{"id":230186,"date":"2018-01-07T09:59:05","date_gmt":"2018-01-07T12:59:05","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=230186"},"modified":"2018-01-07T09:59:05","modified_gmt":"2018-01-07T12:59:05","slug":"obsessiva-busca-dos-partidos-brasileiros-por-um-politico-de-centro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/obsessiva-busca-dos-partidos-brasileiros-por-um-politico-de-centro\/","title":{"rendered":"A obsessiva busca dos partidos brasileiros por um pol\u00edtico de &#8216;centro&#8217;"},"content":{"rendered":"<section class=\"bg-gray-extra\">\n<div class=\"container container-full-width\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-sm-10 col-sm-offset-1\">\n<h1 class=\"txt-serif\"><\/h1>\n<h4 class=\"txt-gray mb-0\"><em>Em nossa hist\u00f3ria recente, n\u00e3o importa quem seja o vitorioso nas urnas: para governar, o pol\u00edtico, inevitavelmente, migra para o centro. A novidade, desta vez, \u00e9 que esse movimento est\u00e1 acontecendo j\u00e1 durante a campanha<\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section>\n<div class=\"container container-full-width mt-20 mb-20\">\n<div class=\"row divider-wrapper\">\n<div id=\"esquerda_8_12_1\" class=\"col-sm-10 col-sm-offset-1 col-md-6 mb-35 js-tools-fixed-parent\">\n<article>\n<div class=\"author-row\"><a class=\"txt-gray author-wrapper text-nowrap d-inline-block mb-10\" title=\"Paulo de Tarso Lyra\" href=\"https:\/\/www.em.com.br\/busca?autor=Paulo%20de%20Tarso%20Lyra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span class=\"ml-10\">Paulo de Tarso Lyra<\/span><\/a><\/div>\n<nav class=\"nav-fix hidden-print js-tools-fixed mb-xs-10 active\" data-id=\"call-action\"><i class=\"sprite-facebook-box d-block d-xs-inline-block\"><\/i><i class=\"sprite-twitter-box d-block d-xs-inline-block\"><\/i><\/p>\n<div class=\"bg-theme-1 nav-fix__highlight\"><\/div>\n<\/nav>\n<div><\/div>\n<div class=\"txt-serif js-article-box article-box article-box-capitalize mt-15\">\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-230188 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/direita.jpg\" alt=\"\" width=\"820\" height=\"492\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/direita.jpg 820w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/direita-300x180.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/direita-768x461.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/direita-620x372.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/direita-160x96.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/direita-640x384.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px\" \/><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Eduardo Saraiva\/ A2IMG &#8211; Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil &#8211; Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 Nas \u00faltimas semanas, virou mania no pa\u00eds a busca por um\u00a0<strong>candidato de centro<\/strong>. Em tese, esse nome serviria para se contrapor aos extremistas que atualmente lideram as pesquisas: Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro, agora filiado ao PSL. Para ocupar esse v\u00e1cuo, em tese, s\u00e3o citados o governador de S\u00e3o Paulo,\u00a0<strong>Geraldo Alckmin<\/strong>; o presidente da C\u00e2mara,\u00a0<strong>Rodrigo Maia\u00a0<\/strong>(DEM-RJ); e o ministro da Fazenda,\u00a0<strong>Henrique Meirelles<\/strong>. O debate, no caso brasileiro, \u00e9 in\u00f3cuo. Em nossa hist\u00f3ria recente p\u00f3s-democratiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o importa quem seja o vitorioso nas urnas: para governar, o pol\u00edtico, inevitavelmente, migra para o centro. A novidade, desta vez, \u00e9 que esse movimento est\u00e1 acontecendo j\u00e1 durante a campanha eleitoral.<\/p>\n<p>\u201cNosso modelo impede que o desfecho seja diferente. Existe uma fragmenta\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria e o presidente necessita formar uma maioria no Congresso se quiser governar. O centro pol\u00edtico, no caso do Brasil, n\u00e3o \u00e9 ideol\u00f3gico. \u00c9 a capacidade do governante de compor com a maior parte das correntes pol\u00edticas poss\u00edveis\u201d, explica Cristiano Noronha, cientista pol\u00edtico da Arko Advice.