{"id":229304,"date":"2017-12-29T07:13:51","date_gmt":"2017-12-29T10:13:51","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=229304"},"modified":"2017-12-29T07:14:19","modified_gmt":"2017-12-29T10:14:19","slug":"o-pt-de-pernambuco-e-duvida-do-voo-solo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-pt-de-pernambuco-e-duvida-do-voo-solo\/","title":{"rendered":"O PT de Pernambuco e a d\u00favida do voo solo"},"content":{"rendered":"<header class=\"clearfix entry-header\">\n<h2 class=\"entry-title\"><\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"clearfix entry-content\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Por: *<strong>Maur\u00edcio Costa Rom\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><em>Grande parte da classe pol\u00edtica de Pernambuco d\u00e1 como favas contadas a uni\u00e3o do PT com o PSB na elei\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria de 2018. Pesariam a\u00ed interesses m\u00fatuos, ligados (1) ao pleito para presidente; (2) ao tempo local de r\u00e1dio e TV; (3) \u00e0 agrega\u00e7\u00e3o de votos do eleitorado petista \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o do governador e (4) ao espa\u00e7o da chapa majorit\u00e1ria do PSB cedido a integrantes do PT.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-224859 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/marilia-arraes.jpg\" alt=\"\" width=\"748\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/marilia-arraes.jpg 748w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/marilia-arraes-300x164.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/marilia-arraes-620x340.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/marilia-arraes-93x50.jpg 93w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/marilia-arraes-160x88.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/marilia-arraes-225x123.jpg 225w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/marilia-arraes-640x351.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 748px) 100vw, 748px\" \/><\/p>\n<p><em>A presum\u00edvel alian\u00e7a significaria, naturalmente, entoar o r\u00e9quiem da candidatura pr\u00f3pria do PT ao governo estadual defendida por alguns e j\u00e1 com tr\u00eas pr\u00e9-candidatos assumidos.<\/em><\/p>\n<p><em>Um dos argumentos dos adeptos da candidatura pr\u00f3pria \u00e9 que ela ajudaria a catapultar votos para as hostes petistas no pleito proporcional. \u00c9 o conhecido lema de que time que n\u00e3o joga n\u00e3o arruma torcida.<\/em><\/p>\n<p><em>Como exemplo da necessidade de dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o de vagas legislativas, tais adeptos citam a elei\u00e7\u00e3o de 2014 para deputado federal em Pernambuco na qual o partido n\u00e3o conseguiu eleger nenhum dos 8 candidatos (vide tabela abaixo).<\/em><\/p>\n<p>VOTA\u00c7\u00c3O DO PT PARA DEPUTADO FEDERAL EM PRENAMBUCO (2002 a 2014)<\/p>\n<p><strong>Ano | Vota\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0|\u00a0<strong>Eleitos<\/strong>\u00a0|\u00a0<strong>Eleitos<\/strong>\u00a0(<strong>sem coliga\u00e7\u00e3o<\/strong>) |\u00a0<strong>QE<\/strong><br \/>\n2002 | 499.231 | 3 | 3 | 152.517<br \/>\n2006 | 676.507 | 4 | 4 | 167.571<br \/>\n2010 | 680.581 | 5 | 5 | 178.008<br \/>\n2014 | 384.699 | 0 | 2 | 179.329<\/p>\n<p>Fonte: TSE e c\u00e1lculos pr\u00f3prios (MCR)<\/p>\n<p><em>N\u00e3o resta d\u00favida de que candidaturas pr\u00f3prias d\u00e3o visibilidade aos partidos, mormente quando elas s\u00e3o competitivas. Isso pode contribuir para associar os proporcionais ao postulante majorit\u00e1rio, eventualmente alavancando votos para ambos.<\/em><\/p>\n<p><em>Embora possa vir a ser importante, a quest\u00e3o principal da elei\u00e7\u00e3o proporcional, todavia, n\u00e3o \u00e9 o atrelamento \u00e0 candidatura pr\u00f3pria majorit\u00e1ria, mas sim a decis\u00e3o de o partido disputar o pleito isoladamente ou em coliga\u00e7\u00e3o. Neste \u00faltimo caso \u00e9 preciso saber ainda com quem se coligar.<\/em><\/p>\n<p><em>A tabela que acompanha o texto mostra as vota\u00e7\u00f5es recebidas pelo PT para deputado federal nas \u00faltimas quatro elei\u00e7\u00f5es no estado. Em todas elas o partido se coligou. Note-se que em 2002, 2006 e 2010 o n\u00famero de deputados eleitos pela sigla foi de 3, 4 e 5, respectivamente. Se, entretanto, o PT n\u00e3o houvesse celebrado coliga\u00e7\u00f5es, o n\u00famero de eleitos seria o mesmo, o que mostra a for\u00e7a do partido.