{"id":230636,"date":"2018-01-11T08:58:11","date_gmt":"2018-01-11T11:58:11","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=230636"},"modified":"2018-01-11T08:58:11","modified_gmt":"2018-01-11T11:58:11","slug":"por-que-esses-14-genios-morreram-completamente-arruinados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/por-que-esses-14-genios-morreram-completamente-arruinados\/","title":{"rendered":"Por que esses 14 g\u00eanios morreram completamente arruinados?"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h1 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \"><\/h1>\n<div class=\"articulo-subtitulos\">\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\"><em>Alguns gastaram tudo que ganharam em luxos extravagantes; outros fizeram obras-primas, mas o mundo n\u00e3o as entendeu<\/em><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"articulo-apertura \">\n<div class=\"firma \">\n<div class=\"autor\">\n<div class=\"autor-texto\"><em><span class=\"autor-nombre\"><a title=\"Ver todas as not\u00edcias de M.E. Torres\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/autor\/icon\/a\/\">M.E. TORRES<\/a><\/span><\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<aside id=\"compartir_superior\" class=\"compartir compartir--fijo\">\n<div class=\"compartir__interior\">\n<div class=\"compartir-varios\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n<div id=\"articulo-galeria\" class=\"articulo-galeria\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"articulo-galeria__interior\">\n<div class=\"articulo-galeria-listado\">\n<ul class=\"contenedor_fotos\">\n<li style=\"list-style-type: none\">\n<ul class=\"contenedor_fotos\">\n<li id=\"id_gal_pasa_1\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_1\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1514459016_album_normal.jpg\" alt=\"Cultivador de um dandismo \u00fanico, colecionador de arte, bo\u00eamio inveterado e amante da boa gastronomia, Oscar Wilde (Dublin, Irlanda, 1854- Paris, Fran\u00e7a, 1900) nasceu no seio de uma fam\u00edlia abastada, chegou a ser muito rico gra\u00e7as a seu trabalho e rela\u00e7\u00f5es sentimentais, esbanjou conscientemente quase tudo que ganhou e morreu em Paris completamente arruinado. Em seus \u00faltimos dias, dependia da caridade de amigos e conhecidos a quem abordava em tabernas e boates para lhes pedir alguns francos. Para o m\u00e9dico que o atendeu em seu leito de morte confessou que n\u00e3o podia pagar por seus servi\u00e7os: \u201cVeja o senhor, doutor, que vou morrer como vivi, muito acima de minhas possibilidades\u201d. Em sua defesa, h\u00e1 que se dizer que Wilde n\u00e3o foi arruinado apenas por seus h\u00e1bitos de bon-vivant e sua inconsequ\u00eancia: o esc\u00e2ndalo homof\u00f3bico em que se viu envolvido ao tornar p\u00fablica sua rela\u00e7\u00e3o com o jovem aristocrata lord Alfred Douglas teve tamb\u00e9m muito a ver com seus problemas financeiros. Na imagem, Oscar Wilde em 1889.\" width=\"666\" height=\"908\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Oscar Wilde: acabou dependendo da caridade de amigos\u00a0<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Cultivador de um dandismo \u00fanico, colecionador de arte, bo\u00eamio inveterado e amante da boa gastronomia, Oscar Wilde (Dublin, Irlanda, 1854- Paris, Fran\u00e7a, 1900) nasceu no seio de uma fam\u00edlia abastada, chegou a ser muito rico gra\u00e7as a seu trabalho e rela\u00e7\u00f5es sentimentais, esbanjou conscientemente quase tudo que ganhou e morreu em Paris completamente arruinado. Em seus \u00faltimos dias, dependia da caridade de amigos e conhecidos a quem abordava em tabernas e boates para lhes pedir alguns francos. Para o m\u00e9dico que o atendeu em seu leito de morte confessou que n\u00e3o podia pagar por seus servi\u00e7os: \u201cVeja o senhor, doutor, que vou morrer como vivi, muito acima de minhas possibilidades\u201d. Em sua defesa, h\u00e1 que se dizer que Wilde n\u00e3o foi arruinado apenas por seus h\u00e1bitos de bon-vivant e sua inconsequ\u00eancia: o esc\u00e2ndalo homof\u00f3bico em que se viu envolvido ao tornar p\u00fablica sua rela\u00e7\u00e3o com o jovem aristocrata lord Alfred Douglas teve tamb\u00e9m muito a ver com seus problemas financeiros. Na imagem, Oscar Wilde em 1889.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_2\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_2\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1514459026_album_normal.jpg\" alt=\"\u201cMeus pais me inculcaram a cultura do esfor\u00e7o e da economia\u201d, contou Judy Garland (Minnesota, EUA, 1922 - Londres, Reino Unido, 1969) \u00e0 revista \u2018Variety\u2019 em 1939, poucas semanas antes da estreia do que seria seu grande sucesso cinematogr\u00e1fico, o lend\u00e1rio \u2018O m\u00e1gico de Oz\u2019. A afirma\u00e7\u00e3o era falsa, como grande parte do que a atriz de Minnesota, grande sedutora e farsante por voca\u00e7\u00e3o, segundo ela mesma reconhecia, contaria \u00e0 imprensa nos anos posteriores. A verdade \u00e9 que Judy (seu nome verdadeiro era Frances Ethel Grumm) n\u00e3o acreditava absolutamente nas virtudes da economia. E se tornou uma mulher de gostos caros e com um instinto natural para o esbanjamento. Com 17 anos era j\u00e1 uma das atrizes mais ricas dos Estados Unidos, mas logo depois dos 40 acumulava d\u00edvidas milion\u00e1rias que a levaram ao despejo e a obrigaram a embarcar por uma turn\u00ea em troca de comida por teatros da Europa, com sua filha ent\u00e3o adolescente Liza Minelli. Segundo pessoas pr\u00f3ximas, s\u00f3 um casamento oportuno com o empres\u00e1rio de New Jersey Mickey Deans impediu que a diva acabasse na mis\u00e9ria em seus \u00faltimos anos, marcados por problemas financeiros e o v\u00edcio em barbit\u00faricos. Na imagem, Judy Garland em 1950.