{"id":228278,"date":"2017-12-19T11:36:18","date_gmt":"2017-12-19T14:36:18","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=228278"},"modified":"2017-12-19T11:36:18","modified_gmt":"2017-12-19T14:36:18","slug":"menos-mortes-e-mais-sequestros-de-jornalistas-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/menos-mortes-e-mais-sequestros-de-jornalistas-em-2017\/","title":{"rendered":"Menos mortes e mais sequestros de jornalistas em 2017"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<p class=\"intro\" style=\"text-align: justify;\">Total de 65 profissionais da imprensa mortos \u00e9 o menor em 14 anos, segundo relat\u00f3rio da ONG Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras. Brasil registra uma morte, e S\u00edria \u00e9 l\u00edder em sequestros.<\/p>\n<div class=\"picBox full\" style=\"text-align: justify;\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/menos-mortes-e-mais-sequestros-de-jornalistas-em-2017\/a-41854748#\" rel=\"nofollow\"><img decoding=\"async\" title=\"Homem protesta contra mortes de jornalistas\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/41179682_303.jpg\" alt=\"Homem protesta contra mortes de jornalistas\" \/><\/a>Das 65 v\u00edtimas, a maioria morreu nos pa\u00edses de origem (58), enquanto sete foram mortas durante reportagens no exterior<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"group\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"longText\">\n<p>No ano de 2017, 65 jornalistas e colabores de meios de comunica\u00e7\u00e3o foram mortos no mundo, divulgou a organiza\u00e7\u00e3o Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras (RSF) nesta ter\u00e7a-feira (19\/12). O n\u00famero\u00a0representa um decr\u00e9scimo de 18% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior (79 mortos) \u2013 2017 foi o ano menos mort\u00edfero para a profiss\u00e3o em 14 anos.<\/p>\n<p>Entre os 65 mortos, 50 eram jornalistas profissionais, sete eram jornalistas-cidad\u00e3os (blogueiros, por exemplo) e oito colaboradores de meios de comunica\u00e7\u00e3o (cameramen e t\u00e9cnicos, por exemplo). No total,\u00a055 eram homens, e dez, mulheres. A grande maioria morreu em seus pa\u00edses de origem (58), enquanto sete foram mortos durante reportagens no exterior.<\/p>\n<p>Vinte e seis jornalistas foram mortos durante o exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es (mortos em campo, durante uma cobertura, sem que tenham sido visados intencionalmente), enquanto 39 foram assassinados ou deliberadamente visados devido \u00e0s suas atividades investigativas.<\/p>\n<p>Levando em conta somente o n\u00famero que contabiliza as mortes de jornalistas profissionais, 2017 foi o ano menos mort\u00edfero desde 2003 \u2013 nestes 15 anos, 1035 jornalistas foram mortos mundo afora.<\/p>\n<p><strong>S\u00edria e M\u00e9xico: sin\u00f4nimo de perigo<\/strong><\/p>\n<div class=\"picBox\tmedium\n\n\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/menos-mortes-e-mais-sequestros-de-jornalistas-em-2017\/a-41854748#\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Protesto contra a morte do jornalista Javier Valdez C\u00e1rdenas, no M\u00e9xico\" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/38866577_404.jpg\" alt=\"Protesto contra a morte do jornalista Javier Valdez C\u00e1rdenas, no M\u00e9xico\" width=\"340\" height=\"191\" \/><\/a>Protesto contra a morte do jornalista Javier Valdez C\u00e1rdenas, no M\u00e9xico<\/p>\n<\/div>\n<p>S\u00edria e M\u00e9xico s\u00e3o os pa\u00edses mais perigosos para exercer a atividade jornal\u00edstica. Arrasada por um conflito civil, a S\u00edria lidera a lista de pa\u00eds mais mort\u00edfero h\u00e1 seis anos \u2013 em 2017, 12 jornalistas foram mortos. Em campo, os rep\u00f3rteres ficam permanentemente expostos a tiroteios, m\u00edsseis, explos\u00f5es ou atentados. O mesmo vale para Afeganist\u00e3o (nove mortos) e Iraque (oito). Com quatro mortes, as Filipinas s\u00e3o o pa\u00eds mais mort\u00edfero da \u00c1sia.<\/p>\n<p>O M\u00e9xico segue pr\u00f3ximo da S\u00edria, com 11 mortos \u2013 assim como no ano passado, o M\u00e9xico \u00e9 o pa\u00eds considerado em situa\u00e7\u00e3o de paz mais perigoso do mundo para rep\u00f3rteres e, consequentemente, o mais mort\u00edfero da Am\u00e9rica Latina. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, o Brasil registrou apenas uma morte em 2017 \u2013 21 assassinatos nos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>No geral, quase metade dos jornalistas (46%) morreu em pa\u00edses nos quais n\u00e3o rege um conflito um armado. Apesar de em compara\u00e7\u00e3o a estat\u00edstica do n\u00famero de jornalistas mulheres mortas em 2017 ser consideravelmente menor do que o de homens, o n\u00famero dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior \u2013 em 2016, foram cinco, e em 2017, dez jornalistas mortas.