{"id":22833,"date":"2013-10-14T17:00:10","date_gmt":"2013-10-14T20:00:10","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=22833"},"modified":"2013-10-14T09:10:24","modified_gmt":"2013-10-14T12:10:24","slug":"centro-de-ensino-em-comunidade-quilombola-no-maranhao-passa-por-dificuldades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/centro-de-ensino-em-comunidade-quilombola-no-maranhao-passa-por-dificuldades\/","title":{"rendered":"Centro de ensino em comunidade quilombola no Maranh\u00e3o passa por dificuldades"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"ImageProxy (9)\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ImageProxy-96.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p>No Maranh\u00e3o est\u00e3o mais de 25% das cerca de 2 mil escolas em \u00e1rea remanescente de quilombos do pa\u00eds. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), no estado existem 574 centros de ensino. Na regi\u00e3o de Cod\u00f3, est\u00e3o 13 comunidades. Em uma delas, Santo Ant\u00f4nio dos Pretos, a 45 quil\u00f4metros de Cod\u00f3, o Centro Quilombola de Altern\u00e2ncia Ana Moreira (Ceqfaam), que atende a jovens da comunidade e dos povoados vizinhos, no ensino m\u00e9dio, precisa urgentemente de recursos.<\/p>\n<p>O ensino m\u00e9dio, antes do Ceqfaam, era cursado em Cod\u00f3. As fam\u00edlias se mudavam para a cidade ou enviavam os filhos. O centro, fundado em 2010, foi inaugurado com muita pompa, mas, depois disso, caiu no esquecimento, disse, \u00e0 reportagem da\u00a0Ag\u00eancia Brasil\u00a0e da\u00a0TV Brasil,\u00a0Francisco Carlos da Silva, uma das lideran\u00e7as da comunidade.<\/p>\n<p>No mesmo ano da inaugura\u00e7\u00e3o, alunos, pais e diretores do Ceqfaam divulgaram uma\u00a0carta denunciando a situa\u00e7\u00e3o de abandono do centro de ensino. No documento, eles declaram que o governo mandou \u201ccancelar a licita\u00e7\u00e3o do po\u00e7o artesiano, deixando a escola sem \u00e1gua [alunos tomam banho e lavam roupas no rio]; faltam quase todos os equipamentos; quem faz a alimenta\u00e7\u00e3o e a limpeza da escola s\u00e3o os professores e alunos, pois as duas cozinheiras, ap\u00f3s trabalhar cinco meses sem receber os vencimentos, deixaram o servi\u00e7o, e o mesmo fez o vigilante; e a energia el\u00e9trica \u00e9 gambiarra\u201d.<\/p>\n<p>Em junho deste ano, a Promotoria de Justi\u00e7a da Comarca de Cod\u00f3 ingressou com uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, com pedido de liminar contra o estado do Maranh\u00e3o, solicitando \u00e0 Justi\u00e7a que determine a regulariza\u00e7\u00e3o do fornecimento de alimenta\u00e7\u00e3o aos alunos. Segundo o\u00a0Minist\u00e9rio P\u00fablico do Maranh\u00e3o, por causa desse problema, os estudantes deixaram de ir \u00e0s aulas. Al\u00e9m disso, a escola recebeu do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o computadores para instalar um laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica, mas todo material permanece encaixotado, guardado em uma sala. \u201cA rede el\u00e9trica n\u00e3o comporta\u201d a instala\u00e7\u00e3o dos computadores, disse Solon N\u00f3brega, um dos professores do centro.<\/p>\n<div>\n<p>Apesar das dificuldades, o Ceqfaam formou a primeira turma, de 29 alunos. A cerim\u00f4nia ocorreu no dia 7 de mar\u00e7o deste ano. Francimara Delgado Nunes, que concluiu o curso, falou das dificuldades enfrentadas. \u201cMinha turma foi a primeira a chegar na escola. Ent\u00e3o para a gente se acostumar com pouca coisa que tinha na escola foi muito dif\u00edcil. Teve muita dificuldade em tudo, com \u00e1gua, energia, at\u00e9 professores, tinha muita dificuldade\u201d, disse a estudante que ainda n\u00e3o recebeu o diploma.<\/p>\n<p>O professor Solon N\u00f3brega ressaltou a import\u00e2ncia do Ceqfaam para preparar os jovens da comunidade para o trabalho na \u00e1rea agr\u00edcola. \u201cA gente n\u00e3o trabalha para formar t\u00e9cnicos que saiam daqui e v\u00e3o trabalhar em grande fazendas, embora estejam preparados para isso. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que voltem para a comunidade e, o que eles aprendem aqui, possam aplicar l\u00e1\u201d. O professor disse ainda que as t\u00e9cnicas aprendidas podem aperfei\u00e7oar o tipo de cultivo, ainda tradicional e de subsist\u00eancia. \u201cAqui, a fome \u00e9 muito grande, por causa desse inverno curto. A fome este ano foi muito grande, foi muito pouca a colheita\u201d, declarou.<\/p>\n<p>O governo do Maranh\u00e3o foi procurado pela\u00a0Ag\u00eancia Brasil\u00a0e, em nota, diz que a Secretaria de Estado de Educa\u00e7\u00e3o (Seduc) mant\u00e9m permanente di\u00e1logo com a comunidade escolar para resolver as quest\u00f5es pertinentes ao funcionamento da escola. \u201cPara resolver o problema da \u00e1gua, est\u00e1 sendo licitada a constru\u00e7\u00e3o do po\u00e7o artesiano. Quanto \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o escolar para os alunos, o repasse financeiro \u00e9 efetivado regularmente. O preparo das refei\u00e7\u00f5es vem sendo feito por uma moradora volunt\u00e1ria do projeto na Comunidade Quilombola de Santo Antonio dos Pretos\u201d, diz. Al\u00e9m disso, o governo informa que mant\u00e9m \u201cregularmente\u201d o pagamento dos professores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Maranh\u00e3o est\u00e3o mais de 25% das cerca de 2 mil escolas em \u00e1rea remanescente de quilombos do pa\u00eds. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), no estado existem 574 centros de ensino. Na regi\u00e3o de Cod\u00f3, est\u00e3o 13 comunidades. 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