{"id":228934,"date":"2017-12-25T15:58:35","date_gmt":"2017-12-25T18:58:35","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=228934"},"modified":"2017-12-25T15:58:35","modified_gmt":"2017-12-25T18:58:35","slug":"cidade-europeia-em-que-fronteira-entre-dois-paises-divide-casas-ao-meio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/cidade-europeia-em-que-fronteira-entre-dois-paises-divide-casas-ao-meio\/","title":{"rendered":"A cidade europeia em que a fronteira entre dois pa\u00edses divide casas ao meio"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">Andrew Eames<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/17614\/production\/_99346759_cidade02.jpg\" alt=\"Casas de Baarle-Nassau, na Holanda\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Baarle-Nassau, na Holanda, abriga mais de 20 enclaves belgas | Foto: Andrew Eames<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Um recanto sossegado no norte da Europa chama a aten\u00e7\u00e3o por uma anomalia geogr\u00e1fia &#8211; muitas de suas casas s\u00e3o divididas por uma fronteira internacional, que passa no meio das propriedades.<\/p>\n<p>Desta forma, um casal pode deitar na mesma cama, mas dormir em pa\u00edses diferentes. E h\u00e1 quem mude a porta principal da casa de lugar para obter vantagens econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>N\u00e3o muito longe da fronteira com a B\u00e9lgica, o munic\u00edpio holand\u00eas de Baarle-Nassau abriga cerca de 30 enclaves belgas, conhecidos como Baarle-Hertog.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/8F9C\/production\/_99346763_cidade03.jpg\" alt=\"Casas de Baarle-Nassau, na Holanda\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">As fronteiras da regi\u00e3o n\u00e3o foram definidas at\u00e9 1995, quando o \u00faltimo lote de terra foi concedido \u00e0 B\u00e9lgica | Foto: Andrew Eames<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Toda essa confus\u00e3o remete \u00e0 Idade M\u00e9dia, quando lotes de terra foram divididos entre diferentes fam\u00edlias da aristocracia local. Baarle-Hertog (hertog significa &#8220;duque&#8221; em holand\u00eas) pertenceu ao duque de Brabante, enquanto Baarle-Nassau era propriedade da Dinastia Nassau.<\/p>\n<p>Quando a B\u00e9lgica declarou a independ\u00eancia dos Pa\u00edses Baixos, em 1831, as duas na\u00e7\u00f5es ficaram embaralhadas de tal forma que os sucessivos regimes que assumiram foram dissuadidos de definir suas \u00e1reas de jurisdi\u00e7\u00e3o exatas.<\/p>\n<p>As fronteiras n\u00e3o foram estabelecidas at\u00e9 1995, quando o \u00faltimo lote restante da &#8220;terra de ningu\u00e9m&#8221; foi concedido \u00e0 B\u00e9lgica.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Diferen\u00e7as<\/h2>\n<p>Dos cerca de 9 mil moradores da regi\u00e3o, aproximadamente tr\u00eas quartos t\u00eam passaporte holand\u00eas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/133AC\/production\/_99346787_cidade04.jpg\" alt=\"Cruzes brancas nas cal\u00e7adas, indicando 'NL' de um lado e 'B' no outro\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">As fronteiras s\u00e3o marcadas por cruzes brancas nas cal\u00e7adas, indicando &#8216;NL&#8217; de um lado e &#8216;B&#8217; no outro | Foto: Toerisme Baarle<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>O munic\u00edpio holand\u00eas tamb\u00e9m det\u00e9m, de longe, a maior parte de terra -76 quil\u00f4metros quadrados, em compara\u00e7\u00e3o com os 7,5 quil\u00f4metros quadrados belgas.<\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil distinguir os territ\u00f3rios, que poderiam ser confundidos com qualquer cidade t\u00edpica holandesa.<\/p>\n<p>Mas, depois de algum tempo, as diferen\u00e7as se tornam evidentes. H\u00e1 marca\u00e7\u00f5es nas cal\u00e7adas &#8211; cruzes brancas com &#8216;NL&#8217; em um lado e &#8216;B&#8217; no outro &#8211; e bandeiras ao lado dos n\u00fameros das casas para indicar a que pa\u00eds pertencem.