{"id":218266,"date":"2017-09-26T07:43:31","date_gmt":"2017-09-26T10:43:31","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=218266"},"modified":"2017-09-26T07:43:31","modified_gmt":"2017-09-26T10:43:31","slug":"seis-passos-para-conseguir-educar-nossos-filhos-na-igualdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/seis-passos-para-conseguir-educar-nossos-filhos-na-igualdade\/","title":{"rendered":"Seis passos para conseguir educar nossos filhos na igualdade"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \" style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\" style=\"text-align: justify;\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Com base nos conselhos de tr\u00eas autoras, apresentamos os truques para educar crian\u00e7as feministas<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Silvia C. Carpallo\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/silvia_c_carpallo\/a\/\">SILVIA C. CARPALLO<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/09\/26\/estilo\/1506379706_551101_1506380201_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/09\/26\/estilo\/1506379706_551101_1506380201_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/09\/26\/estilo\/1506379706_551101_1506380201_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/09\/26\/estilo\/1506379706_551101_1506380201_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o da artista costa-riquenha Jessica Fern\u00e1ndez\" width=\"980\" height=\"567\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Ilustra\u00e7\u00e3o da artista costa-riquenha Jessica Fern\u00e1ndez<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A cada dia mais se escuta falar sobre o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/feminismo\/a\/9\">feminismo<\/a>, mas isso n\u00e3o quer dizer que as pessoas saibam mais sobre\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/igualdad_oportunidades\/a\">igualdade<\/a>. \u00c9 s\u00f3 passar os olhos por v\u00e1rias manchetes para nos darmos conta de que, nos dias de hoje, ainda n\u00e3o se tem claro o que a palavra significa, e, no caso Espanhol, basta consultar o dicion\u00e1rio da Real Academia Espanhola: \u201cIdeologia que defende que as mulheres t\u00eam de ter os mesmos direitos que os homens\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste tema, como em muitos outros, n\u00e3o se trata apenas de falta de informa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de educa\u00e7\u00e3o. Mas, como se educa no feminismo? Esse \u00e9 o desafio que a premiada escritora nigeriana\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/03\/20\/cultura\/1490039372_798741.html\">Chimamanda Ngozi Adichie<\/a>se imp\u00f5e em seu novo romance\u00a0<em>Para Educar Crian\u00e7as Feministas<\/em>\u00a0<em>\u2013 Um Manifesto<\/em>. Trata-se de uma emotiva e reflexiva carta a uma garota que acaba de ser m\u00e3e, na qual a autora recolhe quinze conselhos sobre como deve educar a crian\u00e7a na igualdade e respeito, para rejeitar estere\u00f3tipos e lutar por uma sociedade mais justa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 a \u00fanica autora que reuniu ideias sobre a educa\u00e7\u00e3o no feminismo. Na Espanha tem destaque o livro\u00a0<em>Mam\u00e1, Quiero Ser Feminista<\/em>, de Carmen G. de la Cueva, que acredita que n\u00e3o se trata tanto de educar no feminismo, mas de que \u201co feminismo atravessa toda a educa\u00e7\u00e3o e todos os assuntos, e n\u00e3o que seja algo mais em uma agenda social que s\u00f3 se ensina como uma obriga\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mesma linha, Nuria Varela, autora de\u00a0<em>Feminismo para Principiantes<\/em>, afirma que \u201ca igualdade se aprende, mas a desigualdade tamb\u00e9m. Aqui n\u00e3o h\u00e1 neutros, ou te educam no profundo respeito a todas as pessoas ou te educam com estere\u00f3tipos de g\u00eanero, com normas e formas de se comportar para meninos e meninas. Se acontece o segundo, depois ser\u00e1 muito mais dif\u00edcil desaprender e conseguir o olhar l\u00edmpido que voc\u00ea tinha quando era pequeno\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como mais vale tarde do que nunca, relacionamos alguns dos conselhos destas tr\u00eas autoras para educar no feminismo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Os pap\u00e9is de g\u00eanero s\u00e3o uma solene bobagem: \u201cNunca lhe diga que deve fazer algo ou deixar de fazer por que \u00e9 uma menina\u201d, escreve em seu livro Chimamanda Ngozi Adichie, embora seja evidente que a observa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se aplica no caso de um menino. Os estere\u00f3tipos t\u00eam de ser rompidos desde a inf\u00e2ncia. \u201cSaber cozinhar n\u00e3o \u00e9 um conhecimento pr\u00e9-instalado na vagina, cozinhar se aprende\u201d e meninos e meninas podem aprender por igual, porque ambos ter\u00e3o de comer sozinhos em algum momento. Do mesmo modo ela analisa outros estere\u00f3tipos, que v\u00e3o desde a roupa azul ou rosa e a diferen\u00e7a na hora de escolher brinquedos at\u00e9 questionar a \u201cideia de matrim\u00f4nio como um pr\u00eamio para as mulheres\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. Os valores tamb\u00e9m s\u00e3o inculcados: Talvez n\u00e3o se trate somente de educar no