\" width=\"666\" height=\"833\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Judi Garland: uma estrela despejada\u00a0<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">\u201cMeus pais me inculcaram a cultura do esfor\u00e7o e da economia\u201d, contou Judy Garland (Minnesota, EUA, 1922 &#8211; Londres, Reino Unido, 1969) \u00e0 revista \u2018Variety\u2019 em 1939, poucas semanas antes da estreia do que seria seu grande sucesso cinematogr\u00e1fico, o lend\u00e1rio \u2018O m\u00e1gico de Oz\u2019. A afirma\u00e7\u00e3o era falsa, como grande parte do que a atriz de Minnesota, grande sedutora e farsante por voca\u00e7\u00e3o, segundo ela mesma reconhecia, contaria \u00e0 imprensa nos anos posteriores. A verdade \u00e9 que Judy (seu nome verdadeiro era Frances Ethel Grumm) n\u00e3o acreditava absolutamente nas virtudes da economia. E se tornou uma mulher de gostos caros e com um instinto natural para o esbanjamento. Com 17 anos era j\u00e1 uma das atrizes mais ricas dos Estados Unidos, mas logo depois dos 40 acumulava d\u00edvidas milion\u00e1rias que a levaram ao despejo e a obrigaram a embarcar por uma turn\u00ea em troca de comida por teatros da Europa, com sua filha ent\u00e3o adolescente Liza Minelli. Segundo pessoas pr\u00f3ximas, s\u00f3 um casamento oportuno com o empres\u00e1rio de New Jersey Mickey Deans impediu que a diva acabasse na mis\u00e9ria em seus \u00faltimos anos, marcados por problemas financeiros e o v\u00edcio em barbit\u00faricos. Na imagem, Judy Garland em 1950.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_3\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_3\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1514459039_album_normal.jpg\" alt=\"Quando Whitney Houston (Nova Jersey, 1963-Los Angeles, 2012) foi encontrada morta na banheira de seu hotel em Los Angeles, em fevereiro de 2012, tinha teias de aranha em sua conta corrente e d\u00edvidas superiores a quatro milh\u00f5es de d\u00f3lares (quase 13 milh\u00f5es de reais). Em apenas uma d\u00e9cada, a cantora dilapidou sua fortuna pessoal de cerca de cem milh\u00f5es (320 milh\u00f5es de reais). Segundo o colunista social nova-iorquino Michael Lavelette, \u201cseu estilo de vida extravagante, seus muitos v\u00edcios (ao \u00e1lcool, aos calmantes, \u00e0 coca\u00edna...) e seu div\u00f3rcio de Bobby Brown a levaram \u00e0 ru\u00edna\u201d. Seu \u00faltimo milh\u00e3o foi gasto \u201cem um p\u00e9riplo delirante de v\u00e1rios meses por hot\u00e9is de luxo em Sidney, Paris e Londres no qual n\u00e3o prestou aten\u00e7\u00e3o aos gastos, apesar das advert\u00eancias de seus assessores financeiros. Segundo divulgou a Fox News, poucas horas antes de morrer Houston tinha chamado uma amiga para pedir que lhe emprestasse 100 d\u00f3lares que, supostamente, pensava em gastar em crack, a \u00faltima droga em que se viciou. Na imagem, Whitney Houston no palco do World Music Awards de 2004, em Las Vegas.\" width=\"666\" height=\"878\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Whitney Houston\u00a0<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Quando Whitney Houston (Nova Jersey, 1963-Los Angeles, 2012) foi encontrada morta na banheira de seu hotel em Los Angeles, em fevereiro de 2012, tinha teias de aranha em sua conta corrente e d\u00edvidas superiores a quatro milh\u00f5es de d\u00f3lares (quase 13 milh\u00f5es de reais). Em apenas uma d\u00e9cada, a cantora dilapidou sua fortuna pessoal de cerca de cem milh\u00f5es (320 milh\u00f5es de reais). Segundo o colunista social nova-iorquino Michael Lavelette, \u201cseu estilo de vida extravagante, seus muitos v\u00edcios (ao \u00e1lcool, aos calmantes, \u00e0 coca\u00edna&#8230;) e seu div\u00f3rcio de Bobby Brown a levaram \u00e0 ru\u00edna\u201d. Seu \u00faltimo milh\u00e3o foi gasto \u201cem um p\u00e9riplo delirante de v\u00e1rios meses por hot\u00e9is de luxo em Sidney, Paris e Londres no qual n\u00e3o prestou aten\u00e7\u00e3o aos gastos, apesar das advert\u00eancias de seus assessores financeiros. Segundo divulgou a Fox News, poucas horas antes de morrer Houston tinha chamado uma amiga para pedir que lhe emprestasse 100 d\u00f3lares que, supostamente, pensava em gastar em crack, a \u00faltima droga em que se viciou. Na imagem, Whitney Houston no palco do World Music Awards de 2004, em Las Vegas.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"elpais_gpt-LDB1\" class=\"publi_luto_vertical\" data-google-query-id=\"CPXwmp7sz9gCFdcqHwod0xEGdw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/fotogalerias\/brasil\/ldb1_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<ul class=\"contenedor_fotos\">\n<li style=\"list-style-type: none\">\n<ul class=\"contenedor_fotos\">\n<li id=\"id_gal_pasa_4\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_4\" class=\"horizontal\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1515510555_album_normal.jpg\" alt=\"Aquele que muitos consideram o melhor boxeador da hist\u00f3ria, Joe Louis (Alabama, 1914- Nevada, 1981) foi prejudicado pelo excesso de generosidade e confian\u00e7a. Criado em um humilde e conflituoso sub\u00farbio de Detroit, o campe\u00e3o do mundo dos pesos pesados entre 1937 e 1949 n\u00e3o se permitiu grandes luxos quando estava na crista da onda, mas pagou as consider\u00e1veis d\u00edvidas de seus familiares (inclusive daqueles que n\u00e3o lhe dirigiam a palavra quando n\u00e3o era mais que um adolescente gago que distribu\u00eda gelo em troca de gorjetas) e confiou em um s\u00e9quito de velhos amigos que saquearam suas contas correntes e o envolveram em uma longa s\u00e9rie de neg\u00f3cios duvidosos. Como resultado de tudo isso, chegou a dever \u00e0 Fazenda mais de um milh\u00e3o de d\u00f3lares (3,2 milh\u00f5es de reais) no fim dos anos 50, quando j\u00e1 tinha se aposentado do boxe e carecia de renda est\u00e1vel. Uma campanha de solidariedade proposta por antigos colegas serviu para que fosse concedido a Louis um alongamento do prazo de pagamento da d\u00edvida, mas quando morreu, em 1981, continuava com as contas embargadas e \u00e0 beira da mis\u00e9ria. Na imagem, Louis lendo o jornal \u2018New York Daily News\u2019, em 1938.