{"id":228611,"date":"2017-12-22T11:06:24","date_gmt":"2017-12-22T14:06:24","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=228611"},"modified":"2017-12-22T11:06:24","modified_gmt":"2017-12-22T14:06:24","slug":"arquivo-revela-natal-de-soldados-brasileiros-sob-granadas-e-ao-som-de-noel-rosa-na-2a-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/arquivo-revela-natal-de-soldados-brasileiros-sob-granadas-e-ao-som-de-noel-rosa-na-2a-guerra\/","title":{"rendered":"Arquivo revela Natal de soldados brasileiros sob granadas e ao som de Noel Rosa na 2\u00aa Guerra"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">Thomas Pappon<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-with-caption\">\n<div class=\"player-with-placeholder\"><img decoding=\"async\" class=\"media-placeholder player-with-placeholder__image narrative-video-placeholder\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/images\/ic\/720x405\/p05rt5mk.jpg\" \/><\/p>\n<div class=\"player-with-placeholder\">\n<div class=\"media-player-wrapper\">\n<div id=\"sticky-player-1\">\n<div class=\"sticky-player__wrapper\">\n<div class=\"sticky-player__player\">\n<figure id=\"media-player-1\" class=\"media-player\" data-playable=\"{&quot;settings&quot;:{&quot;counterName&quot;:&quot;portuguese.brasil.story.42454215.page&quot;,&quot;edition&quot;:&quot;International&quot;,&quot;pageType&quot;:&quot;eav2&quot;,&quot;uniqueID&quot;:&quot;42454215&quot;,&quot;ui&quot;:{&quot;locale&quot;:{&quot;lang&quot;:&quot;pt&quot;}},&quot;externalEmbedUrl&quot;:&quot;http:\\\/\\\/www.bbc.com\\\/portuguese\\\/brasil-42454215\\\/embed&quot;,&quot;insideIframe&quot;:false,&quot;statsObject&quot;:{&quot;clipPID&quot;:&quot;p05rstqw&quot;},&quot;playlistObject&quot;:{&quot;title&quot;:&quot;Ravi\\u00f3li com peru, m\\u00fasica e bombas: o Natal dos pracinhas em 1944&quot;,&quot;holdingImageURL&quot;:&quot;https:\\\/\\\/ichef.bbci.co.uk\\\/images\\\/ic\\\/$recipe\\\/p05rt5mk.jpg&quot;,&quot;guidance&quot;:&quot;&quot;,&quot;embedRights&quot;:&quot;allowed&quot;,&quot;summary&quot;:&quot;Ravi\\u00f3li com peru, m\\u00fasica e bombas: o Natal dos pracinhas em 1944&quot;,&quot;liveRewind&quot;:false,&quot;simulcast&quot;:false,&quot;items&quot;:[{&quot;vpid&quot;:&quot;p05rstqz&quot;,&quot;live&quot;:false,&quot;duration&quot;:202,&quot;kind&quot;:&quot;programme&quot;}]}},&quot;otherSettings&quot;:{&quot;advertisingAllowed&quot;:true,&quot;continuousPlayCfg&quot;:{&quot;enabled&quot;:false},&quot;isAutoplayOnForAudience&quot;:false}}\">\n<div id=\"smphtml5iframemedia-player-1wrp\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"smphtml5iframemedia-player-1\" title=\"Ravi\u00f3li com peru, m\u00fasica e bombas: o Natal dos pracinhas em 1944\" src=\"http:\/\/emp.bbc.com\/emp\/SMPj\/2.16.27\/iframe.html\" name=\"smphtml5iframemedia-player-1\" width=\"300\" height=\"150\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"sticky-player__body\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><figcaption class=\"media-with-caption__caption\">Ravi\u00f3li com peru, m\u00fasica e bombas: o Natal dos pracinhas em 1944<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;\u00d4, F\u00e9lix, de onde voc\u00ea est\u00e1 chegando?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Eu t\u00f4 chegando do front.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea parece cansado.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Eu t\u00f4 o dia todo sem dormir, t\u00f4 muito cansado.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Sem dormir? Mas h\u00e1 quantas horas que voc\u00ea n\u00e3o dorme?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;48 horas.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1 caindo muita coisa l\u00e1 na frente?