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as propriedades holandesas s\u00e3o mais padronizadas que a dos vizinhos belgas. Suas cal\u00e7adas s\u00e3o cobertas por limoeiros, com galhos cuidadosamente podados e tran\u00e7ados como parreiras de uva.<\/p>\n<p>J\u00e1 a parte belga tende a ter uma diversidade arquitet\u00f4nica maior.<\/p>\n<p>Se o visitante tiver o ouvido bom, tamb\u00e9m pode diferenciar os sotaques, explica Willem van Gool, presidente do escrit\u00f3rio de turismo de Baarle. Embora a l\u00edngua francesa seja ensinada nas escolas belgas, o holand\u00eas \u00e9 o idioma principal de ambas as comunidades.<\/p>\n<p>&#8220;Com os belgas \u00e9 mais como um dialeto, e com os holandeses, (o som) \u00e9 mais &#8230; limpo&#8221;, observa van Gool.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/4D34\/production\/_99346791_cidade05.jpg\" alt=\"Pr\u00e9dio dividido ao meio pela fronteira\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Muitos pr\u00e9dios em Baarle-Nassau e Baarle-Hertog s\u00e3o divididos ao meio pela fronteira | Foto: Toerisme Baarle<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Esse fato, aliado \u00e0 abordagem menos usual das resid\u00eancias no lado belga, levou parte dos holandeses a menosprezar os vizinhos.<\/p>\n<p>&#8220;Nos dias em que as aulas nas escolas acabavam ao mesmo tempo, os jovens brigavam&#8221;, lembra van Gool.<\/p>\n<p>Mas isso acabou na d\u00e9cada de 1960, quando os dois prefeitos da cidade (um holand\u00eas e um belga) alteraram os hor\u00e1rios das escolas e determinaram que o clube juvenil promovesse intera\u00e7\u00f5es positivas entre os jovens.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Harmonia<\/h2>\n<p>Hoje, muitos moradores de Baarle-Nassau e Baarle-Hertog t\u00eam dupla cidadania &#8211; um passaporte belga e um holand\u00eas.<\/p>\n<p>O conv\u00edvio pac\u00edfico das duas na\u00e7\u00f5es atraiu, inclusive, o interesse de assessores do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, por ser um exemplo de como duas comunidades diferentes podem viver juntas em harmonia.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 ent\u00e3o que a confus\u00e3o geopol\u00edtica trouxe vantagens para Baarle-Nassau e Baarle-Hertog? Certamente atrai turistas, diz van Gool.<\/p>\n<p>&#8220;O n\u00famero de lojas, hot\u00e9is e caf\u00e9s que temos seria mais adequado para uma cidade de 40 mil habitantes, em vez de 9 mil. E quando as lojas belgas fecham no domingo, as holandesas n\u00e3o (fecham)&#8221;, explica.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Desafios e negocia\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Mas as complexidades se mostram latentes principalmente quando se trata de infraestrutura. As licen\u00e7as para constru\u00e7\u00e3o podem ser especialmente complicadas, segundo Leo van Tilburg, prefeito do munic\u00edpio belga, cuja c\u00e2mara municipal \u00e9 dividida pela fronteira.<\/p>\n<p>Por causa da localiza\u00e7\u00e3o, a B\u00e9lgica teve que pedir permiss\u00e3o holandesa para construir parte do pr\u00e9dio da prefeitura &#8211; a \u00e1rea \u00e9 delimitada por uma faixa iluminada que atravessa a sala de reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>Desta forma, grande parte do tempo de Tilburg \u00e9 dedicado a resolver quest\u00f5es relacionadas ao fornecimento de servi\u00e7os &#8211; como educa\u00e7\u00e3o, \u00e1gua, infraestrutura &#8211; em parceria com sua hom\u00f3loga holandesa, Marjon de Hoon.<\/p>\n<p>Pavimentar estradas \u00e9 sua maior dor de cabe\u00e7a, uma vez que as rodovias podem cruzar v\u00e1rias vezes as fronteiras em poucas centenas de metros. H\u00e1 ainda problemas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 rede de esgoto.