{"id":226284,"date":"2017-12-02T11:22:21","date_gmt":"2017-12-02T14:22:21","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=226284"},"modified":"2017-12-02T11:22:21","modified_gmt":"2017-12-02T14:22:21","slug":"hiv-nao-e-sinonimo-de-aids-e-tratamento-pode-garantir-vida-normal-pacientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/hiv-nao-e-sinonimo-de-aids-e-tratamento-pode-garantir-vida-normal-pacientes\/","title":{"rendered":"HIV n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de aids e tratamento pode garantir vida normal a pacientes"},"content":{"rendered":"<div class=\"featured-image\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-colormag-featured-image size-colormag-featured-image wp-post-image\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/informebaiano.com.br\/wp-content\/uploads\/hiv.jpg?resize=600%2C399&amp;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"https:\/\/i2.wp.com\/informebaiano.com.br\/wp-content\/uploads\/hiv.jpg?w=600&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i2.wp.com\/informebaiano.com.br\/wp-content\/uploads\/hiv.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i2.wp.com\/informebaiano.com.br\/wp-content\/uploads\/hiv.jpg?resize=272%2C182&amp;ssl=1 272w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"399\" data-attachment-id=\"17146\" data-permalink=\"https:\/\/informebaiano.com.br\/17145\/manchetes\/aids-nao-reduz-desde-2010-e-obriga-onu-emitir-alerta\/attachment\/hiv\" data-orig-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/informebaiano.com.br\/wp-content\/uploads\/hiv.jpg?fit=600%2C399&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"600,399\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"hiv\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/informebaiano.com.br\/wp-content\/uploads\/hiv.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/informebaiano.com.br\/wp-content\/uploads\/hiv.jpg?fit=600%2C399&amp;ssl=1\" \/><\/div>\n<div class=\"article-content clearfix\">\n<header class=\"entry-header\">\n<h1 class=\"entry-title\"><\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"entry-content clearfix\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Ter HIV n\u00e3o significa estar com aids. Assim como milhares de brasileiros, a estudante Blenda Silva, de 24 anos, que descobriu h\u00e1 seis meses ser soropositiva, s\u00f3 aprendeu a diferen\u00e7a ap\u00f3s ser diagnosticada com o v\u00edrus. \u201cQuando pensam no assunto, as pessoas ainda se lembram de Cazuza, de Renato Russo e de outros \u00edcones que morreram de aids no in\u00edcio da epidemia e acham que ser portador de HIV \u00e9 uma senten\u00e7a de morte, al\u00e9m de achar que HIV e aids s\u00e3o a mesma coisa. N\u00e3o \u00e9, e com tratamento \u00e9 poss\u00edvel afastar a amea\u00e7a da aids\u201d, esclarece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O HIV, sigla de Human Immunodeficiency Virus, em ingl\u00eas, \u00e9 o causador da aids, mas isso n\u00e3o significa que todas as pessoas que t\u00eam o v\u00edrus v\u00e3o desenvolver a doen\u00e7a, segundo o infectologista Pablo Velho, m\u00e9dico da Secretaria de Sa\u00fade de Santa Catarina que trabalha h\u00e1 dez anos com pacientes soropositivos. \u201cAinda n\u00e3o existe uma cura para a aids, mas o v\u00edrus pode ser controlado com medicamentos\u201d, destaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o m\u00e9dico, a \u00fanica maneira de evitar que a aids se desenvolva \u00e9 recebendo medica\u00e7\u00e3o adequada ap\u00f3s o diagn\u00f3stico de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus. \u201cSe nada for feito para interromper o processo de evolu\u00e7\u00e3o natural dessa doen\u00e7a, ela vai chegar \u00e0 aids. Em alguns indiv\u00edduos isso acontece de forma muito r\u00e1pida, e eles podem desenvolver a aids em at\u00e9 dois anos ap\u00f3s o cont\u00e1gio. Na outra ponta, h\u00e1 algumas pessoas que podem levar mais de dez anos. Em m\u00e9dia s\u00e3o sete anos, mas n\u00e3o se pode confiar nisso porque varia de pessoa para pessoa e n\u00e3o faz sentido esperar a pessoa ficar mal para come\u00e7ar o tratamento\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, a estimativa \u00e9 que 160 mil pessoas estejam vivendo com HIV sem saber. O Boletim Epidemiol\u00f3gico de HIV\/aids, divulgado hoje (1), estima que das 670 mil pessoas diagnosticadas com HIV, 129 mil n\u00e3o est\u00e3o se tratando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o lan\u00e7amento da campanha Vamos combinar? Prevenir \u00e9 viver, nesta sexta-feira em Curitiba, o ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, destacou a import\u00e2ncia de \u201cconvencer aqueles que sabem que t\u00eam o v\u00edrus mas que n\u00e3o se tratam de que precisam ser engajados no tratamento, que \u00e9 gratuito e de qualidade\u201d. O tratamento pode deixar o paciente com