\" width=\"666\" height=\"605\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Joe Louis: o campe\u00e3o saqueado por familiares e amigos<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Aquele que muitos consideram o melhor boxeador da hist\u00f3ria, Joe Louis (Alabama, 1914- Nevada, 1981) foi prejudicado pelo excesso de generosidade e confian\u00e7a. Criado em um humilde e conflituoso sub\u00farbio de Detroit, o campe\u00e3o do mundo dos pesos pesados entre 1937 e 1949 n\u00e3o se permitiu grandes luxos quando estava na crista da onda, mas pagou as consider\u00e1veis d\u00edvidas de seus familiares (inclusive daqueles que n\u00e3o lhe dirigiam a palavra quando n\u00e3o era mais que um adolescente gago que distribu\u00eda gelo em troca de gorjetas) e confiou em um s\u00e9quito de velhos amigos que saquearam suas contas correntes e o envolveram em uma longa s\u00e9rie de neg\u00f3cios duvidosos. Como resultado de tudo isso, chegou a dever \u00e0 Fazenda mais de um milh\u00e3o de d\u00f3lares (3,2 milh\u00f5es de reais) no fim dos anos 50, quando j\u00e1 tinha se aposentado do boxe e carecia de renda est\u00e1vel. Uma campanha de solidariedade proposta por antigos colegas serviu para que fosse concedido a Louis um alongamento do prazo de pagamento da d\u00edvida, mas quando morreu, em 1981, continuava com as contas embargadas e \u00e0 beira da mis\u00e9ria. Na imagem, Louis lendo o jornal \u2018New York Daily News\u2019, em 1938.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_5\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_5\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1514459913_album_normal.jpg\" alt=\"\u201cTenho a consci\u00eancia tranquila\u201d, costumava dizer a seus amigos um Sammy Davis Jr. (Nova York, 1925- Calif\u00f3rnia, 1990) completamente arruinado. \u201cN\u00e3o devo dinheiro a ningu\u00e9m que precise, quase todas as minhas d\u00edvidas s\u00e3o com o governo dos Estados Unidos\u201d. Essas d\u00edvidas chegaram a somar quase 15 milh\u00f5es de d\u00f3lares, porque o cantor do Harlem, como muitos outros famosos, adquiriu o h\u00e1bito de deixar de pagar impostos quando sentiu que eram um luxo que n\u00e3o podia se permitir. Nos melhores anos de sua carreira, entre fim dos anos 40 e meados dos 60, quando fazia parte do \u2018Rat Pack\u2019 de Frank Sinatra, Sammy ganhava mais de um milh\u00e3o de d\u00f3lares por ano com suas turn\u00eas. Em 1989, j\u00e1 na bancarrota devido a p\u00e9ssimos investimentos e luxos exc\u00eantricos, decidiu n\u00e3o extirpar um tumor na garganta porque temia que a opera\u00e7\u00e3o afetasse suas cordas vocais. \u201cN\u00e3o tenho um centavo guardado, e se n\u00e3o posso continuar cantando, vou morrer de fome\u201d, foi o que argumentou. Muito pouco depois acabou morrendo por conta do tumor que n\u00e3o quis operar. Na imagem, Sammy Davies Jr. em Los Angeles, em 1988.\" width=\"666\" height=\"862\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Sammy Davies Jr.: os luxos exc\u00eantricos o deixaram sem um centavo\u00a0<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">\u201cTenho a consci\u00eancia tranquila\u201d, costumava dizer a seus amigos um Sammy Davis Jr. (Nova York, 1925- Calif\u00f3rnia, 1990) completamente arruinado. \u201cN\u00e3o devo dinheiro a ningu\u00e9m que precise, quase todas as minhas d\u00edvidas s\u00e3o com o governo dos Estados Unidos\u201d. Essas d\u00edvidas chegaram a somar quase 15 milh\u00f5es de d\u00f3lares, porque o cantor do Harlem, como muitos outros famosos, adquiriu o h\u00e1bito de deixar de pagar impostos quando sentiu que eram um luxo que n\u00e3o podia se permitir. Nos melhores anos de sua carreira, entre fim dos anos 40 e meados dos 60, quando fazia parte do \u2018Rat Pack\u2019 de Frank Sinatra, Sammy ganhava mais de um milh\u00e3o de d\u00f3lares por ano com suas turn\u00eas. Em 1989, j\u00e1 na bancarrota devido a p\u00e9ssimos investimentos e luxos exc\u00eantricos, decidiu n\u00e3o extirpar um tumor na garganta porque temia que a opera\u00e7\u00e3o afetasse suas cordas vocais. \u201cN\u00e3o tenho um centavo guardado, e se n\u00e3o posso continuar cantando, vou morrer de fome\u201d, foi o que argumentou. Muito pouco depois acabou morrendo por conta do tumor que n\u00e3o quis operar. Na imagem, Sammy Davies Jr. em Los Angeles, em 1988.