{"id":226278,"date":"2017-12-02T11:12:40","date_gmt":"2017-12-02T14:12:40","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=226278"},"modified":"2017-12-02T11:12:40","modified_gmt":"2017-12-02T14:12:40","slug":"agua-poder-e-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/agua-poder-e-politica\/","title":{"rendered":"\u00c1gua, poder e pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<div class=\"featured-image\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article-content clearfix\">\n<div class=\"entry-content clearfix\">\n<header id=\"masthead\" class=\"site-header\">\n<div class=\"top-menu-wrapper has_menu clearfix\">\n<p class=\"apmag-container\" style=\"text-align: justify;\">Desde muito cedo na hist\u00f3ria da humanidade, como n\u00f3s a conhecemos por relatos historiogr\u00e1ficos, a<span lang=\"pt-BR\">\u00a0posse da \u00e1gua foi importante para manter a hegemonia\u00a0<\/span>de alguns agrupamentos humanos<span lang=\"pt-BR\">, principalmente onde\u00a0<\/span>ela n\u00e3o jorrava com abund\u00e2ncia.\u00a0<span lang=\"pt-BR\">A posse dos mananciais<\/span>\u00a0de \u00e1gua doce<span lang=\"pt-BR\">\u00a0era tamb\u00e9m a posse do\u00a0<\/span>seu entorno<span lang=\"pt-BR\">\u00a0e uma arma poderosa para\u00a0<\/span>dominar a terra e o rio (territ\u00f3-rio) na defesa contra os inimigos. Seu controle sempre representou e representar\u00e1 um meio essencial que tem como objetivo final tomar e assegurar o poder. Obviamente isso gerou e gera guerras at\u00e9 os dias atuais. Entender a din\u00e2mica das \u00e1guas, saber transport\u00e1-la em aquedutos, desenvolver a irriga\u00e7\u00e3o para grandes planta\u00e7\u00f5es, entender o poder medicinal que elas oferecem, entre outras formas de com ela relacionar-se, transformou a hist\u00f3ria de muitos povos. A hist\u00f3ria demonstra claramente que o dom\u00ednio sobre este conhecimento se traduz em poder. O saudoso estudioso da quest\u00e3o h\u00eddrica Aldo Rebou\u00e7as, revela um pouco de como a \u00e1gua influenciou a tomada de poder por alguns povos antigos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-201429 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/paulo-afonso3.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"735\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/paulo-afonso3.jpg 1024w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/paulo-afonso3-300x215.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/paulo-afonso3-768x551.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/paulo-afonso3-620x445.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/paulo-afonso3-70x50.jpg 70w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/paulo-afonso3-160x115.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/paulo-afonso3-200x145.jpg 200w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/paulo-afonso3-640x459.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<div class=\"apmag-container\">\n<div id=\"primary\" class=\"content-area\">\n<article id=\"post-77341\" class=\"post-77341 post type-post status-publish format-standard hentry category-art tag-acesso-a-agua tag-agua tag-recursos-hidricos\">\n<div class=\"entry-content\">\n<div class=\"post_content\">\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>O controle das inunda\u00e7\u00f5es do rio Nilo foi a base do poder da civiliza\u00e7\u00e3o Eg\u00edpcia, desde cerca de 3,4 mil anos a.C.. Nos vales dos rios Amarelo e Indu, a utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua como forma de poder foi iniciada em 3 mil a.C., sendo exercida por meio de obras de controle de enchentes e da oferta de \u00e1gua para a irriga\u00e7\u00e3o e abastecimento das popula\u00e7\u00f5es. O controle do rio Eufrates foi a base do poder da Primeira Dinastia da Babil\u00f4nia, possibilitando ao Rei Hamur\u00e1bi \u2013 1792 a 1750 a.C. \u2013 unificar a Mesopot\u00e2mia e elevar sua regi\u00e3o norte a uma posi\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica. Dessa forma, o poder que reinava no sul da Mesopot\u00e2mia, desde o terceiro mil\u00eanio a.C., foi deslocado para a regi\u00e3o norte, onde permaneceu por mais de mil anos. Para alguns, a politiza\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o atuais do poder sobre a \u00e1gua teriam tido suas origens nessa \u00e9poca.