uma carga viral indetect\u00e1vel e, nesses casos, o HIV se torna intransmiss\u00edvel na rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O empres\u00e1rio soropositivo Lucian Ambros, de 29 anos, demorou quatro anos para iniciar o tratamento depois de receber o diagn\u00f3stico por medo dos efeitos colaterais dos rem\u00e9dios. Ele n\u00e3o sabia que os medicamentos antirretrovirais de hoje s\u00e3o mais modernos que os coquet\u00e9is do passado, que inclu\u00edam 18 comprimidos e debilitavam os pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando eu tomei, vi que n\u00e3o tinha nada disso. Mas sinto que falta informa\u00e7\u00e3o sobre isso, o que leva muitas pessoas a se comportarem como eu fiz, aumentando o risco de desenvolver aids ou transmitir o v\u00edrus, por pura ignor\u00e2ncia\u201d, contou. Em junho deste ano, Ambros lan\u00e7ou o aplicativo Posithividades, uma plataforma gratuita de apoio e troca de informa\u00e7\u00f5es entre soropositivos. Ele disse que tem compartilhado sua experi\u00eancia com milhares de pessoas, tentando ajud\u00e1-las a perder o medo e come\u00e7ar o tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o preconceito causado pela falta de informa\u00e7\u00e3o sobre a aids \u00e9 um problema, por isso a principal estrat\u00e9gia da nova campanha do governo \u00e9 diminuir o n\u00famero de portadores de HIV que desenvolvem a aids apostando na amplia\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico e na divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es que aumentem o n\u00famero de pessoas em tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O foco da iniciativa s\u00e3o os jovens, e o material informativo refor\u00e7a as diversas formas de preven\u00e7\u00e3o ao HIV disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). \u201c\u00c9 o p\u00fablico que mais est\u00e1 se expondo ao v\u00edrus e estamos tentando reverter a tend\u00eancia de crescimento\u201d, disse o ministro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Ag\u00eancia Brasil conversou com dois jovens soropositivos que escolheram enfrentar o estigma e assumir publicamente que t\u00eam o v\u00edrus para tentar ajudar a diminuir o preconceito sobre o tema. At\u00e9 encontrar Blenda Silva e Lucian Ambros, a reportagem recebeu v\u00e1rias negativas de pessoas que tinham receio de se expor e depois serem punidas por isso, por exemplo, com uma demiss\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAs pessoas s\u00e3o preconceituosas\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao sair do laborat\u00f3rio logo ap\u00f3s o resultado positivo para HIV, h\u00e1 seis meses, e ir para a casa de uma amiga pr\u00f3xima, Blenda Silva, ent\u00e3o com 23 anos, foi aconselhada a n\u00e3o contar para ningu\u00e9m sobre o diagn\u00f3stico, al\u00e9m da fam\u00edlia e melhores amigos. \u201cTodos pareciam muito preocupados com a rejei\u00e7\u00e3o que eu poderia sofrer, diziam que \u2018as pessoas s\u00e3o preconceituosas e que eu n\u00e3o precisava encarar isso\u2019, ou \u2018n\u00e3o quero te ver sofrendo com a maldade do mundo\u2019.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Blenda teve relacionamentos longos e n\u00e3o tem certeza de quando contraiu o HIV, mas pela carga viral que apresentava quando foi diagnosticada, os m\u00e9dicos estimam que isso ocorreu h\u00e1 dois ou tr\u00eas anos. Ela nunca tinha feito exames para doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da inseguran\u00e7a, Blenda disse ter se questionado sobre o porqu\u00ea de n\u00e3o pode falar sobre o v\u00edrus. \u201cMas por que n\u00e3o posso contar para ningu\u00e9m? Por que eu preciso ter vergonha de uma condi\u00e7\u00e3o que eu n\u00e3o escolhi?\u201d, se perguntou antes de decidir dar a not\u00edcia para o pai e a irm\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas dias ap\u00f3s o diagn\u00f3stico, a estudante procurou uma unidade de sa\u00fade e come\u00e7ou o tratamento. Ela toma dois comprimidos diariamente e n\u00e3o sente nenhum efeito colateral. \u201cTenho uma vida normal, s\u00f3 me sinto um pouco cansada \u00e0s vezes\u201d, contou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Blenda decidiu n\u00e3o tratar o v\u00edrus como tabu e enfrentar o preconceito falando abertamente sobre o assunto para conscientizar outras pessoas sobre os riscos do HIV. \u201cMeu papel hoje, como portadora, \u00e9 ajudar outras pessoas. N\u00e3o consigo nem contar o n\u00famero de pessoas que j\u00e1 me procuraram para dizer que fizeram o exame ap\u00f3s ouvir a minha hist\u00f3ria\u201d, relata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coragem de Blenda de tornar p\u00fablica sua condi\u00e7\u00e3o em alguma medida a protegeu do preconceito. \u201cComo todos sabem, s\u00f3 se aproximam de mim as pessoas que n\u00e3o t\u00eam problema com isso ou que est\u00e3o