{"id":230252,"date":"2018-01-08T04:03:39","date_gmt":"2018-01-08T07:03:39","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=230252"},"modified":"2018-01-08T04:03:39","modified_gmt":"2018-01-08T07:03:39","slug":"partidos-na-pressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/partidos-na-pressao\/","title":{"rendered":"Partidos na press\u00e3o"},"content":{"rendered":"<header class=\"clearfix entry-header\">\n<h2 class=\"entry-title\"><\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"clearfix entry-content\">\n<p>Por: *<strong>Maur\u00edcio Costa Rom\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><em>Na reforma pol\u00edtica de 2017, al\u00e9m da institui\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula de desempenho partid\u00e1rio, promoveu-se a mais importante modifica\u00e7\u00e3o no modelo proporcional desde os seus prim\u00f3rdios: o fim das coliga\u00e7\u00f5es proporcionais (2020) e a abertura para que todos os partidos possam disputar sobras de voto (2018), mesmo que n\u00e3o tenham atingido o quociente eleitoral. Com essas duas corre\u00e7\u00f5es, o modelo vigente fica depurado de suas grandes deforma\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-201806 size-full\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/partidos1.jpg\" alt=\"\" width=\"780\" height=\"407\" srcset=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/partidos1.jpg 780w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/partidos1-300x157.jpg 300w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/partidos1-768x401.jpg 768w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/partidos1-620x324.jpg 620w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/partidos1-93x50.jpg 93w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/partidos1-160x83.jpg 160w, https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/partidos1-640x334.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><\/p>\n<p><em>Como neste ano de 2018 as coliga\u00e7\u00f5es ainda s\u00e3o permitidas, os partidos n\u00e3o colocaram esse assunto entre suas prioridades. Mas v\u00e3o faz\u00ea-lo ap\u00f3s o pleito, j\u00e1 que a proibi\u00e7\u00e3o entra em vigor em 2020 e a medida atinge de morte v\u00e1rias siglas, reduzindo a grande fragmenta\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria existente.<\/em><\/p>\n<p><em>No Recife, por exemplo, com um quociente eleitoral de 22.397 votos, 18 partidos dos 34 que disputaram a elei\u00e7\u00e3o de 2016 ficariam de fora do Parlamento se as alian\u00e7as j\u00e1 fossem proibidas.<\/em><\/p>\n<p><em>No pleito de 2014 para deputado federal, 24 dos 31 partidos que concorreram estariam longe de alcan\u00e7ar o quociente de 179.329 votos e, portanto, n\u00e3o teriam assento na C\u00e2mara Baixa.<\/em><\/p>\n<p><em>Para deputado estadual em 2014 disputaram 31 partidos, mas 19 n\u00e3o atingiriam o quociente de 93.930 votos e ficariam sem vagas na Assembl\u00e9ia Legislativa.<\/em><\/p>\n<p><em>Como se v\u00ea, as conseq\u00fc\u00eancias ser\u00e3o dr\u00e1sticas para muitos partidos, notadamente os pequenos, e os m\u00e9dios com escassa dimens\u00e3o eleitoral. Tais agremia\u00e7\u00f5es tornar-se-\u00e3o meros figurantes do processo eleitoral, com pouqu\u00edssimas chances de ascens\u00e3o ao Legislativo.<\/em><\/p>\n<p><em>E n\u00e3o ter\u00e3o mais nenhum valor no mercado de siglas, j\u00e1 que sua principal moeda de troca, a cauda, n\u00e3o ter\u00e1 nenhuma utilidade.<\/em><\/p>\n<p><em>Ademais, como o novo fundo especial de financiamento de campanha distribui os recursos proporcionalmente ao tamanho das bancadas na C\u00e2mara Federal, os partidos sem cadeiras na Casa ter\u00e3o acesso apenas a uma pequena parte da verba, aquela que \u00e9 distribu\u00edda igualitariamente.<\/em><\/p>\n<p><em>O que acontecer\u00e1 ent\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><em>(1) A luta pela sobreviv\u00eancia vai ensejar um grande processo de fus\u00e3o entre siglas, tendo como resultado a cria\u00e7\u00e3o de novas agremia\u00e7\u00f5es com dimens\u00f5es de voto no m\u00ednimo equivalentes ao tamanho do quociente eleitoral.<\/em><\/p>\n<p><em>A condi\u00e7\u00e3o sine qua non que vai embalar as siglas fundidas \u00e9 exatamente esta: gerar uma nova agremia\u00e7\u00e3o, com musculatura eleitoral suficiente para transpor a barreira que as impediam de continuar no sistema como entidades jur\u00eddicas individuais. Fus\u00f5es que n\u00e3o tenham esse objetivo n\u00e3o se justificam.<\/em><\/p>\n<p><em>Mas, antes de iniciar o processo de fus\u00e3o:<\/em><\/p>\n<p><em>(2) Os partidos em situa\u00e7\u00e3o de perigo eleitoral v\u00e3o tentar reverter o fim das coliga\u00e7\u00f5es em duas inst\u00e2ncias: no STF, como j\u00e1 est\u00e1 acontecendo, e no pr\u00f3prio Legislativo, atrav\u00e9s de uma nova PEC, travestida de dispositivos que busquem abrandar a proibi\u00e7\u00e3o pura e simples (algo do tipo federa\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias).<\/em><\/p>\n<p><em>Neste \u00faltimo caso, vai haver muita resist\u00eancia dentro do pr\u00f3prio Parlamento, entre os especialistas, na m\u00eddia, e na opini\u00e3o p\u00fablica em geral, j\u00e1 que as coliga\u00e7\u00f5es proporcionais eram quase que unanimemente apontadas como a maior e mais grave deformidade do sistema de lista aberta.<\/em><\/p>\n<p><em>Se n\u00e3o encontrarem guarida no Judici\u00e1rio nem no Legislativo para alterar a proibi\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as, os partidos amea\u00e7ados tentar\u00e3o um bypass: mudar o sistema de voto para a modalidade majorit\u00e1ria, onde o quociente eleitoral n\u00e3o existe.<\/em><\/p>\n<p>*<strong>Maur\u00edcio Rom\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 economista e professor.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como neste ano de 2018 as coliga\u00e7\u00f5es ainda s\u00e3o permitidas, os partidos n\u00e3o colocaram esse assunto entre suas prioridades. 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