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_6\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_6\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1514459929_album_normal.jpg\" alt=\"O pintor holand\u00eas teve uma vida conturbada. Foi galerista, pastor protestante, mission\u00e1rio... Chegou a conviver em Haia, em condi\u00e7\u00f5es paup\u00e9rrimas, com uma jovem prostituta alco\u00f3lica e m\u00e3e solo. N\u00e3o \u00e9 totalmente correto afirmar, como se disse algumas vezes, que Van Gogh (Holanda, 1853 \u2013 Fran\u00e7a, 1890) n\u00e3o vendeu nenhum quadro em vida. Vendeu, por exemplo, litografias de suas primeiras obras-primas, como \u2018Os comedores de batatas\u2019. At\u00e9 desfrutou de uma brev\u00edssima fase de sucesso quando morava em Paris, apadrinhado por camaradas ilustres como o pintor bo\u00eamio Henri Toulouse-Lautrec. Mas \u00e9 verdade que morreu sem uma orelha, louco de pedra e sem um centavo no bolso, na cidade de Arles, no sul da Fran\u00e7a. Seu \u00fanico apoio material vinha do irm\u00e3o Theo, galerista e comerciante de arte, que foi seu \u00fanico mecenas, e que o manteve at\u00e9 o final pelo menos dois degraus acima da indig\u00eancia. Morreu aos 37 anos. Em novembro do passado ano, uma das telas que Vincent pintou em Arles, \u2018Labourer dans um champ\u2019, foi vendida em leil\u00e3o por 67 milh\u00f5es de euros. Na imagem, \u2018Auto-retrato\u2019, de Vincent van Gogh, de 1888.\" width=\"666\" height=\"810\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Vincent Van Gogh: s\u00f3 dois degraus acima da indig\u00eancia<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">O pintor holand\u00eas teve uma vida conturbada. Foi galerista, pastor protestante, mission\u00e1rio&#8230; Chegou a conviver em Haia, em condi\u00e7\u00f5es paup\u00e9rrimas, com uma jovem prostituta alco\u00f3lica e m\u00e3e solo. N\u00e3o \u00e9 totalmente correto afirmar, como se disse algumas vezes, que Van Gogh (Holanda, 1853 \u2013 Fran\u00e7a, 1890) n\u00e3o vendeu nenhum quadro em vida. Vendeu, por exemplo, litografias de suas primeiras obras-primas, como \u2018Os comedores de batatas\u2019. At\u00e9 desfrutou de uma brev\u00edssima fase de sucesso quando morava em Paris, apadrinhado por camaradas ilustres como o pintor bo\u00eamio Henri Toulouse-Lautrec. Mas \u00e9 verdade que morreu sem uma orelha, louco de pedra e sem um centavo no bolso, na cidade de Arles, no sul da Fran\u00e7a. Seu \u00fanico apoio material vinha do irm\u00e3o Theo, galerista e comerciante de arte, que foi seu \u00fanico mecenas, e que o manteve at\u00e9 o final pelo menos dois degraus acima da indig\u00eancia. Morreu aos 37 anos. Em novembro do passado ano, uma das telas que Vincent pintou em Arles, \u2018Labourer dans um champ\u2019, foi vendida em leil\u00e3o por 67 milh\u00f5es de euros. Na imagem, \u2018Auto-retrato\u2019, de Vincent van Gogh, de 1888.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"elpais_gpt-LDB2\" class=\"publi_luto_vertical\" data-google-query-id=\"CPjwmp7sz9gCFdcqHwod0xEGdw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/fotogalerias\/brasil\/ldb2_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<ul class=\"contenedor_fotos\">\n<li style=\"list-style-type: none\">\n<ul class=\"contenedor_fotos\">\n<li id=\"id_gal_pasa_7\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_7\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1514461136_album_normal.jpg\" alt=\"Foi Miss Su\u00e9cia em 1951 e encantou o mundo em 1960 com sua presen\u00e7a em cenas ic\u00f4nicas de \u2018La Dolce Vita\u2019, o cl\u00e1ssico de Federico Fellini. Bob Dylan falou dela como o perfeito ant\u00eddoto contra os problemas do mundo em sua can\u00e7\u00e3o \u2018I Shall Be Free\u2019. No entanto, o segundo ato da vida da modelo e atriz sueca Anita Ekberg (Malm\u00f6, Su\u00e9cia, 1931 \u2013 Roma, 2015) foi uma calamidade, especialmente se o compararmos com o \u00eaxtase de sucesso e \u2018glamour\u2019 que foram seus primeiros anos. Depois de sua prematura retirada do cinema e das passarelas no final dos anos 1960, sumiu do mapa e s\u00f3 se voltou a falar dela em 2011, quando sua resid\u00eancia foi assaltada por ladr\u00f5es e ela sofreu graves queimaduras por todo o corpo. A imprensa publicou por ent\u00e3o que vivia sozinha havia anos, em uma cadeira de rodas, em uma mans\u00e3o caindo aos peda\u00e7os de onde os bancos estavam prestes a despej\u00e1-la e sem bens nem contas banc\u00e1rias em seu nome. Morreu quatro anos depois, aos 83 anos. Na imagem, Anita Ekberg em 1955.\" width=\"666\" height=\"703\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Anita Ekberg: do \u2018glamour\u2019 a viver perseguida pelos bancos em uma mans\u00e3o decadente\u00a0<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Foi Miss Su\u00e9cia em 1951 e encantou o mundo em 1960 com sua presen\u00e7a em cenas ic\u00f4nicas de \u2018La Dolce Vita\u2019, o cl\u00e1ssico de Federico Fellini. Bob Dylan falou dela como o perfeito ant\u00eddoto contra os problemas do mundo em sua can\u00e7\u00e3o \u2018I Shall Be Free\u2019. No entanto, o segundo ato da vida da modelo e atriz sueca Anita Ekberg (Malm\u00f6, Su\u00e9cia, 1931 \u2013 Roma, 2015) foi uma calamidade, especialmente se o compararmos com o \u00eaxtase de sucesso e \u2018glamour\u2019 que foram seus primeiros anos. Depois de sua prematura retirada do cinema e das passarelas no final dos anos 1960, sumiu do mapa e s\u00f3 se voltou a falar dela em 2011, quando sua resid\u00eancia foi assaltada por ladr\u00f5es e ela sofreu graves queimaduras por todo o corpo. A imprensa publicou por ent\u00e3o que vivia sozinha havia anos, em uma cadeira de rodas, em uma mans\u00e3o caindo aos peda\u00e7os de onde os bancos estavam prestes a despej\u00e1-la e sem bens nem contas banc\u00e1rias em seu nome. Morreu quatro anos depois, aos 83 anos. Na imagem, Anita Ekberg em 1955.