<\/p>\n<p>&#8220;A estrada sobre a qual o tubo est\u00e1 sendo instalado pode ser toda belga, mas quem paga se a tubula\u00e7\u00e3o tiver que ser ampliada por causa de casas holandesas nas proximidades? E quem paga pela ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, onde a cal\u00e7ada \u00e9 belga, mas a luz ilumina janelas holandesas? &#8220;, questiona Tilburg.<\/p>\n<p>&#8220;(Mas) se houver 100 problemas, 98 deles n\u00e3o ser\u00e3o um problema &#8211; ap\u00f3s muitas discuss\u00f5es, \u00e9 claro&#8221;, esclarece.<\/p>\n<p>Tudo \u00e9 uma quest\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Brechas jurisdicionais<\/h2>\n<p>Dado que as leis de planejamento urbano da B\u00e9lgica s\u00e3o menos restritivas que as da Holanda, h\u00e1 vantagens claras em instalar a porta principal da casa em territ\u00f3rio belga.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/E974\/production\/_99346795_cidade06.jpg\" alt=\"Kees de Hoon e suas duas portas\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Kees de Hoon (\u00e0 direita) contornou uma proibi\u00e7\u00e3o holandesa para constru\u00e7\u00e3o instalando uma segunda porta no pr\u00e9dio, no lado belga da fronteira | Foto: Andrew Eames<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Kees de Hoon, que tem passaporte holand\u00eas, queria reformar o pr\u00e9dio onde mora. Mas a porta principal do edif\u00edcio ficava na Holanda e ele n\u00e3o conseguiu permiss\u00e3o da prefeitura holandesa.<\/p>\n<p>Ele resolveu o problema instalando uma segunda porta principal, adjacente \u00e0 primeira, mas do outro lado da fronteira.<\/p>\n<p>Agora, com um pr\u00e9dio com duas portas, um de seus apartamentos \u00e9 holand\u00eas, e os outros tr\u00eas s\u00e3o belgas.<\/p>\n<p>Kees n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico a aproveitar as brechas jurisdicionais. Muitas fam\u00edlias e empres\u00e1rios estabelecidos na regi\u00e3o se beneficiaram de alguma forma.<\/p>\n<p>O caso mais evidente \u00e9 de um antigo banco que foi constru\u00eddo bem em cima da fronteira, de modo que a papelada pudesse ser levada de um lado para o outro do pr\u00e9dio, sempre que fiscais da receita de uma determinada nacionalidade solicitassem.<\/p>\n<p>Embora a explora\u00e7\u00e3o de brechas n\u00e3o seja t\u00e3o comum atualmente, n\u00e3o pude deixar de imaginar os dias de gl\u00f3ria da flexibiliza\u00e7\u00e3o fronteiri\u00e7a. O gado que misteriosamente mudava de pasto durante a noite. O estoque de uma loja adquirido em um pa\u00eds e vendido no outro sem passar pela receita&#8230;<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um assunto sobre o qual os moradores gostam de falar&#8221;, concorda van Gool.<\/p>\n<p>&#8220;E isso foi feito em ambos os lados da fronteira&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Pontos de atrito<\/h2>\n<p>Isso n\u00e3o significa que n\u00e3o haja atrito entre as duas jurisdi\u00e7\u00f5es. Na Holanda, a idade m\u00ednima para consumo de \u00e1lcool \u00e9 18 anos, mas os belgas podem beber legalmente a partir dos 16 anos. Ent\u00e3o, se um gar\u00e7om holand\u00eas se recusar a servir um bando de adolescentes, eles podem simplesmente atravessar a rua.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as diversas lojas de fogos de artif\u00edcio localizadas nas partes belgas s\u00e3o fonte de irrita\u00e7\u00e3o para as autoridades holandesas. Nos Pa\u00edses Baixos, a venda e o transporte de fogos de artif\u00edcio s\u00e3o ilegais (exceto no Ano Novo).<\/p>\n<p>Assim, ao fim da minha visita a Baarle-Nassau \/ Baarle-Hertog em novembro, eu tive que passar pol\u00edcia holandesa, que estava revistando todos que sa\u00edam da cidade.<\/p>\n<p>Tudo indica que, nesta experimenta\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o entre fronteiras, ainda h\u00e1 quest\u00f5es pendentes a serem resolvidas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mas, depois de algum tempo, as diferen\u00e7as se tornam evidentes. 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