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;T\u00e1 caindo muita granada, muita bomba, metralhadora&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>Esse di\u00e1logo, entre um correspondente de guerra e um pracinha voltando da linha de combate na Segunda Guerra tem uma grande diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos registros feitos pelo pequeno grupo de jornalistas brasileiros enviados \u00e0 It\u00e1lia em 1944 para acompanhar a For\u00e7a Expedicion\u00e1ria Brasileira (FEB): ele foi gravado em \u00e1udio.<\/p>\n<p>Ele faz parte de um precioso material colhido no front pelo correspondente do Servi\u00e7o Brasileiro da BBC, o anglo-brasileiro Francis Hallawell, e que est\u00e1 sendo resgatado pela BBC Brasil para comemorar seus 80 anos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2C76\/production\/_99328311_halliwellfull.jpg\" alt=\"Francis Hallawell com gravador port\u00e1til, em 1944\" width=\"549\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">O anglo-brasileiro Francis Hallawell, o &#8216;Chico da BBC&#8217;, usava aparelho &#8216;que pesava uns 15 quilos&#8217; para gravar &#8211; em disco &#8211; os sons dos soldados e alojamentos da FEB<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Munido de um complexo equipamento de grava\u00e7\u00e3o e com aux\u00edlio de uma unidade m\u00f3vel &#8211; uma ambul\u00e2ncia convertida em est\u00fadio &#8211; Hallawell foi o \u00fanico jornalista brasileiro a captar as vozes dos soldados, dos oficiais e do pessoal de apoio (como enfermeiras) do contingente de mais de 25 mil pessoas enviado para lutar ao lado do Ex\u00e9rcito americano contra for\u00e7as nazistas e fascistas.<\/p>\n<p>Suas reportagens eram gravadas e transmitidas de Londres pelo Servi\u00e7o Brasileiro da BBC em ondas curtas e por retransmiss\u00f5es de r\u00e1dios brasileiras. Eram ouvidas em todos os cantos do Brasil.<\/p>\n<p>Hallawell, o &#8220;Chico da BBC&#8221;, como era conhecido pelos pracinhas &#8211; e, depois, pelo p\u00fablico -, levou as vozes dos combatentes brasileiros \u00e0s suas fam\u00edlias e a um pa\u00eds ansioso por not\u00edcias.<\/p>\n<p>Pelos cerca de oito meses em que as tropas estiveram em combate (de setembro de 1944 ao final de abril de 1945), suas reportagens tinham audi\u00eancia cativa no hor\u00e1rio nobre dos anos de ouro do r\u00e1dio.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos (ouvintes) j\u00e1 morreram, mas os mais idosos, todos se lembram dele, com muito carinho&#8221;, conta \u00e0 BBC Brasil Rose Esquenazi, pesquisadora sobre TV e r\u00e1dio no Brasil, professora da PUC-RJ e autora de\u00a0<i>O R\u00e1dio na Segunda Guerra: no ar, Francis Hallawell, o Chico da BBC<\/i>.<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas queriam que a guerra acabasse, e o Chico trazia as informa\u00e7\u00f5es l\u00e1 do front, onde estavam os filhos, os maridos e os noivos.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1282F\/production\/_99332857_2.jpg\" alt=\"Soldados no front\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Efetivo de pouco mais de 25 mil pessoas foi enviado \u00e0 It\u00e1lia; 443 morreram e 2.722 ficaram feridas | Foto da pesquisa de Vinicius Mariano de Carvalho, King&#8217;s College, cedida pelo Arquivo Hist\u00f3rico do Ex\u00e9rcito<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;E todo mundo ouvia r\u00e1dio. Quem n\u00e3o tinha o aparelho, ouvia num bar ou na casa da vizinha.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Jornalismo &#8216;positivo&#8217;<\/h2>\n<p>Pelo menos 12 reportagens de Hallawell foram encontradas pela pesquisa. Entre elas, uma sobre uma visita a feridos em um hospital. Outra acompanha uma missa na catedral de Pisa em que os militares cantam o Hino Nacional. E uma terceira retrata um programa de calouros em um alojamento da FEB em que soldados satirizam Hitler e Mussolini com vers\u00f5es de can\u00e7\u00f5es conhecidas da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Elas estavam registradas em uma cole\u00e7\u00e3o de 36 discos 78 rpm produzidos pela BBC e que pertence \u00e0 Embaixada Brasileira em Londres. Esta cedeu a cole\u00e7\u00e3o ao pesquisador e professor Vinicius Mariano de Carvalho, do Brazil Institute do King&#8217;s College London, que, por sua vez, as repassou em formato digital para a BBC Brasil.