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_8\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_8\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1514461154_album_normal.jpg\" alt=\"O grande inventor americano de origem balc\u00e2nica Nikolas Tesla (Smiljan, Cro\u00e1cia, 1856 \u2013 Nova York, 1943) foi um g\u00eanio, mas careceu, sem d\u00favida, do tino comercial de concorrentos como Thomas Alva Edison, para quem trabalhou na juventude. Personagem-chave no desenvolvimento da ind\u00fastria el\u00e9trica, Tesla \u00e9 o pai de m\u00faltiplos inventos, mas vendeu a maioria dessas patentes \u00e0 Westinghouse Electrics por quantias frequentemente irris\u00f3rias, muito abaixo de seu valor real. Sua principal prioridade sempre foi investir tudo o que ganhava em novos inventos, mais que assegurar a solidez de sua empresa, a Tesla Electric &amp; Light Manufacturing, fundada em 1886. Em 1907, uma auditoria independente afirmava que as patentes que Tesla tinha vendido \u00e0 Westinghouse por pouco mais de 200.000 d\u00f3lares tinham um valor real de mercado superior a 12 milh\u00f5es, que deveriam ser 300 milh\u00f5es de d\u00f3lares hoje. Com semelhante talento para os neg\u00f3cios, n\u00e3o \u00e9 de estranhar que o cientista tenha se arruinado definitivamente pouco antes de morrer, em 1943. Na imagem, Nikolas Tesla em 1896.\" width=\"666\" height=\"896\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Nikolas Tesla: g\u00eanio cient\u00edfico, p\u00e9ssimo empres\u00e1rio\u00a0<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">O grande inventor americano de origem balc\u00e2nica Nikolas Tesla (Smiljan, Cro\u00e1cia, 1856 \u2013 Nova York, 1943) foi um g\u00eanio, mas careceu, sem d\u00favida, do tino comercial de concorrentos como Thomas Alva Edison, para quem trabalhou na juventude. Personagem-chave no desenvolvimento da ind\u00fastria el\u00e9trica, Tesla \u00e9 o pai de m\u00faltiplos inventos, mas vendeu a maioria dessas patentes \u00e0 Westinghouse Electrics por quantias frequentemente irris\u00f3rias, muito abaixo de seu valor real. Sua principal prioridade sempre foi investir tudo o que ganhava em novos inventos, mais que assegurar a solidez de sua empresa, a Tesla Electric &amp; Light Manufacturing, fundada em 1886. Em 1907, uma auditoria independente afirmava que as patentes que Tesla tinha vendido \u00e0 Westinghouse por pouco mais de 200.000 d\u00f3lares tinham um valor real de mercado superior a 12 milh\u00f5es, que deveriam ser 300 milh\u00f5es de d\u00f3lares hoje. Com semelhante talento para os neg\u00f3cios, n\u00e3o \u00e9 de estranhar que o cientista tenha se arruinado definitivamente pouco antes de morrer, em 1943. Na imagem, Nikolas Tesla em 1896.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_9\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_9\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1514461169_album_normal.jpg\" alt=\"Viver depressa sempre foi uma das principais prioridades da atriz Veronica Lake (Nova York, 1922 \u2013 Vermont, EUA, 1973). Seu talento e sua ambi\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinham transformado a beldade da classe oper\u00e1ria em uma grande estrela do cinema com pouco mais de 20 anos, quando protagonizou v\u00e1rios cl\u00e1ssicos do cinema noir ao lado de Alan Ladd, mas sua reputa\u00e7\u00e3o de indisciplinada e dif\u00edcil fez com que apenas uma d\u00e9cada depois deixassem de lhe oferecer pap\u00e9is. Em 1951, ela e seu marido, o diretor Andr\u00e9 de Toth, declararam fal\u00eancia: gastaram em tempo recorde a grande quantia de dinheiro que tinham conseguido acumular com suas respectivas carreiras. Para Lake, que se divorciou de Toth pouco depois, come\u00e7ou uma segunda vida em que trabalhou de gar\u00e7onete, foi presa v\u00e1rias vezes por embriaguez e atentado ao pudor e morou em mot\u00e9is baratos da periferia de Nova York. Sua fase tardia como apresentadora de um programa de televis\u00e3o em Baltimore, quando j\u00e1 era uma mulher de meia idade prematuramente envelhecida pelo \u00e1lcool e pela mis\u00e9ria, tampouco permitiu a ela resolver problemas econ\u00f4micos que a acompanhariam at\u00e9 o final. Morreu aos 50 anos.\" width=\"666\" height=\"845\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Veronica Lake: do luxo de Hollywood a trabalhar de gar\u00e7onete\u00a0<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Viver depressa sempre foi uma das principais prioridades da atriz Veronica Lake (Nova York, 1922 \u2013 Vermont, EUA, 1973). Seu talento e sua ambi\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinham transformado a beldade da classe oper\u00e1ria em uma grande estrela do cinema com pouco mais de 20 anos, quando protagonizou v\u00e1rios cl\u00e1ssicos do cinema noir ao lado de Alan Ladd, mas sua reputa\u00e7\u00e3o de indisciplinada e dif\u00edcil fez com que apenas uma d\u00e9cada depois deixassem de lhe oferecer pap\u00e9is. Em 1951, ela e seu marido, o diretor Andr\u00e9 de Toth, declararam fal\u00eancia: gastaram em tempo recorde a grande quantia de dinheiro que tinham conseguido acumular com suas respectivas carreiras. Para Lake, que se divorciou de Toth pouco depois, come\u00e7ou uma segunda vida em que trabalhou de gar\u00e7onete, foi presa v\u00e1rias vezes por embriaguez e atentado ao pudor e morou em mot\u00e9is baratos da periferia de Nova York. Sua fase tardia como apresentadora de um programa de televis\u00e3o em Baltimore, quando j\u00e1 era uma mulher de meia idade prematuramente envelhecida pelo \u00e1lcool e pela mis\u00e9ria, tampouco permitiu a ela resolver problemas econ\u00f4micos que a acompanhariam at\u00e9 o final. Morreu aos 50 anos.