<\/p>\n<div class=\"picBox\tmedium\n\nrechts\n\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/menos-mortes-e-mais-sequestros-de-jornalistas-em-2017\/a-41854748#\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Assassinato de Daphne Caruana Galizia foi o quarto atentado contra jornalistas na UE nos \u00faltimos dez anos \" src=\"http:\/\/www.dw.com\/image\/40977612_404.jpg\" alt=\"Daphne Caruana Galizia\" width=\"340\" height=\"191\" \/><\/a>Assassinato de Daphne Caruana Galizia foi o quarto atentado contra jornalistas na UE nos \u00faltimos dez anos<\/p>\n<\/div>\n<p>O caso mais not\u00f3rio foi o da jornalista\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/malta-acusa-tr%C3%AAs-homens-de-envolvimento-em-morte-de-jornalista\/a-41667335\">Daphne Caruana Galizia<\/a>, morta em 16 de outubro num atentado em Malta. Por meio de seu blog, Galizia denunciava casos de corrup\u00e7\u00e3o, tr\u00e1fico, propinas e lavagem de dinheiro em Malta, o menor pa\u00eds da Uni\u00e3o Europeia (EU). Ela publicou uma s\u00e9rie de artigos sobre o envolvimento de pessoas pr\u00f3ximas ao primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, no caso dos chamados\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dw.com\/pt-br\/cons%C3%B3rcio-de-jornalistas-divulga-parte-dos-panama-papers\/a-19245961\">Panama Papers<\/a>.<\/p>\n<p>Segundo dados da RSF, o assassinato de Galizia foi o quarto atentado contra jornalistas dentro da Uni\u00e3o Europeia nos \u00faltimos dez\u00a0anos \u2013 os outros foram o massacre de sete jornalistas do seman\u00e1rio franc\u00eas\u00a0<em>Charlie Hebdo<\/em>, em 2015, e os assassinatos de um rep\u00f3rter grego, em 2010, e outro croata, em 2008.<\/p>\n<p><strong>China e Turquia lideram deten\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o relat\u00f3rio da Rep\u00f3rteres Sem Fronteira destacou que atualmente ao menos 326 jornalistas e colaborados de meios de comunica\u00e7\u00e3o est\u00e3o detidos mundo afora \u2013 310 homens e 16 mulheres. A China lidera a lista com 52 jornalistas presos, seguida por Turquia (43), S\u00edria (24), Ir\u00e3 (23) e Vietn\u00e3 (19). Na China, grande parte dos casos \u00e9 relacionada a blogueiros.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Turquia lidera a estat\u00edstica de jornalistas profissionais detidos: 42, no total. Ap\u00f3s a fracassada tentativa de golpe militar de 2016, jornalistas t\u00eam sido alvo de persegui\u00e7\u00f5es no pa\u00eds. Opini\u00f5es cr\u00edticas em rela\u00e7\u00e3o ao governo, uma colabora\u00e7\u00e3o com meios de comunica\u00e7\u00e3o considerados &#8220;suspeitos&#8221;, contato com fontes sens\u00edveis ou o uso de um aplicativo de mensagens criptografas s\u00e3o o suficiente, geralmente, para que os jornalistas sejam jogados na pris\u00e3o sob acusa\u00e7\u00e3o de &#8220;terrorismo&#8221;. A grande maioria deles n\u00e3o foi nem mesmo condenada: a deten\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria, supostamente uma medida de exce\u00e7\u00e3o, tende a se tornar permanente e sistem\u00e1tica na Turquia.<\/p>\n<p><strong>54 sequestrados \u2013\u00a0todos em zonas de guerra<\/strong><\/p>\n<p>Por fim, a Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras divulgou que atualmente h\u00e1 54 jornalistas e colaboradores de meios de comunica\u00e7\u00e3o ref\u00e9ns \u2013 dois a mais que em 2016. Todos est\u00e3o em zonas de guerras, 96% deles no Oriente M\u00e9dio. A exce\u00e7\u00e3o s\u00e3o dois jornalistas sequestrados na Ucr\u00e2nia. S\u00edria e Iraque lideram a lista com 29 e 11 ref\u00e9ns, respectivamente. Entre todos os 54 ref\u00e9ns, somente uma \u00e9 mulher.<\/p>\n<p>Sequestros s\u00e3o vistos como bons neg\u00f3cios por grupos armados e organiza\u00e7\u00f5es terroristas. Segundo a RSF, os principais sequestradores s\u00e3o o &#8220;Estado Isl\u00e2mico&#8221; (EI), com 22 ref\u00e9ns, e os rebeldes houthis (insurgentes iemenitas), com 11. Por fim, a RSF registrou dois jornalistas como desaparecidos \u2013 um no Paquist\u00e3o, e outro no Bangladesh.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Total de 65 profissionais da imprensa mortos \u00e9 o menor em 14 anos, segundo relat\u00f3rio da ONG Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras. Brasil registra uma morte, e S\u00edria \u00e9 l\u00edder em sequestros. 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