{"id":230187,"date":"2018-01-07T10:51:26","date_gmt":"2018-01-07T13:51:26","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=230187"},"modified":"2018-01-07T10:51:26","modified_gmt":"2018-01-07T13:51:26","slug":"filha-escreve-para-mae-ficarei-aliviada-ao-ver-voce-no-caixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/filha-escreve-para-mae-ficarei-aliviada-ao-ver-voce-no-caixao\/","title":{"rendered":"Filha escreve para m\u00e3e: \u201cFicarei aliviada ao ver voc\u00ea no caix\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"featured-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-colormag-featured-image size-colormag-featured-image wp-post-image\" src=\"https:\/\/445a9821cac94c8660cfa6c0-qxfme7gtdwrtgptkmwl.netdna-ssl.com\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2018-01-04-396x271.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 396px) 100vw, 396px\" srcset=\"https:\/\/445a9821cac94c8660cfa6c0-qxfme7gtdwrtgptkmwl.netdna-ssl.com\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2018-01-04-396x271.jpg 396w, https:\/\/445a9821cac94c8660cfa6c0-qxfme7gtdwrtgptkmwl.netdna-ssl.com\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2018-01-04-396x271-300x205.jpg 300w, https:\/\/445a9821cac94c8660cfa6c0-qxfme7gtdwrtgptkmwl.netdna-ssl.com\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2018-01-04-396x271-130x90.jpg 130w\" alt=\"\" width=\"396\" height=\"271\" data-attachment-id=\"57925\" data-permalink=\"https:\/\/informebaiano.com.br\/57924\/manchetes\/filha-escreve-para-mae-ficarei-aliviada-ao-ver-voce-no-caixao\/attachment\/depressed-young-woman-in-a-dark-room\" data-orig-file=\"https:\/\/445a9821cac94c8660cfa6c0-qxfme7gtdwrtgptkmwl.netdna-ssl.com\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2018-01-04-396x271.jpg\" data-orig-size=\"396,271\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;kieferpix&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Depressed young woman in a dark room&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;kieferpix&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;Depressed young woman in a dark room&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Depressed young woman in a dark room\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/445a9821cac94c8660cfa6c0-qxfme7gtdwrtgptkmwl.netdna-ssl.com\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2018-01-04-396x271-300x205.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/445a9821cac94c8660cfa6c0-qxfme7gtdwrtgptkmwl.netdna-ssl.com\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2018-01-04-396x271.jpg\" \/><\/div>\n<div class=\"article-content clearfix\">\n<header class=\"entry-header\">\n<h1 class=\"entry-title\"><\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"entry-content clearfix\">\n<p>Uma mulher n\u00e3o identificada publicou uma carta no site do jornal brit\u00e2nico\u00a0The Guardian\u00a0endere\u00e7ada \u00e0 m\u00e3e dela. O bilhete emocionou e revoltou os internautas. A remetente falou sobre como nunca foi amada por sua progenitora e desabafou sobre preferir ver a m\u00e3e morta.<\/p>\n<p>Confira a \u00edntegra do texto:<\/p>\n<p>As pessoas n\u00e3o querem enfrentar a verdade. Elas continuam voltando, tentando melhorar, tentando entender seus pais. Elas fazem terapia e tentam trabalhar em si mesmas. Eu tamb\u00e9m fui \u00e0 terapia. Mas tudo o que aconteceu foi para confirmar o que eu j\u00e1 sabia.<\/p>\n<p>Eu j\u00e1 odiava voc\u00ea. Eu n\u00e3o sei o quanto eu era jovem quando deixei de te amar. Oito ou nove anos, provavelmente, em uma daquelas idades feias, quando voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 mais uma garotinha fofa, mas ainda n\u00e3o \u00e9 uma jovem atraente. Quando s\u00f3 sua m\u00e3e te ama.