00edcio de sua reuni\u00e3o anual. A estimativa \u00e9 a mesma que havia sido divulgada em julho. Mas, para o ano que vem, a proje\u00e7\u00e3o anterior de alta de 3,2% do PIB foi reduzida para 2,5%.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-21810\" alt=\"20131081415_FMI-IMF\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/20131081415_FMI-IMF-300x224.jpg\" width=\"300\" height=\"224\" \/><\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<p>Foi a primeira vez em mais de um ano que o FMI manteve a proje\u00e7\u00e3o de crescimento brasileiro para 2013, j\u00e1 que o n\u00famero vinha sendo reduzido a cada novo relat\u00f3rio com estimativas econ\u00f4micas do Fundo desde meados do ano passado. Para 2014, a redu\u00e7\u00e3o de 0,7 ponto porcentual na proje\u00e7\u00e3o do PIB brasileiro foi a maior entre os principais pa\u00edses com n\u00fameros divulgados hoje pelo FMI.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio, o FMI destaca que a recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira deve continuar em ritmo moderado, ajudada pela alta do d\u00f3lar e pelo consumo, al\u00e9m das pol\u00edticas de est\u00edmulo do governo para incentivar o investimento. Mas o documento chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que a infla\u00e7\u00e3o alta pode pesar no desempenho do varejo ao reduzir o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o. Incerteza pol\u00edtica e problemas pelo lado da oferta tamb\u00e9m podem continuar a prejudicar a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 infla\u00e7\u00e3o ainda alta, o FMI diz que o Brasil pode precisar elevar novamente os juros. &#8220;Em um grupo de pa\u00edses, incluindo Brasil, \u00cdndia e Indon\u00e9sia, um maior aperto (na pol\u00edtica monet\u00e1ria) pode ser necess\u00e1rio para fazer face \u00e0 continua press\u00e3o inflacion\u00e1ria vinda da limita\u00e7\u00e3o da capacidade produtiva e que deve ainda ser refor\u00e7ada pela recente deprecia\u00e7\u00e3o da moeda&#8221;, afirma o documento, que reserva boa parte de sua an\u00e1lise para descrever a desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos mercados emergentes &#8211; movimento que acabou acontecendo em intensidade maior do que se esperava.<\/p>\n<p>O FMI estima que o \u00edndice de pre\u00e7os ao consumidor v\u00e1 subir 6,3% este ano no Brasil e 5,8% no pr\u00f3ximo. O d\u00e9ficit da conta corrente deve ficar em 3,4% e 3,2%, respectivamente neste ano e no pr\u00f3ximo. J\u00e1 para a taxa de desemprego a previs\u00e3o \u00e9 de 5,8% e 6%. Ainda sobre o Brasil, o FMI alerta que a pol\u00edtica fiscal do Pa\u00eds precisa ser refor\u00e7ada com urg\u00eancia, dado o alto n\u00edvel de endividamento.<\/p>\n<p>Emergentes<\/p>\n<p>Os pa\u00edses emergentes, ressalta o FMI, est\u00e3o registrando crescimento menor e devem contribuir menos com o avan\u00e7o do PIB mundial este ano e nos pr\u00f3ximos. As taxas de expans\u00e3o destes mercados est\u00e3o em torno de tr\u00eas pontos porcentuais abaixo do que eram em 2010, com Brasil, \u00cdndia e China respondendo por dois ter\u00e7os do decl\u00ednio. No caso do Brasil e \u00cdndia, o relat\u00f3rio destaca que parte da desacelera\u00e7\u00e3o deve-se a uma infraestrutura insuficiente, que limita uma maior expans\u00e3o da atividade, al\u00e9m de quest\u00f5es regulat\u00f3rias.<\/p>\n<p>A Am\u00e9rica Latina deve crescer 2,7% este ano e 3,1% no pr\u00f3ximo, nos dois casos uma redu\u00e7\u00e3o de 0,3 ponto porcentual ante a estimativa divulgada em julho. O M\u00e9xico deve se expandir apenas 1,2% este ano. O pa\u00eds teve o maior corte na estimativa do PIB em 2013 no relat\u00f3rio de hoje, com redu\u00e7\u00e3o de 1,7 ponto.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es para o PIB da China tamb\u00e9m foram cortadas e o documento diz que o pa\u00eds asi\u00e1tico ter\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos um ritmo menos intenso de crescimento do que vinha registrando. Em 2013, a previs\u00e3o de crescimento da economia baixou de 7,8% para 7,6%. No ano que vem, foi reduzida de 7,7% para 7,3%.<\/p>\n<p>Fonte: Estado de S. Paulo<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) manteve a proje\u00e7\u00e3o de crescimento do Brasil em 2013, mas reduziu a de 2014. 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