curiosas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estudante disse nunca ter sido agredida nem se sentiu exclu\u00edda nas intera\u00e7\u00f5es interpessoais ao vivo. No entanto, na internet a repercuss\u00e3o foi um pouco diferente, o que ela percebeu ap\u00f3s gravar um v\u00eddeo e post\u00e1-lo nas redes sociais. \u201cPubliquei um v\u00eddeo respondendo \u00e0s perguntas que sempre ou\u00e7o quando conto que sou soropositiva. Eu estava cansada de ter que explicar a diferen\u00e7a entre HIV e aids e queria ajudar outras pessoas e mostrar ao mundo que eu n\u00e3o ia morrer, que eu estava bem. Vi que h\u00e1 muita gente desinformada e cheias de preconceito sobre o assunto e recebi muitos coment\u00e1rios maldosos, mas felizmente n\u00e3o s\u00e3o a maioria\u201d, lembra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Medo da rejei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucian Ambros mora em Balne\u00e1rio Camboriu, em Santa Catarina, tem 29 anos, e soube que era soropositivo aos 21. \u201cReceber o diagn\u00f3stico foi bem tenso. Eu s\u00f3 pensava em morrer, parecia que a minha vida j\u00e1 tinha acabado. Hoje, depois de conversar com muitos outros soropositivos, vejo que a maioria acha que vai morrer quando recebe o diagn\u00f3stico\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca, o empres\u00e1rio disse ter lembrado de que quando assumiu para a fam\u00edlia que era homossexual, na adolesc\u00eancia, sua m\u00e3e disse \u201cs\u00f3 espero que voc\u00ea nunca tenha aids\u201d. Lucian tem um primo soropositivo h\u00e1 20 anos e cresceu percebendo como ele era exclu\u00eddo da fam\u00edlia por causa disso. \u201cEle era tratado com muita indiferen\u00e7a, era n\u00edtido. Ent\u00e3o eu pensei muito em como seria contar para a minha fam\u00edlia. Eu sentia que a mesma coisa aconteceria comigo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O empres\u00e1rio s\u00f3 contou para a m\u00e3e sobre o diagn\u00f3stico dois anos depois, e por meio de mensagem em uma rede social. \u201cA \u00fanica coisa que ela disse era que n\u00e3o queria que eu morresse antes dela\u201d, lembra. Ao anunciar que criaria o aplicativo Posithividades, Lucian disse que \u201csentia que era importante assumir publicamente para dar for\u00e7a e ter a confian\u00e7a de outras pessoas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qualidade de vida com HIV<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo tendo superado o medo do preconceito, Blenda e Lucian ainda enfrentam alguns impasses no conv\u00edvio com o HIV. Desde o diagn\u00f3stico, a estudante n\u00e3o teve nenhum namorado e tem um pouco de receio de como ser\u00e1 uma futura rela\u00e7\u00e3o. \u201cMas o que realmente me magoou foi pensar na maternidade e saber que n\u00e3o poderei amamentar, pois um parto com acompanhamento correto impede a transmiss\u00e3o do v\u00edrus para o beb\u00ea, mas o leite tamb\u00e9m pode transmitir o v\u00edrus\u201d, lamenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucian Ambros tamb\u00e9m n\u00e3o teve nenhum relacionamento s\u00e9rio nos \u00faltimos oito anos e conta que, recentemente, uma pessoa tamb\u00e9m soropositiva se recusou a se relacionar com ele por ele assumir publicamente que tem o v\u00edrus. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para impor a ningu\u00e9m que torne p\u00fablica sua sorologia. Mas quanto mais informa\u00e7\u00e3o se tem, menos preconceito tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O infectologista Pablo Velho lembra que apesar dos desafios de ser soropositivo, \u00e9 poss\u00edvel ter uma vida saud\u00e1vel. \u201cA expectativa de vida hoje de uma pessoa que tem um diagn\u00f3stico precoce e inicia o tratamento imediatamente e mant\u00e9m a carga viral indetect\u00e1vel \u00e9 semelhante \u00e0 de uma pessoa com a mesma faixa et\u00e1ria e que n\u00e3o tenha HIV\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Velho, \u00e9 comum que os pacientes n\u00e3o acreditem nessa informa\u00e7\u00e3o quando a recebem na primeira consulta, mas que mudam h\u00e1bitos a partir da descoberta do HIV. \u201cJ\u00e1 vi muitos pacientes parando de fumar, deixando de ser sedent\u00e1rios e se alimentando melhor depois do diagn\u00f3stico. N\u00e3o vou dizer que ter o HIV seja uma coisa boa, claro que n\u00e3o, mas muita gente passa a cuidar mais da sa\u00fade. As consultas que fazemos hoje com pacientes de HIV s\u00e3o de sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o m\u00e9dico, a \u00fanica maneira de evitar que a aids se desenvolva \u00e9 recebendo medica\u00e7\u00e3o adequada ap\u00f3s o diagn\u00f3stico de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus. \u201cSe nada for feito para interromper o processo de evolu\u00e7\u00e3o natural dessa doen\u00e7a, ela vai chegar \u00e0 aids. 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