{"id":229350,"date":"2017-12-29T08:46:18","date_gmt":"2017-12-29T11:46:18","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=229350"},"modified":"2017-12-29T08:46:18","modified_gmt":"2017-12-29T11:46:18","slug":"tese-de-doutorado-mais-perversa-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/tese-de-doutorado-mais-perversa-da-historia\/","title":{"rendered":"A tese de doutorado mais perversa da Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>M\u00e9dico nazista analisou as tatuagens de 800 prisioneiros do campo de concentra\u00e7\u00e3o de Buchenwald segundo sua \u201cra\u00e7a e nacionalidade\u201d, sua educa\u00e7\u00e3o e seu \u201cpassado criminoso\u201d<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Manuel Ansede\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/manuel_ansede_vazquez\/a\/\">MANUEL ANSEDE<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-datos\"><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/ciencia\/1514430937_097922_1514432882_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/ciencia\/1514430937_097922_1514432882_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/ciencia\/1514430937_097922_1514432882_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/ciencia\/1514430937_097922_1514432882_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Campo de concentra\u00e7\u00e3o de Buchenwald\" width=\"980\" height=\"1140\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Prisioneiro de Buchenwald posa para a tese de Erich Wagner<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">IMAGEN CEDIDA POR USM BOOKS<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_5|apoyos\" class=\"sumario_apoyos izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h3 class=\"sumario-titulo\"><\/h3>\n<\/header>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Contava o escritor espanhol Jorge Sempr\u00fan em seu romance\u00a0<a href=\"https:\/\/www.uv.mx\/blogs\/cecc\/files\/2012\/06\/Semprun-Jorge-La-escritura-o-la-vida.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>La Escritura o La Vida<\/em><\/a>\u00a0(A escritura ou a vida) que viveu durante dois anos sem ver o pr\u00f3prio rosto, confinado no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/campos_concentracion_nazis\/a\/\">campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista<\/a>\u00a0de Buchenwald, na Alemanha. \u201cN\u00e3o h\u00e1 espelhos em Buchenwald. Via meu corpo, sua magreza crescente, uma vez por semana, nos chuveiros. Nenhum rosto, sobre esse corpo irris\u00f3rio.\u201d Cerca de 56.000 pessoas foram assassinadas no sistema de campos de Buchenwald desde sua inaugura\u00e7\u00e3o, em 1937, at\u00e9 sua libera\u00e7\u00e3o, em 1945. Os prisioneiros veteranos sempre se negavam a visitar o m\u00e9dico, n\u00e3o importa o que tivessem. \u201cO habitual era sair da enfermaria para a chamin\u00e9 do cremat\u00f3rio\u201d, resumia o escritor, detido em 1943 como comunista espanhol na Resist\u00eancia francesa. \u201cAdocicado, insinuante, com odores acres, propriamente nauseabundos. Um cheiro ins\u00f3lito, que era do forno cremat\u00f3rio\u201d, recordava.<\/p>\n<p>Naquele campo de concentra\u00e7\u00e3o, a apenas oito quil\u00f4metros de Weimar (tamb\u00e9m na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/alemania\/a\">Alemanha<\/a>), havia algu\u00e9m que de fato podia ver o pr\u00f3prio rosto num espelho e que estava obcecado com a pele dos demais. Seu nome: Erich Wagner, um dos m\u00e9dicos de Buchenwald. Tinha nascido em 1912 em Chomutov, uma pequena cidade de mineiros de carv\u00e3o na atual Rep\u00fablica Checa. Aos 28 anos, Wagner assinou aquela que \u00e9, possivelmente, a tese de doutorado mais perversa da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em 6 de setembro de 1939, o m\u00e9dico ingressou como chefe de assalto nas\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Waffen-SS\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Waffen-SS<\/a>, o bra\u00e7o armado do Partido Nazista. Cinco dias antes, a Segunda Guerra Mundial havia come\u00e7ado com a invas\u00e3o alem\u00e3 da Pol\u00f4nia. No campo de Buchenwald, j\u00e1 havia cerca de 10.000 judeus desde a Noite dos Cristais \u2013 9 de novembro de 1938 \u2013, quando uma\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/holocausto\/a\">explos\u00e3o de viol\u00eancia contra os judeus<\/a>\u00a0acabou com milhares deles detidos por toda a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nazismo\/a\">Alemanha nazista<\/a>.