<\/p>\n<p>Mariano de Carvalho pesquisa os sambas e marchinhas compostos por pracinhas em plena guerra &#8211; e cujas \u00fanicas grava\u00e7\u00f5es\u00a0<i>in loco<\/i>\u00a0s\u00e3o as feitas por Hallawell. O material revela um lado da guerra pouco explorado, da vida no front no intervalo entre batalhas.<\/p>\n<p>A reedi\u00e7\u00e3o deste material, gravado seis anos ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o Latino-Americano &#8211; em espanhol e portugu\u00eas &#8211; da BBC, \u00e9 um dos elementos que marcam os 80 anos da BBC Brasil, que ser\u00e3o completados em 14 de mar\u00e7o de 2018.<\/p>\n<p>As reportagens em \u00e1udio focam no elemento humano, no dia a dia dos acampamentos e alojamentos, nos momentos de lazer e divers\u00e3o do soldados &#8211; traz, enfim, o lado humano da cobertura da guerra.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/14F3F\/production\/_99332858_3.jpg\" alt=\"Solodados brasileiros saudados pela popula\u00e7\u00e3o italiana\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Soldados lutaram oito meses na It\u00e1lia; em junho de 1945, come\u00e7aram a retornar ao Brasil | Foto da pesquisa de Vinicius Mariano de Carvalho, King&#8217;s College, cedida pelo Arquivo Hist\u00f3rico do Ex\u00e9rcito<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo dados do Ex\u00e9rcito, o efetivo da For\u00e7a Expedicion\u00e1ria Brasileira foi de 25.334 pessoas. Dessas, 443 morreram, 2.722 foram feridas e 23 desapareceram. Mas a trag\u00e9dia da guerra surgia como pano de fundo nas reportagens de Hallawell.<\/p>\n<p>&#8220;O Chico n\u00e3o fazia notici\u00e1rio cr\u00edtico, n\u00e3o falava dos horrores da guerra, n\u00e3o falava de derrotas&#8221;, diz Esquenazi. &#8220;Fazia mat\u00e9rias de comportamento, era um jornalismo &#8216;positivo&#8217;&#8230; (atrav\u00e9s dessas reportagens) voc\u00ea n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o do perigo, da trag\u00e9dia da guerra.&#8221;<\/p>\n<p>Uma raz\u00e3o para isso, sugere a pesquisadora, est\u00e1 na forte censura do material dos correspondentes. &#8220;Era dif\u00edcil fazer um notici\u00e1rio mais realista. Havia tr\u00eas n\u00edveis de censura, a dos militares brasileiros, a dos militares americanos e a do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) do Estado Novo.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Correspondente por acaso<\/h2>\n<p>A trajet\u00f3ria de Hallawell n\u00e3o era t\u00edpica de um correspondente. Nascido em Porto Alegre, filho de pais ingleses e parcialmente educado em um internato na Inglaterra, ele era engenheiro e foi parar no Servi\u00e7o Brasileiro da BBC basicamente por falar portugu\u00eas e querer colaborar com o esfor\u00e7o de guerra.<\/p>\n<p>Por outro lado, o &#8220;Chico da BBC&#8221; era um bom comunicador, tinha jeito no microfone e empatia com os entrevistados.<\/p>\n<p>Esquenazi diz que, apesar do sotaque ingl\u00eas, sua voz, quando surgia no r\u00e1dio, &#8220;tinha certa intimidade com o ouvido do brasileiro&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1764F\/production\/_99332859_4.jpg\" alt=\"Soldados na cozinha de alojamento\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">&#8216;Menu de Natal&#8217; teve ravi\u00f3li com peru, castanhas e rabanada, tudo &#8216;regado com um bom vinho italiano&#8217; | Foto da pesquisa de Vinicius Mariano de Carvalho, King&#8217;s College, cedida pelo Arquivo Hist\u00f3rico do Ex\u00e9rcito<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>De fato, nas entrevistas feitas no Natal de 1944, o \u00fanico celebrado pelos pracinhas na Segunda Guerra, Chico passa a impress\u00e3o de ser amigo das pessoas ao microfone. Para Esquenazi, &#8220;o Chico trazia humanidade&#8221;.