{"id":229380,"date":"2017-12-29T10:06:06","date_gmt":"2017-12-29T13:06:06","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=229380"},"modified":"2017-12-29T10:06:06","modified_gmt":"2017-12-29T13:06:06","slug":"oito-anos-apos-lei-como-anvisa-e-farmaceuticas-querem-diminuir-falsificacoes-e-roubos-de-remedios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/oito-anos-apos-lei-como-anvisa-e-farmaceuticas-querem-diminuir-falsificacoes-e-roubos-de-remedios\/","title":{"rendered":"Oito anos ap\u00f3s lei, como Anvisa e farmac\u00eauticas querem diminuir falsifica\u00e7\u00f5es e roubos de rem\u00e9dios"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"story-body__h1\"><\/h1>\n<div class=\"byline\"><span class=\"byline__name\">Keila Guimar\u00e3es<\/span><\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/A599\/production\/_99339324_foto-pedroventura-agenciabrasilia.jpg\" alt=\"Farm\u00e1cia Central da Secretaria de Sa\u00fade, em Bras\u00edlia\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"660\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Farm\u00e1cia Central da Secretaria de Sa\u00fade, em Bras\u00edlia; iniciativa promete controle mais r\u00edgido sobre a cadeia de medicamentos, desde fabricantes at\u00e9 hospitais | Foto: Pedro Ventura\/Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Medicamentos falsificados, irregulares, oriundos de contrabando ou roubo poder\u00e3o ser interceptados mais rapidamente a partir do pr\u00f3ximo ano. No primeiro trimestre de 2018, a Anvisa (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria) e um grupo de seis empresas farmac\u00eauticas come\u00e7am um projeto-piloto para rastrear rem\u00e9dios desde a produ\u00e7\u00e3o \u00e0 venda no Brasil.<\/p>\n<p>A medida pode ajudar a diminuir a circula\u00e7\u00e3o de produtos falsificados ou de qualidade duvidosa, estimados em 10% do total de rem\u00e9dios vendido em pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda, como o Brasil, segundo relat\u00f3rio recente da OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade). O total gasto com esses medicamentos pode chegar a US$ 30 bilh\u00f5es globalmente, estima a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O programa de rastreabilidade brasileiro, cujo nome oficial \u00e9 Sistema Nacional de Controle de Medicamentos, vinha sendo gestado desde janeiro de 2009, quando a lei Lei 11.903 previa a cria\u00e7\u00e3o de um sistema de rastreamento desde a f\u00e1brica at\u00e9 o paciente. Ap\u00f3s intenso debate entre ind\u00fastria e governo e uma nova lei em 2016, o programa foi regulamentado. Em 2018, come\u00e7a a primeira fase.<\/p>\n<p>O rastreio ser\u00e1 possibilitado por um n\u00famero individual, exclusivo de cada medicamento. Esse c\u00f3digo, que funciona como um n\u00famero de identidade \u00fanico, estar\u00e1 na embalagem de cada produto e permitir\u00e1 que governo e farmac\u00eauticas rastreiem os rem\u00e9dios em toda a cadeia comercial.<\/p>\n<p>O processo tem in\u00edcio com o fabricante ou importador do rem\u00e9dio, que informa \u00e0 Anvisa quando o produto sai do laborat\u00f3rio e \u00e9 enviado para uma revendedora. Por sua vez, quando as revendedoras recebem e quando revendem o medicamento, elas detalham \u00e0 ag\u00eancia as informa\u00e7\u00f5es sobre quais drogarias ou hospitais receberam o produto.<\/p>\n<p>&#8220;Os c\u00f3digos de cada caixinha v\u00e3o nos ajudar a monitorar se o produto transita na cadeia conforme ele vai sendo informado [pelas empresas]. Com isso, evitamos o uso de produtos sem registros, roubados ou extraviados&#8221;, explica Pedro Ivo Sebba Ramalho, diretor-adjunto da Anvisa.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia tamb\u00e9m espera que o sistema ajude as a\u00e7\u00f5es de recolhimento &#8211; quando um rem\u00e9dio apresenta problemas de qualidade e precisa ser retirado rapidamente de circula\u00e7\u00e3o. &#8220;Saberemos onde estar\u00e3o todas as unidades de lote com problemas&#8221;, afirma Ramalho.