<\/em><\/p>\n<p><em>Nas elei\u00e7\u00f5es de 2014, entretanto, a hist\u00f3ria foi diferente. O PT fez parte de uma chapa composta por seis partidos: PT, PTB, PDT, PSC, PRB e PTdoB.<\/em><\/p>\n<p><em>Esta alian\u00e7a conquistou 6 cadeiras, sendo 4 delas alocadas ao PTB, que recebeu 465.366 votos, a maior vota\u00e7\u00e3o do conjunto. As outras duas cadeiras destinaram-se ao PDT (138.156 votos) e ao PSC (107.856 votos), uma para cada sigla.<\/em><\/p>\n<p><em>O PT teve um ter\u00e7o dos votos da alian\u00e7a (384.699), mas ficou sem nenhuma vaga porque a vota\u00e7\u00e3o individual de seus oito candidatos foi menor do que a vota\u00e7\u00e3o de seus companheiros de alian\u00e7a mais bem situados (os seis primeiros).<\/em><\/p>\n<p><em>Tivesse concorrido isoladamente, o PT elegeria dois parlamentares, Mozart Sales e Jo\u00e3o da Costa, e ainda teria uma pequena sobra de votos (0,1452 de uma cadeira) para concorrer a uma vaga adicional.<\/em><\/p>\n<p><em>Fica claro, portanto, que a decis\u00e3o de se coligar passa n\u00e3o s\u00f3 pela expectativa de votos da coliga\u00e7\u00e3o (que deve ser sempre superior a que o partido almejaria se disputasse isoladamente), mas tamb\u00e9m, pelo potencial de votos dos candidatos da alian\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><em>O quociente eleitoral para deputado federal em 2018 n\u00e3o deve variar muito em rela\u00e7\u00e3o ao das duas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es em Pernambuco (vide \u00faltima coluna da tabela). O incremento vegetativo do eleitorado deve ser compensado por um prov\u00e1vel ligeiro aumento da aliena\u00e7\u00e3o eleitoral (maior absten\u00e7\u00e3o e mais votos brancos e nulos), deixando os votos v\u00e1lidos mais ou menos no mesmo patamar de 2010 e 2014 (aproximadamente 4,5 milh\u00f5es de votos).<\/em><\/p>\n<p><em>Se o c\u00e1lculo mais realista de expectativas do PT \u00e9 ter uma vota\u00e7\u00e3o, no m\u00e1ximo, pr\u00f3xima da de 2014 para a C\u00e2mara Federal, ent\u00e3o, saindo sozinho, o partido tem alta probabilidade de fazer dois deputados (um, com certeza, diretamente pelo quociente partid\u00e1rio).<\/em><\/p>\n<p><em>Se for se coligar, h\u00e1 que ficar de olho nas vota\u00e7\u00f5es dos concorrentes individuais dentro do conjunto. A\u00ed pode eleger dois, um ou nenhum.<\/em><\/p>\n<p><em>A dire\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria do PT local tem, como se v\u00ea, uma dif\u00edcil decis\u00e3o a tomar. Se for se balizar no exemplo local de 2014 e nas estat\u00edsticas gerais do partido no Brasil, o horizonte apontaria para o v\u00f4o solo. Isso porque, em 2014, o PT elegeu 69 parlamentares federais, disputando sozinho em alguns estados e se coligando em outros. N\u00e3o tivesse celebrado coliga\u00e7\u00f5es, teria elegido nada menos que 102 deputados, 33 a mais!<\/em><\/p>\n<p><em>Pesa contra o v\u00f4o solo a hist\u00f3ria das elei\u00e7\u00f5es para a C\u00e2mara Federal em Pernambuco: nunca, na redemocratiza\u00e7\u00e3o, nas \u00faltimas 8 elei\u00e7\u00f5es, um parlamentar federal foi eleito sem ser por uma coliga\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>*<strong>Maur\u00edcio Rom\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 professor e economista.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos argumentos dos adeptos da candidatura pr\u00f3pria \u00e9 que ela ajudaria a catapultar votos para as hostes petistas no pleito proporcional. \u00c9 o conhecido lema de que time que n\u00e3o joga n\u00e3o arruma torcida.<\/p>\n<p>Como exemplo da necessidade de dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o de vagas <\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":226236,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,11],"tags":[],"class_list":["post-229304","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-regional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/marilia-arraes-boa.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229304","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=229304"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229304\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/226236"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=229304"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=229304"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=229304"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}