<\/p>\n<p>Esse mix acaba prevalecendo tamb\u00e9m na sociedade. O eleitor de centro defende uma rigidez fiscal, mas n\u00e3o d\u00e1 as costas \u00e0 necessidade de programas sociais que beneficiem os mais carentes. Nada daquele perfil sisudo, que combina mais com a direita, de algu\u00e9m avesso aos direitos humanos e\/ou liberal econ\u00f4mico a ponto de defender o Estado m\u00ednimo. Ele tem medo de ser assaltado quando sai \u00e0 rua, evidentemente. Mas n\u00e3o \u00e9 adepto da cultura de que bandido bom \u00e9 bandido morto.<\/p>\n<p>\u201cO eleitor brasileiro \u00e9 de centro e n\u00e3o ideol\u00f3gica. E por que isso? Porque, tirando alguns integrantes de movimentos sociais, filiados aos partidos ou quem participa do movimento estadual, a \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o comum \u00e9 com o dia a dia: emprego, seguran\u00e7a, escola para os filhos. Ele s\u00f3 vai pensar em pol\u00edtica \u00e0s v\u00e9speras da elei\u00e7\u00e3o, quando para para escolher em quem vai votar\u201d, justificou o professor de ci\u00eancia pol\u00edtica do Ibmec-MG, Lucas Azambuja.<\/p>\n<p>Para Azambuja, no caso dos candidatos, \u00e9 natural a migra\u00e7\u00e3o de uma posi\u00e7\u00e3o mais ideol\u00f3gica ao longo da campanha para um tom mais conservador quando chega ao poder. \u201cDurante a campanha, ele est\u00e1 em busca do eleitor. Come\u00e7a mais radical, vai amansando o discurso para ampliar o n\u00famero de apoios. Quando chega ao Planalto, ele tem de negociar com a pol\u00edtica e os partidos. O tom radical gera embates que paralisam a administra\u00e7\u00e3o\u201d, completou o professor.<\/p>\n<p>O especialista em marketing digital Marcelo Vitorino afirma que esse discurso centrista dos candidatos est\u00e1 sendo antecipado por uma quest\u00e3o de conveni\u00eancia: a percep\u00e7\u00e3o de que os votos brancos, nulos e a absten\u00e7\u00e3o v\u00e3o aumentar no pr\u00f3ximo pleito eleitoral. \u201cOs candidatos perceberam que n\u00e3o existe mais espa\u00e7o \u2014 e isso vem num crescendo desde o esc\u00e2ndalo do mensal\u00e3o \u2014 para discursos radicalmente ideol\u00f3gicos porque o eleitor est\u00e1 desencantado com a pol\u00edtica\u201d, resumiu.&nbsp;<\/p>\n<h2>Mem\u00f3ria<\/h2>\n<div class=\"col-md-12 ads ads__with-bg mb-35 mt-35 hidden-print p-0\"><\/div>\n<p><strong>FHC, Lula e Dilma<\/p>\n<p><\/strong>\u00c0 exce\u00e7\u00e3o de Fernando Collor, que em 1989 foi eleito com um discurso claramente de centro, especialmente do ponto de vista econ\u00f4mico \u2013 foi o respons\u00e1vel pela abertura do nosso mercado, sobretudo no setor automotivo \u2013, todos os demais presidentes eleitos no per\u00edodo de redemocratiza\u00e7\u00e3o \u2013 Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) (foto) \u2013 tiveram que ser mais conservadores no governo do que eram antes de chegar ao Planalto.<\/p>\n<p>Eleito em 1994 e 1998, FHC era um dos \u00edcones do PSDB, partido formado ap\u00f3s o rompimento de alguns pol\u00edticos com o ent\u00e3o PMDB de Orestes Quercia, considerado fisiol\u00f3gico demais. Mesmo ancorado no sucesso do Plano Real, FHC precisou, para ser eleito e governar, aliar-se ao PFL (hoje DEM) comandado por Ant\u00f4nio Carlos Magalh\u00e3es e que dava as cartas nos grot\u00f5es brasileiros.<\/p>\n<p>Em 2002, desgastado ap\u00f3s perder tr\u00eas elei\u00e7\u00f5es, Lula n\u00e3o apenas criou a figura \u201cLulinha paz e amor\u201d para provar que n\u00e3o era radical. Foi obrigado a escolher um empres\u00e1rio como vice \u2013 Jos\u00e9 Alencar \u2013, redigir a \u201cCarta ao povo brasileiro\u201d para acalmar o mercado e ainda fez um governo, sobretudo no primeiro mandato, com Antonio Palocci na Fazenda e Henrique Meirelles no Banco Central, extremamente fiscalista. Tanto que os radicais petistas abandonaram o navio e fundaram o PSOL. Lula acabou reeleito em 2006.<\/p>\n<p>At\u00e9 Dilma, que foi guerrilheira e presa durante o regime militar, teve que se alinhar ao ent\u00e3o PMDB de Michel Temer para ser eleita e reeleita. Mas n\u00e3o soube lidar com o Congresso e implantou uma linha econ\u00f4mica desastrosa, pouco simp\u00e1tica ao mercado. Acabou sendo afastada do poder pelo impeachment. (PTL)<\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em nossa hist\u00f3ria recente, n\u00e3o importa quem seja o vitorioso nas urnas: para governar, o pol\u00edtico, inevitavelmente, migra para o centro. 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