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/F3B9\/production\/_99339326_hi043678915.jpg\" alt=\"Rem\u00e9dios na contraluz\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"media-caption__text\">Estima-se que em pa\u00edses em desenvolvimento como o Brasil, 10% do total de rem\u00e9dios vendidos s\u00e3o falsificados ou de qualidade duvidosa<\/span><\/span><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Produtos de alto valor<\/h2>\n<p>Entre os produtos a serem monitorados na primeira fase do programa, est\u00e3o rem\u00e9dios caros, geralmente visados por criminosos. &#8220;Se um falsificador de moeda estiver operando, ele n\u00e3o ir\u00e1 falsificar notas de 2 reais, mas ir\u00e1 querer falsificar notas altas, para compensar a fraude. Ent\u00e3o um dos crit\u00e9rios s\u00e3o os produtos de maior valor agregado&#8221;, diz Ramalho.<\/p>\n<p>Outro crit\u00e9rio s\u00e3o produtos usados com frequ\u00eancia e, portanto, de alto volume &#8211; outro campo de interesse dos falsificadores. Os medicamentos que come\u00e7am a ser rastreados no ano que vem s\u00e3o Tandrilax (analg\u00e9sico e relaxante muscular), Climene (para terapia de reposi\u00e7\u00e3o hormonal feminina), Micardis (para hipertens\u00e3o), Levaquin (antibi\u00f3tico) e Faulblastina (utilizado no tratamento de v\u00e1rios tipos de c\u00e2ncer).<\/p>\n<p>Os produtos s\u00e3o das farmac\u00eauticas Ach\u00e9, Bayer, Boehringer Ingelheim, Janssen-Cilag e Libbs, que participam da fase piloto da iniciativa. Futuramente, Eurofarma e Roche tamb\u00e9m devem ser inseridas, segundo o Sindusfarma (Sindicato da Ind\u00fastria de Produtos Farmac\u00eauticos no Estado de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>&#8220;Quando estiver totalmente implementado, ser\u00e1 poss\u00edvel monitorar o percurso dos produtos originais em todas as etapas do processo de produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o, venda aos consumidores e utiliza\u00e7\u00e3o em cl\u00ednicas, hospitais e resid\u00eancias&#8221;, diz Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindusfarma.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/168E9\/production\/_99339329_hi031968076.jpg\" alt=\"P\u00edlulas brancas\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><span class=\"media-caption__text\">De acordo com a OMS, organiza\u00e7\u00f5es criminosas antes especializadas no mercado de drogas est\u00e3o migrando para o segmento de rem\u00e9dios<\/span><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Antibi\u00f3ticos est\u00e3o entre os mais falsificados<\/h2>\n<p>Algumas das classes de medicamentos a serem rastreadas pela Anvisa &#8211; antibi\u00f3ticos, analg\u00e9sicos e rem\u00e9dios para c\u00e2ncer &#8211; est\u00e3o entre as principais falsificadas globalmente, segundo a OMS. Antibi\u00f3ticos, por exemplo, representaram um quinto dos casos denunciados \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o entre 2013 e 2017, seguidos por anest\u00e9sicos e analg\u00e9sicos, com 8,5% dos casos.<\/p>\n<p>De acordo com a OMS, citando dados da organiza\u00e7\u00e3o policial Interpol, organiza\u00e7\u00f5es criminosas antes especializadas no mercado de drogas est\u00e3o migrando para o segmento de rem\u00e9dios porque &#8220;os lucros s\u00e3o altos, os riscos de serem detectados e julgados s\u00e3o pequenos e as penalidades, se o processo \u00e9 de fato bem sucedido, praticamente insignificantes quando comparado com aqueles aplicados no tr\u00e1fico de drogas de larga escala&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com Joseane Ames, autora do estudo\u00a0<i>Falsifica\u00e7\u00e3o de medicamentos no Brasil<\/i>, que analisou dados da