{"id":229950,"date":"2018-01-04T10:37:23","date_gmt":"2018-01-04T13:37:23","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=229950"},"modified":"2018-01-04T10:37:23","modified_gmt":"2018-01-04T13:37:23","slug":"o-dna-de-uma-menina-reescreve-historia-dos-primeiros-americanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/o-dna-de-uma-menina-reescreve-historia-dos-primeiros-americanos\/","title":{"rendered":"O DNA de uma menina reescreve a hist\u00f3ria dos primeiros americanos"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Restos de 11.500 anos encontrados no Alasca pertencem a um povo at\u00e9 agora desconhecido<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/header>\n<div class=\"articulo-apertura \" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de Miguel \u00c1ngel Criado\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/miguel_angel_criado_asien\/a\/\">MIGUEL \u00c1NGEL CRIADO<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"foto centro foto_w980\"><a class=\"enlace\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/01\/03\/ciencia\/1514970823_405582.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/03\/ciencia\/1514970823_405582_1514973933_noticia_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/03\/ciencia\/1514970823_405582_1514973934_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/03\/ciencia\/1514970823_405582_1514973934_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/03\/ciencia\/1514970823_405582_1514973933_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"Descoberta dos restos arqueol\u00f3gicos da menina em Upward Sun River, no Alasca.\" width=\"980\" height=\"552\" \/><span class=\"boton_ampliar\">Ampliar foto<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Descoberta dos restos arqueol\u00f3gicos da menina em Upward Sun River, no Alasca.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<section id=\"sumario_4|apoyos\" class=\"sumario_apoyos izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<div class=\"apoyos\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Uma menina est\u00e1 reescrevendo boa parte da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/05\/15\/sociedad\/1400176000_754732.html\">hist\u00f3ria dos primeiros americanos<\/a>. Seus restos, encontrados no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/alaska\/a\">Alasca<\/a>, t\u00eam cerca de 11.500 anos. Um grupo de pesquisadores conseguiu obter seu\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/genoma\/a\">genoma<\/a>\u00a0completo. Ao compar\u00e1-lo com o de nativos americanos, tanto ancestrais como atuais, conclu\u00edram que pertencia a um povo desconhecido at\u00e9 agora. Mais importante: os genes da garota indicam que os primeiros americanos s\u00e3o mais antigos e vieram da \u00c1sia antes do que se pensava.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CJ_yyeW1vtgCFYcVhwodhJAHeQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/ciencia\/intext_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A teoria mais aceita sobre os primeiros americanos \u00e9 que atravessaram da \u00c1sia para a Am\u00e9rica pela\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ber%C3%ADngia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ber\u00edngia<\/a>, uma ponte terrestre que ficou submersa no final do \u00faltimo per\u00edodo glacial. O que n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o claro \u00e9 se aqueles primeiros colonos pertenciam ao mesmo grupo ou se vieram em diversas ondas migrat\u00f3rias. Tampouco se sabe ao certo quando atravessaram e o que aconteceu nos mil\u00eanios seguintes at\u00e9 que se formou a enorme diversidade gen\u00e9tica, lingu\u00edstica e cultural dos atuais nativos americanos.