{"id":23120,"date":"2013-10-15T14:00:45","date_gmt":"2013-10-15T17:00:45","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopopular.net\/jornal\/?p=23120"},"modified":"2013-10-15T15:09:38","modified_gmt":"2013-10-15T18:09:38","slug":"a-cultura-assassina-republicana-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/a-cultura-assassina-republicana-do-brasil\/","title":{"rendered":"A cultura assassina republicana do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"ImageProxy (24)\" src=\"https:\/\/acaopopular.net\/jornal\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ImageProxy-242.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/p>\n<div id=\"ecxbb-md-noticia-tabs\">\n<div id=\"ecxbb-md-noticia-tabs-1\">\n<p>O ministro<br \/>\nNa festa de recep\u00e7\u00e3o aos militares que participaram da Guerra de Canudos, no Arsenal de Guerra, no Rio, em 5 de novembro de 1897, o soldado Marcelino Bispo de Miranda se aproximou do presidente da Rep\u00fablica, Prudente de Morais (ao lado). Ao perceber que o soldado apontava um rev\u00f3lver, o ministro da Guerra, Carlos Machado Bittencourt, entrou na frente do presidente. Miranda engatilhou a arma, que falhou. Em segundos, o soldado tirou uma pequena faca da cintura e a enfiou no peito e na virilha do ministro, que caiu morto.<\/p>\n<p>O assassino foi preso. Meses depois, foi encontrado enforcado na cela. O atentado permitiu que Prudente de Morais decretasse estado de s\u00edtio e neutralizasse a oposi\u00e7\u00e3o e as cr\u00edticas pelos gastos do governo no massacre de sertanejos na Bahia. Ele podia encerrar com tranquilidade seu mandato no ano seguinte. A pol\u00edcia prendeu diversos pol\u00edticos pela suposta forma\u00e7\u00e3o de um conluio para mat\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Entre os presos estavam o senador Pinheiro Machado, que foi liberado por falta de provas.<br \/>\nA &#8220;Sombra&#8221;<br \/>\nAp\u00f3s deixar a pris\u00e3o por suposta participa\u00e7\u00e3o no atentado contra Prudente de Morais, o senador Pinheiro Machado ganhou destaque nos bastidores da pol\u00edtica. Ele criou o Partido Republicano Conservador, um dos primeiros com caracter\u00edsticas nacionais. A 8 de setembro de 1915, ele foi apunhalado pelo padeiro Francisco Coimbra, ao chegar ao hotel onde estava, no Rio. O Partido Republicano Conservador foi dissolvido.<br \/>\nCrimes de uma Revolu\u00e7\u00e3o<br \/>\nA 26 de julho de 1930, o presidente da Para\u00edba, Jo\u00e3o Pessoa, vice de Get\u00falio Vargas na chapa derrotada da oposi\u00e7\u00e3o que disputou o Pal\u00e1cio do Catete, foi morto com dois tiros pelo advogado Jo\u00e3o Duarte Dantas, no Recife. Eles travavam uma disputa pol\u00edtica regional. Dantas havia se sentido ofendido com a divulga\u00e7\u00e3o de cartas que recebeu da namorada, Anayde Beiriz, tiradas de seu escrit\u00f3rio. Vargas usou o homic\u00eddio para levar adiante sua revolta, que desembocou na Revolu\u00e7\u00e3o de 1930.<\/p>\n<p>O primeiro ato de viol\u00eancia desse processo ocorreu cinco meses antes, em Montes Claros, Minas. O vice-presidente da Rep\u00fablica, Fernando de Melo Viana, participava de um com\u00edcio do candidato do governo, Julio Prestes, a 6 de fevereiro, quando seu grupo pol\u00edtico entrou em choque com oposicionistas da Alian\u00e7a Liberal. Melo Viana levou tr\u00eas tiros e sobreviveu. Rafael Fleury, seu secret\u00e1rio, e outras cinco pessoas morreram.<br \/>\nAtentado<br \/>\nGreg\u00f3rio Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente Get\u00falio Vargas, confessou ser o mandante do atentado da Rua Toneleros, no Rio, na noite de 4 de agosto de 1954, que resultou na morte do major-aviador Rubens Florentino Vaz. Este era seguran\u00e7a do jornalista Carlos Lacerda &#8211; um ferrenho opositor das esquerdas e do governo. Ele escapou da morte. O caso incendiou o clima pol\u00edtico. Vinte dias depois, Vargas se matou com um tiro no peito, em seu quarto, no Pal\u00e1cio do Catete.<br \/>\nTiros no Senado<br \/>\nO senador de Alagoas Arnon Afonso de Mello, pai do ex-presidente e atualmente senador Fernando Collor, sacou sua arma, no plen\u00e1rio do Senado, e disparou tr\u00eas tiros contra o rival Silvestre P\u00e9ricles, tamb\u00e9m senador por Alagoas, em Bras\u00edlia, no dia 4 de dezembro de 1963 (ao lado). P\u00e9ricles n\u00e3o foi atingido. Mas um dos tiros atingiu o senador Jos\u00e9 Kairala, perfurando seu cora\u00e7\u00e3o. Arnon, que dispunha de imunidade parlamentar, n\u00e3o foi punido.<\/p>\n<p>Pol\u00edticos influentes gozavam de imunidade parlamentar.<\/p>\n<p>Fonte: Estado de S. Paulo<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro Na festa de recep\u00e7\u00e3o aos militares que participaram da Guerra de Canudos, no Arsenal de Guerra, no Rio, em 5 de novembro de 1897, o soldado Marcelino Bispo de Miranda se aproximou do presidente da Rep\u00fablica, Prudente de Morais (ao lado). 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