Pol\u00edcia Federal sobre apreens\u00f5es de medicamentos falsos no pa\u00eds entre 2007 e 2010, criminosos est\u00e3o interessados em produtos ou que custem caro ou que sejam de dif\u00edcil acesso \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo em pequena quantidade, at\u00e9 medicamentos contra c\u00e2ncer foram encontrados entre as apreens\u00f5es, tanto pelo valor de mercado quanto pela dificuldade algumas vezes de encontrar para a venda&#8221;, diz a pesquisadora. &#8220;Infelizmente falsifica\u00e7\u00f5es ainda s\u00e3o muito comuns em medicamentos de custo elevado ou proibidos pela Anvisa&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>No per\u00edodo pesquisado por Ames, um total de 610 medicamentos, incluindo antidepressivos, ester\u00f3ides anabolizantes, produtos para disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til masculina e produtos para emagrecer, foram declarados falsos ap\u00f3s an\u00e1lises por peritos criminais. Questionada pela BBC Brasil sobre apreens\u00f5es a partir de 2011, a Pol\u00edcia Federal n\u00e3o respondeu.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Anvisa disse n\u00e3o ter estimativas sobre o montante de rem\u00e9dios falsificados ou de qualidade ruim em circula\u00e7\u00e3o. Em 2016, a Anvisa afirma que seis lotes de medicamentos falsificados foram apreendidos. A entidade n\u00e3o precisou o volume de unidades envolvidas nos seis lotes interceptados.<\/p>\n<p>Apesar da falta de estat\u00edsticas oficiais, o problema \u00e9 considerado grave pela ag\u00eancia. Para o pr\u00f3ximo ano, Anvisa trabalha em um plano nacional de combate a medicamentos falsificados, parte de uma estrat\u00e9gia internacional da OMS para levar diferentes pa\u00edses a desenvolver programas nacionais para tratar do problema.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 um importante aliado nesse tema. O pa\u00eds foi o respons\u00e1vel por coordenar um guia, lan\u00e7ado pela OMS em outubro, para outras na\u00e7\u00f5es desenvolverem programas capazes de frear a produ\u00e7\u00e3o e venda de medicamentos falsificados ou de qualidade ruim.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/965D\/production\/_99339483_fiscalizacaobelem_000004.jpg\" alt=\"Opera\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o interdita farm\u00e1cia no Par\u00e1\" width=\"976\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"media-caption__text\">Opera\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o interdita farm\u00e1cia no Par\u00e1; consumidores podem auxiliar na vigil\u00e2ncia contra medicamentos falsificados buscando apenas fornecedores autorizados | Foto: Jo\u00e3o Gomes\/COMUS\/ Ag\u00eancia Bel\u00e9m<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Controle dif\u00edcil<\/h2>\n<p>Um dos principais desafios de reguladores \u00e9 a internet, que abriu um vasto campo de atua\u00e7\u00e3o para criminosos que lucram com o com\u00e9rcio de medicamentos falsificados, sem registro ou de qualidade ruim. Reguladores nem sempre s\u00e3o capazes de frear a m\u00e1quina propagandista utilizada por criminosos online e em redes sociais para promover e vender esses produtos.<\/p>\n<p>Um caso recente envolve os produtos Control PRO- Premium e Natural-D &#8211; Tratamento Avan\u00e7ado, ambos divulgados em sites em portugu\u00eas prometendo resultados milagrosos no controle do diabetes tipo 2. Em meados de dezembro de 2017, a Anvisa baniu os dois produtos, mas, duas semanas ap\u00f3s o veto, os itens continuavam sendo amplamente ofertados, inclusive nos sites nomeadamente proibidos de divulg\u00e1-los.