<\/p>\n<p>\u201cEm 2015, mostramos que os ancestrais dos nativos americanos entraram numa \u00fanica onda vindos da Sib\u00e9ria e que foi na Am\u00e9rica que se dividiram em dois grandes ramos\u201d, afirma o pesquisador V\u00edctor Moreno Mayar, do\u00a0<a href=\"http:\/\/geogenetics.ku.dk\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Museu de Hist\u00f3ria Natural da Dinamarca<\/a>, especialista em paleogen\u00e9tica. O trabalho,\u00a0<a href=\"http:\/\/science.sciencemag.org\/content\/early\/2015\/07\/20\/science.aab3884\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publicado na revista<\/a>\u00a0<em>Science<\/em>, apontava que a divis\u00e3o americana ocorreu h\u00e1 cerca de 13.000 anos, quando os gelos do \u00faltimo per\u00edodo glacial estavam em retirada. Agora, um novo estudo liderado por Moreno revela que a menina do Alasca era uma nativa americana, \u201cmas seu DNA nos diz que fazia parte de uma popula\u00e7\u00e3o externa, diferente dos outros dois ramos\u201d.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"texto_grande\">Os pesquisadores puderam sequenciar o genoma completo da menina<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>A menina, batizada de Xach&#8217;itee&#8217;aanenh T&#8217;eede Gaay (Menina-Crian\u00e7a do Nascer do Sol), s\u00f3 viveu entre seis e 12 semanas e foi enterrada nos arredores do rio Upward Sun, na parte central do Alasca.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/111\/48\/17060.abstract\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O s\u00edtio arqueol\u00f3gico j\u00e1 deu alguns frutos<\/a>, como o registro mais antigo do consumo de salm\u00e3o em solo americano. Sua data\u00e7\u00e3o por radiocarbono a situa como um dos f\u00f3sseis humanos mais antigos localizados mais ao norte. Mas s\u00e3o os seus genes que mais alegrias deram \u00e0 ci\u00eancia. Como os cientistas contam com os dados de todo o seu genoma, seu DNA se transforma num ponto de refer\u00eancia muito robusto na hora de compar\u00e1-lo com o de outras popula\u00e7\u00f5es do passado.<\/p>\n<p>Considerando mecanismos de diferencia\u00e7\u00e3o como a deriva gen\u00e9tica, o fluxo de genes entre grupos e a taxa de muta\u00e7\u00f5es, os pesquisadores conseguiram um rel\u00f3gio biol\u00f3gico muito preciso, cujos resultados foram\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nature25173\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publicados na revista\u00a0<em>Nature<\/em><\/a>. Assim, a equipe confirmou que os ancestrais dos primeiros americanos come\u00e7aram a se diferenciar de outros povos asi\u00e1ticos h\u00e1 mais de 36.000 anos. Doze mil\u00eanios depois, o isolamento era completo. E se fortaleceu porque foi quando a era do gelo mais recente atingiu o seu m\u00e1ximo glacial. Poucas regi\u00f5es do Hemisf\u00e9rio Norte ficaram livres de gelo e com presen\u00e7a humana. \u201cA menina nos diz tamb\u00e9m que, h\u00e1 20.000 anos, os nativos americanos j\u00e1 eram americanos\u201d, afirma Moreno. Estivessem onde estivessem (na \u00c1sia, Am\u00e9rica ou entre os dois continentes), naquele momento j\u00e1 eram geneticamente diferentes dos asi\u00e1ticos.<\/p>\n<p>\u201cO que n\u00e3o sabemos \u00e9 onde se originou a linhagem americana\u201d, reconhece o cientista. Mas a Menina-Crian\u00e7a do Nascer do Sol volta a dar pistas. Seus genes mostram que, depois de sua separa\u00e7\u00e3o inicial, seus antepassados mantiveram contato (houve fluxo gen\u00e9tico) com as outras popula\u00e7\u00f5es americanas. E para isso deviam estar na mesma regi\u00e3o, provavelmente ao norte da gigantesca camada de gelo que cobria quase todo o atual Canad\u00e1 e boa parte dos EUA. Na \u00e9poca, a corrente do Pac\u00edfico Norte fazia do Alasca um lugar mais habit\u00e1vel e livre de gelo perp\u00e9tuo.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><a class=\"enlace\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: none; font-style: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; font-stretch: inherit; font-size: inherit; line-height: inherit; font-family: inherit; vertical-align: baseline; box-sizing: border-box; background-color: transparent; text-decoration: none; color: #016ca2; position: relative; display: block;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/03\/ciencia\/1514970823_405582_1515001062_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/03\/ciencia\/1514970823_405582_1515001062_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/03\/ciencia\/1514970823_405582_1515001062_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/01\/03\/ciencia\/1514970823_405582_1515001062_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de como seria o povoado da Menina-Crian\u00e7a do Nascer do Sol.