<\/p>\n<p>Sua linguagem \u00e9 simples, direta e calorosa, como quando fala em &#8220;fazer um gostoso vatap\u00e1&#8221; ou pede ao sargento da cozinha que revele &#8220;em segredo&#8221; o menu dos expedicion\u00e1rios, ou quando anuncia a m\u00fasica de Noel (que ele pronuncia &#8220;No-hell&#8221;&#8216;) Rosa &#8220;sem a qual nenhum Natal brasileiro seria completo&#8221;.<\/p>\n<p>As entrevistas eram gravadas em um disco de vidro, atrav\u00e9s de um aparelho port\u00e1til projetado pela BBC especialmente para seus correspondentes de guerra, que, segundo relato do pr\u00f3prio Hallawell \u00e0 BBC, &#8220;era uma caixa pesando uns 15 quilos, muito parecida com aquelas vitrolas port\u00e1teis que nos anos de 1920 e 1930 a gente levava para os nossos piqueniques&#8221;.<\/p>\n<p>Os discos eram levados &#8220;de jipe a Floren\u00e7a&#8221;, e, de l\u00e1, enviados a Roma pelo malote do Ex\u00e9rcito Americano, de onde eram &#8220;irradiados&#8221; para Londres. Nos est\u00fadios da BBC, as reportagens eram gravadas em acetato e transmitidas ao longo da programa\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o Brasileiro.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1AA7\/production\/_99332860_5.jpg\" alt=\"Soldados na neve\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">Muitos dos soldados, vindos de todas as partes do Brasil, viram neve pela primeira e \u00faltima vez na It\u00e1lia | Foto da pesquisa de Vinicius Mariano de Carvalho, King&#8217;s College, cedida pelo Arquivo Hist\u00f3rico do Ex\u00e9rcito<\/span><\/figure>\n<p>Ele era auxiliado por Douglas Farley, um engenheiro de som da BBC, que operava o aparelho e a unidade m\u00f3vel de grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de gravar reportagens, Hallawell enviava cr\u00f4nicas &#8211; pelo telex do Ex\u00e9rcito Americano &#8211; que eram lidas por locutores em Londres. Muitas vezes, ele enviava cr\u00f4nicas escritas pelos correspondentes dos jornais brasileiros na It\u00e1lia, entre eles Rubem Braga e Joel Silveira.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a guerra, Hallawell voltou ao Brasil, onde foi gerente de uma fabricante inglesa de locomotivas. Ele morreu em 2004, em Petr\u00f3polis.<\/p>\n<p>Nos poucos meses em que praticou jornalismo, conseguiu registrar uma vis\u00e3o \u00fanica dos pracinhas em um momento marcante da hist\u00f3ria do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um material de enorme valor n\u00e3o apenas para a hist\u00f3ria do Jornalismo, como tamb\u00e9m para a hist\u00f3ria do Brasil. Ao longo de 2018, outros tesouros deste arquivo \u00fanico ser\u00e3o divulgados para o p\u00fablico&#8221;, diz Silvia Salek, diretora de reda\u00e7\u00e3o da BBC Brasil.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Munido de um complexo equipamento de grava\u00e7\u00e3o e com aux\u00edlio de uma unidade m\u00f3vel &#8211; uma ambul\u00e2ncia convertida em est\u00fadio &#8211; Hallawell foi o \u00fanico jornalista brasileiro a captar as vozes dos soldados, dos oficiais e do pessoal de apoio (como enfermeiras) do cont<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":228612,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-228611","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/segunda-guerra-pracinhas.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228611","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=228611"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/228611\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/228612"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=228611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=228611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=228611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}