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"elpais_gpt-LDB3\" class=\"publi_luto_vertical\" data-google-query-id=\"CMLInp7sz9gCFZIZhgod_k4B1A\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/fotogalerias\/brasil\/ldb3_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<ul class=\"contenedor_fotos\">\n<li style=\"list-style-type: none\">\n<ul class=\"contenedor_fotos\">\n<li id=\"id_gal_pasa_10\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_10\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1514461182_album_normal.jpg\" alt=\"Morreu de cirrose em um hospital do Harlem (Nova York), na primavera de 1959, aos 44 anos (tinha nascido na Filadelfia em 1915). Estava havia alguns dias em pris\u00e3o domiciliar por posse de drogas (era viciada em hero\u00edna) e, ao morrer, tinha 70 centavos em sua conta corrente e 750 d\u00f3lares em dinheiro vivo, que foram herdados por seu marido. A mulher que tamb\u00e9m era conhecida como Lady Day, que se tornou um mito da m\u00fasica popular (jazz, especialmente) do s\u00e9culo XX, foi arruinada pelos v\u00edcios, pelo estilo de vida bo\u00eamio e pelas m\u00e1s companhias. Em particular, uma fraude de que foi alvo pouco antes de morrer e que consumiu suas \u00faltimas economias e os direitos autorais gerados por seu \u00faltimo par de discos e sua autobiografia, \u2018Lady sings the blues\u2019, publicada em 1956. Lily Rothman, redatora da \u2018Time\u2019, escrevia no anivers\u00e1rio de sua morte que Billie \u201cantes de morrer, teria preferido gastar aqueles 750 d\u00f3lares com \u00e1lcool, hero\u00edna ou em uma \u00faltima farra com os amigos, porque sua filosofia era n\u00e3o guardar nada para amanh\u00e3\u201d. Nunca quis ser a mais rica do cemit\u00e9rio. Na imagem, Billie Holiday em 1950.\" width=\"666\" height=\"837\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Billie Holiday: a grande voz do jazz se foi com 70 centavos no bolso\u00a0<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Morreu de cirrose em um hospital do Harlem (Nova York), na primavera de 1959, aos 44 anos (tinha nascido na Filadelfia em 1915). Estava havia alguns dias em pris\u00e3o domiciliar por posse de drogas (era viciada em hero\u00edna) e, ao morrer, tinha 70 centavos em sua conta corrente e 750 d\u00f3lares em dinheiro vivo, que foram herdados por seu marido. A mulher que tamb\u00e9m era conhecida como Lady Day, que se tornou um mito da m\u00fasica popular (jazz, especialmente) do s\u00e9culo XX, foi arruinada pelos v\u00edcios, pelo estilo de vida bo\u00eamio e pelas m\u00e1s companhias. Em particular, uma fraude de que foi alvo pouco antes de morrer e que consumiu suas \u00faltimas economias e os direitos autorais gerados por seu \u00faltimo par de discos e sua autobiografia, \u2018Lady sings the blues\u2019, publicada em 1956. Lily Rothman, redatora da \u2018Time\u2019, escrevia no anivers\u00e1rio de sua morte que Billie \u201cantes de morrer, teria preferido gastar aqueles 750 d\u00f3lares com \u00e1lcool, hero\u00edna ou em uma \u00faltima farra com os amigos, porque sua filosofia era n\u00e3o guardar nada para amanh\u00e3\u201d. Nunca quis ser a mais rica do cemit\u00e9rio. Na imagem, Billie Holiday em 1950.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_11\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_11\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1515510554_album_normal.jpg\" alt=\"Atribui-se a ele uma frase que \u00e9 toda uma apologia do hedonismo e do esbanjamento despreocupado: \u201cGastei a maior parte da minha fortuna com mulheres e bebida. O resto eu desperdicei\u201d. Jogador de futebol prodigioso, sobre quem Pel\u00e9 chegou a dizer que era o maior talento da sua gera\u00e7\u00e3o, George Best (Belfast, 1946 \u2013 Londres, 2005) chegou a ser conhecido como \u2018o quinto Beatle\u2019 por sua beleza, seu carisma e seu estilo de vida selvagem e dissoluto. Dizia ter ido para a cama com tr\u00eas ganhadoras do Miss Universo (\u201cn\u00e3o com sete, como dizem meus detratores\u201d), que Paul Gascoigne n\u00e3o era p\u00e1reo para ele na bebida, e que, quando seu m\u00e9dico de cabeceira lhe disse que estava a apenas um copo de cerveja da morte, ele decidiu mudar de vida e come\u00e7ar a pedir os copos pela metade. Todo o dinheiro que Best acumulou em seus 10 anos jogando na elite, como ponta-esquerdo do Manchester United, ele dilapidou entre os 30 e os 50 anos, uma longa fase de farras e excessos inconceb\u00edveis, em que chegou a se dizer que \u201cse numa noite de farra voc\u00ea tiver a sorte de estar a menos de 10 quil\u00f4metros ao redor de George Best ele te paga todas as rodadas\u201d. Na imagem, Best com sua mulher, a sueca Siv Hederby, em 1970.\" width=\"666\" height=\"870\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">George Best: o craque que se afogou no \u00e1lcool e nas farras\u00a0<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Atribui-se a ele uma frase que \u00e9 toda uma apologia do hedonismo e do esbanjamento despreocupado: \u201cGastei a maior parte da minha fortuna com mulheres e bebida. O resto eu desperdicei\u201d. Jogador de futebol prodigioso, sobre quem Pel\u00e9 chegou a dizer que era o maior talento da sua gera\u00e7\u00e3o, George Best (Belfast, 1946 \u2013 Londres, 2005) chegou a ser conhecido como \u2018o quinto Beatle\u2019 por sua beleza, seu carisma e seu estilo de vida selvagem e dissoluto. Dizia ter ido para a cama com tr\u00eas ganhadoras do Miss Universo (\u201cn\u00e3o com sete, como dizem meus detratores\u201d), que Paul Gascoigne n\u00e3o era p\u00e1reo para ele na bebida, e que, quando seu m\u00e9dico de cabeceira lhe disse que estava a apenas um copo de cerveja da morte, ele decidiu mudar de vida e come\u00e7ar a pedir os copos pela metade. Todo o dinheiro que Best acumulou em seus 10 anos jogando na elite, como ponta-esquerdo do Manchester United, ele dilapidou entre os 30 e os 50 anos, uma longa fase de farras e excessos inconceb\u00edveis, em que chegou a se dizer que \u201cse numa noite de farra voc\u00ea tiver a sorte de estar a menos de 10 quil\u00f4metros ao redor de George Best ele te paga todas as rodadas\u201d. Na imagem, Best com sua mulher, a sueca Siv Hederby, em 1970.