\" width=\"980\" height=\"642\" \/><span class=\"boton_ampliar\">ampliar foto<\/span><\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Ilustra\u00e7\u00e3o de como seria o povoado da Menina-Crian\u00e7a do Nascer do Sol.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">ERIC S. CARLSON Y BEN POTTER<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Sobre a relev\u00e2ncia do estudo, Eske Willerslev, pesquisador das universidades Cambridge (Reino Unido) e Copenhague (Dinamarca) e coautor do trabalho, afirma: \u201cFoi poss\u00edvel mostrar que [os primeiros americanos] provavelmente entraram no Alasca h\u00e1 pouco mais de 20.000 anos. \u00c9 a primeira vez que temos uma evid\u00eancia gen\u00e9tica direta de que todos os nativos americanos podem ser rastreados at\u00e9 uma \u00fanica popula\u00e7\u00e3o de origem, por meio de uma \u00fanica migra\u00e7\u00e3o fundadora.\u201d<\/p>\n<p>As palavras de Willerslev, assim como toda a pesquisa, confirmam parte da conhecida\u00a0<a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0000829#authcontrib\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">hip\u00f3tese do isolamento na Ber\u00edngia<\/a>. Postulada em 2007, ela sustenta que os ancestrais dos primeiros americanos se isolaram de suas origens durante mil\u00eanios e que aquela popula\u00e7\u00e3o fundacional encontrou ref\u00fagio numa zona desconhecida situada no encontro entre a \u00c1sia e a Am\u00e9rica, hoje submersa sob o Estreito de Bering. O estudo da\u00a0<em>Nature<\/em>\u00a0confirma o isolamento durante mil\u00eanios, mas n\u00e3o onde ele ocorreu.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Ainda n\u00e3o se sabe onde se formou a popula\u00e7\u00e3o fundacional dos primeiros americanos<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>\u201cOnde viveu essa popula\u00e7\u00e3o isolada de ancestrais nativos americanos h\u00e1 mais de 15.000 anos? A quest\u00e3o se complica pelo fato de que esse per\u00edodo de isolamento ocorreu durante o \u00faltimo m\u00e1ximo glacial, quando as condi\u00e7\u00f5es eram t\u00e3o frias e secas no Hemisf\u00e9rio Norte que as popula\u00e7\u00f5es humanas de muitos lugares, como a Sib\u00e9ria, tiveram que abandon\u00e1-las devido ao clima extremo\u201d, recorda o cientista John F. Hoffecker, do Instituto de Pesquisa \u00c1rtica e Alpina da Universidade do Colorado em Boulder (EUA).<\/p>\n<p>Para Hoffecker, que n\u00e3o participou do estudo atual, a pesquisa, embora relevante, peca por n\u00e3o\u00a0<a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0169486\">reconhecer a exist\u00eancia de pistas sobre a presen\u00e7a humana em diversas partes da Ber\u00edngia<\/a>\u00a0muito anteriores (de 30.000 a 25.000 anos atr\u00e1s). \u201cComo n\u00e3o temos DNA antigo dessas zonas, n\u00e3o sabemos se eram na verdade nativos americanos ancestrais, mas n\u00e3o \u00e9 il\u00f3gico supor que fossem e, portanto, que se tratasse da popula\u00e7\u00e3o que ficou isolada de sua origem asi\u00e1tica na Ber\u00edngia durante o \u00faltimo m\u00e1ximo glacial\u201d, afirma.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Restos de 11.500 anos encontrados no Alasca pertencem a um povo at\u00e9 agora desconhecido<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":229952,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[3,6],"tags":[],"class_list":["post-229950","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-municipios"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/antiga-civilizacao.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229950","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=229950"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229950\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/229952"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=229950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=229950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=229950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}