<\/p>\n<p>Em sua estreia como m\u00e9dico do campo, Wagner aplicou a inje\u00e7\u00e3o letal num grupo de ciganos que sofria de uma leve doen\u00e7a contagiosa, como revelam documentos do memorial de Buchenwald. Em 1940, ele deu in\u00edcio \u00e0 sua \u201cgrande obra\u201d: uma tese de doutorado intitulada\u00a0<em>Sobre o Tema da Tatuagem<\/em>.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|html\" class=\"sumario_html derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Um sobrevivente acusou Wagner de matar os prisioneiros tatuados<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Uma empresa norte-americana de colecionismo de material nazista, a USM Books, sediada em Rapid City (Dakota do Sul), coloca agora \u00e0 venda, por 995 d\u00f3lares (cerca de 3.300 reais)\u00a0<a href=\"http:\/\/www.usmbooks.com\/nazi_SS_doctor.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um exemplar original<\/a>\u00a0daquele trabalho macabro. A tese, de 51 p\u00e1ginas ilustradas com 30 imagens, analisa as tatuagens de 800 pessoas segundo sua \u201cra\u00e7a e nacionalidade\u201d, sua educa\u00e7\u00e3o e seu \u201cpassado criminoso\u201d. Cont\u00e9m fotos de prisioneiros nus em Buchenwald, de p\u00e9 e com o olhar perdido, mostrando suas tatuagens de mulheres sem roupa, desenhos de p\u00eanis, soldados a cavalo e \u00edcones da \u00e9poca, como o j\u00e1 c\u00e9lebre Mickey Mouse, criado por\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/walt_disney\/a\">Walt Disney<\/a>\u00a0em 1928.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a libera\u00e7\u00e3o de Buchenwald, em 11 de abril de 1945, um dos prisioneiros sobreviventes, o engenheiro qu\u00edmico austr\u00edaco Gustav Wegerer, recordaria: \u201cO doutor Wagner, m\u00e9dico da SS, trabalhou numa tese de doutorado sobre as tatuagens. Surpreendentemente, todos os prisioneiros que ordenou comparecer \u00e0 sua consulta morreram. E suas tatuagens foram arrancadas. N\u00e3o \u00e9 exagerado assumir que foram liquidados por ele no edif\u00edcio do hospital.\u201d<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/ciencia\/1514430937_097922_1514435032_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/ciencia\/1514430937_097922_1514435032_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/ciencia\/1514430937_097922_1514435032_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/ciencia\/1514430937_097922_1514435032_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Pele tatuada e outros restos humanos encontrados em Buchenwald ap\u00f3s sua libera\u00e7\u00e3o\" width=\"980\" height=\"777\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Pele tatuada e outros restos humanos encontrados em Buchenwald ap\u00f3s sua libera\u00e7\u00e3o<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">USHMM<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Quando Sempr\u00fan saiu vivo de Buchenwald e come\u00e7ou a falar com um jovem oficial franc\u00eas do ex\u00e9rcito aliado, iniciou seu relato com algo desconcertante: as sess\u00f5es de cinema organizadas pelos chefes da SS nas tardes de domingo. Num alojamento ao lado da enfermaria de Wagner, os presos viam com\u00e9dias musicais de cinema mudo, contava o escritor espanhol como resumo de seus dois anos no inferno, sem mencionar os cad\u00e1veres que sa\u00edam pela chamin\u00e9. O militar franc\u00eas n\u00e3o entendia nada. \u201cQualquer pessoa poderia ter narrado a ele o cremat\u00f3rio, os mortos por esgotamento, os enforcamentos p\u00fablicos, a agonia dos judeus no \u2018Campo Pequeno\u2019, o interesse de Ilse Koch pelas tatuagens na pele dos deportados\u201d, recordava, satisfeito, Sempr\u00fan.