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_12\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_12\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1514462736_album_normal.jpg\" alt=\"Se h\u00e1 algo em que a riqu\u00edssima herdeira Barbara Hutton (Nova York, 1912 \u2013 Calif\u00f3rnia, EUA, 1979) foi genial era na sua capacidade para torrar dinheiro. Seu terceiro marido, o ator Cary Grant, disse sobre ela que \u201cquando suas possibilidades s\u00e3o quase infinitas, para viver acima delas \u00e9 preciso ter um verdadeiro talento\u201d. O fato \u00e9 que Hutton, herdeira de grande parte da fortuna do fundador das lojas de departamentos Woolworth, recebeu ao nascer o que parecia um po\u00e7o de riquezas sem fundo, mas conseguiu esvazi\u00e1-lo. Depois do suic\u00eddio da sua m\u00e3e, a imprensa come\u00e7ou a se referir a ela, com uma mistura de compaix\u00e3o e ironia, como \u201ca pobre menina rica\u201d. Sua festa de 21 anos, celebrada em plena Grande Depress\u00e3o, em 1933, foi um ato de ostenta\u00e7\u00e3o t\u00e3o obsceno que lhe valeu uma antipatia quase universal e obrigou seu pai a envi\u00e1-la \u00e0 Europa, na tentativa de livr\u00e1-la do ass\u00e9dio da imprensa. A partir da\u00ed, a herdeira continuou metida numa crescente espiral de esbanjamento que incluiu a constru\u00e7\u00e3o de um palacete de estilo japon\u00eas em pleno deserto de Cuernavaca, no M\u00e9xico. Ao todo, esta predecessora de Paris Hilton conseguiu gastar mais de 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares em quatro d\u00e9cadas. Toda uma vida dedicada \u00e0 arte de queimar capital, que acabou em 1979, quando o po\u00e7o j\u00e1 estava seco. Na imagem, Barbara Hutton em Palm Beach (Fl\u00f3rida), em 1940.\" width=\"666\" height=\"785\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Barbara Hutton: a pobre menina rica\u00a0<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Se h\u00e1 algo em que a riqu\u00edssima herdeira Barbara Hutton (Nova York, 1912 \u2013 Calif\u00f3rnia, EUA, 1979) foi genial era na sua capacidade para torrar dinheiro. Seu terceiro marido, o ator Cary Grant, disse sobre ela que \u201cquando suas possibilidades s\u00e3o quase infinitas, para viver acima delas \u00e9 preciso ter um verdadeiro talento\u201d. O fato \u00e9 que Hutton, herdeira de grande parte da fortuna do fundador das lojas de departamentos Woolworth, recebeu ao nascer o que parecia um po\u00e7o de riquezas sem fundo, mas conseguiu esvazi\u00e1-lo. Depois do suic\u00eddio da sua m\u00e3e, a imprensa come\u00e7ou a se referir a ela, com uma mistura de compaix\u00e3o e ironia, como \u201ca pobre menina rica\u201d. Sua festa de 21 anos, celebrada em plena Grande Depress\u00e3o, em 1933, foi um ato de ostenta\u00e7\u00e3o t\u00e3o obsceno que lhe valeu uma antipatia quase universal e obrigou seu pai a envi\u00e1-la \u00e0 Europa, na tentativa de livr\u00e1-la do ass\u00e9dio da imprensa. A partir da\u00ed, a herdeira continuou metida numa crescente espiral de esbanjamento que incluiu a constru\u00e7\u00e3o de um palacete de estilo japon\u00eas em pleno deserto de Cuernavaca, no M\u00e9xico. Ao todo, esta predecessora de Paris Hilton conseguiu gastar mais de 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares em quatro d\u00e9cadas. Toda uma vida dedicada \u00e0 arte de queimar capital, que acabou em 1979, quando o po\u00e7o j\u00e1 estava seco. Na imagem, Barbara Hutton em Palm Beach (Fl\u00f3rida), em 1940.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"elpais_gpt-LDB4\" class=\"publi_luto_vertical\" data-google-query-id=\"CPbwmp7sz9gCFdcqHwod0xEGdw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/fotogalerias\/brasil\/ldb4_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<ul id=\"contenedor_fotos\" class=\"contenedor_fotos\">\n<li id=\"id_gal_pasa_13\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_13\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1514462783_album_normal.jpg\" alt=\"\u201cA dignidade do meu cargo me obriga, certamente, a incorrer em despesas \u00e0s quais n\u00e3o posso me permitir\u201d, escreveu Thomas Jefferson (Virg\u00ednia, EUA, 1743 - Virg\u00ednia, EUA, 1826), terceiro presidente dos Estados Unidos, a seu bom amigo James Madison em 1802. O inquilino da Casa Branca tentava, assim, justificar despesas extravagantes como os quase 10.000 d\u00f3lares por ano (o que daria cerca de 1,8 milh\u00e3o de d\u00f3lares hoje) que eram gastos em vinhos franceses, espanh\u00f3is e italianos para nutrir sua adega e receber seus h\u00f3spedes. Al\u00e9m disso, Jefferson acreditava piamente que indiv\u00edduos em cargos eletivos n\u00e3o deveriam receber um sal\u00e1rio \u2013 \u201cse voc\u00ea n\u00e3o pode se permitir o esfor\u00e7o financeiro representado por servir a seu pa\u00eds, \u00e9 melhor n\u00e3o faz\u00ea-lo\u201d, escreveu. E ainda pregava a austeridade nos gastos p\u00fablicos \u2013 \u201cnenhuma gera\u00e7\u00e3o deve se ver obrigada a pagar as d\u00edvidas de seus pais\u201d. Mas nunca se disp\u00f4s a praticar isso em sua vida pessoal. Morreu em Monticello, sua imensa mans\u00e3o no sul do pa\u00eds, assediado pelos credores, entre baixelas de ouro e prata oxidadas e luxuosos tapetes estilo Versailles cobertos de p\u00f3 e ro\u00eddos por ratazanas. Na imagem, retrato de Thomas Jefferson em 1800.