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Embora outros povos tenham desenvolvido t\u00e9cnicas de irriga\u00e7\u00e3o e canaliza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas s\u00e9culos antes dos romanos, este povo foi profundamente moldado pelo entendimento de como utilizar as \u00e1guas em seu favor. Se hoje sabemos que eles exerceram enorme dom\u00ednio em seus tempos de gl\u00f3ria, muito desta se deve a este conhecimento para manter a for\u00e7a sobre os inimigos pol\u00edticos e militares. A \u00e1gua tinha tamanha import\u00e2ncia para os romanos que at\u00e9 foi criado o termo\u00a0<strong>rival*<\/strong>\u00a0dada a disputa entre os moradores da Roma antiga por este elemento natural.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">A apropria\u00e7\u00e3o da \u00e1gua tamb\u00e9m foi essencial para o processo de soberania territorial de muitas na\u00e7\u00f5es. N\u00e3o por acaso rios e lagos marcam as fronteiras de v\u00e1rios pa\u00edses e estados. Cada vez mais na\u00e7\u00f5es necessitam dialogar sobre o consumo das \u00e1guas que dividem as suas fronteiras. S\u00e3o 263 rios com o papel de dividir fronteiras entre pa\u00edses,\u00a0com um potencial para grandes conflitos econ\u00f4micos, pol\u00edticos e militares quando \u00e9 necess\u00e1rio definir quem \u00e9 o dono do patrim\u00f4nio h\u00eddrico. Sua posse vai influenciar diretamente no desenvolvimento econ\u00f4mico e na autonomia pol\u00edtica das na\u00e7\u00f5es envolvidas e nenhuma delas quer sair perdendo quando o assunto envolve influ\u00eancia econ\u00f4mica e soberania territorial.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2337 alignright\" src=\"http:\/\/sustentabil.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/agua-poder-e-politica-300x293.png\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"313\" \/>No mundo moderno o poder sobre \u00e1gua vai al\u00e9m do controle sobre a sede alheia e a produ\u00e7\u00e3o de alimentos no campo. A ind\u00fastria, seja ela qual for, depende visceralmente da \u00e1gua. Em algumas regi\u00f5es, o transporte \u00e9 feito pela navega\u00e7\u00e3o e isso inclui transportar rem\u00e9dios e alimentos. \u00c9 poss\u00edvel afirmar que grande parte do lazer \u00e9 identificado com a \u00e1gua. Basta ver para onde v\u00e3o muitos habitantes das grandes cidades nos finais de semana ou feriados: praias, rios, cachoeiras, lagos, a\u00e7udes, piscinas, etc. Sem falar nas culturas que s\u00e3o inspiradas nos seres humanos pela rela\u00e7\u00e3o que estes desenvolvem como os corpos de \u00e1gua pr\u00f3ximos de onde residem. \u00c1gua e poder caminham juntos h\u00e1 mil\u00eanios e \u00e9 por isso que cada vez mais os grupos econ\u00f4micos interessam-se por este assunto. Possuir a \u00e1gua \u00e9 ter poder pol\u00edtico, social, cultural e, principalmente, econ\u00f4mico.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><b>\u00c1gua e poder no Brasil<\/b><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Aqui no Brasil n\u00e3o podia ser diferente a rela\u00e7\u00e3o entre agrupamentos humanos e a \u00e1gua. Os primeiros povoamentos aconteceram pr\u00f3ximos aos mananciais de \u00e1gua doce. Alguns povos ind\u00edgenas que habitavam as margens de rios e lagoas foram expulsos de seus territ\u00f3rios quando da invas\u00e3o dos europeus. Um exemplo foi que aconteceu com alguns destes povos no Semi\u00e1rido brasileiro. Vaqueiros, a servi\u00e7o do latif\u00fandio agropastoril nordestino, apossaram-se de v\u00e1rias fontes de \u00e1gua utilizadas pelos povos ind\u00edgenas que habitavam o sert\u00e3o para matar a sede das boiadas que transportavam (GARCIA, 1984). O mesmo aconteceu por causa da extra\u00e7\u00e3o de minerais em v\u00e1rias outras partes do Brasil.