<\/p>\n<p>Deve ter tido um dia. Um evento. Provavelmente uma daquelas sess\u00f5es de gritos porque eu estava riscando meu nariz, ou porque tinha olhado para voc\u00ea engra\u00e7ado, ou porque voc\u00ea me fez uma pergunta e minha resposta n\u00e3o atingiu aquele tom que voc\u00ea esperava.<\/p>\n<p>Passei tanto tempo tentando descobrir o que te deixou assim, mas a verdade \u00e9 que n\u00e3o era nada comigo. Eu era um saco de pancadas conveniente. Talvez algu\u00e9m tinha sido desagrad\u00e1vel com voc\u00ea no trabalho, ou acusado voc\u00ea de furar a fila do \u00f4nibus. E ent\u00e3o, voc\u00ea chegava e esperava que eu fizesse algo que te irritasse para que, de repente, eu estivesse voando pela sala, sua m\u00e3o no meu ombro, sua boca salivando de raiva, seu rosto a polegadas do meu. Voc\u00ea \u00e9 horr\u00edvel, uma pessoa terr\u00edvel.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia nome para isso enquanto eu crescia. Os momentos de raivas insanas seguidos por dias de total sil\u00eancio. O controle absoluto sobre o que eu usava, quem via, onde eu ia. E a falta de incentivo para que eu aprendesse quaisquer habilidades ou fizesse qualquer tipo de movimento buscando independ\u00eancia.<\/p>\n<p>Era muito estranho para as pessoas entenderem. Viv\u00edamos em um local onde os viciados em drogas deixavam suas crian\u00e7as andarem nas ruas at\u00e9 altas horas; onde havia casas nas quais voc\u00ea poderia entrar e encontrar coc\u00f4 no ch\u00e3o e geladeira sem comida. Fui bem alimentada, tinha roupas e nunca me meti em problemas. Um abuso como o seu n\u00e3o tinha registro. Mas ainda assim era abuso.<\/p>\n<p>Eu mantive rela\u00e7\u00f5es com voc\u00ea depois que sa\u00ed de casa e enquanto meu pai estava vivo, para que pudesse v\u00ea-lo. Eu sabia que se eu rompesse com voc\u00ea, voc\u00ea transformaria a vida dele em um inferno sempre que ele quisesse me encontrar. Ele fez planos para deix\u00e1-la, sabia? Ele queria me levar embora, mas tinha medo de n\u00e3o conseguir a cust\u00f3dia.\u00a0Papai s\u00f3 me disse isso depois que eu sa\u00ed de casa.<\/p>\n<p>Depois que ele morreu, eu disse a mim mesma que continuaria a entrar em contato com voc\u00ea para que n\u00e3o me sentisse culpada quando voc\u00ea morresse. Afinal, voc\u00ea era minha m\u00e3e. Mas, \u00e0s vezes, quando ouvia algu\u00e9m dizer, sem culpas, que vivia afastado da fam\u00edlia, sentia inveja. Eu n\u00e3o fui boa para voc\u00ea, de qualquer maneira.<\/p>\n<p>Voc\u00ea precisava manter a apar\u00eancia de uma m\u00e3e amorosa, ent\u00e3o se for\u00e7ou para me ver de vez em quando. No entanto, n\u00e3o era mais divertido porque aprendi a n\u00e3o reagir a voc\u00ea. Voc\u00ea n\u00e3o poderia me machucar. Isso te frustrou e, depois de um ou dois dias conosco, voc\u00ea quis ir para casa.<\/p>\n<p>Voc\u00ea se superou no final. Havia um n\u00edvel de pesar que eu estava preparada para aguentar, mas ent\u00e3o voc\u00ea atacou meu filho, e foi isso. Eu interpretei bem o papel, me comportei como a anfitri\u00e3 perfeita durante o resto da sua visita. Eu at\u00e9 te dei um beijo de adeus no aeroporto. Mas enquanto eu assistia voc\u00ea caminhar at\u00e9 o port\u00e3o, eu jurei que na pr\u00f3xima vez que eu te visse, voc\u00ea estaria em seu caix\u00e3o. E n\u00e3o senti nada al\u00e9m de al\u00edvio.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma mulher n\u00e3o identificada publicou uma carta no site do jornal brit\u00e2nico\u00a0The Guardian\u00a0endere\u00e7ada \u00e0 m\u00e3e dela. O bilhete emocionou e revoltou os internautas. A remetente falou sobre como nunca foi amada por sua progenitora e desabafou sobre preferir ver a m\u00e3e morta. Confira a \u00edntegra do texto: As pessoas n\u00e3o querem enfrentar a verdade. 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