<\/p>\n<section id=\"sumario_4|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">O m\u00e9dico Erich Wagner se suicidou em 1959, sem esperar por seu julgamento<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>O espanhol publicou\u00a0<em>La Escritura o La Vida<\/em>\u00a0em 1995, meio s\u00e9culo depois de sua liberta\u00e7\u00e3o do campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista, mas se lembrava perfeitamente de Ilse Koch, a chamada Bruxa de Buchenwald. Era casada com o comandante do campo, Karl Otto Koch, e ap\u00f3s a guerra foi acusada de ter arrancado a pele tatuada dos prisioneiros para fazer l\u00e2mpadas com as quais decorou sua casa. As acusa\u00e7\u00f5es nunca foram comprovadas.<\/p>\n<p>Das supostas l\u00e2mpadas de pele humana de Ilse Koch s\u00f3 restam fotografias, mas o t\u00e9trico livro de Wagner chegou aos nossos dias. Outro exemplar est\u00e1 guardado na biblioteca da Universidade Friedrich Schiller de Jena (Alemanha), onde o m\u00e9dico nazista apresentou sua tese, vinculando as tatuagens \u00e0 criminalidade sem nenhum m\u00e9todo cient\u00edfico.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|foto\" class=\"sumario_foto derecha\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/ciencia\/1514430937_097922_1514434808_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/ciencia\/1514430937_097922_1514434809_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/ciencia\/1514430937_097922_1514434808_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Exemplar da tese \u2018Sobre o Tema das Tatuagens\u201d, na Universidade de Jena\" width=\"360\" height=\"448\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Exemplar da tese \u2018Sobre o Tema das Tatuagens\u201d, na Universidade de Jena<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">PETER ELSNER<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>O dermatologista alem\u00e3o Peter Elsner analisa recentemente a obra de Wagner\u00a0<a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/320904565_75_years_after_Erich_Wagner%27s_doctoral_dissertation_A_Contribution_to_the_Issue_of_Tattooing_-_scientific_misconduct_in_Nazi_Germany\">numa revista especializada alem\u00e3.<\/a>\u00a0Segundo Elsner, inclusive \u201ca autoria cient\u00edfica da tese \u00e9 question\u00e1vel\u201d. Em 1957, diz ele, outro prisioneiro de Buchenwald, o escritor e m\u00e9dico Paul Gr\u00fcwald, declarou que foi ele mesmo quem elaborou o question\u00e1rio, interrogou os 800 presos, reuniu os dados e redigiu a tese de Wagner. O nazista, enquanto isso, dava algumas indica\u00e7\u00f5es e, sobretudo, \u201cgarantia que as tatuagens especialmente bonitas fossem fotografadas no departamento de fotografia\u201d, segundo o testemunho de Gr\u00fcnwald. A tese de doutorado mais perversa da Hist\u00f3ria \u00e9, portanto, plagiada.<\/p>\n<p>Erich Wagner foi preso pelo Ex\u00e9rcito norte-americano em 1945, mas escapou em 1948. Durante anos, conseguiu viver na Baviera e na Floresta Negra com nome falso \u2013 at\u00e9 ser detido de novo em 1958. Em 22 de mar\u00e7o de 1959 se suicidou, sem esperar seu julgamento. A banca que julgou sua tese na Universidade de Jena qualificou-a como \u201cmuito boa\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e9dico nazista analisou as tatuagens de 800 prisioneiros do campo de concentra\u00e7\u00e3o de Buchenwald segundo sua \u201cra\u00e7a e nacionalidade\u201d, sua educa\u00e7\u00e3o e seu \u201cpassado criminoso\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":229351,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1175,6],"tags":[],"class_list":["post-229350","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/doutorado.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229350","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=229350"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229350\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/229351"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=229350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=229350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=229350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}