\" width=\"666\" height=\"796\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Thomas Jefferson: um presidente rodeado de credores\u00a0<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">\u201cA dignidade do meu cargo me obriga, certamente, a incorrer em despesas \u00e0s quais n\u00e3o posso me permitir\u201d, escreveu Thomas Jefferson (Virg\u00ednia, EUA, 1743 &#8211; Virg\u00ednia, EUA, 1826), terceiro presidente dos Estados Unidos, a seu bom amigo James Madison em 1802. O inquilino da Casa Branca tentava, assim, justificar despesas extravagantes como os quase 10.000 d\u00f3lares por ano (o que daria cerca de 1,8 milh\u00e3o de d\u00f3lares hoje) que eram gastos em vinhos franceses, espanh\u00f3is e italianos para nutrir sua adega e receber seus h\u00f3spedes. Al\u00e9m disso, Jefferson acreditava piamente que indiv\u00edduos em cargos eletivos n\u00e3o deveriam receber um sal\u00e1rio \u2013 \u201cse voc\u00ea n\u00e3o pode se permitir o esfor\u00e7o financeiro representado por servir a seu pa\u00eds, \u00e9 melhor n\u00e3o faz\u00ea-lo\u201d, escreveu. E ainda pregava a austeridade nos gastos p\u00fablicos \u2013 \u201cnenhuma gera\u00e7\u00e3o deve se ver obrigada a pagar as d\u00edvidas de seus pais\u201d. Mas nunca se disp\u00f4s a praticar isso em sua vida pessoal. Morreu em Monticello, sua imensa mans\u00e3o no sul do pa\u00eds, assediado pelos credores, entre baixelas de ouro e prata oxidadas e luxuosos tapetes estilo Versailles cobertos de p\u00f3 e ro\u00eddos por ratazanas. Na imagem, retrato de Thomas Jefferson em 1800.<\/span><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-agencia\">GETTY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li id=\"id_gal_pasa_14\">\n<figure class=\"foto foto_w666\"><span class=\"fondo_img\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"foto_gal_14\" class=\"vertical\" src=\"https:\/\/ep00.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/12\/28\/album\/1514458708_250597_1514462837_album_normal.jpg\" alt=\"Edgar Allan Poe (Boston, 1809 - Baltimore, 1849) se alistou no Ex\u00e9rcito quando ainda era menor de idade. Foi mandado para o pelot\u00e3o de artilharia, n\u00e3o gostou e pediu licen\u00e7a. No fim, os 5 d\u00f3lares mensais que recebia durante essa breve etapa nos quart\u00e9is acabariam sendo o \u00fanico sal\u00e1rio est\u00e1vel que ganhou em toda a sua vida. Poe quis se dedicar profissionalmente \u00e0 literatura, um of\u00edcio ent\u00e3o exercido por aristocratas ociosos e outras pessoas com possibilidades, e acabou se saindo muito mal. Nunca conseguiu sustentar sua fam\u00edlia. Escrevia como freelancer (inclusive depois de morto: em 1860, 11 anos ap\u00f3s a morte do autor, uma m\u00e9dium teve a suprema ousadia de publicar uma cole\u00e7\u00e3o de poemas \u2018ditados\u2019 pelo fantasma de Poe), mas quase sempre para revistas e editoras de segunda, que o recompensavam de maneira mesquinha e miser\u00e1vel, barganhando at\u00e9 o \u00faltimo centavo. Nem mesmo o sucesso de seu poema \u2018O Corvo\u2019 ou de seu conto \u2018O Escaravelho de Ouro\u2019 lhe rendeu o suficiente para deixar de passar apertos por uma \u00e9poca. Seu triste enterro, em Baltimore, diante de sete pessoas, \u00e9 a prova mais eloquente do fracasso em vida deste grande g\u00eanio maldito, um esfor\u00e7ado homem das palavras. Na imagem, Edgar Allan Poe em 1849.\" width=\"666\" height=\"919\" \/><\/span><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-titulo\">Edgar Allan Poe: s\u00f3 sete pessoas em seu enterro<\/span><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Edgar Allan Poe (Boston, 1809 &#8211; Baltimore, 1849) se alistou no Ex\u00e9rcito quando ainda era menor de idade. Foi mandado para o pelot\u00e3o de artilharia, n\u00e3o gostou e pediu licen\u00e7a. No fim, os 5 d\u00f3lares mensais que recebia durante essa breve etapa nos quart\u00e9is acabariam sendo o \u00fanico sal\u00e1rio est\u00e1vel que ganhou em toda a sua vida. Poe quis se dedicar profissionalmente \u00e0 literatura, um of\u00edcio ent\u00e3o exercido por aristocratas ociosos e outras pessoas com possibilidades, e acabou se saindo muito mal. Nunca conseguiu sustentar sua fam\u00edlia. Escrevia como freelancer (inclusive depois de morto: em 1860, 11 anos ap\u00f3s a morte do autor, uma m\u00e9dium teve a suprema ousadia de publicar uma cole\u00e7\u00e3o de poemas \u2018ditados\u2019 pelo fantasma de Poe), mas quase sempre para revistas e editoras de segunda, que o recompensavam de maneira mesquinha e miser\u00e1vel, barganhando at\u00e9 o \u00faltimo centavo. Nem mesmo o sucesso de seu poema \u2018O Corvo\u2019 ou de seu conto \u2018O Escaravelho de Ouro\u2019 lhe rendeu o suficiente para deixar de passar apertos por uma \u00e9poca. Seu triste enterro, em Baltimore, diante de sete pessoas, \u00e9 a prova mais eloquente do fracasso em vida deste grande g\u00eanio maldito, um esfor\u00e7ado homem das palavras. Na imagem, Edgar Allan Poe em 1849.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns gastaram tudo que ganharam em luxos extravagantes; outros fizeram obras-primas, mas o mundo n\u00e3o as entendeu<br \/>\nM.E. 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