feminismo, mas de educar com valores sociais, como a justi\u00e7a e a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/derechos_humanos\/a\">igualdade de direitos<\/a>. Essa \u00e9 a ideia transmitida por Nuria Varela, que insiste em que \u00e9 importante ensinar que \u201co contr\u00e1rio da igualdade \u00e9 a desigualdade, n\u00e3o a diferen\u00e7a; que todos e todas somos diferentes e isso \u00e9 o maravilhoso dos seres humanos, mas que o problema est\u00e1 quando sobre essa diferen\u00e7a constru\u00edmos desigualdades\u201d. Desta forma a ideia passa por \u201censinar-lhes que n\u00e3o sejam indiferentes \u00e0 injusti\u00e7a e \u00e0 desigualdade, que sejam pessoas solid\u00e1rias e comprometidas em fazer um mundo cada dia mais justo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. Percorrer juntos o caminho: Educar passa por querer aprende tamb\u00e9m com o outro. Pois se todos nascemos no mesmo sistema, com os mesmos erros, \u00e9 \u00f3bvio que sempre teremos coisas em que evoluir e melhorar, e que a aprendizagem, portanto, ser\u00e1 um caminho a percorrer juntos. Carmem G. de la Cueva explica isso a partir de sua experi\u00eancia com sua irm\u00e3 de 11 anos: \u201c\u00c0 medida que fui aprendendo como ser feminista, entendi que significa algo assim como tirar de cima de mim complexos, coisas aprendidas e inseguran\u00e7as, por isso tamb\u00e9m tentei fazer minha irm\u00e3 ver que o melhor que pode ser nesta vida \u00e9 ela mesma, sem medo, sem pudor. Considero fundamental em uma educa\u00e7\u00e3o feminista ser honesta com ela\u201d.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. Aprender \u00e9 questionar: A igualdade n\u00e3o se aprende como um dogma, se aprende melhor na reflex\u00e3o pessoal, na observa\u00e7\u00e3o do cotidiano com uma nova perspectiva cr\u00edtica, sob o ponto de vista do g\u00eanero, que permite ver os erros. A come\u00e7ar pelos da linguagem. \u00c9 esta ideia que Ngozi Adichie enfatiza: \u201ca linguagem \u00e9 deposit\u00e1ria de nossos preconceitos, cren\u00e7as e pressupostos. Portanto, embora ao chamar as meninas de princesa as pessoas tenham boa inten\u00e7\u00e3o, \u201cprincesa \u00e9 uma palavra carregada de pressupostos, da delicadeza dela, do pr\u00edncipe que a resgatar\u00e1\u201d. Da mesma forma, reflete que talvez seja melhor \u201cn\u00e3o empregar demais palavras como misoginia ou patriarcado\u201d, j\u00e1 que \u00e0s vezes podem ser conceitos muito abstratos, \u201cpor isso \u00e9 melhor explicar por que algo \u00e9 mis\u00f3gino e como deixaria de ser\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. Um pouco de hist\u00f3ria: N\u00e3o s\u00e3o apenas as novas gera\u00e7\u00f5es que podem ser educadas na igualdade, pois nunca \u00e9 tarde para aprender. E pode ser de um modo t\u00e3o simples como ler. \u00c9 por isso que Nuria Varela explica que, no caso dos adultos, \u201co feminismo ainda hoje \u00e9 o grande desconhecido, mas todo mundo tem uma opini\u00e3o, mesmo que nunca tenha lido nada sobre o tema nem se tenha aproximado dele e, por essa raz\u00e3o, na maioria das ocasi\u00f5es essas opini\u00f5es est\u00e3o baseadas em preconceitos e mitos, n\u00e3o na realidade e no conhecimento\u201d. Por isso, seu conselho \u00e9 t\u00e3o simples como ler para \u201cconhecer o feminismo, conhecer sua hist\u00f3ria e suas propostas\u201d, antes de julgar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. Inculcar autoestima: N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que acarinhar a autoestima independe de g\u00eanero. No entanto, \u00e9 verdade que \u00e0s vezes as meninas tendem a ser mais valorizadas pela beleza: \u201ccomo voc\u00ea \u00e9 bonita\u201d. E os meninos, mais pela for\u00e7a: \u201ccomo voc\u00ea \u00e9 forte\u201d ou que \u201ccomo \u00e9 corajoso\u201d. Por isso Carmen G. de la Cueva acredita que \u00e9 positivo refor\u00e7ar outros valores como \u201cvoc\u00ea \u00e9 esperta\u201d ou \u201cvoc\u00ea \u00e9 bom\u201d. No caso espec\u00edfico das meninas, existem mais tabus quanto ao corpo, que \u00e9 melhor evitar quanto antes. \u00c9 por isso que, dando de novo o exemplo de sua irm\u00e3, comenta que \u201clhe falou com liberdade do corpo, da menstrua\u00e7\u00e3o, etc, desde que quase ainda n\u00e3o sabia falar. Quero que n\u00e3o sinta que h\u00e1 sil\u00eancios ao seu redor, que n\u00e3o h\u00e1 temas dos quais n\u00e3o se pode falar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: El Pais<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com base nos conselhos de tr\u00eas autoras, apresentamos os truques para educar crian\u00e7as feministas<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":218267,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-218266","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/charge-alunos.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218266","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=218266"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/218266\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/218267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=218266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=218266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=218266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}