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">No plano do desenvolvimento econ\u00f4mico industrial a \u00e1gua tamb\u00e9m teve papel importante. Pode-se afirmar que a \u00e1gua foi uma pe\u00e7a fundamental para a expans\u00e3o do poderio europeu no Brasil. Isso aconteceu principalmente porque os engenhos de a\u00e7\u00facar do litoral nordestino eram instalados pr\u00f3ximos aos rios que faziam movimentar as rodas d\u00b4\u00e1gua que mo\u00edam as canas. Foram estas rodas d\u00b4\u00e1gua as alavancas da ind\u00fastria a\u00e7ucareira que enriqueceu europeus. E \u00e9 esta mesma ind\u00fastria uma das grandes poluidoras dos rios brasileiros.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Hoje, esta rela\u00e7\u00e3o entre ind\u00fastria e poder econ\u00f4mico tem nas hidrel\u00e9tricas um dos seus pilares. Atualmente, mais de 60% da gera\u00e7\u00e3o de energia \u00e9 de responsabilidade de empresas privadas. Como mais de 90% de energia el\u00e9trica brasileira vem da hidroeletricidade, isso significa muita \u00e1gua em m\u00e3os privadas, pois controlar a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica \u00e9 controlar as \u00e1guas que a geram. Foi para prevenir este tipo de coisa que Get\u00falio Vargas deu ao Brasil, em 1934,\u00a0<span lang=\"pt-BR\">a sua primeira lei para o ordenamento do seu patrim\u00f4nio\u00a0<\/span>h\u00eddrico.<span lang=\"pt-BR\">\u00a0Vargas sancionou o\u00a0<\/span>C\u00f3digo<span lang=\"pt-BR\">\u00a0das \u00c1guas pelo Decreto 24.643<\/span>\u00a0<span lang=\"pt-BR\">daquele ano<\/span>\u00a0(BRASIL, 2010) colocando a \u00e1gua como um bem publico<span lang=\"pt-BR\">.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">\u00c9 claro que sendo p\u00fablica n\u00e3o significa que a \u00e1gua ser\u00e1 acess\u00edvel a toda a popula\u00e7\u00e3o. E disso sabemos muito bem no Brasil. Na \u00faltima crise h\u00eddrica de S\u00e3o Paulo, por exemplo, enquanto os bairros perif\u00e9ricos sofriam com dias de racionamento, os bairros abastados continuaram com suas piscinas cheias e algumas ind\u00fastrias continuaram pagando menos que o usu\u00e1rio comum pela \u00e1gua consumida em um caso t\u00edpico de lucro privatizado e preju\u00edzo partilhado pelos mais pobres.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Tamb\u00e9m \u00e9 o caso aqui de ressaltarmos a disputa pela \u00e1gua para a agricultura. O agroneg\u00f3cio monocultor tem se apossado cada vez mais de \u00e1guas subterr\u00e2neas e daquelas que correm pelos rios, como \u00e9 caso do S\u00e3o Francisco. O Projeto de Transposi\u00e7\u00e3o das \u00c1guas do Rio S\u00e3o Francisco levar\u00e1 parte da \u00e1gua transposta para o agroneg\u00f3cio na regi\u00e3o semi\u00e1rida do Nordeste e beneficiar\u00e1 propriet\u00e1rios de empresas produtoras da fruticultura irrigada. Os grupos que det\u00e9m o poder no campo est\u00e3o conseguindo continuar o trabalho iniciado durante a Ditadura Civil-Militar com a constru\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas e colocar o maior manancial do Nordeste em perigo. \u00c9 essencial para os donos dos meios de produ\u00e7\u00e3o possuir toda a rede produtiva envolvida, e a \u00e1gua, como j\u00e1 afirmamos acima, \u00e9 parte essencial para produzir alimentos. Al\u00e9m do mais, este poder sobre a \u00e1gua impede que os pequenos produtores possam competir na produ\u00e7\u00e3o de frutas, legumes e verduras, gerando monop\u00f3lios sobre a cultivo de diversas culturas alimentares. Controlar a \u00e1gua \u00e9 controlar a vida pela sede e pela fome, j\u00e1 que todo o processo de produ\u00e7\u00e3o de alimentos depende dela.