<\/p>\n<p>Os riscos trazidos pelos produtos, de fabricante desconhecido, v\u00e3o desde envenenamento pela presen\u00e7a de subst\u00e2ncias desconhecidas a falhas fatais no tratamento, uma vez que produtos irregulares podem n\u00e3o trazer as subst\u00e2ncias de fato terap\u00eauticas e nas quantidades certas, necess\u00e1rias para os pacientes que precisam fazer o controle da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Ramalho, da Anvisa, reconhece a dificuldade de processar e prender criminosos que atuam na venda online de produtos irregulares. &#8220;A internet \u00e9 um dos que apresentam grau de desafio maior, inclusive porque muitos dos sites que vendem os produtos s\u00e3o sediados fora do Brasil, o que impede o alcance da autoridade sanit\u00e1ria para penalizar esses provedores.&#8221;<\/p>\n<p>No caso do produto Control-Pro, o site onde o produto \u00e9 vendido deturpou comunicados reais da Anvisa para divulgar os produtos. Os autores da not\u00edcia falsa mencionam a libera\u00e7\u00e3o, em julho de 2017, de um novo medicamento para o tratamento do diabetes tipo 2, mas afirmam que a ag\u00eancia aprovou as subst\u00e2ncias contidas no produto irregular &#8211; o que n\u00e3o \u00e9 verdade.<\/p>\n<p>Os autores trazem ainda depoimentos de supostos pacientes que dizem ter voltado a consumir alimentos que antes n\u00e3o podiam por causa da doen\u00e7a ap\u00f3s usar o produto por 30 dias.<\/p>\n<p>Para Mussolini, do Sindusfarma, o acompanhamento de an\u00fancios de produtos farmac\u00eauticos na internet ainda \u00e9 falho. &#8220;A Anvisa ter\u00e1 de refor\u00e7ar sua estrutura de monitoramento e controle para enfrentar esse novo desafio&#8221;, diz.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Consci\u00eancia sanit\u00e1ria<\/h2>\n<p>Al\u00e9m de auxiliar com den\u00fancias \u00e0 Anvisa, pacientes e consumidores podem auxiliar o \u00f3rg\u00e3o regulat\u00f3rio ao buscar apenas fornecedores autorizados e evitar a compra de medicamentos em feiras, camel\u00f4s e postos de beira de estrada, al\u00e9m de evitar o consumo de produtos duvidosos.<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o a mecanismos de seguran\u00e7a simples presentes nos rem\u00e9dios de fato autorizados no pa\u00eds podem ajudar nessa pesquisa. Medicamentos com registro sanit\u00e1rio, por exemplo, t\u00eam na embalagem uma tinta reativa que, ao ser raspada, traz a palavra &#8220;Qualidade&#8221;, al\u00e9m da logomarca da empresa fabricante. Produtos aprovados tamb\u00e9m s\u00e3o lacrados ou trazem selo de seguran\u00e7a, os quais indicam a inviolabilidade do produto.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante a quest\u00e3o da consci\u00eancia sanit\u00e1ria das pessoas, al\u00e9m de buscar informa\u00e7\u00e3o para ter acesso a produtos regularizados, para que o paciente possa ter um consumo seguro&#8221;, aponta Ramalho.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m de auxiliar com den\u00fancias \u00e0 Anvisa, pacientes e consumidores podem auxiliar o \u00f3rg\u00e3o regulat\u00f3rio ao buscar apenas fornecedores autorizados e evitar a compra de medicamentos em feiras, camel\u00f4s e postos de beira de estrada, al\u00e9m de evitar o consumo de produtos duvidosos.<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o a mecanismos de seguran\u00e7a simples presentes nos rem\u00e9dios de fato <\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":229381,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[6,12],"tags":[],"class_list":["post-229380","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-municipios","category-saude"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/remedios.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=229380"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229380\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/229381"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=229380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=229380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=229380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}