{"id":221832,"date":"2017-10-24T06:22:17","date_gmt":"2017-10-24T09:22:17","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=221832"},"modified":"2017-10-24T06:22:17","modified_gmt":"2017-10-24T09:22:17","slug":"plano-de-saude-so-deve-custear-remedio-registrado-na-anvisa-reafirma-stj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/plano-de-saude-so-deve-custear-remedio-registrado-na-anvisa-reafirma-stj\/","title":{"rendered":"Plano de sa\u00fade s\u00f3 deve custear rem\u00e9dio registrado na Anvisa, reafirma STJ"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"title\" style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Os planos de sa\u00fade s\u00f3 podem custear a compra de medicamento\u00a0registrado na\u00a0Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria. Isso porque a Lei dos Planos de Sa\u00fade define que o fornecimento em per\u00edodo anterior ao registro caracteriza infra\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria.<\/p>\n<figure class=\"image direita\" style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/img\/b\/remedio-comprimido-medicamento.jpeg\" alt=\"\" \/><figcaption>Fornecimento de rem\u00e9dio antes de registro pela Anvisa caracteriza infra\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria.<br \/>\n<sup>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim entendeu a 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a ao reafirmar entendimento j\u00e1 pacificado na jurisprud\u00eancia sobre a impossibilidade de obrigar uma operadora de plano de sa\u00fade a custear medicamentos importados sem registro nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso analisado, o colegiado deu parcial provimento ao pedido da operadora do conv\u00eanio m\u00e9dico para anular a obriga\u00e7\u00e3o imposta \u00e0 empresa de indenizar por danos morais pelo n\u00e3o fornecimento do rem\u00e9dio e impedir o ressarcimento dos valores gastos pelo paciente at\u00e9 a data do registro da subst\u00e2ncia pela Anvisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O paciente necessitou do Avastin a partir de 2004, mas o rem\u00e9dio obteve o registro nacional apenas em maio de 2005. Para o relator, ministro Villas B\u00f4as Cueva, n\u00e3o era poss\u00edvel obrigar a operadora a custear um medicamento importado sem registro na Anvisa. \u201cAp\u00f3s o registro, a operadora de plano de sa\u00fade n\u00e3o poderia recusar o tratamento com o f\u00e1rmaco indicado pelo m\u00e9dico assistente. Todavia, em data anterior ao ato registral, n\u00e3o era obrigada a custe\u00e1-lo\u201d, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obriga\u00e7\u00e3o de ressarcir as despesas do paciente foi mantida para o per\u00edodo compreendido entre o registro do medicamento e o final do tratamento. Segundo o ministro, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel negar o fornecimento de f\u00e1rmaco com registro nacional que seja considerado pelo m\u00e9dico respons\u00e1vel essencial ao tratamento, pois isso equivaleria a \u201cnegar a pr\u00f3pria ess\u00eancia do tratamento, desvirtuando a finalidade do contrato de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Villas B\u00f4as Cueva lembrou que a Lei dos Planos de Sa\u00fade excepciona o pagamento de medicamentos importados n\u00e3o nacionalizados, como era o Avastin. O ministro destacou que eventual fornecimento no per\u00edodo de pr\u00e9-registro seria uma infra\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA exclus\u00e3o da assist\u00eancia farmac\u00eautica para o medicamento importado sem registro na Anvisa encontra tamb\u00e9m fundamento nas normas de controle sanit\u00e1rio. Isso porque a importa\u00e7\u00e3o de medicamentos e outras drogas, para fins industriais ou comerciais, sem a pr\u00e9via e expressa manifesta\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade constitui infra\u00e7\u00e3o de natureza sanit\u00e1ria, n\u00e3o podendo a operadora de plano de sa\u00fade ser obrigada a custe\u00e1-los em afronta \u00e0 lei\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o magistrado, o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor n\u00e3o justificaria o fornecimento ou ressarcimento nesse caso, j\u00e1 que, devido aos crit\u00e9rios de especialidade e cronologia da legisla\u00e7\u00e3o, \u201ch\u00e1 evidente preval\u00eancia da lei especial nova\u201d \u2014 no caso, a Lei dos Planos de Sa\u00fade, que prev\u00ea a exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 condena\u00e7\u00e3o por danos morais, o ministro salientou que n\u00e3o s\u00e3o todas as situa\u00e7\u00f5es de negativa de cobertura que geram dano indeniz\u00e1vel, pois em muitos casos n\u00e3o h\u00e1 certeza acerca da obriga\u00e7\u00e3o do prestador de servi\u00e7o com o cliente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que existe d\u00favida jur\u00eddica razo\u00e1vel na interpreta\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula contratual, de forma que a conduta da operadora, ao optar pela restri\u00e7\u00e3o da cobertura sem ofender os deveres anexos do contrato \u2014 como a boa-f\u00e9 \u2014, n\u00e3o pode ser reputada ileg\u00edtima ou injusta, violadora de direitos imateriais, o que afasta qualquer pretens\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o por danos morais\u201d, concluiu o relator.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do STJ.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O paciente necessitou do Avastin a partir de 2004, mas o rem\u00e9dio obteve o registro nacional apenas em maio de 2005. 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