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><b>\u00c1gua e pol\u00edtica<\/b><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Este t\u00f3pico \u00e9 bem conhecido dos brasileiros. A \u00e1gua como moeda de troca para manter grupos pol\u00edticos no poder \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o antiga em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">O cl\u00e1ssico samba \u201cLata d\u00b4\u00e1gua na cabe\u00e7a\u201d\u00a0conta um pouco a hist\u00f3ria de Maria, representante de tantas mulheres faveladas que viviam nos morros cariocas. L\u00e1 era necess\u00e1rio, para lavar roupa ou conseguir \u00e1gua para outros afazeres dom\u00e9sticos, subir os degraus do morro para encontrar as bicas que jorravam \u00e1gua. Foram as instala\u00e7\u00f5es dessas bicas que se transformaram em moeda de troca por votos criando at\u00e9 mesmo a figura do \u201cPol\u00edtico de bica d\u00b4\u00e1gua\u201d que teve o seu maior expoente em Chagas Freiras. Seu estilo, a troca das bicas d\u00b4\u00e1gua por votos, dominou a pol\u00edtica fluminense a ponto de ter sido criado o termo\u00a0<i>Chaguismo<\/i>.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">O caso do Semi\u00e1rido nordestino j\u00e1 \u00e9 por demais estudado e tornado p\u00fablico, mas parece que ainda n\u00e3o condenado como deveria. Basta ver o caso do Projeto de Transposi\u00e7\u00e3o das \u00c1guas do Rio S\u00e3o Francisco e como mais uma vez a \u00e1gua foi utilizada para ganhar votos por v\u00e1rios pol\u00edticos de campos ideol\u00f3gicas diferentes.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">O surgimento da<span lang=\"pt-BR\">\u00a0Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas \u2013 ANA,\u00a0<\/span>atrav\u00e9s<span lang=\"pt-BR\">\u00a0do Decreto 9.984,\u00a0<\/span>no\u00a0<span lang=\"pt-BR\">ano 2000<\/span>,<span lang=\"pt-BR\">\u00a0e sua equivalente em cada estado da\u00a0<\/span>federa\u00e7\u00e3o<span lang=\"pt-BR\">,\u00a0<\/span>\u00e9 resultado das pol\u00edticas neoliberais do Presidente Fernando Henrique Cardoso e teve em sua formula\u00e7\u00e3o v\u00e1rios agentes defensores da cobran\u00e7a da \u00e1gua como pol\u00edtica p\u00fablica. Iniciava-se a vis\u00e3o mercadol\u00f3gica sobre a \u00e1gua brasileira.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">A atual onda de privatiza\u00e7\u00f5es das empresas distribuidoras de \u00e1gua nos estados brasileiros for\u00e7ada pelo Presidente Temer n\u00e3o passa de outra pol\u00edtica influenciada pelo Banco Mundial j\u00e1 repetida e fracassada em v\u00e1rias partes do mundo. J\u00e1 de olho neste mercado, foram reveladas que grandes empresas doariam dinheiro para campanhas de candidatos aos governos dos estados para que estes, caso eleitos, facilitassem a privatiza\u00e7\u00e3o das empresas.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">\u00c9 urgente colocar a quest\u00e3o privatiza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, e sua consequente posse por alguns grupos econ\u00f4micos, na pauta pol\u00edtica. Em 2018 teremos elei\u00e7\u00f5es e precisamos saber o que os candidatos pensam sobre este assunto. Quem sabe poderiam assinar um documento comprometendo-se a firmar a \u00e1gua como um bem p\u00fablico e a recuperar nossos rios, que mesmos p\u00fablicos, est\u00e3o cada vez mais sendo tomados por empresas do agroneg\u00f3cio monocultor e grandes ind\u00fastrias que dele retiram a \u00e1gua e a devolvem de forma imprest\u00e1vel.<\/p>\n<div id=\"sdfootnote3\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div id=\"sdfootnote4\">\n<p class=\"sdfootnote-western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">* \u201cA palavra \u201crival\u201d (ou \u201crivalidade\u201d) vem do latim\u00a0<i>rivus<\/i>\u00a0(corrente ou riacho); um rival, portanto, \u00e9 algu\u00e9m que da margem oposta usa a mesma fonte de \u00e1gua \u2013 da\u00ed a ideia de perigo ou ataque.\u201d (PETRELLA, 2002, p. 60)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<div id=\"comments\" class=\"comments-area\">\n<pre class=\"comments-title\">Fonte: <em>EcoDebate - artigo de Fl\u00e1vio Jos\u00e9 Rocha da Silva<\/em><\/pre>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No plano do desenvolvimento econ\u00f4mico industrial a \u00e1gua tamb\u00e9m teve papel importante. 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